História Safe and Sound - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chandler Riggs, The Walking Dead
Personagens Beth Greene, Bob Stookey, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lizzie Samuels, Maggie Greene, Michonne, Mika Samuels, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Tyreese
Tags Amigos, Apocalipse, Carl, Chole Greene, Família, Perigo, Rick, Romance, The Walking Dead, Walkers
Exibições 462
Palavras 3.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hellooo!! Bom, como amanhã minhas aulas já vão voltar, decidi postar mais um cap como despedida desse feriado maravilhosa. Espero que gostem, não se esqueçam de comentar e favoritar, desculpem qualquer erro e até o prox cap. XOXO <3

Capítulo 26 - Out Of The Woods


Fanfic / Fanfiction Safe and Sound - Capítulo 26 - Out Of The Woods

Chloe P.O.V

-Eu preciso que me diga exatamente o que aconteceu naquele galpão.

Deanna manteve a mesma postura desde quando eu entrei em seu escritório. Seus olhos transbordavam raiva e tristeza ao mesmo tempo, ela parecia estar disposta a descobrir e condenar o culpado pela morte de seu filho. Desde que voltamos para Alexandria tudo o que eu ouvia eram pessoas perguntando o que havia acontecido no galpão, porém sempre me recusava a responder, não gostava de relembrar todos aqueles acontecimentos.

-Vai fazer diferença? – Perguntei arqueando a sobrancelha- De qualquer modo vai acabar acreditando na versão patética que Nicholas deve ter contado. Sempre seremos os mentirosos.

-Meu filho morreu naquele lugar- ela disse e eu pude perceber que se controlava para não desabar na minha frente- Eu preciso saber a verdade.

-Meu amigo também morreu- retruquei- Tudo por culpa daquele...

-Chloe- me interrompeu- Apenas conte o que aconteceu.

-Ele fugiu- comecei a dizer a olhando fixamente- Ele abandonou seu filho. Nós tentamos ajuda-lo, mas Nicholas foi um covarde e preferiu salvar sua própria vida, e ele fez isso duas vezes, ele não nos deu ouvidos, apenas fugiu.

-E quanto ao Noah? – Ela perguntou e meus olhos automaticamente se encheram de lagrimas ao ouvir o nome do meu amigo

-Ele só tinha que segurar a porta- eu disse com a voz falha- Mas ele entrou em pânico. Eu e Glenn tentamos segurar Noah, nós tentamos. Eu vi ele morrer na minha frente.

-Como acabaram voltando todos juntos?

-Depois que Nicholas fugiu, nós conseguimos sair e encontramos a van- expliquei- Nicholas estava tentando ir embora, mas Eugene não queria nos deixar, e foi então que Glenn o atacou, ele ficou inconsciente e nós voltamos.

-Por que o trouxeram de volta com vocês?

-Porquê...eu sinceramente não sei- soltei uma risada irônica- Talvez porque nós não sejamos más pessoas como muitos de vocês pensam, não deixamos pessoas paras trás, não importa o que essa pessoa tenha feito, nós não fazemos isso.

-Muito bem- Deanna respirou fundo e desligou a câmera me deixando um pouco mais confortável- Não quero que nenhum de vocês saiam da comunidade até que eu termine a investigação. Já pode ir.

Me levantei da poltrona na qual estava sentada e sai de seu escritório sem dizer mais nada encontrando Spencer e Reg sentados na sala de estar nas mesmas posições que os encontrei quando cheguei. Todos pareciam em choque, pareciam nunca terem passando por isso, nunca sentiram como é perder alguém, e agora saberiam o que sentíamos cada vez que perdíamos uma pessoa de nosso grupo.

Já era noite em Alexandria, e todos já estavam no abrigo de suas casas por conta do toque de recolher, algumas pessoas estavam em suas varandas e me observavam passar, porém nada que me incomodasse. O silencio chegava a ser assustador. E como se ouvissem meus pensamos, barulhos estranhos cortaram o silencio da noite. Parei de andar no momento em que ouvi gritos vindo da casa de Jessie, não chegavam a ser muito alto, mas ainda sim eram gritos.

