História Sacra Terra - Interativa - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Interativa
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Palavras 2.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OLAAAAAR MEU BOLINHOOOS S2

Espero que todos tenham ficado felizes com a escolha dos personagens! Eu sinto muito se o seu não foi aceito, mas eu irei lançar outras interativas, prometo!

Eu sei que eu disse que iria lançar ontem, mas depois de meia hora que eu lancei o capítulo eu acabei cochilando em cima da minha mesa e não escrevi nada, quando eu acordei já era tarde, tava todo mundo dormindo e eu não podia desligar o alarme e descer pra mexer no computador, então eu tive que fazer o jornal por celular!

Mas aqui está o cap, com duas novas pessoinhas em Sacra Terra, aproveitem!

Capítulo 6 - The new ones


Depois que Lana chorou até ficar sonolenta Angel apareceu, havia um olhar de culpa inegável em seu pequeno rostinho angelical. A loirinha prometeu à Lana que seus irmãos estariam bem enquanto ela estivesse ali e que ela iria pra casa o mais rápido o possível assim que tudo acabasse; a morena já estava cansada e achou melhor não discutir, Angel era um ser celestial, ela provavelmente saberia das coisas melhor que si. 

-A percepção de tempo aqui é diferente.- A criança comentou, enquanto voltavam ao acampamento, sua pequena mãozinha segurando firmemente a mão da mulher, quando chegaram ao lago Lana a pegou no colo para que a travessia fosse mais fácil.

-Como assim?- Lana perguntou confusa, enquanto observava o horizonte.

-Aqui é como se o tempo não passasse de verdade, estamos presas em um tipo de looping infinito de noite, como aquela onde tudo aconteceu.- Deu uma pausa para se sentar -Lá fora o tempo quase não passa, e aqui dentro podem se passar semanas sendo apenas noite. É como se semanas aqui fossem meros minutos lá fora, e os dias aqui fossem uma noite sem fim.-

-Mas porque isso?- Lana perguntou enquanto tentava improvisar uma vara de pesca, havia um riacho ali, quem sabe não houvessem peixes?

-Sacra Terra sempre foi um lugar "poderoso", digamos assim. Muita energia espiritual ou algo assim. Avidus descobriu isso, foi o que a motivou à fazer o ritual, essa é a vantagem dos demônios. A noite é a parte do dia em que eles tem mais poder e essa é uma das únicas coisas que os meus "chefes" não conseguiram tirar deles.- A loirinha respondeu, ajudando Lana a achar as minhocas que serviriam de isca.

-O poder de mudar a noite pro dia?- 

-Sim, pode parecer pouco, mas eles se sentem mais seguros.- Lana agora lançou o anzol da vara improvisada (feito com um clipe de papel afiado em uma pedra) no lago.

-Só, agora que eu pensei em uma coisa. Você é um ser celestial não é? Então pode convocar comida ou algo assim?- 

-Tecnicamente eu posso, mas eu ainda não estou treinada o suficiente para repor as energias que isso gasta, e eu vou precisar destas energias para coisas mais sérias até todos chegarem, então até lá você tenta pescar ou algo assim, eu posso tentar invocar sal e outros temperos, mas não uma refeição completa.- 

-É como se você fosse um anjo em fase de aprendizado?- Perguntou com um tom meio debochado.

-Não ri! É sim.- Admitiu a criança, suas bochechas vermelhas.

Lana apenas gargalhou, comemorando quando algo puxou a linha.

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Já era tarde, pelo menos na percepção do corpo de Lana, e ela dormia tranquila quando sentiu seu corpo ser chacoalhado com violência.

-Lana, acorda rápido! Chegou outra garota, mas ela tá ferida e eu não consigo encontrá-la!- Com estas palavras a morena se levantou, agarrou um pedaço de um pano que estava pregado em uma árvore, junto com um galho, usando o isqueiro para incendiar e formar uma tocha.

-O que estamos esperando? Vamos achá-la!- E com isso saíram.

