História Rye e Willow : Jogos Vorazes - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Gale Hawthorne, Katniss Everdeen, Peeta Mellark, Personagens Originais, Rye Mellark, Willow Mellark
Tags Depois De A Esperança, Filhos De Katniss, Jogos Vorazes, Katniss Everdeen, Mockingjay, Panem, Peeta, Peeta Mellark, Rye, Rye Mellark, The Hunger Games, Tordo, Willow, Willow Mellark
Exibições 7
Palavras 2.683
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Qual será a perda? Foi difícil escrever, ainda mais quando se está ouvindo músicas depressivas..
Apreveitem

Capítulo 24 - A Perda


   A manhã chegou logo e Dale parecia decidido. 
   - O que é? - perguntou Willow percebendo que Dale parecia um pouco diferente desde a última vez em que se viram, ele parecia mais forte, mais corajoso, menos tímido, porém ainda era ele. 
   - Vamos atrás de Rye. - ele disse - Sabe atirar com arco? - perguntou para Marlow que disse não. 
  Dale deu o arco e as flechas para Willow. 
  - Agora? - ela continuou
  - Melhor agora do que chegar tarde demais não acha? - respondeu Dale
  Marlow concordou. 
  - Claro mas e depois? E se pegarem nossa casa? 
  - Willow, - disse Marlow - de qualquer jeito os idealizadores vão nos tirar daqui se estivermos numa boa por muito tempo. 
  - Ok. Pra que lado vamos? - ela perguntou
  - Para onde Rye deve ter ido, - Dale respondeu - mas eu não vi, quando subimos no cilindro me concentrei totalmente em direção à cornucópia. 
  Willow lembrou de como Dale havia insistido na idéia de ser rápido e correr para a cornucópia, mesmo com Marcus e Felícia dizerem para não tentarem, Dale decidiu desobedecer e correr para o círculo da morte. 
  - Parabéns! - disse Willow - por ser tão bom corredor e acreditar em si mesmo. 
  - Eu disse que conseguiria. - ele respondeu dando um sorriso em direção a ela
  - Acho que eu sei em que direção ir. - disse Marlow 
  - É? - Os dois deram a atenção pra ele
  - Sim, eu e Marta queríamos nos juntar à vocês, porém colocaram um de cada lado da cornucópia, eu podia ver os dois, mas provavelmente um não via o outro. - ele explicou - Quando o gongo soou eu fiquei indeciso no que fazer, já que um chorreu para um lado e o outro para o outro, Rye também estava se distanciando do círculo, mas eu decidi seguir Marta enquanto ela te seguia. 
   - Então você sabe em que direção ele foi? - disse Dale dando a espada para ele que recuou a princípio mas depois aceitou. 
  - Sim, se me mostrarem a cornucópia e ela não tiver mudado de direção. 
  - Bom, então acho que podemos ir. - Willow disse
  - Sua perna está bem? - perguntou Dale só agora percebendo o curativo 
  - Sim, recebemos um gel de algum patrocinador e ele ajudou. 
  - Ótimo. Me passa a mochila. - - disse Dale depois de colocar o cinto com as facas - Será que devemos levar algumas lanças?
  - Acho que não. - respondeu Willow - acho que temos armas o suficiente, poderia ser um peso. - Ela testou o arco mirando mas não atirando. 
  - Só temos que tomar cuidado com aquele bestante que nos atacou quando viemos. - Lembrou Marlow
  - Bestante? - disse Dale 
  - Sim, - respondeu Willow - Quando estávamos chegando aqui uma espécie de crocodilo peixe gigante saiu do nada do gelo atrás da gente e veio pra cima. 
  - E o que aconteceu? 
  - Ele acabou fugindo com uma faca cravada nas costas. - respondeu Marlow. - Vamos? 
  - Vamos. 
   Marlow pegou a outra mochila e colocou nas costas, então todos saíram e Willow fechou a porta, uma descoberta se fez quando pisaram no gelo, ele estava menos seguro.

