História Sad Sophie - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Another, Assassinato, Drama, Policial, Sobrenatural
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Palavras 2.172
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção Científica, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá... estive preparando umas coisas, mas agora já está tudo pronto pra começar a postar essa.
Espero que gostem! ^^

Capítulo 3 - Informática 1


Fanfic / Fanfiction Sad Sophie - Capítulo 3 - Informática 1

 

PASSAVAM-SE DAS 00H00M, quando Sophie jazia em sua cama, rolando de um lado para outro, tentando cerrar o olho. Uma infame insônia havia lhe atacado. Seria o nervosismo? Ou pelo fato de ter conhecido Artur que a incomodava? Ela sentia algo por ele? Aqueles pensamentos a incomodavam; Ela jogou o cobertor para o lado e se levantou do leito, indo á cozinha para pegar um copo de agua. A cozinha era grande bem decorada com grandes panelas seguradas por uma haste e algumas cordas que se apoiavam no teto. A cozinha era dividida por uma cozinha do tipo americana, com uma bancada de uma espécie de granito preto e cintilante, onde se encontrava alguns utensílios como o micro-ondas, liquidificador a batedeira e alguns talheres e copos. A geladeira ficava recostada á direita um pouco atrás do balcão, sendo que havia um espaço robusto para o fogão. Ela passou entre uma bancada e outra abrindo a porta da geladeira. Ela pegou a garrafa e um copo que havia sobre o balcão. Ela encheu uns dois dedos e bebeu em um só gole convulso; Clara surgia pelo corredor no momento que Sophie saía para regressar para o quarto:

– Ainda acordada á essa hora, filha?

– É que eu não consigo dormir. – rebateu. Clara se chegou á mesa da cozinha e convidou a filha a se sentar.

– O que você tem amor? Você não tem andado bem desde que saímos do Onélio.

  Ela abaixou a cabeça como que alguém que apresenta uma enxaqueca.

– Nada... –interpelou. – Só estou meio nervosa.

  A mãe acariciou a mão da filha em um atenho de proteção:

– está tudo bem... Clara a puxou para seus braços e a abraçou profundamente. Sophie deixou uma lágrima fugir no momento fraternal.

  Ela passou a mão no rosto e se inclinou para se levantar.

– é estranho... – abancou. – eu fico tendo um pressentimento, algo confuso.

  Clara se ergueu pra dirigir-se ao quarto também.

– Que tipo de pressentimento. – era uma pergunta previsível.

– sei lá. Como se tudo isso... Tivesse se passado como uma memória bem distante entende? – Sua mãe estava cansada demais para raciocinar. Ela se vira antes de ir para o quarto e segurou os ombros da filha.

– Não pense muito nisso. Deve ser só coisa da sua cabeça. – aconselhou ela. – agora procure dormir um pouco. Amanhã irá acordar cedo.

  Ela concordou já adentrando no quarto. Sua mãe fez o mesmo. Ela se deitou na cama, pensado no que sua mãe lhe dissera. Não poderia simplesmente, enlouquecer por uma simples sensação. Tinha que descansar. Ela se deitou, se envolveu no cobertor e se virou, achegando-se á almofada de veludo.

  Amanhã havia aula.

 

 

 

  O dia começou com o despertador tocando bem alto do lado da cama. Ela deu um tapão, fazendo a maquina desabar do armarinho de madeira ao lado da cama, no chão. Ela se levantou com os cabelos negros desgrenhados, deu um bocejo e jogou o lençol na cama se arrastando ao banheiro. Sua mãe já estava acordada, fazendo o café da manhã. Ela se inclinou para pegar a pasta e a escova de dente na pia do banheiro. Ela pôs um pouco da pasta na escova e a colocou na pia, despindo-se para o banho. Sua mãe já havia preparado seu café da manhã favorito – torrada com alguns ovos e requeijão.

  Ela saiu do banheiro já pronta.  Se sentou à mesa para comer. Devorou a torrada com rapidez, deixando algumas migalhas caírem. Rapidamente pegou uma colherada e misturou com um gole de suco frenético, quase deixando cair na mesa. Já eram 06h40min a.m e tinha que se apressar. Não poderia se atrasar para o seu primeiro dia de aula.