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A primeira coisa que Paloma notou foi o quanto seu corpo doía, principalmente sua cabeça e sua barriga. Seus olhos se abriram, mas ela não conseguiu enxerga nada na escuridão, tateou seu abdome e sentiu um liquido viscoso e quente manchar suas roupas, o cheiro acobreado entregou. Sangue.

Sentiu sua consciência falhar de novo, sua visão ficou turva e sua cabeça parecia pesar uma tonelada. Escutou duas vozes ao longe antes de levantar a cabeça de novo, uma luz vacilante se aproximava, abriu a boca para pedir socorro mais nada saiu. Seus olhos se fecharam de novo, sentiu seu corpo ser levantado, como uma princesa sendo carregada por seu cavaleiro, mas ela estava inconsciente demais para ter qualquer outra reação.

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-Merda, merda, merda.- Lana repetiu, levantando a blusa da mulher loira para poder averiguar o corte. Muito sangue. Hemorragia grave, checou de novo para averiguar a profundidade, fundo o bastante para precisar de pontos.

Segurou  com firmeza o início das mangas longas de sua blusa e então puxou com força, rasgando o tecido e separando as mangas da camiseta. Usou os pedaços de pano para tentar estancar o sangue e então checou a pulsação da outra, batimentos em um ritmo médio, mas enfraquecendo.

-Angel, pode curar ela?- Perguntou para o pequeno ser angelical à sua frente.

-Não cheguei a aprender isto, mas posso invocar um kit de primeiros socorros completo.- Afirmou balançando a cabeça, pressionou uma mão na outra e um brilho ofuscante surgiu, tomando a forma de uma maleta grande.

Lana agradeceu e com pressa agarrou um par de luvas, esterilizou as luvas com álcool, usando um algodão para esterilizar o braço dela. Dentro da maleta havia uma seringa de anestésico ainda lacrada, achou a veia da outra a com cuidado inseriu o remédio, caçando a agulha curva e a linha médica.

-Como sabe fazer isso?- Angel perguntou vendo Lana limpar os ferimentos da loira para começar à dar os pontos.

-Eu fiz um semestre inteiro de enfermagem, eles ensinavam isso logo no início na minha faculdade.- Afirmou prestando atenção ao procedimento.

Angel estava se sentindo um pouco fraca por invocar a maleta, colocou uma de suas mãozinhas na têmpora da mulher e começou à transmitir as mesmas visões e explicações que passou para Lana, seria mais fácil com ela desacordada.

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Quando Paloma acordou ela se lembrava de tudo, do acidente e do homem assustador que estava parado na pista e que lhe arrastou para aquele lugar. Assim como sabia exatamente o porque de estar ali, que lugar era aquele e tudo que já havia acontecido ali antes, sua cabeça doía bem menos, mas ela sentiu uma certa aspereza ao passar a mão em sua testa; passou a mão pelo abdome e sentiu os mesmos pontinhos ásperos.

-Tente não mexer muito ou acabará abrindo os pontos.- Ouviu uma voz feminina a alertar e levantou o olhar.

À sua frente havia uma mulher morena, alta e bonita, tatuagens eram perceptíveis em seus braços e suas roupas estavam manchadas de sangue. Paloma seguiu a fronte do cheiro delicioso que sentia e então enxergou um pequeno caldeirãozinho de pedra, que estava cheio de algo que parecia ser caldo, pelo cheiro peixe.

-Sou Lana Woods, prazer.- A mulher falou estendendo a mão, Paloma a apertou um pouco vacilante.

-Paloma Martinez.- Disse segurando levemente a mão da outra, antes de soltá-la e cruzar os braços. 

-Foi você que fez estes pontos?- Perguntou Pam, ainda vacilante.

-Sim, seus cortes eram fundos e a hemorragia rápida. Uns minutos a mais e nós iriamos ter problemas sérios.- A morena respondeu, usando duas tigelas de madeira para pegar um pouco do caldo da panela. Paloma olhou para ela, o agradecimento em seu olhar.

