História Safe and Sound - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chandler Riggs, The Walking Dead
Personagens Beth Greene, Bob Stookey, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Hershel Greene, Lizzie Samuels, Maggie Greene, Michonne, Mika Samuels, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Tyreese
Tags Amigos, Apocalipse, Carl, Chole Greene, Família, Perigo, Rick, Romance, The Walking Dead, Walkers
Exibições 273
Palavras 3.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 37 - Pretending


Fanfic / Fanfiction Safe and Sound - Capítulo 37 - Pretending

Carl P.O.V

O sol começava a entrar pelas frestas entre as paredes da cabana indicando que o dia já havia amanhecido. Chloe ainda dormia tranquilamente em meus braços enquanto eu não havia pregado os olhos durante a noite toda fazendo com que os mesmos pesassem enquanto eu tentava os manter abertos. Apoiei minha cabeça na parede de madeira atrás de mim e me permiti fechar os olhos por alguns minutos.

Senti Chloe se mexer resmungando alguma coisa inaudível e rapidamente desviei meu olhar até a garota que abria os olhos parecendo confusa. Ela olhou a sua volta até seus olhares pararem em mim. Tentei dar um sorriso reconfortante e ela lentamente se levantou sentando ao meu lado. Sua expressão não era nada boa. Ela parecia abalada e sensível. Não parecia a Chloe.

-Como está se sentindo? – Perguntei enquanto ela observava seu tornozelo enfaixado com minha camisa

-Com dor- ela respondeu com a voz fraca- Me desculpe por ontem, eu...

-Não precisamos falar sobre isso agora- a interrompi- Precisamos encontrar um jeito de voltar para casa antes que seu tornozelo infeccione.

-Acha que estão atrás da gente? – Perguntou

-Não sei- murmurei me levantando- Mas não vamos esperar para ver.

-Tudo bem- ela disse se levantando com dificuldade e eu me apresei para ajuda-la

-Consegue andar sozinha? – Perguntei preocupado enquanto ela se apoiava em meu ombro

-Consigo- Respondeu me soltando e mancando em direção sua mochila jogada no chão- Vamos embora daqui.

-Tem certeza que...

Minha fala foi interrompida ao ouvirmos grunhidos vindo do lado de fora da cabana. Fiz um sinal para que ela permanecesse em silencio e ela apenas concordou apertando o cabo de sua faca em sua mão. Os grunhidos pareciam estar cada vez mais próximos, até que uma batida na porta faz com que eu me afastasse rapidamente rindo para o lado de Chloe. Outra batida e os grunhidos pareciam estar mais próximos, como se apenas aquela parede de madeira nos separasse daquelas criaturas. A porta foi empurrada com força fazendo com que um pedaço da mesma caísse no chão revelando os errantes que tentavam invadir a cabana querendo provar de nossa carne.

-Precisamos sair pelas janelas- Disse levantando minha arma pensando se deveria atirar ou não.

Não. O barulho atrairia mais deles e então estaríamos completamente cercados.

-Não tem janelas aqui- Chloe disse e eu olhei a nossa volta percebendo que o que ela dizia era verdade- Deixe-os entrar.

-O que? – A olhei incrédulo

Mais um barulho alto foi ouvido e outro pedaço da porta caiu no chão.

-Eles entram, nós matamos e vamos embora- Ela disse como se fosse simples e eu bufei

-Não sabemos quanto são.

-Não temos outra escolha- retrucou sem tirar os olhos dos errantes que estavam quase conseguindo entrar

-Você está machucada- Disse tentando convence-la de que aquilo era uma péssima ideia- Não vai aguentar.

-Qual é o seu plano? – Me olhou impaciente- Ficar aqui e morrer?

Antes que eu pudesse responder um barulho de tiro soou em nossos ouvidos. Os errantes começaram a se virar esquecendo completamente de nossa existência. Mais tiros foram ouvidos e aos poucos todos os grunhidos sumiram nos deixando em um completo silencio. Olhei para Chloe e ela parecia tão confusa quanto eu.

