História Safe and Sound. - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Skrillex
Visualizações 15
Palavras 1.531
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 34 - She Knew


Olho em volta e penso estar sonhando, mas não, é a realidade. A vida tem dessas coisas, te dá algo, faz você amar e depois tira bruscamente. Desabei novamente sobre o banco de pedra, minha cabeça está a ponto de explodir, eu xinguei meu filho de um ano por que ele pediu colo. Todos me olham com pena e eu só quero dar um jeito de sumir desse lugar.

Já fazem três dias e não teve uma noite que eu não chorei feito uma bebê até dormir. Minha mãe veio para cá me dar uma ajuda com os meninos e cuidar de mim. Hoje é o velório e eu não sei se aguento muito mais tempo por aqui. Meu coração ainda dói e não acho que essa dor vá passar tão cedo.

Meus olhos ainda estão inchados do choro recente. Olho para o lado e vejo Damon com as mãos no bolso do terno azul marinho - o mesmo que ele usou no meu casamento. O mesmo não derramou uma única lágrima. Não diria que ele está sendo frio, caramba, ela era quase irmã dele, talvez seja só a maneira dele de lidar com o luto.

—Sonny - Amber disse sentando ao meu lado e me abraçando. Não foi o melhor abraço possível por conta da barriga de grávida que ela exibia por aí, mas mesmo assim eu senti que ela estava ali por mim. - Olha pra mim - ela puxou meu rosto para cima, me fazendo encará-la. - Você não está sozinho. você tem a mim, tem nossos amigos, fãs e todas essas pessoas te amam.

—Ambs...

—Escuta. Seus filhos precisam de você, você não pode simplesmente largar tudo agora Sonny. Aquela mulher....Laura eu acho, ela quer levá-los - disse preocupada. - Ela disse que como tia não vai deixar as crianças com alguém que não tem condição de criá-los - arqueei a sobrancelha confuso.  - Ela viu você xingando Tony.

—Ótimo, era tudo o que eu precisava, alguém querendo roubar meus filhos de mim.  

—Por isso mesmo você não pode desistir de tudo Sonny, Cass não nos perdoaria.

—Se essa mulher quer guerra - disse limpando uma lágrima insistente que desceu pela minha bochecha. - Já perdi minha mulher, não vou perder meus filhos - levantei e suspirei.

—Esse é o Sonny que eu conheço - ela me abraçou novamente e eu me segurei pra não desabar de novo. Preciso ser forte por eles.

Voltei para dentro da igreja, encarando olhares de reprovação vindo da meia-irmã de Cass e do marido dela. Fui até eles e abracei meu dois filhos. Os pequenos choravam e eu acabei chorando com eles também. Peguei-os no colo e deixei a igreja novamente com vários olhares me acompanhando. Ajeitei eles nas cadeirinhas e sentei no banco do motorista. Não tinha mais condições para ficar naquele funeral.

 

Amber

Assim que Sonny saiu da igreja com os dois meninos, meu peito pesou um pouco mais. É impossível ver meu melhor amigo nessa situação e não me sentir imensamente triste. Saio para fora novamente, sentido uma vertigem tomar conta de mim. Esse estresse todo combinado com a gravidez está me deixando cada vez pior.

Me sento no mesmo banco de pedra de antes, apenas para tomar um ar. Olho para um canto isolado e enxergo Damon parado na mesma posição, como se estivesse imitando um manequim. Não nos falamos desde aquele fatídico dia em Las Vegas, que ele agiu feito um merda e eu fui embora. Algumas semanas depois chegou uma correspondência da Austrália. Os papéis do divórcio.

Ele parece notar que estou fitando-o e me olha. Consigo identificar dor no seu olhar. Mesmo que ele não tenha derramado uma lágrima, seus olhos verdes transparecem dor. Engulo em seco, ainda o encarando. Sabia que não estaria completamente preparada para isso, mas pelo menos Dylan não está aqui. Me levanto e abro os braços levemente. Me sentiria horrível se ele não retribuísse, mas eu sentia que os dois precisávamos disso.

-Me desculpe por ser um merda - ele murmura em meu ouvido, me apertando com força em seus braços.

-Você tentou me avisar, eu que não deveria ter insistido.

-Eu nunca fui assim - ele começa. - Só não consigo aceitar que uma pessoa legal gostando de mim. É meio que um sistema de proteção autodestrutivo - ele dá uma risadinha amarga e percebo que sua voz está embargada. Empurro ele de leve, apenas para encará-lo. Algumas lágrimas isoladas desciam por suas bochechas. Passo os polegares delicadamente, secando-as.

-Não é pecado chorar, Damon. Você pode fazer isso, eu sei que você está mal. Todos estamos.