-Desculpe, não tenho nenhuma colher aqui, Angel está tentando achar mais coisas que ela possa deixar decentes para o uso, inclusive roupas.- Lana respondeu sentando em posição de índio e sorvendo o caldo com cuidado.

-Não tem problema, e à propósito, obrigada por me salvar.- Paloma deu um sorriso caloroso, tomando um gole do caldo e inventando um assunto para tentar puxar conversa.

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Ainda havia bastante do caldo no pequeno caldeirão quando Angel voltou. O fogo estava baixo e quase um dia inteiro havia passado sem que as duas ali sentadas notassem, era difícil ter uma percepção correta do tempo quando o dia é uma noite infinita. Paloma fazia o máximo para ser agradável e Lana fazia o máximo para não dormir, as duas pareciam estar se dando bem, mas Angel tinha um anúncio urgente. Largou todos os objetos que segurava e olhou para as duas arfante.

-Chegou outra pessoa.- E isso foi suficiente para que as duas se levantassem e à seguissem correndo.

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Tony estava realmente se divertindo hoje. Seu dia na empresa havia sido incrivelmente agradável, sua madrasta não havia enchido seu saco, ele estava completando todos os obstáculos da pista de hipismo com perfeição e provavelmente teria tempo de sobra para passar com sua irmã depois que saísse dali. Sorriu arrogante para as garotas que o observavam por trás da cerca que separava a pista de obstáculo da área livre do Haras que frequentava.

Completou a sequência e decidiu correr um pouco com seu cavalo, estava em um galope calmo quando o cavalo relinchou e se eriçou. Medo.

-Calma garoto.- Falou com a voz tranquila, dando um tapinha carinhoso no pescoço do animal, sem saber do perigo que o esperava.

O cavalo relinchou de novo e o Walker se arriscou à olhar para trás. Péssima decisão. Havia um homem assustador lhe encarando, suas órbitas eram completamente vazias e negras e seu sorriso era psicótico, o jovem engoliu um grito e então incentivou o cavalo à ir mais rápido, para longe do homem.

O dia começou à ficar mais escuro do nada e logo ele adentrou em uma floresta que nem ele sabia que existia no Haras. Os galhos de árvores batiam contra seu corpo, lhe arranhando e ralando a face e os braços, o cavlo se empinou e ele acabou caindo com força no chão, sua visão escureceu e ele enxergou pontinhos brancos. Mas se levantou e conseguiu acalmar o cavalo o suficiente para montar de novo, sem ideia de onde estava, começou à vagar sem rumo.

-Mas que porra é essa?- Perguntou para si mesmo, ainda vagando pela floresta escura.

Uma gargalhada demoníaca cortou o silêncio e o cavalo se pôs à correr de novo, sem ver para onde ia Anthony bateu com a cabeça em um galho mais grosso e caiu desmaiado no pescoço do cavalo. Seus olhos estavam fechados então não conseguiu ver que já haviam entrado em um lugar de onde não sairia tão cedo.

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Lana corria rápido com Paloma em seu encalço, a morena derrapou ao frear com dificuldade onde o chão estava molhado. À sua frente havia um belo corcel branco carregando um homem completamente desmaiado. O cavalo, relinchou alto, mas ela fez seu melhor para acalmá-lo, havia uma macieira ali perto. Chamou Paloma e com um pequeno aceno a loira arrancou um dos frutos e entregou em sua mão.

-Shh, calma garoto, aqui, aqui.- Falou com sua voz naturalmente calma, entregando o fruto para o animal, que pareceu relaxar instantaneamente.

Com o cavalo mais calmo ela e Paloma tiveram uma chance melhor para chegar mais perto do homem desacordado e tentar trazê-lo para baixo. As duas o agarraram pelo lado direito e o desceram do cavalo, que apenas continuou ali comendo o capim que crescia, passaram os braços pela cintura do rapaz e os braços dele nos ombros e começaram à carregá-lo para o acampamento.

