História Safe and Sound - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Chandler Riggs, The Walking Dead
Personagens Beth Greene, Bob Stookey, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lizzie Samuels, Maggie Greene, Michonne, Mika Samuels, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Tyreese
Tags Amigos, Apocalipse, Carl, Chole Greene, Família, Perigo, Rick, Romance, The Walking Dead, Walkers
Exibições 328
Palavras 3.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oii gracinhass!! Como vcs estão?? Espero que bem.
Antes de tudo...VCS VIRAM AQUELE BEIJO DO CARL E DA ENID? NÃO VOU MENTIR...EU AMEI (Apesar de achar a Enid meio chatinha ble)
Espero que gostem do capitulo, desculpem qualquer erro
Não se esqueçam de comentar e favoritar
beijinhos da titia Lubs <3

Capítulo 36 - Dont let them steal your light


Fanfic / Fanfiction Safe and Sound - Capítulo 36 - Dont let them steal your light

Chloe P.O.V

-Sabe para onde Rick e Daryl foram hoje mais cedo? – Perguntei desviando de algumas plantas em meu caminho

-Foram atrás de suplemento- Carl respondeu andando em minha frente sem me encarar diretamente e eu resmunguei em resposta.

O sol batia em minhas costas cobertas por um casaco vermelho velho e minhas botas faziam barulhos conforme pisavam nas folhas espalhadas pelo chão da mata. O clima em Alexandria estava cada vez mais calmo e entediante. Venho passado meus dias ajudando Carl a recuperar seus reflexos com exercícios sugeridos por Denise, e ele está se recuperando cada vez mais. Sinto que ele se sente incomodado quando as pessoas insistem em o ajudar em praticamente tudo, por isso tento ser o mais compreensível possível, deve estar sendo difícil para ele, mesmo que ele não queira admitir isso.

Cansados de nossa rotina entediante de sempre, decidimos pular os muros para dar uma volta aos redores de Alexandria. Fiquei contente por ele não ter sugerido chamar por Enid, para falar a verdade, fazia tempo que ele não mencionava o nome da garota, para falar a verdade, desde nossa discussão foram poucas vezes que a vi por aí, ela sumia frequentemente e só aparecia de vez em quando. Ela estava me evitando e eu não me incomodava com isso.

-Veja- disse chamando sua atenção e parando ao seu lado ao encontrar um papel jogado no chão

-O que diz? – Ele perguntou

-Está molhado- disse em um tom decepcionada- Apagou tudo.

-Vamos.

Ele voltou a caminhar em minha frente e eu o segui ainda com o papel em minhas mãos tentando decifrar o que estava escrito antes de ser encharcado provavelmente pela chuva.

-Não parece tão velho- comentei

-É mesmo?

-Quero dizer, não podemos ler o que está escrito, mas ao fazer isso eles estão dizendo algo- Disse o alcançado e começando a caminhar ao seu lado

-O que? – Perguntou me olhando

-“Não estamos sozinhos”- disse soltando uma risada fraca

-Já sabíamos disso. Nós vimos- ele disse dando de ombros- Pessoas morreram.

-Por que estamos vindo aqui? – Perguntei mudando de assunto ao notar que nos afastávamos de Alexandria

-Porque somos crianças, é o que fazemos- ele disse me olhando de lado e eu serrei meus olhos franzindo o cenho

-Não somos crianças.

Continuamos caminhando em silencio até que senti Carl entrelaçar suas mãos com as minhas me fazendo sorrir sem me virar para olhar sua expressão. Já estávamos andando a um tempo e eu já sentia meus pés se cansarem, porém Carl não parecia querer parar de andar tão cedo.

-Para onde estamos indo? - Perguntei parando de andar e ele fez o mesmo me encarando- Acho que já estamos longe demais de Alexandria.

-Não precisa se preocupar- Ele disse como se tentasse me tranquilizar- Sei o caminho de volta.

-Por que quer ir tão longe? – Olhei para os lados frustrada. Eu não reconhecia o lugar onde estávamos. Só encontrava mata para todos os lados que olhava.

