História Sad Sophie - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Another, Assassinato, Drama, Policial, Sobrenatural
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Palavras 1.783
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção Científica, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal! Tudo bem com vcs? Passando pra deixar mais um capitulo! Espero que gostem! ^^

Capítulo 4 - Camaradagem


Fanfic / Fanfiction Sad Sophie - Capítulo 4 - Camaradagem

 

NO DIA SE SEGUIU TUDO NORMAL, COM A AULA DO TÉCNICO, depois com as aulas de Biologia e Matemática. Era um alívio para ela, e a maioria dos colegiais, poder sair da escola depois de um longo de dia de estudos. Sophie esperou no portão secundário, enquanto os outros saiam uns em grupos pequenos, outros sozinhos. Tinham aqueles que iam de bicicleta ou skate e até motocicletas, dependendo da idade. Ela avistou ao longe Beatriz se aproximando.

–Beatriz! – chamou. Ela foi de encontro á Sophie.

– Já está de saída?

– Sim. Você vai comigo?

Beatriz ponderou.

– Não vai dar. Tenho que ir pra casa mais cedo. – Sophie claramente não sabia onde ela morava. – Você mora aonde?

Sophie coçou a cabeça. Ela queria ir com a amiga conversando para se conhecerem melhor. Quisera ter uma oportunidade de se enturmar, talvez a única.

– Eu moro aqui no José Walter... – retrucou com a voz áspera.

– Ei Bia, já tá de saída? – inquiriu um menino chegando perto delas. Ele era alto, com o cabelo desleixado e volumoso e usava óculos especiais, se assemelhando á óculos de sol. Era Arthur Simões, que passava para ir para casa.

– Sim Arthur. – respondeu em um tom amigável. – a propósito, você mora aqui no José Walter também né?

Ele analisou a pergunta, imaginado alguma petição possível. Arthur alisou o queixo.

– Sim... – elas se viraram um pouco de lado. Ele arqueou a sobrancelha, confuso.

– Ele pode te acompanhar até a sua casa. – sugeriu Beatriz.

– Não sei Beatriz – contestou. Ela estava em coro. – Não confio nele. Não sei como falar, nem agir perto de meninos.

Beatriz deu uma risadinha descontraída e voltou a falar.

– Não se preocupe com isso. Ele é gente boa. Com certeza não é nenhum sequestrador. – concluiu em uma anedota boba. – tenho que ir.

Ela não protestou. Nem adiantava, pelo pouco tempo que passara com a nova amiga, sabia que ela era decidida e teimosa em alguns pontos. Talvez por isso gostasse tanto dela, por ser parecida consigo. Elas se abraçaram e Beatriz saiu, atravessando o canteiro e chegando do outro lado da avenida onde Victhor Hugo, Artur Bruno, Daniel e Samuel Queiroz a aguardavam. Eles eram irmãos parecidos os dois bem magros e franzinos, sendo um com cabelos sedosos e curtos e usava aparelho ortodôntico enquanto o outro era mais sério, inexpressivo até. Usava uma mochila grande vermelha enquanto o outro tinha uma pequena mochilete laranja. Hudson havia acompanhado eles até ali, enquanto o resto saia e se perdiam de vista dobrando a esquina com a avenida L, outra avenida igualmente grande.

Na calçada Arthur esperava para se retirarem. Ele a admirou esperando alguma reação. Sophie corou e foi o acompanhado de cabeça baixa, com embaraço. Eles atravessaram o grande campo que havia atrás da quadra. Eles passaram a maior parte do percurso sem se falarem, chegando a outra avenida movimentada, a avenida J. Eles subiram a avenida até chegarem à praça da 3° etapa, onde ficavam vários outros colégios e algumas bancas nos arredores. Eles andaram pelo canteiro e avistaram outros alunos do Onélio Porto que depois da aula, passeavam por lá. Eles continuaram a seguir pela J, até passarem por outro ginasial, onde havia uma grande placa que dizia Colégio Jorge Amado. Arthur avistou uma conhecida sua em frente ao colégio. Ele a deixou de lado para falar com a menina; era Thalia Miranda, da Enfermagem 1. Ela poderia ter ido sozinha, não ter dado importância – estava acuada e enrubescida por andar com um estranho, mas por alguma razão ela o acompanhou. Eles se cumprimentaram. Ela era baixinha se comparado a ele, tinha longos cabelos amarrados por um rabo de cavalo e era branca. Como Arthur, era outra aficionada por cultura pop japonesa e carregava uma mochila preta com detalhes rosados, um pouco surrada.

