História Sacrifice - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber
Tags Drogas, Jailey, Morte
Exibições 65
Palavras 2.584
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Suspense, Violência
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olaaaaaaaa!
Então, essa é a primeira OneShort que eu escrevo e espero, do fundo do coração, que vcs gostem dela e não queiram me matar.

Quero, antes de colocar os avisos, agradecer a @Cherrfire, minha xará que me inspirou com suas Ones e também a @souhamucek a rainha das Ones kkkkkk. Amo vcs! ❤ E não posso esquecer da fofíssima @Renai que fez essa capa maravilhosa! Obrigada, Anne. Vc já mora aqui ❤ porque eu shippo muito Hayber ❤❤

⚠ Atenção!

- a história é totalmente de minha autoria, plágio é crime. Pode haver outras com o mesmo assunto mas não iguais.

- não conheço ninguém, diretamente, que seja ou tenha sido viciado em drogas ilícitas, porém não é difícil de escutar tais histórias, infelizmente.

- as personalidades das personagens me pertencem.

- Hailey Baldwin como Hailey
- Justin Bieber como Justin Bieber

Boa leitura! 📖

Capítulo 1 - Capítulo Único


Mais um dia amanhece em Stratford. Seus habitantes estão, alguns indo ao trabalho, outros acabam de acordar e outros vindo de suas farras do dia anterior. Tudo normal, até mesmo para Hailey. A jovem de 23 anos, está na sua pequena varanda olhando o sol invadir o espaço. Ela acende mais um cigarro e puxa a fumaça, tão conhecida por seus pulmões, para dentro. Isso irá satisfazê-la até realmente sentir falta dos entorpecentes.

Concentra-se na rua ainda deserta pelo horário e sua mente fez o tormento matinal e sóbrio sobre sua vida. A dor de nunca ter conhecido seus pais, de nunca agradar os pais desesperados por filhos e convencê-los a levá-la, a dor de ser deixada, a dor de não ter uma família que pudesse lhe dar amor.

Aos 18 foi obrigada a deixar o orfanato. Jogada na rua como um lixo. Sozinha, vulnerável e sem abrigo. O que mais poderia piorar em sua vida?

A pergunta é: O que poderia melhorar em sua vida?

As ruas não são nada acolhedoras. Ninguém se importa se você não tem o que comer ou o que vestir, se você tem onde morar. Ninguém se comove com sua história triste de vida, não, ninguém realmente se importa. Aprende-se a se virar sozinho nas ruas e não há nada de bom nesse aprendizado quando se é jovem e ingênua. Foi assim que conheceu as drogas e os pequenos delitos.

Roubos aqui e ali, a necessidade de drogas mais fortes para acalmar a dor da alma. Tudo o que pudesse fazer esquecê-la de sua vida medíocre.

Até invadir essa pequena casa abandonada, não tinha onde se abrigar do frio ou da chuva. Talvez, Alguém lá em cima, tenha cuidado de sua saúde durante o tempo em que dormia na rua. Ou as drogas a fez imune de doenças, mas ela mesma não acreditava nessa hipótese.
Não há nada na casa, não há móveis ou comida. Só serve para dormir e se banhar quando necessário.

Um leve brilho a fez despertar de sua tortura mental. Certos olhos castanhos com uma tonalidade mel, sorriam a sua frente. Era Justin, seu vizinho de 15 anos com um corte de cabelo que, talvez, esteja em alta. Seu pequeno admirador. O menino sempre achava o máximo que ela morasse sozinha, vivia como queria e não dava satisfação a ninguém. Tudo o que ele queria, além de tê-la como sua namorada, mas sabia que isso não seria possível. Não por parte dela. O mesmo trazia um pedaço de bolo em um guardanapo. O bolo de todos os dias, o que sua mãe preparava e ele sempre pegava um pedaço a mais para a sua vizinha loira.

— Bom dia, trouxe um pedaço de bolo para você. — sorriu, tanto nos olhos como nos lábios.

Hailey nem se esforçava em ser educada com o menino. Ele sabe muito bem o seu humor matinal junto com a sua, iminente, abstinência das drogas diárias. Ela pegou o pedaço de bolo e terminou o seu cigarro antes de jogar a guimba no chão. Sentou na velha madeira que fazia parte da cerca da varanda e devorou o delicioso pedaço de bolo. Ela amava aquele bolo com gostinho de amor de mãe. O que nunca teve. Mesmo odiando a velha senhora Bieber, amava o pequeno gesto do garoto de toda manhã.

