História Rye e Willow : Jogos Vorazes - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Gale Hawthorne, Katniss Everdeen, Peeta Mellark, Personagens Originais, Rye Mellark, Willow Mellark
Tags Depois De A Esperança, Filhos De Katniss, Jogos Vorazes, Katniss Everdeen, Mockingjay, Panem, Peeta, Peeta Mellark, Rye, Rye Mellark, The Hunger Games, Tordo, Willow, Willow Mellark
Exibições 25
Palavras 1.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não sei como os capítulos ficam tão grandes, mas esse acho q ficou menor. Aproveitem.

Capítulo 15 - Apenas a Morte


  Silêncio. Foi isso que tomou conta do prédio naquele momento. Depois houve alguns cochichos na platéia e Willow teve sorte de não haver câmeras aonde ela se encontrava, pois a sua cara de surpresa era bastante perceptível. No palco César escolhia na sua mente o que deveria fazer agora. 
   - Que pena.-foi o que disse e o sino tocou para salvar Dale que parecia não querer mais nada a não ser ir logo pra arena e morrer. 
   - Bom espero que você tenha sorte na arena. - César disse se levantando acompanhado de Dale e toda a platéia - Esse foi Dale Klaff! - a platéia aplaudiu e Dale saiu do palco
  Os 30 segundos seguintes passaram como um raio. Dale se juntou a equipe de seu Distrito, Rye, Willow, Marcus e Felícia, e eles foram para o elevador. Como eram do segundo andar, chegaram logo, e cada um foi para o seu quarto, Marcus e Felícia também tinham seus quartos. Tudo isso em silêncio, ninguém havia dito uma palavra se quer. 
  Mais ou menos uma hora depois todos tiveram que se reunir para o jantar, todos comiam em silêncio e Rye, Dale e Willow não olhavam para ninguém, apenas se ouvia o barulho dos garfos, facas e taças, até Marcus e Felícia começarem a explicar o que deveriam fazer no dia seguinte. Também deram e lembraram de dicas para quando estiverem na arena, como fugir do círculo da morte e correr para o lado contrário da cornucópia, Dale insistiu na idéia de que era bem rápido e podia conseguir pelo menos algumas mochilas, mas Marcus disse que era uma burrice, disseram que quando tomassem distância de todos os outros tributos procurassem água e comida "Principalmente água, água é a sua vida na arena" 
  - Espero que a arena seja uma floresta. - comentou Willow
  "Eu só espero que não seja uma arena relógio igual que minha mãe e meu pai enfrentaram" pensou Rye lembrando-se do que Willow havia lhe contado sobre o que eles passaram naquele massacre quaternário. 
   Felícia lembrou a eles que procurassem um ao outro. 
  - Não se preocupem, com as armas.. - dizia Marcus
  - Como não se preocupar? - interrompeu Dale - Como vamos caçar e nos defender sem armas? 
  - Deixa eu explicar. Quando um tributo morre, um aerodeslizador vem buscar ... 
  - É mesmo. - Dale interrompeu outra vez- Eu soube que aqui eles não limpam os corpos e mandam de volta para casa como faziam em Panem. O aerodeslizador simplesmente pega o corpo e ninguém sabe para onde os levam. 
  - Onde você ouviu isso? - Willow teve coragem de perguntar 
   - Pesquisa. - foi Rye quem respondeu - Ele sempre diz que pesquisou esqueceu? 
  Willow lembrou mais não respondeu. 
  - Como eu ia dizendo, - Marcus continuou - Quando um tributo morre, um aerodeslizador vem buscar o corpo, mas apenas o corpo, ou seja, deixa as armas aonde ele foi morto. Se vocês tiverem sorte podem achar armas de algum tributo morto. 
  Os três acharam a idéia meio mal pensada, Felícia também achou que eles precisariam ser muito sortudos para que aquilo acontecesse. 
  Depois de mais algumas dicas todos foram dormir, ou pelo menos tentar fazer isso. 
  