– Oi Thalia. – saudou Arthur em um tom descontraído. O que ta fazendo?

– Estou aqui em pé. – alfinetou de modo sarcástico. Ela era expert em respostas rápidas.

– Não precisa ficar irritadinha. – arrazoou de forma ambígua. – Você continua agressiva, mesmo depois de ter saído daqui.

– Pois é... Não gosto de perguntas imbecis. – falou em um tom ofensivo. – A propósito, quem é o rosto novo?

Ele se virou e se deparou com Sophie. Para sua surpresa, ela ainda estava lá. Amaldiçoou-se por tamanha indelicadeza.

– Perdão Sophie... – disse embaraçado. Ele tropeçava em algumas palavras nervosas. – Essa é a Thalia. Thalia essa era... – ele travou. Não lembrou o nome da menina.

– Sophie... – completou a menina com uma voz arranhada.

– Você é novata? Nunca tinha te visto até agora... – ela parecia estar triando o tempo. Não era só Sophie que parecia estar confusa.

Eles se sentaram na beirada de um canteiro meio asfaltado que havia em frente ao colégio. E ficaram conversando durante um tempo. Por alguns segundos, algumas crianças podiam ser vistas do lado de dentro. Thalia se levantou identificando se irmão mais novo, Talison, sendo liberado da aula. A fiscal, mas também uma das coordenadoras da instituição abriu o portão para que ele saísse. Ela se despediu apenas balbuciando algo que Sophie não compreendeu, depois dobrando a esquina com a avenida G, que cortava a praça da 3° etapa, terminado no outro lado, chegando até a avenida N.

– Não esquenta. – disse ele tocando-lhe o ombro. – ela não é boa falando com pessoas normais.

Sophie respondeu esboçando um sorrisinho acanhado.

Eles continuaram a andar, dobrando nas ruas que cortavam a extensa avenida. Eles caminharam pelas ruas cortando o caminho em mais três lances, fazendo um movimento em zigue-zague. Ela procurava algo para quebrar o gelo, algo que mostrasse seu lado mais social, coisa que seria muito fácil se não fosse sua timidez patológica.

– Vocês se conhecem á muito tempo não é? – arriscou algumas palavras.

– Como adivinhou? – ele sorriu com a tentativa dela para puxar algum assunto.

– Intuição...

Ele virou o rosto, mirando o chão obstruído pela erosão e as chuvas.

– Nós estudávamos no Jorge Amado, desde o 8° ano. Eu a conheci lá. – completou pegando uma folha que havia caído em sua cabeça. – ela, com certeza é uma pessoa bem difícil de lidar.

– Por que diz isso? – não era uma pergunta capciosa. Era até boba.

Ele ficou em silêncio, provavelmente pensando em alguma resposta cabível.

– Não sei... – confessou. – ela tem um gênio difícil, é cabeça dura e também bastante teimosa. – falou de forma irônica. Ele deu uma risadinha. – Mas também ela é bastante cruel.

Sophie não entendeu muito o motivo da risada. Eles chegaram a uma esquina que cruzava duas ruas paralelas, sendo que em uma jazia sua casa. Ele achou estranho o fato dela ter o acompanhado até ali, mostrando que residia muito perto donde morava. Eles dobraram a esquina da Rua 93 com a 68, e desceram a ladeira que seguia até a avenida H, nos limites do bairro.

– Sophie... Você mora aonde exatamente?

– Na avenida H – sua voz era apertada. – minha mãe comprou um terreno aqui perto. Um terreno bem promissor e grande.

Eles desceram até chegarem ao final da rua, na ultima casa que tinha um portão preto desgastado, sujo com uma tela preta de plástico rasgada em vários pontos. Ele parou em frente, cortejando a todos ao lado com um aceno. Ela virou o rosto, premida.