   - Bom, - disse Luttias - acho que se a gente não morrer nas mãos de um tributo, vamos morrer de fome. 
   Eles estavam em cima do prédio novamente, decidindo em que direção seguir para procurar comida. 
  - E se nós não acharmos nada?- perguntou Rye 
  - Será como eu disse. Vamos morrer de fome, há não ser que você consiga passar duas semanas sem comer. 
  Rye pensou enquanto olhava para longe, morrer de fome deve ser uma morte dolorosa, "onde mais poderia haver comida naquele lugar?" pensou, a barriga dos dois pedia a gritos por comida, "Com outros tribu.. Só se a gente roubar dos carreiristas." 
   - Só se nós roubamos de outros tributos. - ele disse
   Luttias olhou pra ele e pensou no caso, seria muito arriscado. 
   - Tudo o que nós temos é uma faca e uma lança, - ele respondeu - nada comparado com o que os carreiristas devem ter. 
   - Bom.. Se a gente ficar aqui vamos morrer também. 
   - Sim, é melhor morrer lutando do que esperando pela morte, mas por onde vamos? 
   - Não sei. E talvez possamos encontrar outro tributo por aí, - Rye disse triste pelo sofrimento que estavam passando, nunca havia passado fome e aquilo era horrível para ele - se tivermos sorte.. A gente acha alguém sozinho e pegamos ele. 
   Luttias olhou para seu rosto, era bastante perceptível como ele se sentia mal por ter que pensar assim. 
  - Rye. - ele disse colocando as mãos nos ombros do menino e mudando os pensamentos e seu humor - Olhe pra mim! 
   Rye o olhou, meio que estranhando a sua mudança de repente. 
   - Preste atenção. 
   Rye sorriu, achou engraçado mesmo sabendo que ele falava sério. 
   - Se depender de mim. - Luttias disse determinado - Você não precisará matar ninguém pra conseguir comida, entendeu? Entendeu!? - ele repetiu já que Rye não teve reação
  Rye balançou a cabeça demonstrando que havia entendido. 
  - O o quê você quer dizer? Que vai matar sozinho? 
  - Quero dizer Rye, - Luttias tirou as mãos do ombro dele - que não deixarei você sujar as mãos de sangue apenas para não morrer de fome! 
  Rye percebeu um pouco de rebelião pessoal ali, provavelmente Kanem também vai perceber, pois a Capital terá que passar aquilo para o país ver os planos de Luttias para Rye. 
   - Certo.. Éé.. Então que tal irmos naquela direção? - disse Rye apontando em uma direção perto do círculo da morte
   - Certo. Vamos. 
   Então eles começaram a descer as escadas, rumo a porta principal que estava protegida pelo armário, mesa e cadeiras que eles haviam tirado da sala de aula e colocado ali como barreira para segurar a porta. No meio do caminho, pisando nas escadas, Rye na frente, Luttias percebeu um barulho diferente quando Rye pisou em um degrau, ele pisou também e percebeu que realmente estava oco. Parou, Rye percebeu e parou também, voltando dois degrais. 
  - O que foi? 
  - Esse degrau, está oco, pode ter algo aqui em baixo. - ele se agachou e bateu ali. 
  Rye subiu outro degrau e se sentou também batendo com os dedos para ouvir o barulho. 
  - Da pra quebrar pisando com força? - perguntou
  - Acho que sim, - ele levantou e Rye junto - com licença. 
  Rye desceu um pouco e Luttias começou a tentar derrubar aquela barreira de curiosidade.. Três chutes e aquele degrau quebrou revelando o seu ouro. 
  - Rhá! - exclamou Luttias quase dando um pulo
  - O que é? - Rye subiu de volta e precisou de um tempo para entender o que era aquilo. 
    - Espera. - Luttias disse sentando e começando a tirar todos aqueles alimentos bem guardados de dentro do buraco
  - Olha! Tem bolinhos! - Rye quase gritou, e ficou de joelhos 
  - Espere aí, pode ser venenoso.
  Rye lembrou dessa possibilidade, "claro que tem veneno" ele pensou e sua felicidade sumiu. 
  - mais ou menos 6 bolinhos dentro dessa caixa. - Luttias começou a tirar as caixas e vasilhas transparentes - uvas rochas e verdes.. - os dois se olharam - amoras.. Dois sanduíches de queijo e presunto, que droga, dá vontade de devorar tudo! 
  - Tudo está com cara boa. 
  - 4 maçãs, por quê será que tá tudo dentro de vasilhas? Doces, uma garrafa de água, quatro latinhas de refrigerante, e, para terminar, essas frutinhas azuis. 
   Os dois ficaram em silêncio olhando um para o outro e para toda aquela refeição. 20 segundos de olhares e suspiros.
  - Eu acho que é tudo envenenado. - disse Rye
  - Vamos ter que dar uma olhada em tudo. 
  - Eu não sei diferenciar nada. - jogou Rye
  Luttias olhou pra ele. 
  - Sorte sua que eu sei 70% sobre envenenamento, venenos e antídotos. Me ajuda a levar tudo pra baixo.