Me aproximei com cuidado e subi os degraus de sua varanda parando em frente a porta de entrada. Os gritos pareciam estar vindo de Pete, o marido de Jessie, havia o conhecido rapidamente e descobri que o mesmo era o médico de Alexandria, sempre simpático com todos, porém no momento ele não parecia ser o mesmo cara que me ofereceu aulas de enfermagem alguns dias atrás.

Um barulho de algo caindo fez com que eu desse alguns passos para trás assustada. Não fazia ideia do que poderia estar acontecendo naquela casa, mas algo de bom não era. Barulhos de tapas e socos me fizeram ter certeza disso. Estava prestes a bater na porta quando senti uma mão me puxar pelos ombros para longe daquela casa.

-Carol? – A olhei confusa- O que você...

-Precisa ficar longe dessa casa-me interrompeu enquanto me puxava em direção aonde eu morava com Glenn e Maggie- Prometa que irá ficar longe.

-Eu ouvi gritos- expliquei ainda confusa com o modo que ela falava- Eles precisam de ajuda.

-Já estamos cuidando disso.

-Estamos? – Perguntei- Disso o que? Carol, o que está acontecendo?

-Não pode se intrometer nesse caso- ela disse desviando o olhar para a casa de Jessie me fazendo olhar na mesma direção. Pete saia da casa no mesmo momento, ele cambaleava, parecia bêbado. Nos olhou por alguns segundos e mandou um aceno antes de se virar em direção a enfermaria

-Ele está bêbado? – Perguntei abaixando o tom de voz com medo que ele pudesse escutar- Por que ele está daquele jeito?

-Apenas vá para casa, Chloe.

-Eu ouvi barulhos de tapas e coisas quebrando- disse pensativa, até que eu entendi tudo o que estava acontecendo- Eu não acredito.

-Chloe, escute, nem pense em fazer qualquer coisa- Carol segurou meus ombros- Ele não é como um errante, é perigoso, e pode fazer algo contra você.

-Não podemos deixa-lo bater em Jessie daquele jeito- eu disse indignada alterando meu tom de voz- Ele bate em Ron e Sam também?

-Não- Ela respondeu- Sam me disse que ele se tranca no armário sempre que isso começa, Ron apanha apenas quando tenta interferir.

-Oh meu Deus! – Passei as mãos pelos cabelos nervosa- Isso é horrível. Precisamos fazer alguma coisa.

-Eu e Rick já estamos cuidando disso- Ela disse tentando me acalmar- Mas você precisa me prometer que não irá contar isso para ninguém, e que ficará fora disso.

-Tudo bem-disse cruzando os dedos atrás de mim- Eu prometo.

(...)

Na manhã seguinte a primeira coisa que fiz ao acordar foi sair a procura de Deanna pela comunidade. Todos ainda pareciam arrasados pelas recentes mortes e eu não estava diferente, as imagens da morte de Noah ainda perturbavam minha mente e meus sonhos, assim como todas as outras mortes na qual presenciei, está seria apenas mais uma para a coleção.

O clima parecia ter entrado em sincronia com nossas emoções, pois as nuvens cinzas se aproximavam espantando o sol para longe e um fino cobertor de neblina cobria o céu, deixando tudo mais deprimente do que o normal. Não chegava a fazer frio, porém não conseguiria sair de casa sem um casaco para me proteger de uma pequena ventania que se formava.

-Chloe- parei de andar ao ouvir a voz de Carl se aproximar

-Sim? – Me virei com um sorriso fraco no rosto enquanto ele me olhava com uma expressão preocupada- Algum problema?

-Não te vejo desde ontem- ele murmurou parando em minha frente- Estava preocupado.

-Mas eu estou bem-disse sem tirar o sorriso falso do rosto mexendo as pernas impacientemente- Sem ferimentos, viu?

-Não me referia a isso- disse me olhando de uma maneira estranha- Não conseguimos conversar sobre o que aconteceu no galpão, assim que você chegou teve que ir falar com Deanna, e meu pai não deixou que eu fosse te ver durante a noite.

-Será que não podemos conversar depois? – Perguntei ao avistar Deanna parada perto dos muros a alguns metros de distância de nós- Preciso resolver algumas coisas agora.