-Só queria um tempo- ele admitiu soltando um suspiro em seguida- Longe de tudo por lá.

Permaneci em silencio apenas o observando pensativa e ele também não parecia querer falar alguma coisa no momento. Mesmo negando, eu sabia que ele estava diferente, parecia frustrado, irritado e triste. Eu odiava o ver daquele jeito. As vozes em minha cabeça me diziam coisas horríveis sobre ele e eu tentava o máximo disfarçar quando elas começavam a falar com ele por perto. Isso tudo estava se tornando um pesadelo e eu precisava fazer parar antes que acabasse cometendo alguma loucura. Mas antes de qualquer coisa eu precisava ajudar Carl. Ele precisava de mim.

-Tudo bem- assenti concordando- Podemos andar mais um pouco.

-Obrigado- sorriu levemente voltando a juntar nossas mãos e juntos caminhamos cada vez mais longe.

É tudo sua culpa. Ele está assim porque não foi capaz de salva-lo.

Balancei a cabeça negativamente em uma tentativa de fazer com que aquela voz calasse a boca e fechei os olhos suspirando. Agora não. Isso não podia acontecer agora. Carl percebia quando eu começava a ficar estranha e ele estava desconfiando que eu escondia algo. Meus olhos se enchiam de lagrimas e eu fazia de tudo para não demonstrar fracasse em sua frente. Era como se elas quisessem me destruir das piores maneiras possíveis usando as vozes das pessoas que eu mais amei durante toda a minha vida. Isso precisava parar.

-Chloe? - Ele perguntou parando de andar e eu o encarei engolindo cedo- Está tudo bem?

-Sim- assenti nervosa- Por que não estaria?

-Bom, você está apertando minha mão muito forte- Ele disse indicando nossas mãos juntas e soltando uma risada fraca. Minha mão segurava a sua com tanta firmeza que os nós de meus dedos começavam a ficar brancos. Rapidamente soltei sua mão e sorri nervosa.

-Desculpe- murmurei voltando a andar- Vamos.

-Tudo bem- ele disse andando ao meu lado, dessa vez sem segurar minha mão- Tem certeza de que está tudo bem?

-Claro- sorri o olhando- Está tudo bem.

Mentirosa.

Desmanchei o sorriso e voltei meu olhar para frente andando com passos firmes sem manter contado visual com o garoto ao meu lado.

-Cale a boca- murmurei para que apenas eu ouvisse- Por favor. Cale a boca.

-Disse alguma coisa? – Me assustei com sua voz ao meu lado

-O que? Não- neguei rapidamente

-Quer voltar para Alexandria? – Perguntou parando de andar e ficando em minha frente- Não parece estar com vontade de ficar caminhando nessa mata por mais tempo.

-Se quiser podemos ficar mais- dei de ombros- Gosto de ficar aqui fora com você.

-Também gosto de ficar aqui fora com você- Ele disse sorrindo e novamente entrelaçando nossas mãos- Mas acho melhor voltarmos antes que percebam que saímos.

Apenas assenti como respostas e nós começamos a andar para o lado oposto de onde estávamos indo antes. Olhava para os lados a procura de alguma referência de que estivéssemos chegando na comunidade, porém tudo o que encontrava eram arvores e mais arvores, por um momento me senti nervosa, mas o que me deixava tranquila era saber que Carl reconhecia o lugar onde estávamos.

Dez minutos. Meia hora. Uma hora. O tempo passava e nós continuávamos andando de volta para a comunidade. Não me lembrava de termos ido tão longe ao ponto de demorar tanto para voltar. Percebi que Carl se mexia desconfortável ao meu lado e me virei o observando. Ele mantinha uma expressão confusa e angustiada no rosto me deixando nervosa por um momento.

-Carl? - O chamei e ele resmungou como resposta- Por que estamos demorando tanto?

-Já iremos chegar- Ele disse sem me olhar enquanto permanecia com a mesma expressão- Acho que estamos perto.

Soltei o ar pela boca e parei de andar no mesmo momento cruzando meus braços. Ele parou ao mesmo momento e me olhou como se pensasse a mesma coisa que eu. Passei as mãos pelos cabelos e engoli seco olhando para os lados.