  Andando bem devagar e com cuidado, Dale, Marlow e Willow tentavam sair daquela geleira que havia sido forte mas que agora quebrava se você pisasse com força. Em alguns momentos dava para ver a água em baixo do gelo. Até aquele momento nada do monstro do lago congelado aparecer. 
  - Já estou até vendo o gelo quebrando e a gente caindo nessa água gelada. - disse Marlow - Se isso acontecer estarei destinado a morrer afogado, não sei nadar. 
  Os outros dois riram.
  - Eu sei nadar. - informou Dale
  - Eu e Dale te salvariamos. Não é Dale? - Willow disse 
  - Sim. 
  - Ei, - Marlow mudou de assunto - Olhem lá! - ele apontou - Uma pedra grande. 
  - Deve ter muitas frutas. - disse Dale - ou lenha. 
  - Vai ser difícil movê-la. - disse Marlow e aí ouviram o barulho de água. 
   Viraram-se imediatamente naquela direção, à direita do prédio, um pouco longe. 
  - É ele de novo! - disse Willow 
  - Ele? 
  - O monstro que nos atacou.
  - Vamos correr! - disse Marlow
  - Espera, vou tentar acertá-lo com uma flecha. - Willow pegou uma flecha e posicionou no arco. 
    O bicho estava um pouco longe e estava mais lento, pois era pesado e o gelo estava mais fraco. Willow mirou. 
   - Vai Willow, você consegue. - Disse Dale, ele sabia que ela não era ótima com a arma, mas se tivesse tempo acertava. 
  Tinham um pouco de tempo. Willow continuou apontando a flecha, Dale tirou uma das facas do cinto, Marlow apertou a espada com as mãos. Willow soltou a flecha acertando o bestante, azul escuro com verde claro, no seu "ombro" esquerdo. 
  - Vamos! - Correu Marlow 
  Dale no entanto passou a frente de Willow se agachou e começou a cortar uma linha no gelo com a faca. 
  - Dale vamos! - Willow tocou em seu ombro. 
   Marlow parou e voltou. 
  - O que está fazendo? - perguntou 
   - Quando ele passar o gelo vai quebrar e ele vai cair. - explicou Dale e foi um pouco para trás cortando outra linha - Aí vai atrasa-lo, espero. Isso aqui está cada vez mais fraco. - ele disse - Até um de nós pode cair. 
  - Tá, agora vamos. 
  Dale terminou o corte, se levantou e os três começaram a correr. O chão de neve não estava longe, chegariam lá antes do bestante alcança-los. Porém, Dale esqueceu de tomar cuidado, e, ao pisar, sua perna afundou dentro do gelo e da água. 
  - Há - Se assustou quando caiu, os outros dois foram ajudar. - Gelaado! 
  Demoraram 10 segundos ali e voltaram a correr. 
   - Vamos com mais calma. - Willow alertou depois de seu pé, protegida pela bota, afundar na água. - Se não é perigoso cairmos água abaixo. 
  Olharam para trás e tiveram a chance de verem ser pegos de surpresa, o bicho resolveu quebrar o gelo e entrar na água. Ele resolveu persegui-los nadando.
  - Droga, ele vai ficar mais rápido. - disse Dale 
  - Já estamos chegando na parte da neve. - informou Willow. 
  E chegaram. Willow preparou outra flecha e ficau de prontidão, poucos segundos depois o monstro pulou para fora ameaçando os três. 
  Willow sem mirar atirou e acabou acertando o braço direito do bestante que partiu pra cima. Dale também foi pra luta, pegou outra faca e ficou com uma em cada mão. Marlow não os deixaria sozinhos. Com a espada foi para o ataque. 
  Enquanto Willow preparava outra flecha, o inimigo derrubou Dale e Marlow que tentavam a todo custo acertá-lo. Willow, mais perto do bestante, o acertou no que deveria ser sua garganta. O bicho parou, uma agonia passou no corpo de Willow, ver aquele bicho com uma flecha presa na garganta era horrível, deu para imaginar um pouco o que ele tava passando. Dale então pegou a espada de Marlow e acabou com o sofrimento do bestante cravando a arma em sua cabeça. 