-Vamos ver o que....

-Não- a interrompi- Podem ser pessoas que não conhecemos.

-Podem ser eles- retrucou se aproximando da porta, porém eu fui mais rápido e corri em sua direção puxando seu braço- Carl.

-Não podemos arriscar- disse em forma de sussurro para não nos ouvissem- Você fica aqui e eu...

-Tem alguém aí dentro?

Suspirei me sentindo aliviado ao ouvir a voz de meu pai do lado de fora da cabana e Chloe me olhou vitoriosa fazendo com que eu revirasse os olhos. Rapidamente empurramos o que restava daquela porta de madeira encontrando meu pai junto de Daryl e o chão lotado de errantes mortos. Eles pareceram tão aliviados quanto nós ao notas nossa presença e logo senti os braços de meu pai me cercando em um abraço apertado fazendo com que eu relaxasse meus músculos e o abraçasse de volta.

-Graças a Deus encontramos vocês- Ele disse se afastando para analisar se eu estava bem- Por que saíram desse jeito? Sabem que não...

-Rick- Agradeci a Daryl mentalmente por ter interrompido o discurso de meu pai sobre não sair de Alexandria- Acho que podemos deixar os sermões para depois. A garota está machucada.

-O que aconteceu? – Meu pai perguntou só então notando o tornozelo enfaixado e os arranhões espalhados pelo rosto de Chloe

-Ela caiu em um buraco- Respondi antes que Chloe conseguisse se pronunciar fazendo com que a mesma me olhasse- No meio da noite. Estava chovendo e ela pode ter pego alguma gripe também.

-Denise vai examina-la quando chegarmos em Alexandria- Meu pai disse colocando a mão sobre o ombro da garota que sorriu fraco assentindo- Acha que consegue andar até lá? O caminho não é muito curto.

-Eu consigo- ela garantiu, porém não parece ter convencido Daryl muito bem

-Pode deixar que eu a carrego- Daryl se pronunciou- Mesmo que consiga andar, pode piorar o ferimento e isso não seria nada legal.

-Ótimo- Meu pai assentiu- Por que não vão indo na frente? Eu e Carl estaremos logo atrás.

Olhei para Daryl implorando para que eles ficassem conosco e ele apenas deu de ombros antes de pegar Chloe em seus braços e sair andando alguns metros a nossa frente me deixando sozinho com meu pai. Andávamos em silencio enquanto eu apenas esperasse que ele começasse novamente com seu sermão, porém nada era dito, e eu estava começando a ficar frustrado com todo aquele silencio.

-Não vai dizer nada? – O olhei confuso fazendo com que ele me olhasse de volta

-O que deu em vocês para saírem desse jeito? – Perguntou me olhando e eu suspirei me amaldiçoando mentalmente por não ter ficado quieto- Quando eu digo que não quero que saiam de Alexandria, quero que me obedeçam. Isso foi perigoso e irresponsável. Você ainda não...

-Eu ainda o que? – Arqueei minha sobrancelha o olhando- Ainda não me recuperei? Fala sério. Eu perdi meu olho. Nunca vou me recuperar.

-Não era isso que eu ia dizer- ele disse mesmo que eu soubesse que era sim o que ele iria dizer- Maggie e Glenn estão preocupados. Ela queria vir junto atrás de Chloe, mas Glenn a convenceu a ficar já que ela está gravida.

-Estamos bem agora. Não é isso que importa? – Disse dando de ombros e o ouvi suspirar

-O que houve com ela? – Perguntou se reverendo a Chloe

-Já disse- respondi- Ela caiu em um buraco.

-Não parece ter sido apenas isso- disse desconfiado e eu o olhei

-Ela está bem-disse tentando convencer a mim mesmo

-Certo- ele murmurou e nós continuamos o caminho em silencio.

Os portões de Alexandria se abriram e nós entramos na comunidade enquanto éramos cercados pelo nosso grupo e alguns curiosos. De longe consegui avistar Maggie e Glenn correrem em direção a Chloe que ainda estava no colo de Daryl. Senti um arrepio percorrer pelo meu corpo ao lembrar de quando ele carregou o corpo de Beth dessa mesma maneira, porém ela estava morta, e Chloe está viva.

