História Safira - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance, Safira, Sereia
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Palavras 1.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Harem, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá pessoinhas!
A sinopse ficou ruim pq eu não sou muito boa em tentar contar uma coisa sem entrar em detalhes :v
Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Safira - Capítulo 1 - Capítulo 1

 

Safira

 

-Você vai pra praia novamente? - Ela assentiu com um enorme sorriso no rosto.

-Não se preocupe Safira, eu volto antes do anoitecer - Eu apenas assenti e observei minha irmã partir em direção a praia.

 

Essa foi nossa última conversa antes de Esmeralda desaparecer em um redemoinho de bolhas. Me senti culpada por deixa-la ir, mas o que eu podia fazer? Não podia olhar pra ela e dizer "Não Esmeralda, você não vai a lugar nenhum!" Mas ao invés disso eu fiquei quieta e a deixei partir.

Me pergunto se ela está bem, se está machucada ou se pelo menos está viva. Balancei minha cabeça em sinal negativo para espantar esses pensamentos, Esmeralda não é mais uma criança, ela é forte e sabe se cuidar. O que mais me deixava preocupada é que já havia se passado uma semana e até agora nem sinal dela, eu já estava pensando em ir atrás dela quando minha irmã mais nova apareceu e disse que a Esmeralda havia mandado um recado através de uma sereia que vivia na terra, é lógico que não acreditei nisso. Sabia que Crystal estava apenas tentando me proteger e me impedir de ir para praia, mas mal sabia ela que eu conhecia Esmeralda bem o suficiente para saber que ela jamais mandaria um recado por outra pessoa.

Já estava amanhecendo e Crystal, ainda tentava me impedir de fazer o que pretendia, ela implorava e até mesmo se ofereceu para limpar a casa pelos próximos 5 anos ou mais, se eu quisesse.

-Eu vou voltar, Crys! - Eu a olhei e ela parecia incomodada. Crystal tinha 14 anos e possuía cabelos tão negros como a escuridão, assim como seus olhos, ela era pequena e frágil. Tinha um corpo que era bastante desenvolvido para a idade dela, por fim ela tinha a cauda roxa com detalhes em lilás.

-Esmeralda também disse que iria e não voltou! - Ela disse quase em um sussurro.

-Mas ela vai, eu irei traze-la de volta eu prometo. - Eu sorri e ela sorriu também.

-Se não voltar irei atrás de você! - Eu ri e concordei com a cabeça.

-Voltarei no máximo em um mês - Ela assentiu tristonha.

-Até mais Safira, tome cuidado com os humanos.  - Eu assenti e sai em disparada até a superfície.

 

Ao chegar na superfície pude observar a praia a quilômetros de distância, quando eu era pequena sempre vinha todos os dias para observar o por do sol, lembro que me sentava em uma pedra perto de uma mata que rodeava a praia e ficava horas e horas observando o céu. Mas parei de fazer isso quando tinha 12 anos, foi quando minha mãe foi caçada e morta por humanos que nos consideram monstros.

Ao contrário de mim, Esmeralda não teve medo, e depois de completar 17 anos, que é quando ganhamos o poder de nos transformar em humano, ela passava horas e horas na praia e se comunicando com humanos. Ela me ensinou algumas coisas sobre o mundo dos humanos e disse que nem todos eles eram malvados, mas eu não acreditei nela e continuei com medo de ir até a superfície.

Parei ao chegar na pedra em que eu sempre ia, era bom saber que ela ainda estava ali. Me sentei na mesma e me concentrei em virar humana, nunca havia feito aquilo antes e não sabia como funcionava, me concentrei por um bom tempo, o sol estava forte e em pouco tempo eu estava seca, foi quando minha cauda azul passou a brilhar de um jeito estranho, em questão de segundos ela tinha sido substituída por um par de pernas.

-Incrível... - Sussurrei e me apoie na pedra para tentar me levantas, o que não deu muito certo.

Acabei caindo e batendo minha cabeça com certa força em uma pedra menor, me sentei com um pouco de dificuldades e senti uma dor insuportável em minha cabeça. Ignorei a dor e tentei mexer aquelas pernas estranhas, fiquei tentando por horas e horas, e consegui me mexer assim que sol estava prestes a se esconder.

Sorri e tentei me levantar, me apoiei na pedra maior novamente e consegui ficar em pé. Meu sorriso se alargou mas sumiu assim que eu cai novamente ao tentar dar um passo. Era difícil usar aquelas coisas, como os humanos andavam? Me levantei novamente e fui me apoiando nas árvores ao tentar andar, consegui dar pequenos passinhos e fui aumentando aos poucos, em questão de minutos eu já conseguia dar passos normais, mas ainda precisava me apoiar em alguma coisa. Foi quando escutei um barulho de passos se aproximando de mim, me desesperei e tentei correr, mas só cai e sai rolando por algo que parecia ser um penhasco.

Senti um impacto contra o meu corpo e no local onde cai e sai rolando pude observar uma figura masculina, forcei minha vista para enxergar melhor mas tudo ficou escuro e uma escuridão profunda me pegou.

 

Alex

 

Odiava aquela casa, odiava a solidão que ela me transmitia. Sempre quis ser livre e deixar aquela maldita casa que um dia pertenceu a meu pai pra trás, na verdade eu queri esquecer tudo que me lembrava ele. 

Sai de casa decidido a ficar sozinho no meio da mata, era perigoso? Sim, mas quem liga? Eu que não. Parei de andar e me sentei em baixo de uma árvore, adorava aquela mata pelo simples fato de ninguém ser louco o bastante para entrar nela. As pessoas diziam que coisas estranhas aconteciam nelas e que quem entrava lá não seria capaz de sair, o que era a maior bobagem porque eu entrava ali pelo menos duas vezes por semana e até hoje sempre consegui sair sem ver nada de assustador.

Foi quando escutei um barulho de passos, senti um frio percorrer o meu corpo. Não era possível ter alguém ali, mesmo quando alguém entrava ali raramente iam mais a fundo. Eu deveria parar e ficar na minha, mas a minha curiosidade falou mais alto e eu sai a procura do som.

O que eu vi me assustou de certa forma, era uma jovem de 17 ou 18 anos. Ela possuía cabelos longos e castanhos claros com leves ondas que batiam até a metade de suas costas. Não consegui ver seu rosto pois assim que ela pareceu me escutar saiu correndo, mas não correu muito pois caiu ao pé de um penhasco e acabou rolando. Corri até lá e pude observar que ela havia parado ao bater em uma árvore, seus olhos eram azuis como o céu limpo, seus lábios eram rosados e ela possuía uma beleza natural. 

Ela me olhou e parecia assustada, quando fui descer o penhasco para ajuda-la, ela simplesmente fechou os olhos. Corri até ela para ver se ela ainda estava viva e por sorte ela estava, foi só ai que eu notei que ela estava nua, senti meu rosto queimar e tirei meu casaco vestindo-o nela. Eu precisava me apressar e a levar para um hospital urgente.

Mas o que estava me incomodando realmente era não saber o que uma garota pequena e frágil com um rosto inocente fazia andando por uma mata como essa sozinha e nua.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Bjos e até o próximo capítulo


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