-Chloe- ele segurou meu rosto com suas mãos em uma tentativa de me fazer olha-lo – O que está acontecendo?

-Nada- menti lhe lançando um sorriso falso- Apenas preciso conversar com Deanna sobre...sobre a comunidade.

-Não acho que Deanna queira conversar sobre isso agora- ele soltou meu rosto me olhando de modo desconfiado- Você está mentindo para mim.

-Não estou- disse me fingindo ofendida- Depois conversamos.

-Chloe- me chamou novamente me impedindo de ir embora- Por que sinto que está se afastando de novo de mim?

-Carl- respirei fundo antes de continuar- Eu realmente preciso ir.

-Tudo bem- ele riu irônico cruzando seus braços- Mas se for agora, não precisa me procurar depois.

Permaneci imóvel o encarando incrédula por conta de suas palavras, desviei rapidamente meu olhar em direção a Deanna e a vi se afastando, quase sumindo de minha visão. Eu precisava resolver este assunto o mais rápido possível, Carl faria o mesmo caso estivesse em meu lugar, eu sei que faria. O olhei novamente como se implorasse com os olhos por um pouco de compreensão, porém ele permaneceu rígido, me fazendo suspirar desistente.

-Sinto muito- murmurei antes de me virar correndo na mesma direção aonde Deanna estava indo e pensando em minha pequena discussão com Carl, se é que aquilo poderia ser chamado de discussão- Deanna!

-Chloe- ela disse em forma de cumprimento enquanto eu parava ao seu lado- Algum problema?

-Na verdade, sim- disse cruzando meus braços- Temos um problema com Pete.

-Esperava que fosse melhorar- ela disse em um tom de tristeza me fazendo encara-la incrédula

-Você sabia? – Perguntei recendo seu silencio como resposta- Não melhorou e nem vai.

-Pete é um cirurgião- Disse sem me olhar- Ele salvou vidas. Talvez salve a vida de Tara.

-Ele bate na esposa- retruquei- Temos que parar isso.

-Como? – Me olhou com uma expressão cansada

-Podemos separa-los- sugeri- Diremos a ele que será assim.

-E o que acontece se ele não quiser? – Perguntou em um tom irônico se aproximando

-Não é escolha dele.

-O que acontecerá? - Perguntou novamente como se já soubesse a resposta e eu suspirei – Seu grupo irá mata-lo? Rick já me deu essa sugestão. Somos uma civilização, não matamos pessoas.

-Então vai deixa-lo bater nela? – Perguntei incrédula- Mata-la?

-Será exilado se chegar a este ponto.

-Depois que Jessie já estiver morta? – Indaguei ironicamente- Irão apenas manda-lo embora? Deixando este lugar vulnerável?

-Não iremos executar ninguém- Deanna disse alterando seu tom de voz- Não fazemos isso aqui. Não quero mais ninguém de seu grupo me sugerindo essa ideia.

-Só espero que você saiba que seu jeito de liderar este lugar vai acabar nos levando a morte- disse me afastando- E a culpa será toda sua.

Carl P.O.V

Os únicos barulhos audíveis eram de meus passos pisando naquelas folhas espalhadas pelo chão da floresta. Novamente havia perdido Enid de vista e aproveitei que estava fora da comunidade para tomar um pouco de “ar puro”. Minha discussão com Chloe não saia de minha cabeça, pensava que talvez tivesse sido duro demais com a garota, mas ela sabia que eu odiava que escondessem as coisas de mim, e nós nunca escondíamos coisas um do outro. Para falar a verdade, eu nem sabia o real motivo de estar tão chateado com ela.

Desde que nós meio que assumimos um “relacionamento”, parecia que estávamos mais afastados do que juntos. Tudo bem que Chloe partiu naquela busca no dia seguinte e não tivemos muito tempo juntos depois que tudo aconteceu, mas eu ainda me sentia distante, e não gostava de me sentir assim. Tentei conversar com meu pai sobre isso, mas ele parecia ocupado demais com outras coisas, assim como Chloe, na verdade, todos pareciam ocupados com alguma coisa, menos eu.