-Estamos perdidos? – Perguntei recendo o silencio como resposta- Carl? Estamos perdidos, não estamos?

-Apenas preciso conseguir localizar a torre e...

-Estamos perdidos- o interrompi começando a andar de um lado para o outro nervoso- Como fomos parar tão longe de Alexandria?

-Eu não sei- ele murmurou parecendo culpado- Eu só estava andando.

-Não sabia para onde estava indo? – Indaguei incrédula e ele permaneceu em silencio- Ótimo. Estamos ferrados.

-Não estamos não- ele retrucou- Vamos conseguir voltar.

-Mas não hoje- Disse olhando para o céu escurecendo a nossa volta- Precisamos arrumar um lugar para passar a noite.

-Não existem lugares por aqui- Ele disse andando atrás de mim- Vamos ter que passar a noite na mata.

-Vamos achar- disse sem o encarar- Precisamos achar.

-Chloe- Ele me chamou e eu continuei andando sem dar atenção a suas palavras. Não estava brava com ele, apenas tentava pensar no que poderíamos fazer- Chloe!

O casalzinho vai morrer hoje.

Ignorei a voz em minha cabeça e continuei andando sem um rumo, apenas tentando encontrar algum lugar onde poderíamos passar a noite sem sermos devorados por errantes.

-Chloe- Ele segurou meu braço fazendo com que eu me virasse olhando em seus olhos- Dá para parar de ser teimosa e me ouvir?

-Foi por ter te ouvido que estamos perdidos no meio da mata- Respondi fazendo com que ele me olhasse furioso e eu suspirasse- Desculpe. A culpa não é sua, apenas estou nervosa.

-Você está certa- Ele disse assentindo- Precisamos de um lugar para ficar. E precisamos logo.

(...)

A cabana abandonada cheirava a mofo e carne morta. Suas paredes de madeira estavam cobertas de fungos e tudo o que tinha lá dentro era uma cadeira de madeira e alguns enlatados vazios jogados pelo chão. Não sabíamos aonde estávamos e nem como havíamos chegado até aqui. Lá fora o céu já estava escuro e tudo o que eu conseguia imaginar era em como minha irmã e Glenn deveriam estar ao notar o meu sumiço junto de Carl. Eles ficariam furiosos.

Carl bloqueou a porta com a cadeira de madeira, mas ambos sabíamos que caso alguns errantes aparecessem aquilo não seguraria por muito tempo. Junto com a noite também veio o frio e a garota que logo se tornaria chuva, piorando nossa situação. Larguei minha mochila no chão e me sentei abraçando minhas pernas em uma tentativa falha de me aquecer.

-Acho que conseguimos passar a noite aqui- Carl comentou enquanto chegava cada canto da cabana com sua pistola em suas mãos- Amanhã cedo voltamos a procurar por Alexandria.

-Acha que irão atrás da gente? – Perguntei o observando

-Talvez- murmurou- Provavelmente.

-Pode acontecer alguma coisa- disse olhando para meus tênis sujos de terra- Alguém pode se ferir, e isso seria nossa culpa.

Carl permaneceu em silencio e me olhou durante um tempo até caminhar até onde eu estava se sentando ao meu lado largando sua arma ao seu lado. O único barulho que ouvíamos era da chuva aumentando cada vez mais no lado de fora, até que se tornasse uma tempestade. Meus braços e pernas tremiam pelo frio que parecia aumentar assim como a chuva. Fechei meus olhos e apoiei minha cabeça em meus joelhos tentando pensar em qualquer coisa que não fosse em nossa situação atual.

Por que não se mata logo?

Mordi meus lábios segurando o choro que ameaçava escapar pela minha garganta e cravei minhas unhas nas palmas de minhas mãos em uma tentativa de me acalmar.

Você sabe que é tudo culpa sua. As pessoas irão vir a procura de vocês e alguém irá morrer. Por culpa sua. Sua irmã irá morrer. Glenn irá morrer. Rick. Michonne. Tara. Todos eles. E você é a culpada.