— Agora podemos planejar a nossa aventura de hoje? — Justin fez mais uma de suas tentativas de seguir a jovem mulher.

Todos os dias ele tentava. Parecia não desistir nunca.

— Você vai para à escola, eu fico aqui. — disse de boca cheia colocando a última migalha na boca.

— Por que você nunca me deixar ficar com você? — o menino parecia realmente frustrado, mas isso não comovia nem um pouco a Hailey.

— Porque não é para você ficar. — disse simples limpando os resíduos do canto da boca.

Não resistiu ao impulso de puxar um pacotinho bem pequeno que guardava no bolso traseiro do short jeans que vestia. O pacotinho que guardou até agora. A primeira droga do dia. A mais leve para começar. Pegou seu pequeno papel seda e começou a preparar o seu fumo enquanto era observada por seu admirador atento. Ele não gostava de vê-la drogada - o que era bem constante. Odiava, mas tentava sempre soar como um amigo que não a julgava por seus vícios autodestrutivos.

Hailey, que nem mesmo um sobrenome tinha, terminou o seu fumo, acendeu e mais uma vez puxou a fumaça para seus pulmões, prendendo por poucos segundos antes de soltar no ar. A sensação de alívio para sua mente perturbada era reconfortante, prazerosa. A maconha não lhe fazia tanto efeito agora como antes, mas o costume, o cheiro e até mesmo o gosto da erva lhe acalmava. Para esquecer os problemas agora, precisava de algo mais forte o que a fez experimentar a heroína. Mas essa em questão, não tem na sua pequena casa. Terá que buscar mais tarde.

Estava tão absorta em sua calmaria que mal percebeu o pequeno cigarro ser tirado de entre seus dedos suavemente e seguir para os lábios rosados que tinham uma leve forma de coração. Quando seus olhos distinguiram a imagem a sua frente, ela caiu em si. Ele não pode entrar nesse mundo. Não, jamais permitiria.

Arrancou o cigarro de sua mão e o encarou com uma expressão dura, o repreendendo.

— Nunca mais tente isso, entendeu? — parecia uma irmã mais velha ensinando o certo ao seu irmãozinho. Mas que grande ironia, ela não sabia o que era ter irmãos. — Nunca mais! Vai para escola!

Deu as costas para o menino e entrou na velha casa.

Não que ela se importasse com o garoto. Ela não se importava. Era assim que pensava. Apenas não queria mais um pobre coitado na mesma vida que escolheu para si. Não queria retribuir esses poucos meses, todo o afeto do menino, lhe apresentando esse mundo horrível em que vive.

Justin foi embora, seguindo seu caminho para a escola com um pequeno sorriso no rosto. Ela se importa. Sua paixão pode não ser correspondida da mesma forma, mas aquele pequeno gesto dela lhe mostrou que ela poderia negar, mas se importava. Isso era mais que o suficiente para alegrar o seu dia.

A loira, magra e alta, — a alimentação irregular e o uso excessivo das drogas não lhe permitiam um aspecto saudável — preparava-se mais uma vez para um pequeno furto pela rua. Algo que lhe garantisse a heroína de hoje ou apenas um saquinho de cocaína. Colocou o capuz de seu velho casaco e foi caminhando pelas ruas observando cada pessoa distraída e seus pertences de valor.

Já está acostumada com isso, aprendeu tão bem que as pessoas nem percebem que foram roubadas. Mas o seu tempo nessa cidade está se esgotando. Suas dívidas aumentaram e seus vícios também. Tudo isso só diminui o seu tempo na cidade.

Um celular aqui, uma carteira ali, um relógio. Só isso que conseguiu hoje, deve servir para algo afinal. Seguiu até o lugar mais violento da cidade, onde podia conseguir suas drogas, se tornou conhecida pelos traficantes, não tinha como não ser, estava ali todo dia.
Entrou num beco, saiu em outra rua entrou em mais uma à esquerda e logo um beco escuro à frente foi seu destino. Respirou fundo e caminhou até a parte mais funda onde se encontrava o "vendedor".