-Carl- uma voz gritou por meu nome me tirando de meus pensamentos- Eu sei que está me seguindo. De novo. E está indo para o lado errado.

-Você sabia? – Perguntei olhando para os lados a sua procura, porém tudo o que enxergava eram arvores e plantas.

-Você faz muito barulho- Ela disse fazendo com que eu me lembrasse que Chloe também já comentou sobre isso alguma vez- Pode voltar? Para ser sincera, você me assusta.

-Não deveria sair sozinha- disse ignorando seu comentário- Duas pessoas morreram.

-Fala sério- Enid disse ironicamente saindo de trás de uma arvore e parando em minha frente- As pessoas sempre morrem. Não sabia?

-É melhor voltarmos.

-Por que?

-O que está fazendo aqui? – Perguntei desistindo da ideia de leva-la de volta para a comunidade

-O mesmo que você- ela deu de ombros antes de sair correndo.

Apressei meus passos correndo atrás da garota que parecia se divertir com essa “brincadeira”. Não pude evitar de sorrir enquanto corríamos pela floresta, estávamos parecendo duas crianças brincando de pega-pega, me lembro que antigamente costumava a brincar disso com Chloe, na época que ainda estávamos em sua fazenda, fazia tempo que não me sentia dessa maneira.

Enid parou de repente se escondendo atrás de uma árvore fazendo com que eu imitasse seu gesto parando ao lado da garota. Um errante se arrastava entre as árvores sem notar nossa presença, Enid retirou um tipo de cronometro manual de sua mochila e o jogou em direção ao errante fazendo com que o objeto apitasse atraindo a atenção da criatura. Ela me olhou sorrindo e juntos voltamos a correr para longe daquele errante.

-Devíamos estar aqui fora- ela disse enquanto nos sentávamos com as costas apoiadas em um tronco caído – Devíamos nos sentir assim. Não quero esquecer. E correr faz eu me sentir melhor.

-Não consigo esquecer- disse a olhando de lado- Sonho com isso. Estar na floresta com eles.

-Eu também- ela admitiu desmanchando seu sorriso

-Ron é um cara legal- mudei de assunto a fazendo me olhar

-Ele é- sorriu

-Ele sabe que você vem aqui? – Perguntei curioso

-Não. Ele não entenderia- voltou seu olhar para frente- Chloe sabe que está aqui?

-Não- Respondi soltando um suspiro- Ela tem problemas maiores para resolver.

-Que tipo de problemas? – Perguntou tirando uma faca de sua mochila

-Eu não sei- dei de ombros- Nós meio que discutimos.

-Sinto muito- me olhou sorrindo triste e eu apenas assenti como resposta- Se serve como consolo, eu não tenho problemas maiores para resolver.

-Por que disse que eu te assusto? – Perguntei querendo mudar de assunto a fazendo sorrir

-Sei lá- disse riscando o tronco de árvore com sua faca- Simplesmente me assunta.

-Faca maneira- comentei

-Era da minha mãe- disse em um tom triste

-O que aconteceu com você? – Perguntei curioso e a ouvi suspirar- Antes de chegar lá?

-Isso importa? – Perguntou se virando para mim

-Importa- assenti- Eu sei...Algo de ruim aconteceu comigo também.

Antes que Enid tivesse a chance de responder ouvimos grunhidos vindo atrás de nós e nos levantamos rapidamente.

-Temos que ir. Parecem ser muitos- Eu disse preocupado, porém ela não pareceu me dar ouvidos.

Enid correndo em direção a uma árvore oca que possuía um grande espaço dentro de seu tronco e entrou no mesmo. Retirei meu chapéu e repeti seu ato entrando dentro da árvore junto de Enid. Nossos corpos acabaram ficando próximos demais por conta do pequeno espaço e eu tentei ficar o mais afastado possível. A única garota na qual eu fiquei tão próximo assim foi de Chloe, e não me sentia a vontade da mesma forma com Enid.

Os grunhidos se aproximaram como se eles estivessem passando por nós e eu virei meu rosto em direção ao buraco tentando enxergar alguma coisa.

