História Safe On My Heart - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares
Personagens Abraham Portman, Alma LeFay Peregrine, Bronwyn Bruntley, Claire Densmore, Emma Bloom, Enoch O'Connor, Esmeralda Avocet, Fiona Frauenfeld, Horace Somnusson, Hugh Apiston, Jacob Portman, Millard Nullings, Olive Abroholos, Personagens Originais, Victor Bruntley
Visualizações 87
Palavras 2.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


olá, peculiares!
nem sei como explicar todo essa demora pra postar um capítulo e nem sei como pedir desculpas. bem, eu gostaria de dizer que isso não irá se repetir e cumprir essa promessa, mas nós sabemos que existem muitas coisas que roubam o nosso tempo e às vezes não temos a inspiração momentânea. espero que tenham paciência comigo, eu vou tentar continuar a história quando puder e conseguir, mas não vou fazer promessa alguma e espero que entendam.
também espero que gostem do capítulo e que não esteja confuso. talvez ele esteja curto, mas o que importa é o conteúdo.
boa leitura! ❤

Capítulo 5 - Pequena Traição


Fanfic / Fanfiction Safe On My Heart - Capítulo 5 - Pequena Traição

~Enoch

_ O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? - foram as palavras que atrapalharam nosso momento único. Em anos eu nunca estive tão perto de beijar minha doce Olive como nos últimos segundos, mas é claro que uma coisa tão boa como essa não aconteceria comigo. E por que não estou surpreso que o responsável por estragar tudo seja Millard Nullings? - O que está acontecendo aqui? - insistiu na pergunta.

Olive e eu nos desvencilhamos um do outro o mais rápido possível. Paramos lado a lado e as roupas do garoto invisível demonstravam que estava estático perante nós dois. Eu sabia que não devia explicação alguma da minha vida para ele, mas Olive não pensava da mesma forma. Meu ódio por Millard é grande, mas não pode ser maior que meu respeito pela integridade da garota que tanto amo e admiro, e jamais gostaria de ver Olive ser mal interpretada por uma situação constrangedora como a que estávamos.

_ Não é o que parece, Mill. O que aconteceu aqui foi um pequeno incidente. Eny estava me ajudando a organizar nossa prateleira de álbuns. - a ruiva falava rapidamente e notei suas mãos trêmulas pelo nervosismo. Senti vontade de segurá-las, mas isso poderia piorar a situação.

_ E como os dois foram parar embolados no chão daquele jeito, hein? - o garoto invísivel perguntou num tom autoritário. Quem ele pensa que é para usar esse tom com Olive? Seu pai?

_ Millard... por que está falando desse jeito? - Olive o retrucou, estranhando sua reação. - Eu apenas caí da escadinha onde estava subida e, se Enoch não estivesse aqui para me segurar, teria sido uma queda feia. - ela olhou para mim e sorriu, tímida.

_ M-me p-perdoe, Olive... - Millard gaguejou ao pedir perdão a ruiva. - E-eu apenas fiquei preocupado, mas fico feliz que Enoch estivesse aqui para fazer algo útil e impedí-la de se machucar. Eu odiaria vê-la machucada. -um ênfase em sua última frase demonstrou que era uma indireta para mim. Limpei a garganta, antes de me pronunciar.

_ Então... o que você quer aqui? - perguntei ao garoto, que respirou fundo antes de responder.

_ Estava procurando por você, Enoch. - disse, sem disfarçar o desgosto por estar pedindo minha ajuda. - Preciso da sua ajuda para montar o palco onde os peculiares irão se apresentar mais tarde. - assenti, revirando os olhos. Ótimo, vamos realizar um pequeno espetáculo peculiar para o jovem Portman como se fôssemos meras atrações de um circo falsário.

_ Tudo bem. - disse por fim, apesar de não estar. - Vamos começar isso logo, para que acabe logo. - Millard deu as costas, dirigindo-se à porta e eu faria o mesmo, mas Olive me segurou pelo braço. Virei-me para ela e a garota me abraçou gentilmente, pendurando-se em meu pescoço. Retribuí seu abraço.

_ Obrigada mais uma vez, Eny. - sussurrou no meu ouvido com sua voz suave. Logo afastou-se de mim e saiu para fora da biblioteca.

Por alguns segundos me senti nas nuvens, mas ao mesmo tempo senti uma tristeza invadir meu peito. Olive é boa demais. Às vezes tenho medo de que ela seja apenas uma das belezas projetadas pela Fenda Temporal, porém sua peculiaridade me lembra de que ela é uma de nós. Ela tem tanta vida dentro de si, ela é como suas chamas aquecendo o meu coração frio e solitário, é o sol que me acorda e me motiva a levantar todas as manhãs. Não sei o que faria se a perdesse. Não sei o que faria sem a sua luz que ilumina os meus dias mais escuros.