-Não- Murmurei sentindo minhas bochechas se molharem por conta das lagrimas- Não. Não.

Culpada

-Pare- eu tentava me controlar para que Carl não percebesse- Pare de dizer isso.

Culpada. Culpada. Culpada.

Todas as vozes diziam juntas formando um eco dentro de minha mente. Era como se tudo estivesse girando em minha volta e a qualquer momento eu pudesse desmaiar aqui mesmo. Um soluço escapou de minha boca chamando a atenção de Carl. Ele falava comigo, porém eu não o ouvia, as vozes não calavam a boca. Eu estava enlouquecendo.

Você me deixou morrer, Chloe. Você é a culpada.

A voz de Beth ressaltou entre as outras me fazendo chorar cada vez mais. Eu não estava aguentando. Elas não paravam. Eu precisava acabar com isso.

-Chloe- Ouvi Carl me chamar enquanto balançava meus braços- Chloe! Me escute!

Em um movimento rápido levantei me desviando de seus braços e fui em direção a porta retirando a cadeira de frente da mesma correndo para fora da cabana enquanto ouvia os gritos de Carl me chamando. Eu corria sentindo as gotas de chuva caindo em meu corpo como se fossem laminas se misturando com minhas lagrimas. Eu não conseguia parar de correr. As vozes ainda falando todas juntas me fazendo entrar em desespero. Não ouvia nada que não fossem elas. Elas queriam me matar.

Como se lessem meus pensamentos. Senti meu corpo despencar de alguns metros até se chocar contra o chão duro e sem plantas como o da floresta. Olhei a minha volta sem conseguir me levantar e tudo estava escuro. Levantei meu olhar conseguindo enxergar alguns metros de parede de preda a minha volta e logo em seguia o céu estrelado. Então entendi o que havia acontecido. Era um buraco. Eu havia caído dentro de um buraco escuro. Meu pé direito queimava em uma dor horrível e ao mesmo tempo sangrava manchando minhas mãos de sangue. Elas queriam me matar.

-Chloe! - Sorri fraco ao ouvir o grito de Carl se misturando com o barulho da chuva- Fique calma. Eu vou te tirar daí.

Carl P.O.V

A chuva parecia aumentar a cada minuto que se passava. Para nossa sorte até agora não havia encontrado nenhum errante pelos arredores. O buraco onde Chloe havia caído não era tão profundo quanto parecia, porém ela não conseguiria sair com seu tornozelo machucado daquela maneira. Eu conseguia a enxergar tentando fazer com que parasse de sangrar. Ela chorava e murmurava algumas palavras que eu não estava escutando.

O que havia acontecido com ela afinal?

Eu tentava entender como Chloe havia parado dentro daquele buraco, porém nada parecia claro em minha mente. Lembro na cabana quando ela começou a falar algumas coisas sem sentindo, e então simplesmente saiu correndo. Algo de errado estava acontecendo com Chloe e ela estava me escondendo. Decidi deixar esse assunto para depois, pois agora deveria me encarregar de tira-la daquele buraco.

-Eu vou estender minha mão e você vai segurar- Eu disse chamando sua atenção fazendo com que ela me olhasse com seus olhos cheios de lagrimas e seu rosto manchado de sangue- Vou te puxar para fora daí, tudo bem?

Ela assentiu como resposta e por um momento enxerguei aquela mesma garotinha que eu havia conhecido na fazenda. Assustada e sem saber o que fazer. Algo de muito sério estava acontecendo com ela e eu não conseguia evitar de me preocupar cada vez mais.

Estendi minha mão como disse que faria e com dificuldade Chloe se levantou mancando até onde eu estava segurando-a com força. Tentei puxa-la de primeira, porém senti uma dor em meu braço e parei soltando um suspiro. Isso seria mais difícil do que eu pensava. Estendi minha outra mão e ela a segurou entendo o que eu queria fazer. Agora com as duas mãos tentei puxa-la novamente e ela soltou um grito fazendo com que eu a soltasse.

-O que aconteceu? – Perguntei assustado

-Está doendo muito- ela disse com a voz fraca e logo a ouvi suspirar- Vamos logo com isso.