— Olha só quem veio buscar o remédio do dia, a loira boqueteira — o cara com a aparência mais nojenta de todas, falou.

Não que ele não fosse limpo, não era isso. Ele lhe dava nojo pelo jeito que a tratava. Como ele falava dela lhe causava arrepios absurdos. Algumas vezes, quando ela não tinha como pagar a droga do dia, era obrigada a transar com ele, ou apenas um sexo oral que lhe dava ânsia de vômito. Como agora.

— DJ, eu preciso da seringa. Você tem aí? — coçou os olhos vermelhos pelo baseado de mais cedo ainda com alguns resquícios do leve efeito.

— O que você tem para mim hoje? — ele pergunta sorrindo maliciosamente.

Hailey lhe entrega o celular, a carteira e o relógio. O cara pega aquilo não acreditando que ela vai pagar novamente com coisas roubadas. Ele joga tudo no chão e com uma velocidade a prensa na parede a segurando pelo pescoço com apenas uma das mãos. Apertava em torno do seu pescoço cada vez mais forte a dificultando puxar o ar para os pulmões.

— Eu já te disse, vadiazinha. O chefe não quer mais pagamento com essas merdinhas que você rouba na rua. Quero grana! Grana viva, verdinha e com cheiro de nova! — ele solta seu pescoço, o que a faz cair no chão completamente sem ar tentando respirar desesperadamente. — Quero o dinheiro hoje à noite! Sem mais Hailey, hoje à noite! E só por isso não vou te entregar porra nenhuma! Só apareça na minha frente com o dinheiro.

Agarrou-a pelo braço e a arrastou até a rua lhe tirando do beco. Jogada no chão e buscando o ar com dificuldades, teve a certeza de que seu tempo ali tinha acabado. Sem a droga e muito menos toda aquela grana que devia, não havia outra opção, apenas fugir antes que fosse tarde demais. Tudo estava a matando nesse momento. A dor na garganta pelo o aperto, a falta de ar e o mais perigoso, a falta da heroína percorrendo em suas veias. Os sintomas da abstinência de quase 24 horas irá aparecer a qualquer momento.

Ela sabia que realmente não poderia voltar. DJ pode parecer um simples vendedor da boca, mas o rapaz, que não tem mais do que 25 anos, é o braço direito do chefe do tráfico dali. Ele tinha carta branca para fazer o que quisesse com os devedores. E ela é uma, e sabe o que acontece.

Levantou do chão e se segurou na parede ainda tentando regularizar a respiração. Conseguiu se manter em pé, então seguiu de volta para a pequena casa. Precisava encontrar alguma coisa que lhe desse um alívio momentâneo até fugir dali o mais rápido possível. Não importa como.

Ao chegar na pequena casa, correu deixando a porta escancarada e procurando desesperadamente na enorme bagunça que fazia em suas horas de abstinência, algum pacotinho, seringa, qualquer coisa que lhe pudesse tirar desse mundo por alguns minutos ou horas. Sua sorte foi que havia um pacotinho de cocaína perdido nos destroços que fizera. Não que isso lhe adiantasse muita coisa, mas poderia servir de alguma forma. Se apressou indo até a cozinha com o pacotinho na mão. Tirou tudo que a pudesse atrapalhar do balcão e despejou todo o pó branco no local montando algumas fileiras com o conteúdo e aspirando em seguida. Seu nariz nem ardia mais ao fazer isso.

Assim que aspirou todo o pó, escorregou pela parede do balcão se sentando no chão ao sentir o leve efeito da droga em seu organismo. Não era o bastante, mas tinha que servir. Ali ficou, jogada no chão por minutos ou horas, o tempo não importava. Já estava escuro quando voltou a si, precisava sair dali agora mesmo. Levantou cambaleando e seguiu para o quarto vazio onde havia sua mochila com poucas peças de roupas. Teria que arranjar alguma grana para sair dali. Pegou sua bolsa, catou tudo que parecia lhe servir algum dia e saiu correndo da casa.

Sua fuga não passou despercebida pelo mais novo que a observava pela janela de casa. Não pensou duas vezes antes de pegar seu casaco, vestir o capuz e segui-la para onde quer que fosse. Nem a voz de sua mãe lhe chamando lhe faria voltar. Não sem ela. Não sem saber onde ela estava indo. Teve que correr para conseguir alcançá-la. Ela estava tão determinada a fugir que não percebeu a presença de seu admirador. Só precisava fugir e nada mais.