_ ENOCH! - novamente Millard atrapalhou meus pensamentos, mas dessa vez agradeci por isso. - Você vem ou não? - Apenas saí da biblioteca passando por ele, sem dar atenção a alguma coisa que ele disse.

Caminhamos na direção da despensa, onde ficavam mais coisas que precisaríamos para agilizarmos tudo. Ao entrarmos no cômodo, ouvi o barulho da porta sendo trancada e olhei na direção da mesma. Pensei que Millard a tivesse trancado, mas ele estava mexendo numa prateleira e olhou para mim, também sem entender. Então me lembrei de algo que havia esquecido...

_ Merda! - xinguei. - Millard, você deixou a porta fechar sozinha?

_ Deixei. Você disse que tinha consertado o problema dela se fechar e emperrar há 20 anos atrás. - olhei no fundo do que eu acreditava ser seus olhos e ele entendeu o recado. - Espera... Você NÃO consertou a porta? Pelo amor de Deus, Enoch, a srta. Peregrine pediu pra que o fizesse há 20 anos! - chutei uma caixa que estava próxima aos meus pés.

_ Cala a boca, droga! Eu preciso pensar em como nos tirar daqui!

_ Eu sei como nos tirar daqui, seu idiota, é só gritar por ajuda. - disse o menino, começando a bater na porta e a gritar. - SOCORRO! EU ESTOU PRESO! ALGUÉM ME AJUDE, POR FAVOR! - tapei meus ouvidos para não ouvir o escândalo daquele idiota, tentando pensar, mas foi impossível. - SRTA. PEREGRINE! HUGH! EMMA! FIONA! BRONWYN! ME AJUDEM, EU ESTOU PRESO!

_ Ninguém vai ouví-lo, sua besta, a porta é a prova de som. - o garoto calou a boca e socou a porta feita de aço, arrependendo-se em seguida ao sentir a dor.

_ Eu te odeio, Enoch O'Connor! Você é um sujeitinho nojento, egoísta, preguiçoso e mentiroso! Por que não arrumou essa jossa? Agora eu estou preso com você, logo com você, nessa porcaria de despensa! - descontou sua raiva em mim, logo bufando e se afastando.

_ Você xinga como uma mulherzinha. - seguro meu riso após assistir seu chilique.

_ Xingamentos são pra pessoas que não possuem argumentos bons o suficiente. - nós dois nos sentamos no chão, ele ao lado da porta e eu escorado à parede oposta.

_ Alguém precisa abrir por fora. Acho que vamos ter de esperar. - fechei meus olhos, inclinando a cabeça contra a parede.

Um silêncio de segundos pairou no ar, até que Millard o quebrou.

_ Você não me engana, Enoch. - disse aleatoriamente e sorri ironicamente.

_ Ah é?! Onde eu falhei então? - ouvi o garoto engolir em seco, como se as palavras fossem duras demais para serem pronunciadas. E eram.

_ Você e Olive estão namorando, não estão? Hugh me contou, ele os viu no seu escritório, disse que estavam se beijando. Há quanto tempo estão juntos? - não pude conter uma gargalhada sarcástica.

_ De onde tirou isso? Hugh é um pirralho que vê coisas onde não têm. Eu e Olive nunca nos beijamos e nem estamos juntos. Todos sabem que--

_ Você tem uma dívida com ela, etc... Conheço de cor o seu discursinho barato. - fui interrompido por sua voz demonstrando cansaço e me calei sem querer. - Só você acredita nessa história que inventou e faz com que Olive também acredite. Você não é esperto como pensa, Enoch. Você pensa que sabe disfarçar o que sente, mas um apaixonado reconhece outro. Admita que é apaixonado por ela. - ele disse, pela primeira vez sem me chamar de aproveitador ou coisa do tipo.

_ Não está falando coisa com coisa. Aliás, está falando demais, como sempre. - desvio o olhar dele.

_ Você não a merece. - sua voz embarga.

_ E por acaso você a merece? - balanço a cabeça em forma de negação. - O que o torna diferente de mim, Nullings? Apontar meus erros e defeitos não lhe faz uma pessoa melhor.

_ Ela é a única garota que não me tratou como um esquisito. Ria o quanto quiser dessa ironia, mas Olive foi a única pessoa além da srta. Peregrine que me enxergou de verdade. - por um momento senti pena de Millard. Eu sabia como ele se sentia. Olive fez o mesmo comigo. Enxergou em mim o contrário do que todos diziam...

_ Entenda uma coisa, Millard: não se pode obrigar uma pessoa a amar outra. Não é porque você a ama, que ela irá amá-lo de volta. - o garoto levantou-se subitamente.

_ Diz isso porque sabe que ela é caidinha por você! Será que não percebe? Pense em tudo o que ela já fez por você, em tudo o que ela diz sobre você e na forma como lhe trata... - levanto-me também, para discutir à altura com aquele gênio burro.

_ Mas não pode ser... - penso em voz alta.