  No Onélio, havia algumas regras que “deveriam” ser seguidas á risca. O atraso era algo comumente abafado pelos coordenadores, sendo que a tolerância máxima era de 10 minutos. Alguns chegavam quase em cima da hora, chegando à sala alguns segundos ou depois do professor. Sophie havia chegado á escola esbaforida da corrida – não que fosse algo de incomum para ela. Atravessou o portão secundário, já entre os 1° e o 2° toque, enquanto os alunos já estavam se retirando pra sala, outros bebendo agua, outros apenas continuando a conversar. Outros ainda estavam chegando também, o que fez ela se sentir mais tranquila. Sophie caminhou descendo o estacionamento inclinado por alguns pisos falsos e manobrou pela primeira galeria esquerda. Deu mais uma correria ao soar o segundo toque, não importando o que houvesse na sua frente. Ela deu um salto sobre o pequeno canteiro de flores, quase topando em alguns estudantes – ela se amaldiçoou naquele momento por parecer uma doida apressada no seu primeiro dia. Ao passar pela frente da porta da sala dos professores, Sophie estancou com um professor quase derrubando suas coisas no chão. Ela ficou imóvel, procurando algum pretexto esfarrapado na mente.

– Desculpe! Eu não fiz por mal! – justificou.

  O professor a fitou com um olhar questionador.

– Não, tudo bem. – ele a estava avaliando, ela sabia. – Você é a novata?

  Ela franziu a testa.

– É o que parece... – disse em um tom áspero. – não sei nem onde fica a minha sala e já deu o toque. Como é que eu chego atrasada no primeiro dia de aula.

– Qual o seu curso? – perguntou notando a ansiedade da menina. Ela olhou meio que temerosa para o professor, mesmo que fosse a um tom de ajuda. Ele era alto e moreno, com o cabelo raso e a barba rala transpondo um ar de virilidade. Tinha um corpo forte e esguio, os braços trabalhados, moldados por uma camiseta verde-oliva e apresentava ser bem jovem. Ele a observou esperando uma reação dela.

– I-informática... – respondeu baixando a cabeça.

  Ele deu uma risadinha no canto da boca, como se houvesse soltado um chiste. Ela se emburricou.

– Claro... Sou o diretor de turma de lá. – explicou. – Sou Saulo, o professor de Física.

– Sophie.

– Vamos... Estou indo para lá e você me parece bem perdida. – ironizou. Ela concordou soltando uma risadinha seca, mas constrangida pela situação.

  Eles andaram pelo pavimentado pátio onde todos já se retiravam para as salas. Sophie notou que cada sala era nomeada com uma plaquinha na porta, provavelmente feita pelos próprios alunos, já que não seguia um padrão. Algumas eram enfeitadas até; ela jazia do lado dele chegando ao corredor da ala direita, onde ficava o laboratório de ciências e duas salas, uma no meio e outra no final do corredor, do outro lado da galeria.

  Na sala que ficava ao meio do corredor, estava uma placa na porta, escrito INFORMÁTICA 1. Sophie pensou na preocupação desnecessária que passará a pouco. Eles entram e a sala estava lotada, com vários alunos conversando. Ela tinha um aspecto novo, mas também velho; a mesa do professor ficava ao centro e todas as cadeiras estavam em um formato “U” na sala, formando duas fileiras em todos os lados. A cadeira meio folgada azul, meio desgastada e quebrada nas costas jazia parada debaixo de uma das janelas. Os ventiladores era atados e ligados nas janelas anosas e caindo aos pedaços algumas. O chão era de um granito meio arenoso, por causa da poeira e a lata de lixo era condecorada com várias bolinhas de papel ao redor.

  Saulo chegou, colocou as coisas em cima da mesa rabiscada e esperou todos se sentarem, sendo que havia uns que insistiam em ficar de pé, ou conversando. Outros estavam copiando ou fazendo alguma tarefa.

– Bom dia, Informática 1! – saudou-os. Eles responderam com igual afinco. – hoje temos uma aluna nova aqui na sala – ele deu uma pausa chamando Sophie, que ainda estava do lado de fora corada de vergonha.

  Ela entrou se arrastando, quase que tendo um enfarto. Todos a olhavam, esperando alguma reação dela – ou alguma palavra.

  Saulo tocou-lhe o ombro e continuou.

– hoje ela se juntara a nós. Diga seu nome pra eles.

  Ela engasgou tentando pronunciar alguma palavra.

– meu... Nome é Sophie... – disse ela cobrindo parte do rosto.

  Ela se sentou em uma cadeira perto do da mesa do professor, colocando a mochila na cadeira. Alguns poucos alunos, continuavam a fita-la por alguns minutos, antes da aula começar. Saulo começou escrevendo algumas coisas na lousa branca enquanto ela pegava o caderno. Sentiu algo estranho... A mesma sensação de repetição voltava a lhe incomodar. Ela encarou o caderno alguns instantes; é como se uma lembrança remota e distante quisesse aparecer na mente, mas só se mostrava em lampejos. Era uma memória embaçada e esquisita... Ela deu de ombros olhando para baixo, notou um recado amassado nos pés. Sophie pegou-o cuidadosamente e o leu. A letra era borrada e meio ilegível, mas a mensagem se mostrava clara:

“Tome cuidado... por que já começou!”