-O que aconteceu com você? – Maggie perguntou olhando preocupada para sua irmã

-Não é nada grave- Daryl a tranquilizou- Deve ser apenas uma lesão no tornozelo. Precisamos leva-la até a enfermaria.

Maggie assentiu rapidamente e eu comecei a segui-los em direção a casa que era feita de enfermaria da comunidade. Denise largou o livro que estava lendo assim que nos viu entrar e pediu que colocasse Chloe em uma das macas. Ela passou alguns minutos examinando e enfaixando o tornozelo da garota enquanto eu e meu pai nos mantínhamos afastado esperando que ela terminasse.

-Em algumas semanas ela já vai estar melhor- Denise disse olhando para Maggie e Glenn que apenas assentiram em resposta- Vou dar alguns remédios para não infeccionar e aconselho que ela não faça muito esforço com o pé.

-Como está se sentindo? – Glenn perguntou passando a mãos em seus cabelos loiros e ela sorriu fraco

-Melhor- Respondeu- Não vejo porque tanta preocupação. Não foi nada demais.

-Na verdade- Denise disse fazendo com que todos a olhassem- Você poderia ter perdido seu pé.

-O que? – Eu e Chloe falamos juntos e ela me olhou logo desviando o olhar de volta para Denise

-Foi esperto da sua parte estancar o sangramento- Ela disse indicando a minha camisa cheia de sangue jogada no chão do quarto- Se não tivesse feito isso, poderia ter causado uma infecção e então teríamos que cortar o seu pé. Foi muito esperta.

-Foi ideia de Carl- Chloe disse me olhando sorrindo fraco

-Bom, então graças a ele seu pé está a salvo- Ela brincou enquanto Glenn ajudava Chloe a descer da maca- Quero que venha aqui pelo menos duas vezes por semana para que eu possa ver como está o ferimento.

-Tudo bem- ela disse assentindo e sorriu novamente- Obrigada Denise.

-Sem problemas.

Saímos da enfermaria com Chloe apoiada em Glenn para que conseguisse andar e então todos paramos sem saber ao certo o que falar. Maggie e Glenn ainda pareciam preocupados com a garota e meu pai mantinha uma expressão séria em seu rosto. Eu e Chloe nos entreolhamos e mais uma vez ela desviou o olhar para o seu pé machucado fazendo com que eu bufasse.

-Eu posso...

-Chloe precisa descansar agora- Maggie me interrompeu como se soubesse o que eu diria e sorriu gentilmente- Pode passar lá em casa mais tarde se quiser.

Olhei para Chloe mais uma vez como se pedisse permissão para tal ato e ela apenas assentiu como resposta.

-Tudo bem- assenti- Eu irei.

-Nos vemos mais tarde então- Maggie disse sorrindo antes de se retirarem em direção a sua casa me deixando sozinho com meu pai e Daryl.

-Eu preciso ir- Daryl disse olhando para meu pai- Vou ver como está aquele lance.

-Daqui a pouco eu passo lá- meu pai respondeu- Não fale nada para ele até eu chegar.

-Tudo bem- Daryl murmurou antes de sair.

-Do que estão falando? – Perguntei curioso e meu pai me olhou por alguns segundos como se pensasse se deveria me falar ou não

-Vá descansar um pouco- ele disse colocando a mão sobre meu ombro- Depois conversamos.

(...)

Era final de tarde quando eu bati na porta da casa da família Greenes e a mesma foi aberta por Maggie que me olhou com um sorriso simpático em seu rosto. Tentei dormir durante a tarde inteira, mas por mais que tentasse meus pensamentos sempre eram voltados para a noite passada. Eu ainda tentava entender o que havia acontecido com Chloe e o porquê ela ter saído correndo daquela maneira, porém nada parecia fazer sentido em minha mente.