_ Mas é. Nem tudo é perfeito. - eu estava sem palavras. Millard parecia estar desistindo de Olive me dizendo todas aquelas coisas, como se estivesse entregando os pontos. Mas eu o conhecia há tempo suficiente pra saber que ele não dá um ponto sem nó. Ele poderia muito bem estar enchendo a minha cabeça de bobagens. Por outro lado, já me peguei pensando outras vezes em como aquela garota linda me faz bem... Ah, Olive, seria uma honra ocupar o espaço reservado ao amor do seu coração...

Ouvimos um estalo na direção da porta e uma fresta se abriu. Uma voz doce de criança chamou nossa atenção.

_ Tem alguém aí? - era Claire. Meu anjinho com uma boca extra.

_ Somos nós, Claire. Enoch e eu ficamos presos aqui dentro. - dizia Millard, enquanto terminava de abrir a porta pesada e saía cabisbaixo. A garotinha o acompanhou com os olhos, mas os pôs em mim logo depois.

_ Eu salvei vocês dois? - seus olhinhos brilharam quando assenti com a cabeça.

_ Claro que sim. - disse, a pegando no colo.

_ Eu sabia que não tinha consertado a porta. Sei quando você mente. - sorri, levando-a até a sala e a soltando lá.

_ Dessa vez eu vou consertar de verdade. Não conta pra ninguém, tá? - ela estendeu seu mindinho pra selarmos nosso combinado.

_ Eu não vi nadinha. - dei um beijo em sua testa e segui até o lado de fora da casa, onde faria de uma vez o que tinha de fazer.

[...]

O palco ficou pronto exatamente no horário em que a srta. Peregrine havia previsto, pouco antes do almoço. Eu estava esgotado, assim como os outros meninos, fazia muito tempo da última vez em que fizemos tanto esforço. Tirando as brigas e os xingamentos durante o processo de pôr a mão na massa (no caso, madeira), ocorreu tudo bem e nossa ymbryne ficou satisfeita. Depois do almoço, tomei um longo banho, me livrando daquele pijama - que ficou imundo - e resolvi descansar. Eu não estava com cabeça para ensaiar, na verdade, sempre faço tudo no improviso, dessa vez não seria diferente.

Era pra ser apenas uma soneca, mas acabei dormindo três horas seguidas. Acordei com um barulho no sótão que provavelmente devia ser de algum dos peculiares. Jacob já devia estar na Fenda sendo o centro das atenções. Com muito esforço saí da cama. Lavei meu rosto para disfarçar a cara amassada, apesar de todos saberem que eu durmo feito um urso hibernando.

Desci até a sala, onde Horace limpava seus monóculos e decidia qual usar para exibir um de seus sonhos. Ele murmurava uma canção e nem notou minha presença passageira. Antes de chegar na cozinha, parei ao ouvir as risadas de Jacob e... Olive? Ela estava rindo com aquele branquelo raquítico? Sei que não deveria, mas queria saber sobre o que falavam que parecia divertí-los tanto.

_ Não adianta mentir, Olive, eu sei que Enoch não gosta nem um pouco de mim. Meu avô sempre disse que ele não tinha um gênio fácil de se lidar. - apertei meus punhos com força. Não acredito que Abraham teve a audácia de contar sobre o nosso mundo para aquele garoto... E ainda falar sobre nossas características... Juro que senti vontade de trazer o velho de volta a vida pra que eu mesmo a tirasse.

_ Eu conheci Abe por pouco tempo. Quando cheguei aqui, ele estava quase partindo para a guerra. E, de fato, ele e Enoch não estavam mais se dando bem. - ela suspirou antes de continuar. - Enoch não admite, mas eu vi o quanto ficou magoado com a partida dele. Todos o viam como um irmão mais velho sempre disposto a proteger o lar. Enoch já perdeu muitas pessoas que amava, Abe foi só uma delas. - eu não podia acreditar no que tinha acabado de ouvir. Senti meu peito arder em fúria, como se tivessem aberto meu peito e deixado todos os sentimentos ruins possíveis entrarem ali. Eu nunca senti tanta raiva em toda a minha vida, e a pior parte dessa raiva, é que grande parte dela estava destinada a Olive. Me sinto um monstro admitindo que a odiei ao vê-la falando sobre mim, e logo para ELE. Olive me traiu como nunca imaginei que faria.

Afastei-me daquela cozinha e quanto mais me afastava, mais meu coração se partia. Essa era a coisa que eu mais odiava num coração: você só percebe que ele existe quando é partido. E meu coração foi partido quando Olive falou sobre mim fazendo com que eu parecesse um fraco sentimental. Mas Jacob não perde por esperar. Se agora ele pensa que conheceu meu ponto fraco, está muito enganado. Vamos ver quem é o fraco de verdade.



Notas Finais


eu espero por deus que tenha ficado bom, porque eu to insegura pra caralho. até a próxima, beijos e queijos!
🔥💀


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...