-É o mundo deles- Enid sussurrou em meu ouvido- Só estamos vivendo nele.

Desviei meu olhar para seu rosto ficando apenas alguns centímetros de distância do mesmo. Permanecemos nos olhando por um longo tempo enquanto os errantes passavam ao nosso lado sem notar nossa presença e senti sua mão encostar levemente na minha fazendo com que eu a afastasse rapidamente voltando minha atenção para o movimento fora da arvore.

-Ótimo- ela sussurrou novamente- Você tem medo de mim também.

(...)

Assim que pulamos o muro de volta para Alexandria nos assustamos com a cena que presenciamos. Meu pai e Pete estavam brigando no meio da rua da comunidade enquanto pessoas se aglomeravam a sua volta sem saber o que fazer. Passei meus olhos pelo local e eles pararam em Chloe que estava parada em choque ao lado de sua irmã, minha vontade foi de ir correndo para acalma-la, mas antes eu precisava fazer alguma coisa para ajudar meu pai.

-Deanna! – Reg gritava a procura de sua mulher

Pete conseguiu ficar por cima de meu pai e só então eu percebi que ambos sangravam como se tivessem se cortado de algum modo. Jessie tentou separar seu marido de meu pai, porém acabou levando um soco sendo jogada para o chão e logo sendo ajudada por Rosita.

-Pai, solte ele! - Eu gritei tentando puxar meu pai quando o mesmo conseguiu ficar por cima de Pete, porém assim como Jessie fui arremessado para o chão.

Olhei para Chloe que ameaçou vir em minha direção, porém parou assim que Enid foi mais rápida e me ajudou a levantar. Ficamos nos olhando por alguns segundos, porém logo a loira desviou novamente seu olhar em direção a briga, fazendo com que eu repetisse seu ato.

Meu pai conseguiu imobilizar Pete e seu braço cercava o pescoço do homem que parecia estar ficando cada vez sem ar. Ele estava quase o matando e o desespero estava tomando conta do meu corpo ao pensar o que aconteceria se meu pai chegasse a matar aquele homem.

-Parem! - Deanna chegou gritando- Parem agora mesmo.

-Se tocar neles mais uma vez, eu mato você- Meu pai dizia para Pete ignorando completamente a presença de Deanna

-Droga, Rick! Mandei parar! - Ela gritou novamente enquanto ele ficava de joelhos

-Ou o que? - Perguntou levantando sua arma em direção aos caras que ameaçaram se aproximar fazendo com que todos recuassem- Vai me expulsar?

-Abaixe a arma, Rick- ela disse calmamente enquanto Pete se arrastava para longe de meu pai o deixando sozinho ajoelhado no meio de todos

-Você ainda não entende- Ele disse abaixando a arma- Nenhum de vocês! Nós sabemos o que precisa ser feito, e o fazemos. Nós somos os que vivem. Vocês só ficam sentados, planejando e hesitando. Fingem que sabem como é, mas não sabem nada! - Ele gritava enquanto todos o observavam assustados- Vocês queriam que as coisas não fossem como são. Querem viver? Querem que este lugar continue de pé? O modo de vocês agir já era! As coisas não melhoram porque vocês não querem. A partir de agora vamos viver no mundo real. Precisamos controlar quem vive aqui.

-Isso nunca foi mais claro para mim- Deanna disse seriamente fazendo com que meu pai risse de maneira irônica. 

-Eu? Você está falando de mim? – Ele perguntou apontando para si mesmo- O seu modo de agir vai destruir este lugar. Matará pessoas. Já matou pessoas. Mas não vou ficar parado e deixar isso acontecer. Se vocês não lutarem, vão morrer. Não vou ficar parado e...

A fala de meu pai foi interrompida quando o mesmo foi acertado por um golpe de Michonne, o fazendo cair inconsciente no meio da rua. Tentei me aproximar preocupado, porém Enid me impediu segurando em meu braço. Novamente meu olhar se encontrou com o de Chloe que parecia tão preocupada quanto eu. Nós dois sabíamos o que iria acontecer em seguida, porém eu ainda torcia para que o discurso de meu pai tivesse tido algum efeito sobre essas pessoas.

CONTINUA...



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