  - Vamos! Continuem correndo até a preda! - Ele tirou a espada e correu atrás de Willow, Marlow foi na frente. 
   Ao chegar perto da pedra porém tiveram uma surpresa, Marlow não teve tempo de entender o que estava acontecendo, e estava desarmado, não teve tempo de voltar quando os dois tributos jovens do 13 saíram de trás da rocha com lanças e o acertaram na barriga o fazendo cair de costas na neve fria, o garoto monstruoso jogou sua lança em direção à Willow, mas Dale a defendeu acertando a arma com sua espada. Willow preparou uma flecha enquanto o outro garoto que acertara Marlow correu para o ataque com sua lança, Dale pegou uma faca e o acertou na cabeça, os treinamentos não mentem. O canhão foi ouvido, Willow soltou a flecha quando o outro fez menção de ir pra cima e o acetou perto do ombro, Dale pegou outra faca e o acertou no peito, ele caiu de cara no chão e canhão foi ouvido, Willow assustadada foi correndo até Marlow e se ajoelhou ao seu lado. 
  - Marlow, não acredito. - Ela não soube o que fazer, aquele ferimento não tinha jeito - Tudo bem, você vai ficar bem. 
  - Willow. - Ele chamou, a voz segurando o choro, porem uma lágrima desceu de seu olho esquerdo. 
  - Fale, fale. - ela também segurou as lágrimas que ameacavam cair. 
  - Posso te fazer uma pergunta? - ele disse
  - Claro. - uma lágrima desceu em sua bochecha, os dois sorriram, ele não morreria sem aquela resposta 
  - Obrigado. - ele sussurrou com sua voz rouca - Me prometa.. 
  - O quê? - Willow perguntou já que ele deu uma pausa- pergunte. - Ela não poderia deixá-lo morrer sem saber o que ele queria. 
  - Me promete que você vencerá com seu irmão? - ele disse 
  - Com certeza. - As lágrimas desceram pelo rosto dela - Com certeza. - Ela colocou sua cabeça em seu ombro como um abraço. - Eu prometo. Meu amigo. Eu prometo. - A última frase foi como um sussurro. 
  - Obrigado, Willow. Obrigado. - O garoto que mais combinava com as vestes brancas olhou para o céu. Willow teve tempo de levantar a cabeça e vê-lo sorrir como se estivesse vendo algo maravilhoso no céu, antes do canhão anunciar sua morte.

  Dale havia recolhido os pertences dos jovens do Distrito 13 e puxou Willow. 
  - Vamos Willow, temos que ir. 
  - Não! - Ela queria ficar ali mais um pouco 
  - Temos que ir, o aerodeslizador vai descer logo. 
  - Marlow. - Ela soluçou se levantando e enterrando um abraço em Dale. 
  - Sinto muito, - Ele disse - eu deveria ter imaginado.. 
  - Não foi culpa sua. - ela tentou se acalmar, o aerodeslizador iria descer e se ainda estivessem ali poderia trazer problemas. - Vamos. - Ela descolou o abraço confortável e limpou as lágrimas. 
  Willow se despediu do seu aliado, companheiro que havia se tornado seu amigo tocando os três dedos médios nos lábios e os levantando para cima, Adeus à alguém que a gente ama, Dale a acompanhou no gesto e depois tratou de tirá-la de lá quando o aerodeslizador veio, e a confortou nos seus braços quando precisou.


Notas Finais


Se vc está lendo isso atrasado, mesmo que eu já esteja na segunda fase (sim vai ter segunda temporada), comente por favor! Gosto muito de ler e responder comentários.

Hó Marlow, vc era tão legal, sim, claro q vc pode fazer uma pergunta.


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