  Rye foi acordado cedo no dia seguinte, no dia em que entraria na arena. As três primeiras horas do seu dia passaram rapidamente. Os três tomaram um banho, o último das próximas semanas ou da vida, tomaram um café da manhã bem reforçado e escovaram os dentes. Depois foram levados para junto dos outros tributos que foram divididos e levados para dois aerodeslizadores . Nesse momento Rye pensou em sair correndo, o que não iria adiantar nada e então implorar para que eles deixassem ser um bando de malucos doentes e parassem esses Jogos para sempre. Porém ele sabia que tudo isso seria em vão. No aerodeslizador todos receberam um rastreador inserido no antebraço, quando estiverem na arena os idealizadores dos jogos podem localizá-los facilmente. 
  Uma hora de viagem, uma hora de tédio, uma hora perto de quase todos o tributos que tentariam se matar em questão de horas. Mas era melhor estar ali do que em um lugar onde todos queiram te ver morto.
  Quando chegaram foram todos separados quase que imediatamente, Rye não teve tempo de se despedir de sua irmã nem de seu amigo, foi levado para um lugar onde havia duas cadeiras confortáveis uma mesa com algumas coisas para se comer e beber, também tinha água. Havia um banheiro pequeno, um círculo de metal em que havia um buraco de mesmo formato e tamanho no teto acima, foi quando ele percebeu que era por ali que o colocaria na a arena. 
   Disseram para que ele esperasse, então foi o que ele fez, pegou uma garrafa de água e ficou bebericando enquanto pensava. Em alguns minutos ele poderia estar morto. 
  Apenas em alguns minutos ele poderia ser acertado com uma faca na cabeça, não importa o quanto ele corresse para a direção contrária do círculo da morte, alguém poderia chegar rapidamente na cornucópia, pegar um arco e flechas e acertá-lo de longe. E depois? O que viria? O julgamento final? Uma nova vida como outro ser humano? Uma outra vida como um animal? Uma outra vida em outro planeta desconhecido? Em uma galáxia alternativa? No céu ou inferno? Rye foi ensinado e acreditava no último dito. Porém sentiu medo, será que se ele morresse iria para o céu ou para o inferno? Imaginou ele agora lá sentado, depois sendo apresentado para a arena e morrendo segundos depois, depois o que viria?Apenas a Morte, e a paz ou sofrimento que a seguiria. Ele imaginou o julgamento. Porém não achava que seria justo ser mandado para o inferno, nunca fez nada de errado, ele era tão bom que nem mentir ele tinha feito muito. Mas pensou também que não fez nada de bom, algo que merecesse a vida eterna. Ele já estava fazendo uma oração quando alguém entrou pela porta. Antes de levantar o rosto , Rye terminou a oração. Quando enfim olhou, viu Acan com algo que deveria ser a roupa que ele usaria na arena. Rye agora ficou um pouco mais calmo, não pela chegada de Acan, mas pela certeza de que tinha chance de ficar vivo naquele jogo do demônio que estava naqueles presidentes malucos. Ele bebeu mais um gole de água e se levantou.
  - Vista, no banheiro. - Acan disse dando a ele a roupa guardada em um saco transparente 
  Rye entrou no pequeno banheiro e se trocou, saiu e Acan começou a analisar os detalhes. A roupa era composta por uma camiseta de mangas longas que iam até o pulso, uma jaqueta de cor marrom claro, calça com vários bolsos que também era branca mas tinha alguns detalhes em dourado, botas fechadas que eram de um marrom mais claro que o da jaqueta. 
   - Minhas apostas seriam que a arena é uma floresta ou um deserto. - Acan começou - Essa camisa de mangas longas pode  trazer um desconforto em horas de calor, mas pode ajudar com o frio se usar com a jaqueta à noite. As botas irão te ajudar a caminhar, a não ser que a arena seja um geleiro, ela é apertada para que não entre muita água ou areia. Espero que não coloquem vocês em um Polo Sul, se não à noite você vai congelar as pernas com essa calça se não tiver um saco de dormir. 
   Rye torceu para não ir para o Polo Sul. "Ou melhor, que eu não esteja no Polo Sul" ele pensou, sabia que eles faziam arenas pelo mundo, menos na antiga América do Norte claro. 
  - 30 segundos. - uma voz femina disse e fez Rye ficar nervoso com o coração batendo forte. 
  - O último toque. - Acan disse e prendeu na sua camisa escondido pela jaqueta um broche dourado idêntico a de sua mãe: um tordo com uma flecha em volta de um círculo. - Assim que eu soube que seriam vocês os tributos desse ano, mandei que fizessem um desse para cada. Rober e Nayra devem estar entregando agora o de Willow e Dale. 
  - 20 segundos. 
  - Obrigado. - disse Rye quase sem voz, apesar de ter adorado o presente, ele estava muito nervoso e começava a tremer. 
  Gostaria que fosse outra pessoa, mas como só tinha ele lá, Rye deu um abraço em Acan, que o retrubuiu. Ele o apertou forte que a sua tremedeira parou enquanto o abraço continuava. Ele começava a pensar rápido demais, e mesmo que não quisesse, cessou o abraço e terminou de beber a água da garrafa, dava para perceber como estava nervoso por sua mão tremer enquanto levantava a garrafa até a altura da boca. 
  - 10 segundos. 
  Rye olhou assustado para seu estilista. Chegou a hora. Seu coração batia rápido demais. Ele tremia. Acan com a mão mostrou que ele devia entrar no círculo de metal. E ele o fez, lento e com medo, quando estava totalmente dentro do círculo, um cilindro de vidro o fechou e Rye colocou a mão nele. De repente a tremedeira parou e só restou a confiança, ele não soube porque mas resolvel aproveitá-la. Então enquanto o círculo não subia, provavelmente algum tributo estava dando trabalho, ele aquecia as pernas, ele já havia decidido que correria na direção contrária ao do círculo da morte, que era o banho de sangue de Kanem onde ficava a cornucópia. Ele deu mais alguns pulinhos e parou, respirou fundo olhou para Acan que acenou com a cabeça e depois pegou os três dedos centrais da mão esquerda, tocou nos lábios e levantou na altura de sua cabeça. Rye não soube como agradecer aquele gesto, então deu um mini sorriso de lado e acenou com a cabeça. Foi aí que o círculo de metal começou a subir, e em 2 segundos ele estava em um completo escuro, sentindo o seu chão o levar para cima, então uma luz apareceu lá em cima, ficou subindo um pouco rápido por 10 segundos, depois ele ficou mais lento e Rye já precisava estreirar os olhos. Sentiu um vento friozinho quando chegou perto da saída e um frio um pouco maior quando finalmente estava ao ar livre. Precisou de 3 segundos para se acostumar com a claridade , foi quando viu a arena pela primeira vez. Acan estava certo, era um deserto, mas era um deserto de gelo e neve, sem montanhas ao longe. 
   Então ouviu a voz do locutor dos Jogos retumbando na arena:
  - Bem vindos à 149° edição dos Jogos Vorazes. Boa sorte, e que você sempre tenha as melhores armas! 
   "Sorte não existe." pensou Rye "E eu tenho a melhor arma que alguém pode ter!"


Notas Finais


Estão preparados? Comentem.
Ps. Não se animem muito com o próximo capítulo. :-/


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