  Ela olhou estupefata a mensagem. Soava como um aviso, mas tinha uma faceta ameaçadora. Achou que queria brincar com ela ou tirá-la de tempo, então jogou a mensagem fora, amassando-a outra vez. Atentou pra ver se não havia alguém rindo ou arrazoando sobre aquele fato. Todos estavam copiando.

  Tocou para o lanche da manhã. Sophie havia trazido algo de casa, não que não confiasse na comida de lá, mas por razões nutricionais. Ela pegou uma maçã lavada e uma caixinha de suco, enquanto dava uma mordida na maçã. Estava ela mais alguns colegiais na sala conversando; uma menina se aproximou dela. Ela tinha os cabelos virados para o lado e eram longos pretos, fazendo lembrar os seus. A menina tinha um rosto arredondado e sarnas no rosto, com um traço “indígena” e os olhos castanhos escuros lhe proporcionavam um ar de serenidade ao seu olhar. Ela sentou-se ao seu lado e começou.

– Oi novata. – cumprimentou. – qual é o seu nome?

  Sophie já estava com a resposta na ponta da língua. Já haviam lhe feito essa pergunta repetidas vezes que já se acostumou com a indagação.

– Meu nome é Sophie... – ela deu outra mordida na maçã seguindo de um gole de suco.

– Prazer. Beatriz. – ela deu um sorrisinho casto. Era, sem dúvida, alguém que poderia confiar no futuro.

– Posso te chamar de Bia? – inquiriu, não querendo levar a conversa para um lado mais pessoal.

– Todo mundo me chama assim. Não tem problema. – respondeu Beatriz. – agora vamos falar de você. Achei que ninguém poderia entrar aqui fora da época das matrículas.

  Sophie deu uma risadinha descontraída.

– Pois é.... Eu também achava que não. – ela voltou sua atenção para a maçã.

  Beatriz observou que ela não falava diretamente. Sua voz era meio recuada e ela escolhia bem cada sílaba que dizia.

– Não precisa ter vergonha. Vai gostar daqui. – Beatriz desejou não estar sendo incômoda. – Essa sala parece meio esquisita, mas é bem legal depois que se acostuma.

  Ela riu da indireta.

  Outro grupo adentrava a sala, fazendo algazarra desprevenida. Um deles chamou por Beatriz.

– Ei Bia, fez a tarefa do Mackson? – perguntou se sentando em uma das cadeiras perto delas. O aspecto era de um rapaz mediano, moreno e com os cabelos encaracolados formando um topetinho na fronte.

– Sim, Victhor... – respondeu já prevendo o pedido do amigo. – não fez a tarefa de novo?

  Todos começaram a rir. O menino com aspecto igualmente indígena e meio desajeitado era Victhor Hugo, ou “Pajé” como era conhecido entre os amigos. O outro ao lado dele era Artur Bruno, o menino franzino e alto que Sophie havia conhecido outro dia, na recepção. Mas atrás, estava Hudson, um menino alto e pardo com cabelo curto com traços de cavidade e usava óculos, sendo bem magro também.

– Empresta ai a tarefa por favor?

  Beatriz pegou o caderno dentro da mochila e o entregou.

– Você deve ser a novata. – inquiriu Hudson com um sorrisinho malandro.

– Ela foi a menina que eu te falei... – complementou Artur. Eles a olharam por algum tempo. Sophie ficou sem modos.

  Logo o sinal tocou para o retorno ás aulas, e para o desespero de Victhor. Ele abriu rapidamente o caderno e começou a copiar as respostas. Hudson saiu da sala logo em seguida com Artur Bruno enquanto outros iam entrando. Sophie gostava daquele lugar, e por alguma razão, sentia que já conhecia ou já estivera ali. Beatriz a chamou para beber e agua antes de ir para a aula; para Sophie, ela era a única pessoa que realmente achava que poderia conversar, e talvez fosse uma das poucas amigas que achava que teria.

– Daqui a pouco a Nildete chega. – disse.

– Quem? – perguntou Sophie meio dúbia.

– A professora do técnico. – explicou. – Não se preocupe. Ela não vai exigir que você já tenha o livro o faça alguma tarefa.

  Ela relaxou na cadeira. Voltou a olhar para o papel que havia amassado. Ele se assemelhava com uma folha de seu caderno sem falar que a letra usada se parecia muito com a sua, o que ela achou esquisito. Pensou que alguém tivesse um caderno igual ou de mesmo material, então não deu muita relevância.

  Nildete havia chegado. Todos os alunos pegaram suas apostilas nas mochilas ou nas cadeiras, enquanto que outros ainda voltavam do bebedouro. Ela acompanhou Beatriz, a primeira amiga que fizera até ali, no seu primeiro dia. Tocou o segundo toque logo em seguida.

            Era aula de Informática.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e até a próxima! ^^


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