Quando finalmente decidi eu mesmo vir até ela e perguntar o que havia acontecido fui barrado pelo meu pai que disse que precisava de ajuda com algumas coisas da comunidade e então eu fiquei esse tempo todo sem conseguir parar de pensar nela. Até que finalmente ele me liberou e sem pensar duas vezes eu vim correndo a sua casa. Sabia que ela não iria querer falar sobre isso, mas ela também sabe que uma hora teria que falar, se não fosse agora, mais tarde ela me falaria.

-Oi Carl- Maggie disse simpaticamente- Deixe-me adivinhar. Veio ver Chloe?

-Sim- disse sorrindo constrangido- Ela está?

-Pode subir- ela disse indicando para que eu entrasse e assim fiz- Ela acordou há pouco tempo. Parecia exausta.

-Imagino- murmurei- Eu vou subir.

-Fique à vontade.

Subi as escadas em direção ao quarto de Chloe e ao parar em frente ao mesmo dei três batidas na porta logo a ouvindo me mandar entrar. Chloe estava sentada em sua cama com uma coberta azul cobrindo metade de seu corpo e um livro antigo aberto em seu colo. Ela levantou o olhar para me ver e lançou um sorriso fraco em minha direção fechando o livro em seu colo logo em seguida. Percebi que em sua cômoda havia uma bandeja com um sanduiche e um suco intocáveis indicando que ela não havia comido nada.

-Não vai comer? – Perguntei indicando o sanduiche em sua cômoda enquanto caminhava em sua direção e ela franziu o nariz

-Não estou com fome- Respondeu dando espaço para que eu sentasse ao seu lado e assim eu fiz

-Não come desde ontem- eu disse arqueando minha sobrancelha e ela apenas deu de ombros- Precisa comer.

-Eu estou bem- ela sorriu- Quer dizer, Maggie e Glenn me deram uma bronca por ter fugido de Alexandria. Mas já estamos bem de novo.

-Meu pai também não ficou muito feliz- disse lembrando do discurso que meu pai havia feito enquanto eu o ajudava a recarregar algumas armas- E como está o seu tornozelo?

-Tirando que eu vou ser inútil para a comunidade por algum tempo, está bem- ela disse soltando uma risada fraca- Denise deu alguns remédios para que eu não sentisse mais dor.

-Chloe- o olhei e ela suspirou como se soubesse o que viria a seguir- O que aconteceu com você? Na floresta? - Perguntei e ela continuou em silencio apenas olhando para suas mãos- Por que não quer me contar? Pensei que contávamos tudo um para o outro.

-Eu sei...é que não foi nada- ela continuava sem olhar em meu rosto me deixando um tanto impaciente- Não podemos esquecer isso?

-Alguém poderia ter morrido- eu disse a fazendo finalmente levantar seu rosto me encarando seriamente- Tivemos sorte naquela mata, Chloe. Você sabe disso.

-Eu sei. Me desculpe.

-Não. Eu não vou te desculpar se não me contar o que está acontecendo com você.

-Carl...

Ela tentou segurar minha mão e eu desviei me levantando a fazendo me olhar confusa. Suspirei passando as mãos pelo cabelo e voltei a encara-la friamente. Poderia estar sendo duro demais com a garota, mas estava cansado desse joguinho de ficar me escondendo as coisas. Por isso continuei firme e me segurei para não abaixar a guarda diante de seus olhos me olhando tristemente.

-Você poderia ter morrido, e eu nunca te perdoaria por isso- continuei a falar sentindo um arrepio percorrer meu corpo apenas de pensar nessa possibilidade- Por isso, quero que me diga o que está acontecendo, sem mentiras, para que eu possa te perdoar.

Chloe permaneceu em silencio sem desviar seu olhar do meu. Ela parecia pensativa e arrependida. Arqueei minha sobrancelha como se a apressasse por uma resposta e ela suspirou balançando a cabeça em negação.

-Desculpe- ela murmurou e eu bufei incrédulo

-Pensei que confiasse mais em mim.