Sua mente atordoada não conseguia distinguir bem o caminho que fazia. Voltou a si quando entrou no beco de mais cedo. Droga! Ela acaba de dar sua sentença de morte. Como irá fugir agora? Como escapar da sua morte iminente?

— Olha só, não é que ela voltou? Cadê o dinheiro, vadiazinha? — sua voz lhe dava arrepios. Seu corpo tremia todo. Sem perceber, suas pernas foram recuando lentamente, seus olhos atentos a qualquer movimento do criminoso a sua frente com o sorriso mais maligno que já tinha visto na vida.

Tentou correr, mas foi impedida levando um puxão na mochila que fez a mesma cair no chão. DJ pegou a mochila e a encarava certo de que hoje sua perversidade seria a atração principal da noite.

— O dinheiro está aqui, vadia? — abriu a mochila e jogou todo o seu conteúdo no chão. Nada do seu dinheiro. Seu sorriso só aumentava.

A jovem, assustada, se arrastava até a entrada do beco. Nunca teve tanto medo na vida como agora. Nada assustava mais do que o sorriso diabólico no rosto de DJ. A pistola prata brilhava no escuro do ambiente. Seus olhos fixos no cano que a qualquer momento dispararia e acabaria com todo o seu sofrimento de uma vida desgraçada. Talvez ela até quisesse morrer, mas sabia que com DJ não morreria tão rápido assim.

Ele destrava a arma e ela fecha os olhos se preparando para o tiro que talvez não a mataria, mas iniciaria a sua sessão de tortura. Ouviu o disparo, mas não sentiu nada em seu corpo.

 Ele errou?

 Não, ele não errou.

Abriu os olhos afim de procurar o ferimento, mas o que encontrou a deixou mais atordoada do que já estava. Lhe deixou perdida. Os tão conhecidos olhos castanhos mel, brilhavam a sua frente. Não como sempre. Brilhavam de dor, brilhavam com a morte à espera.

— Justin? — ela tocou o seu rosto e recebeu um leve sorriso, ele não conseguiria falar. — Por que seu idiota? Por que fez isso? — ela gritava desesperada, começando a procurar seu ferimento.

— Eu te amo, Hailey — sussurrou tão fraco, quase inaudível. Ela o encarou completamente surpresa. Sabia que o garoto tinha alguma atração por ela, mas aquelas palavras nunca foram ditas diretamente para si. Nunca alguém a amou na vida. Nunca soube o que era ser amada por alguém. Ouvir aquilo destruiu seu coração.

Mais um tiro. O sangue espirrou em seu rosto. DJ atirou mais uma vez no menino, trazendo sua morte imediatamente. Hailey gritou. Como nunca antes na vida. Um grito vindo da alma. O único que poderia lhe mostrar como era ser amada está morto. E tudo é culpa sua e de sua vida medíocre.

Seu assassino não estava para  brincadeira, seu tormento final estava apenas começando. Foi arrastada até um local que não conhecia deixando o corpo do pobre garoto sozinho na rua, o sangue em sua roupa só lhe dava mais dor.

 Amarrada, violentada, torturada até a morte. Mas em todos esses momentos de dor não eram maior do que ver aqueles olhos pela última vez. Não houve um momento se quer, até a sua morte, em que ela não pensasse em todas as vezes que foi encarada por aqueles belos olhos - ela admite que eram olhos encantadores. Todos os sorrisos, todas as tentativas de ficar ao seu lado, todos os pedaços de bolo pela manhã. Tudo eram sinais que ela nunca pôde entender, não até agora.

No seu último suspiro de vida. Sussurrou a frase que achou que nunca poderia proferir a alguém, ainda mais um alguém que não existe mais.

— Eu te amo, Justin — e logo deixou esse mundo de imensa dor, ansiando fortemente poder encontrar novamente seus olhos cor de mel.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e se conscientizem de que as drogas te livra dos problemas momentaneamente e não pra sempre, não use esse escape. Enfrente-os e se livrar deles. Não haja querendo a atenção das pessoas para contar suas histórias tristes, dê o seu testemunho de que sofreu, superou e hoje é feliz.

Um grande abraço!

Mih


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