Novamente ela segurou minhas mãos e eu fiz força a puxando para cima. Caímos deitados lado a lado no chão com a respiração ofegante sentindo as gostas de chuva caindo sobre nossos rostos. Ficamos assim por um tempo até que um barulho chamou nossa atenção fazendo com que eu me levantasse rapidamente e a ajudasse logo em seguida.

-Precisamos voltar para a cabana- sussurrei com medo de que algum errante nos ouvisse e ela apenas assentiu em resposta.

Passei meu braço em volta de sua cintura e a ajudei a andar de volta para a cabana. Entramos e eu coloquei a cadeira em frente a porta novamente enquanto Chloe se sentava no chão ao lado de sua mochila. Me aproximei abaixando perto de seu tornozelo que sangrava sem parar e o toquei fazendo com que ela gemesse de dor.

-Vou precisar cuidar disso para parar de sangrar e não infeccionar- disse retirando minha camisa xadrez e a amarrando em seu tornozelo- Quando voltarmos a Alexandria, Denise vai dar uma olhada melhor.

Ela mantinha seu olhar em suas mãos que tremiam em seu colo me fazendo suspirar. Me arrastei até seu lado coloquei minha mão sobre sua testa sentindo sua pele fervendo ao entrar em contado com a minha. Chloe estava toda encharcada assim como eu, porém ela parecia estar começando a ficar com febre por conta disso, e hoje em dia até uma febre baixa poderia acabar em morte instantânea.

-Está fervendo em febre- murmurei passando a mão pelo seu rosto e a ouvi fungar ao meu lado- Vem cá.

Passei meus braços em volta de seu corpo e ela deitou a cabeça em meu peito se desabando em lagrimas. Comecei a passar a mão em seus cabelos e beijei levemente o topo de sua cabeça. Ela parecia destruída. Eu queria cuidar dela e a proteger de todo mal que nos cercava, mesmo sabendo que apesar de todo cuidado do mundo, o mal sempre nos alcançava. Mas por hoje eu faria isso. Não deixaria que nada de mal acontecesse com Chloe enquanto eu estivesse por perto.

(...)

A madrugada havia chegado e o frio parecia ter aumentado fazendo com que Chloe tremesse em meus braços enquanto dormia. De vez em quando ouvia grunhidos a nossa volta, provavelmente errantes passando por perto da cabana, mas até então nenhum se atreveu a tentar entrar e eu agradeci mentalmente por isso. A escuridão não me permitia enxergar qualquer coisa a nossa volta. Estava um breu total, deixando tudo um pouco mais assustador, e os trovoes também colaboravam para isso.

Chloe tinha pavor de trovões e a cada vez que ouvia algum se encolhia cada vez mais em meus braços. Sentia meus olhos pesarem por conta do sono, porém me recusava a dormir, era perigoso demais. Senti Chloe se remexer desconfortável e soltei alguns resmungos fazendo com que eu a olhasse. Logo lagrimas começaram e deslizar pelo seu rosto e ela não parava de se mexer. Como se estivesse tendo um pesadelo.

-Eu não tenho culpa- ela disse quase em forma de sussurro com sua voz embargada por conta do choro- Eu não matei ninguém.

Comecei a me preocupar e balancei levemente seus ombros em uma tentativa falha de acorda-la.

-Chloe- sussurrava a balançando- Chloe. Acorde.

-Eu não tenho culpa- ela continuava a chorar e eu comecei a me agitar- Eu não a matei.

-Chloe- levantei meu tom de voz- Chloe!

Como se finalmente me ouvisse, Chloe abriu seus olhos vermelhos por conta do choro e me fitou confusa e assustada. Suspirei aliviado e passei meus dedos em sua bochecha limpando suas lagrimas.

-Está tudo bem-disse- Foi só um pesadelo.

Ela engoliu cedo e assentiu voltando a deitar sua cabeça em meu peito fazendo com que eu automaticamente e abraçasse. Aos poucos ela conseguiu dormir novamente e eu observei seu rosto, dessa vez sereno e mais calmo, sem pesadelos.

-O que está acontecendo com você?

CONTINUA...  



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