Dei as costas para a garota e sai de seu quarto batendo a porta atrás de mim. Eu não conseguia acreditar que ela estava escondendo as coisas de mim e isso me magoava intensamente. Ela parecia estar péssima, porém se era assim que ela queria, assim seria.

(...)

-Viu aquela brilhante? - Apontei para o céu estrelado e Judith imitou meu movimento fazendo o mesmo- Isso. É a estrela polar. Fica no fim da Ursa Menor. Se você se perder durante a noite, basta achar aquela estrela.

-Oi- Michonne disse subindo as escadas que davam até a varanda de nossa casa aonde eu estava sentado em uma cadeira de balanço com Judith em meu colo

-Oi- Respondi me virando para olha-la

-Teve um bom dia? – Perguntou se apoiando no cercado

-Acho que sim- Respondi me levantando- Vou levar ela para dentro.

-Carl- Ela me chamou antes que eu entrasse em casa e eu me virei a olhando- Seu pai ficou preocupado. Não apenas ele. Eu também.

-Eu sei- disse ajeitando Judith em meus braços- Desculpe por isso.

-Não devem sair da comunidade- ela disse parecendo nervosa e eu suspirei

-Isso é burrice.

-Burrice é sair lá fora sem precisar- ela retrucou

-Vocês sempre fazer isso- disse arqueando minha sobrancelha- Você e meu pai sempre vão lá fora sempre precisar.

-É diferente.

-Não é- respondi de maneira grosseira- Ficar aqui dentro é exaustivo. Precisamos respirar. Eu precisava de um tempo longe de tudo isso.

-Vocês poderiam ter morrido- ela indagou parecendo preocupada

-Poderíamos ter morrido quando invadiram Alexandria. Eu poderia ter morrido com aquele tiro no olho- disse dando de ombros- Mas não morremos.

-Isso foi loucura, Carl.

-Fazemos loucuras todos os dias, Michonne- disse olhando para minha irmã em meus braços- Não podemos nos privar disso.

Michonne permaneceu em silencio durante um tempo como se pensasse em tudo o que eu havia dito. Eu sabia que ela estava chateada. Todos estavam. Mas tudo isso era porque ainda nos consideravam crianças. E crianças não podem sair da comunidade.

-Quando foi que você cresceu tanto? – Ela me olhou sorrindo fazendo com que eu sorrisse de volta e abriu os braços- Venha cá- disse me abraçando- Se vocês fizerem isso de novo eu acabo com você.  

-Não posso prometer nada.

(...)

Na manhã seguinte acordei mais cedo que o normal ao ouvir passos em nosso corredor. Me levantei sentindo minhas costas reclamarem pela noite mal dormida e peguei minha arma em cima da cômoda ao lado da cama a colocando no cós de minha calça. Sai de meu quarto e estranhei ao encontrar a porta de Michonne aberta e seu quarto vazio, nem a cama estava desarrumada, e Michonne não costumava acordar cedo para arrumar sua cama.

Avancei um passo em direção as escadas, porém parei ao notar um cara desconhecido sentado nos degraus com um quadro que normalmente ficava na parede em suas mãos. Rapidamente levantei minha arma e a destravei fazendo com que ele se virasse por conta do barulho.

-O que está fazendo em nossa casa?

-Estou sentado nessa escada, olhando para esse quadro, esperando seus pais se vestirem.

Nesse mesmo momento meu pai saiu de seu quarto acompanhado de Michonne. Arqueei minha sobrancelha ao notar que ele estava sem camisa e terminava de fechar o zíper de sua calça, enquanto Michonne estava devidamente vestida, porém sua blusa estava ao contrário. Não pude evitar de soltar um sorrisinho ao imaginar o que eles estavam fazendo, mas logo voltei a ficar sério encarando o ser desconhecido dentro de minha casa.

-Carl- meu pai exclamou surpreso

Passos apressados foram ouvidos subindo nossas escadas e logo Daryl, Glenn e Abraham apareceram apontando suas armas para o cara que até então eu não sabia quem era.

-Oi- Ele disse sorrindo- Eu sou Jesus.

CONTINUA... 



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