História Sacrifice - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Um Drink no Inferno
Personagens Katherine Fuller, Richard "Richie" Gecko, Seth Gecko
Tags Amaru, Fdtd, From Dusk Till Dawn, Kate Fuller, Seth Gecko, Seth Kate, Sethkate
Exibições 33
Palavras 1.613
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que vocês curtam galera. Digam o que acharam :)

Capítulo 1 - Sacrifice


Fanfic / Fanfiction Sacrifice - Capítulo 1 - Sacrifice

— Não há nada a ser feito — disse Richie — acabou, irmão.

Seth encarou Amaru no auge de sua força. Seus cabelos avermelhados esvoaçavam, o olhar aterrorizante não deixava dúvidas que a jovem menina que ele outrora abandonara naquela estrada deserta estava longe da que habitava aquele corpo. Sentiu a esperança esvaecer por um instante.

— Precisamos pesquisar mais! — Seth exigiu, em negação.

— Em breve o ciclo será concluído. Amaru deixará o corpo de Kate em cinzas e ressuscitará no próprio — Richie tocou em seu ombro; um pequeno gesto de reconforto — temos coisas mais importantes para tratar agora. Será o inferno na terra. Nenhum de nós irá sobreviver se não tomarmos providência.

Seth encarou Amaru por alguns instantes, enquanto ela recitava frases numa língua que ele jamais aprenderia. Ela mirava os céus, sua voz poderosa ressoava no ambiente, enquanto seus seguidores ajoelhavam-se e veneravam sua rainha. Foi então que tudo fez sentido.

Seth virou-se lentamente, até seus olhos encontrarem o de Richie. Seu irmão vacilou, ajeitando os óculos inúteis em seu rosto.

— Existe uma maneira. — Afirmou.

Richie nada respondeu. Não seria capaz de mentir àquela altura, chegara a certas conclusões que preferia que Seth não ouvisse. Não havia tempo.

— Sacrifício humano. — Disse Seth entredentes.

— Só temos culebras por aqui. Não há tempo de encontrar alguém. Vamos! — Richie puxou-o pelo braço, ansiando para sair dali o mais rápido possível.

— Um de nós é humano. Eu. — Seth desvencilhou do toque.

Richie encarou-o nos olhos, buscando por qualquer sinal de incerteza. Mas nunca vira Seth tão decidido a fazer alguma coisa. Existia algo quase puro em seu olhar. Estava longe de ser sua própria busca por redenção, onde acreditava que salvar Kate poderia salvar sua alma.

— Seth... — Richie tentou avançar, mas o irmão já estava longe.

Seth retirou um punhal do casaco e adentrou o círculo de Amaru. A mulher o encarou de maneira petulante, como de costume, mas algo em seus olhos delatava que não sentia-se tão confiante. Ele fitou seus olhos tão profundamente que foi capaz de ver Kate através deles. Sorriu, não existia um motivo melhor para morrer. Ela o culpava, era verdade, mas não mais que ele mesmo. Toda aquela jornada desde que ela fora possuída, revelou o pior (ou melhor) dentro dele. Nunca em sua vida viu-se importar tanto com alguém além de seu irmão. Sua morte seria poética e Kate, sua musa. Ainda não sabia exatamente o que todos aqueles sentimentos significavam, ou poderiam vir a ser, mas estava disposto a sacrificar-se por eles. Ignorou os gritos desesperados de seu irmão ao fundo e como em câmera lenta, esfaqueou a si mesmo.

Amaru esbravejou de ódio, enquanto o seu corpo original voltava às cinzas bem a sua frente. Não muito depois, começou a sentir-se sugada do corpo de Kate. A menina aproveitara o momento para se impôr. Com todo o círculo assustado, a multidão dispersou, correndo para todos os lados. A cada minuto sentia-se mais fraca, sem ter mais energia para canalizar. Kate, através de seus olhos, gritava em desespero pelo o que via a sua frente. Estava a cada minuto mais próxima de voltar a ser ela mesma mas pouco se importava com isso. Seth estava morrendo, por ela, e as últimas palavras que ele ouvira de sua boca era de que não o perdoava. Uma brutal mentira. Se existia algo que Kate era capaz, isto era perdoar. E como não perdoaria alguém que sacrificava a vida por ela?

Logo viu-se em plano terrestre. Amaru havia ido embora (sabe-se Deus para onde) e a exaustão a levou ao chão. Sem a presença sobrenatural dela, não era capaz de lidar com toda a energia que a cercava. Arrastou-se pelo chão, de encontro à Seth.

— SETH! — Gritava Richie, correndo em direção à eles.

Kate chegou antes do irmão e deixou seu corpo relaxar ao lado do ensanguentado de Seth. As lágrimas não paravam de cair de seus olhos, via-se incapaz de dizer qualquer coisa.

Richie jogou-se na direção do irmão e o segurou em seu colo. Seth ainda movimentava-se com certa dificuldade, seu corpo havia formado uma poça de sangue.

— K-k-kat-e... — Tentou formular as palavras, em vão.

Kate encontrou toda a força que foi capaz para sentar-se, apoiando o corpo no tronco de Richie. Ele nem ao menos notara sua presença, focado demais com o irmão semi morto nos braços. 

— Seth... — Ela tocou seu rosto, ele sorriu ao seu toque. Ela também o fez, mesmo que ainda estivesse chorando.

— El Re-ey. — ele disse.

— O que tem El Rey? — Perguntou, confusa.

— Paradise — ela sabia o que El Rey significava mas não entendera que relação tinha com a situação deles — você é El Rey.