Ele apenas assente em silêncio e uma movimentação chama nossa atenção. O carro fúnebre está levando o caixão para o crematório. Foi um pedido dela. Ser cremada. Suas cinzas ela queria que fossem largadas num penhasco que tem na vinícola onde ela passou adolescência - e onde ela se casou também.

-Eu tenho que falar com o Sonny - ele dá uma fungada, se afastando.

-Ele já foi, creio que para a casa da vinícola. Não sei se ele consegue passar mais muito tempo na casa que eles compraram - comento, alisando distraidamente minha barriga.

-Você vem comigo? - Ele pergunta me olhando e eu apenas assinto.

Ele dirige rapidamente, mas ficamos o caminho todo em silêncio. Um silêncio confortável, nenhum dos dois precisava falar nada naquele momento. Depois de mais ou menos trinta minutos de viagem, atravessando a cidade até lá. Damon nem se dá o trabalho de estacionar direito, apenas desliga o carro e sai rapidamente perguntando para os empregados onde eles está. Desço também, mas resolvo deixar os dois conversarem e resolvo dar uma volta pelo local. Mais precisamente naquela clareira perto da cachoeira. Onde há mais ou menos seis meses atrás meu filho foi concebido. Me sento com dificuldade em uma pedra e fiquei apenas observando a água se movimentar preguiçosamente.

 

 

Sonny

 

Estou deitado na cama de casal com meus dois meninos. Joe já está ressonando baixinho com a boca entreaberta. Tony está um pouco inquieto, mexendo em meu cabelo. Ele me olha com aqueles olhinhos acinzentados e sorri, mostrando os poucos dentes, me fazendo sorrir de volta - mesmo que uma lágrima escorresse pelo canto dos meus olhos. Seu sorrisinho se torna uma expressão confusa e ele toca minha bochecha com seus dedos gordinhos, como se quisesse secá-las. Meu sorriso com seu ato se alarga, pego sua mãozinha e ou um beijo na palma seguido por um beijo em sua testa.

-Sonny? - olho para a porta e vejo Damon parado, escorado no batente com um papel na mão.

-Oi Damon - falo baixinho.

-Eu tenho algumas coisas para falar com você antes de ir - ele diz se aproximando. - Mas primeiro você vai ter que ler essa carta - me entrega o envelope que ele tinha na mão. Pego meio desconfiado e ele apenas assente, me incentivando a abrir. Já nas primeiras palavras escritas naquela caligrafia quase perfeita, meus olhos se enchem de água.

 

    “Para a pessoa que eu mais amo,

 

Você deve estar me odiando agora. Me achando a pessoa mais egoísta da face da terra. Porque eu sabia. Eu sabia que não resistiria, a doutora me falou logo que eu descobri. As chances eram realmente mínimas. E eu iria te falar isso, não era certo eu esconder, mas eu não consegui. Me perdoe, mas eu não consegui. Sabe por que? Porque ao ver o seu sorriso quando eu contei que estava grávida, ao ver sua felicidade, eu desisti. Cuida bem dos nossos meninos e da nossa garotinha por mim, que eu vou estar cuidando de todos aqui de cima. Ah, e não brigue com Damon, ele também não aprovou minha decisão. Diga a todos que eu amo vocês com todo meu coração.

Com amor, carinho e muitas saudades,

da Sua Cass.”

-Isso quer dizer que… - eu estava completamente sem chão após terminar de ler a carta.

-Ela sabia que ia morrer. Só não foi do jeito que ela esperava. Mas se não fosse agora, seria daqui a três meses. O que eu quero dizer é que foi uma decisão dela, seja por ter ido atrás de você, ou por ter escolhido ter a criança, mas foi uma decisão dela.

-Mas… - não consegui terminar nenhuma frase. Passo as mãos no cabelo, transtornado.

-Cassie não dava nenhum ponto sem nó. Ela deixou várias cartas escritas, para cada momento marcante da vida, tanto para as crianças, quanto para você.

Olho para ele sem entender direito o que estava acontecendo.

-Como ela conseguia viver tão de bem sabendo que iria morrer? Eu, eu não entendo - murmuro, pressionando as têmporas.

-Ela nunca teve medo de nada. Bom, acho melhor deixar vocês sozinho agora - ele fala e se vira para ir embora.

-Espera - digo, chamando sua atenção. - Você falou com Ambs?

-Sim, ela veio comigo - fala, entortando a cabeça para ao lado.

-Ela não te contou?

-O que? - ele franze as sobrancelhas.

-É seu. O filho que ela espera, é seu - digo e observo seu rosto mudar de expressão. Mas ele não diz nada, apenas dá as costas e sai.

 



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