– Bem é aqui que eu moro... – apontou para a casa de muros cinza e o portão preto definhado.

– Nossa... É bem perto da minha...

Arthur estendeu a mão.

– Se quiser passar de manhã aqui. Vamos para escola juntos, se quiser... – ele sorriu em uma nuança amigável. Ela se sentiu confortável e respondeu ao cumprimento.

No momento, Ramon Yuri, ia saindo da casa ao lado. Ele tinha 13 anos, um menino de estatura média com o corpo esguio e definido. Tinha o cabelo encaracolado e olhos verdes escuros dava um ar desafiador. Usava uma calça jeans, tênis de marca e uma camiseta sem mangas, meio surrada na gola e carregava um skate gringo meio trincado. Ele acenou ao ver o amigo na porta de casa e chegou para cumprimentá-los.

– Iai, meu chapa... – eles fizeram um aperto de mãos. – quem é a guria?

– beleza cara. Essa é a Sophie. – apresentou. – Sophie esse é o Ramon. Ele é meu vizinho.

– O-oi... – cumprimentou ela corada.

Ele deu um risinho no canto da boca.

– Algum problema? – ela tossiu.

– Ela só é um pouco tímida, só isso. – Arthur deu um empurrãozinho em seu braço. – ela acabou de se mudar para o bairro.

Ramon gesticulou com a cabeça mostrando que havia entendido.

– Temos um jeito de enturmar o pessoal daqui. Chamamos de Camaradagem!

Ela ficou confusa. Era estranho... Ele falava como um rito antigo que se fazia á vários anos, sendo que deveria ser só apresentar ela á todos. Ela quis asseverar, mas não falou nada. Eles pareciam animados com a tal camaradagem. Parecia ser algo travesso. Eles começaram a rir.

– Por que estão rindo? – perguntou ela nervosa.

Arthur espalmou as mãos, tirando a mochila das costas.

– Nada, nada... É só que você ta ansiosa sem motivo. – era um eufemismo, sem dúvida. – Nós não vamos fazer nada com você. Só vamos sair, para conhecer o bairro.

Ela se aliviou. Ramon se despediu descendo de skate até a avenida H, dobrando a esquina. Uma menina de cabelos longos morenos com mechas loiras nas pontas abriu o portão. Pela talhe, Sophie sugeriu que tivesse a mesma idade de Ramon. Vestia uma regata branca que variava com alguns detalhes pretos em tom degradê, short jeans curto e uma sandália rasteira. Era muito bela; Assemelhava-se a uma pessoa que conhecia, sendo que ela não soube distinguir suas feições. Era uma lembrança nebulosa que logo ela voltava a esquecer.

– Entra logo, cara de rato. – disse ela com uma voz seca. – quem é ela?

– Ela é a Sophie... Dava pra mostrar um pingo de modos? – repreendeu de imediato.

Ela estendeu a mão.

– Prazer... Lunah. – apresentou-se simpaticamente. – Você é amiga do cara de rato?

Sophie deu uma risadinha.

– Acho que sim.

– Desculpe... Ele tem o que fazer agora. Depois ele fala contigo, não é Arthur? – Ela falava de modo atípico.

– Não... Desculpe, não queria incomodar...

– Não é isso. Só que tenho que ir. Se quiser passar aqui amanhã...

Ela assentiu com a proposta.

– se quiser...

– Então até amanhã?

– até... – Lunah e Arthur se despediram de Sophie. Ela virou a esquina e pensou na facilidade na qual tivera para arranjar amigos. Mas uma sensação perturbadora a incomodava. Uma sensação de que já estivera naquele lugar. Ela observou a avenida, as arvores do canteiro, a parada das topiques – Tudo parecia familiar, como se já tivesse vivido ali há muito tempo. Ela estava paranoica? Era coisa da sua cabeça? Ou estava apenas passando por uma época difícil pela mudança, pelos amigos novos e pelo colégio novo? Sophie só sabia de algo:

Tinha que ver um psicólogo.


Notas Finais


espero que tenham gostado e até o próximo!


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