De repente, tudo ficou claro em sua mente. Kate trouxe o melhor dentro dele e seria para sempre um de seus maiores erros. Talvez ela fosse jovem demais, talvez fosse sua alma gêmea, jamais poderia saber. Mas dentro de si, concluiu que encontrou o paraíso ao vê-la viva diante de seus olhos, cem por cento ela; salva.

— Eu te perdoo, Seth — segurou suas mãos e depositou um beijo terno ali — juro que sim.

E em sua última respiração, tudo que ele sussurrou foi "Kate".

Kate acordou em súbito, seu corpo suava frio. Reprisava aquele sonho noite após noite. Não fazia ideia do que ele poderia significar. O som de choros veio do outro quarto, alertando o que a acordara.

Levantou-se e foi de encontro ao quarto de sua filha pequena, Sara. E sorriu ao apoiar-se na porta.

— Não vamos acordar a mamãe — Seth balançava a criança sem nenhuma vocação paternal — ela está muito cansada. Seja uma boa menina.

Ele mesmo era quase incapaz de manter os olhos abertos mas não queria incomodar Kate. Ela tivera uma semana difícil no trabalho. Continuou a girar com o bebê nos braços, desejando que ela parasse de chorar, até que deparou-se com a esposa na porta.

— Ah, por Deus! Eu nunca consigo! — Esbravejou ao dar-se conta que ela acordara.

Ela apenas sorriu, divertida, e pegou a menina de seus braços. Ele sentou-se na cadeira de balanço ao lado do berço, derrotado. Observou enquanto ela ninava e levava a menina ao mundo dos sonhos com destreza. Colocou-a no berço e fitou-o, com carinho.

Seth era um pai e marido dedicado. Abdicou de sua vida de furtos para viver de maneira simples com ela, desde que se conheceram numa viagem no México. Ele e seu irmão planejavam aplicar o próximo golpe mas Kate impediu que Seth prosseguisse em seu plano e o trouxe de volta para os EUA. Desde então, são inseparáveis.

Os dois caminharam em silêncio para fora do quarto e fecharam a porta. Seth respirou fundo antes de seus olhos encontrarem a pele ensopada de Kate.

— Amor, o que aconteceu? — Questionou, preocupado. Já analisando se estava febril.

Ela afastou-lhe gentilmente.

— Não foi nada. — Sorriu, tentando mostra-se certa do que dizia.

— Foi aquele sonho novamente? — Ele coçou o queixo, de maneira bastante masculina.

— Sim — Admitiu, suspirando — ele me atormenta quase todas as noites e nem ao menos sei o porque.

— Provável que seja estresse do trabalho — disse, fitando-a da maneira apaixonada que sempre fazia — venha, vamos pra cama. Temos igreja de manhã.

Ela arqueou uma sobrancelha e deu uma risada, pegando-lhe pela mão.

— Tá ai uma coisa que nunca imaginei ouvir. — Deu um beijo terno em seu ombro exposto.

— Paradise — ele disse, captando sua atenção — depois de conhecer o paraíso fica difícil duvidar do céu. 

Sabia bem a quem se referia como paraíso. Mas o quão estranho era ter dito exatamente a mesma coisa em seu sonho? Seria seu subconsciente falando mais alto? Kate acredita que existe um plano maior que todos nós, talvez aquele sonho revelasse uma parte disso. Era tão real que parecia outra vida; universo; galáxia. Ela não fazia ideia.

Caminharam juntos até o quarto. Ela foi até o lavabo de sua suíte e lavou o rosto, libertando-se do suor que nele habitavam. Voltou para a cama, onde Seth já se encontrava. Ele abraçou-a e beijou o topo de sua cabeça.

— Você não sente falta? — Ela indagou.

— De quê? — Seth sentia que nada faltava em sua vida.

— Da sua vida antes de mim — afundou o rosto em seu peito — sei como você gosta de aventuras.

— E tem aventura maior que trocar as fraudas de Sara? — Os dois compartilharam uma risada bem humorada — Eu sou completamente feliz.

Kate deixou-se sorrir e o abraçou com mais força.

— Nunca pensei que fosse ser tão feliz. Jamais me senti assim antes. — Admitiu, nostálgica.

Sua mãe suicidou-se quando ela ainda era jovem e o pai morreu pouco após. Ficando apenas ela e seu irmão adotivo, Scott. Os dois se afastaram com o tempo, algo que Kate sempre tentava recorrer. Ela adaptou-se a sua nova família. Já Scott, seguiu a carreira artística. Vivia em turnê com sua banda, que nunca parecia fazer sucesso. Ele não queria evitar contato mas tê-la perto trazia memórias de sua infância, e era isso que ele gostaria de evitar. No fundo, ela compreendia, mas sentia-se incapaz de libertá-lo completamente. Era seu irmão, afinal.

— Fico feliz por você ser uma péssima motorista e quase me atropelar naquele hotel do Novo México.

— Ei! — Ela deu um empurrão de leve, o corpo dele mal se moveu.

— Eu te amo. — Ele disse de repente.

Era uma frase da qual já estava habituada mas mesmo após sete anos, seu corpo tremulava completamente ao ouvi-lo. Ela beijou-lhe com ternura, amor, carinho. O beijou profundamente. Aos poucos o beijos se tornava mais sensual, os dois se tocando por cima da roupa.

— El Rey — ela sussurrou em seu ouvido — deveríamos ir para El Rey.

Ela mordiscou sua orelha. Ele gemeu em prazer, mesmo não tendo a mínima ideia do que ela quis dizer.

 

Notas Finais




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