Assim que Lana conseguiu deitá-lo, Paloma correu até a maleta dos primeiros socorros, trazendo para a morena. O kit foi aberto e as duas começaram à limpar os arranhões e feridas do ser desacordado à seus pés, Angel apareceu e logo colocou suas mãos na cabeça do rapaz, fazendo o mesmo processo que havia feito com Paloma.

Pam e Lana terminaram de cuidar dos ferimentos de Anthony e então se sentaram mais perto do fogo, Lana começou à mexer o caldo com uma concha que Angel havia trazido e Pam foi até um dos poços para lavar as vasilhas. Havia um poço ao lado de onde estavam e outro atravessando o lago sem ponte. Segurou com força na manivela e então começou à puxar o balde para cima, depois de 21 giros o balde estava na superfície e ela afundou as tigelas de madeira ali, lavando o resto de sopa e olhando para onde os outros se encontravam. Luna era sua única e maior preocupação.

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Anthony conseguia ouvir ao longe duas vozes femininas, seus olhos tremularam por debaixo das pálpebras, as imagens do sonho retornando à sua consciência. Mesmo que entendesse tudo que havia acontecido e estava acontecendo ele ainda estava assustado, forçou suas pálpebras à se abrirem, mas acordou completamente sem ar.

Ataque de pânico

Ouviu um tom mais desesperado em uma das vozes e logo se encontrou em frente à uma loira e uma morena. A loira parecia não saber o que fazer, já a morena de braços tatuados agarrou seus ombros e começou à falar consigo.

-Ei, respira.- O tom de voz era calmante. -Um dois três, inspira, um dos três, expira. Isso mesmo.- 

Anthony se acalmou até que sua respiração estivesse mais calma, sabia o porque de estarem ali, a visão mostrou isto, mas não sabia quem eram as duas. Seu corpo estava dolorido, mas notou que curativos cobriam suas feridas, se sentiu agradecido a quem quer que tivesse feito isto, mas obviamente não demonstraria sua gratidão.

-Sou Paloma Martinez.- A loira falou quebrando o silêncio, pelo sotaque Walker deduziu que era espanhola.

-Anthony Walker.- Se apresentou, olhando para a morena, esperando que se apresentasse. Mas esta parecia bem distraída. Paloma deu um leve tapinha no ombro da outra que pareceu acordar.

-Lana Woods.- Respondeu simples, colocando as mãos no bolso da calça que usava. Os olhos de Anthony se arregalaram de leve.

-Woods? Como Arthur Woods? O arqueólogo famoso?- Perguntou com os olhos fixados na garota.

-Sim, é meu pai na verdade.- Respondeu soltando uma leve risada.

Por trás deles uma luz forte se acendeu, Angel. A loirinha sentou ao seu lado e perguntou se estava tudo bem ou se sentia dor, Anthony afirmou estar ótimo, e apesar dos protestos de seu corpo, negou a dor. Lana apareceu em sua frente e estendeu uma tigela do que parecia ser um caldo, o cheiro estava muito bom, assim como o gosto. Fez o máximo para não parecer tão agradecido, iria ferir seu orgulho, mas mesmo assim tinha certeza de que seus olhos o entregaram, porque ela sorriu.

Os três se sentaram junto à Angel perto do fogo e Tony se encolheu em um coberto que a pequena garota havia lhe estendido.

Parece que seu dia não terminaria tão bem quanto pensava.

 

 


Notas Finais


E FOI ISSO..

Comentem, vocês sabem que isso me deixa feliz e motivada. Espero que minha escrita tenha agradd=ado vocês e que eu tenha representado bem os personagens, qualquer erro meu ou qualquer coisa só falar que eu arrumo de boa.

Titia Night adora vocês S2

ps: Para a criadora da Gennevieve, ela entrará no próximo capítulo!

Beijinhos beijinhos e bye bye


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