História Saga Impurios: Pandora - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Legião Perdida, Anjos, Demonios, Impurios, O Vazio
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Palavras 3.981
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"E eu sou como todo mundo, eu tenho medos no rosto
Hoje em dia, até mesmo o real são apenas falsificações lançadas
E ninguém é realmente o que parecem"
-California

Capítulo 11 - O baile de Melbourne part.2


Fanfic / Fanfiction Saga Impurios: Pandora - Capítulo 11 - O baile de Melbourne part.2

NEITHAN

Andamos por um corredor mal iluminado, a tensão pesada me causava arrepios.

Vi uma porta ao meu lado e segurei o trinco gelado e redondo, fiz um movimento lento para o lado, abrido a porta por completo e vendo diante de mim um quarto bem arrumado, com as janelas abertas, as cortinas balançando e um aspecto de velho. As paredes acinzentadas e limpas.

- Bom... O que foi que aconteceu? – perguntou Jay adentrando o quarto comigo. – Você parece estar... Não sei... Estranho...

Olhei para baixo, lembrando-me de minha mãe, as imagens vagas a minha cabeça, era como se ela estivesse sendo apagada de mim, como se nunca estivesse existido, mas com certeza eu não deixaria ela ser apagada, não de mim.

Meus olhos logo encheram de lágrimas e o olhei. Sua expressão logo mudou para assustado e muito preocupado. Ele andou até a porta e a fechou, ele sabia muito bem que eu odiava ser visto quando chorava. Andou até mim novamente e pousou sua mão direita em meu ombro.

- Vem aqui... – disse ele me virando e me abraçando apertado. Retribui seu abraço também apertado. – O que aconteceu?

- Ela Jay... – disse deixando as lágrimas caírem. – A minha mãe... Eu a matei...

Ele me separou de seu abraço e me olhou firmemente em meus olhos, seus olhos azuis que demonstravam que estava bravo comigo pelo que disse. A visão um pouco embaçada por causa das lágrimas dificultava saber se ele estava mesmo demonstrando isso.

- Você não a matou, Neithan – disse ele fazendo pausas a cada palavra. – Foi a Brittanny, não você!

Balancei a cabeça negativamente e andei até a cama, sentando-me nela. Olhei para baixo, tentando não olha-lo.

- Você não está entendendo... Eu voltei para vê-la – disse eu e finalmente encontrei forças para encara-lo, estava com vergonha de mim mesmo. – Alice... A alucinação da Alice me mandou para um tempo em que ela existia... E capaz que eu era uma pequena criança ainda...

Ele arqueou as sobrancelhas e sentou-se ao meu lado. Jay era o único que restava de minha família. Eu o considerava um irmão assim como achava que o mesmo me considerava. Ele me olhava confuso.

- Lembra de quando eu ataquei você e a Guenn? Quando eu tinha literalmente mudado? – disse e ele balançou a cabeça positivamente. – Era uma alma... Eu tinha uma outra alma, a do Anjo da Destruição...

Ele tapou a boca, sua expressão ainda continuava a mesma, confusa.

- E a única pessoa que poderia fazer a ligação das almas... Era a pessoa que eu mais amava...

- Sua mãe... – ele me cortou. Balancei a cabeça positivamente.

- Mas tudo tem seu preço... – disse eu e as lágrimas saíram novamente.

- Calma... Não foi você quem a matou – disse ele se levantando, sua expressão literalmente havia voltado ao pavor por completo. – Foi a alma do Anjo...

- E a alma está em quem Jay? – disse com a voz alterada e me levantando. – Agora essa alma faz parte de mim... Eu a matei Jay – disse e com um movimento involuntário, levantei minha mão direita em sua direção, o jogando na parede e começando a enforca-lo.

Quando tomei consciência de mim novamente, me vi sentado na cama, sendo segurado por Harv, o garoto que conversava com Pandora na sala, e Benny.

Os dois estavam me segurando na cama e então percebi que estava relutante, tentando sair dali e gritando eu vou te matar repetitivamente.

Parei com tudo que falava e de lutar contra a escapar. Vi o que realmente havia feito.

Guenn estava ao lado de Jay, que estava sentado no chão, em sua boca havia uma linha de sangue descendo até o queixo.

- Não! – gritei para mim mesmo. Guenn olhou para mim, com uma expressão de desdém. Seu rosto havia voltado ao normal, não tinha mais aquelas riscas feito raízes, até mesmo os braços.

Ela estava com raiva de mim, podia ver em seus olhos. Eu agredira meu melhor amigo... Meu irmão.

- Cala a boca! – ouvi Harv dizer com a voz alterada ao meu lado. – Você já fez o bastante por hoje...

- Neithan... – ouvi Benny do meu lado também. – Olha para mim... – não a olhei, estava com raiva de mim mesmo por ter “atacado” o Jay. – Olha para mim Neithan! – sua voz havia ficado mais potente, suspirei fundo e virei minha cabeça lentamente, subindo o olhar aos seus olhos caramelos alaranjados.

- O que eu fiz? – murmurei.

Seus olhos mudaram instantaneamente de cor, para um vermelho vivo que me fez arrepiar. Uma queimação se fez em meu pulmão.

- Benny... – tentei dizer, mas não conseguia pronunciar nada direito. Um gemido de dor se fez em minha garganta e de repente tudo parou.

A queimação se sessou e suspirei fundo, respirando o máximo que podia.

- Ele voltou... – disse ela e seus olhos voltaram ao normal. Não entendi o que ela queria dizer com isso, franzi a testa olhando cada um deles.

Harv me soltou e logo em seguida Benny.

- Como assim? – perguntei a olhando e Guenn se levantou, andou até mim.

Respirava forte, sua expressão não mudara nada, ela levantou a mão e então senti uma queimação, meu rosto estava virado para o lado.

Ergui minha mão esquerda, passando-a em meu rosto e virei minha cabeça novamente para Guenn, que deixara uma lágrima sair, dando dois passos para trás.

Ela ergueu as mãos, tentando falar algo, mas não conseguiu. Saiu do quarto, tapando a boca.

Olhei assustado para Benny, Harv e Jay.

Todos me olhavam, Jay ainda não chão, que então limpou o sangue em sua boca. Sua expressão facial dizia que estava com raiva de mim pelo que fiz, mesmo eu não sabendo o que fiz. Entretanto, seus olhos me diziam que sentia pena de mim, e sabia que não era eu.

Benny não demonstrava nada, literalmente ela não tinha expressão. Saiu do meu lado e foi até Jay, andando devagar e se agachou ao seu lado.

Então desviei o olhar para o homem ao meu lado, que estava de braços cruzados.

- O que eu fiz? – perguntei como um sussurro.

- A pior coisa que poderia ter feito... – disse ele como um tiro em minha direção, senti uma dor no coração e então a porta se abriu como se alguém houvesse batido nela.

E então Pandora entrou no quarto, acompanhada de Guenn.

- Não pode ser... – disse ela. – Me conte...

Ela andava pisando forte em minha direção, balançando os braços.

- Me conte! – disse ela parando a minha frente.

- Contar o quê? – disse confuso ainda deixando lágrimas caírem.

- Como fez a ligação – disse ela alto o suficiente para todos ouvirem.

- Como sabe disso? – perguntei franzindo a testa e limpei rapidamente as lágrimas.

Ela revirou os olhos e suspirou fundo. Andou para trás e voltou a me olhar.

- É impossível não perceber... – disse ela. – Mas já que não quer me contar o que aconteceu, vamos ter que fazer do jeito difícil – somente a vi correr em minha direção e pular para cima de mim.

Caiu em cima de mim, me causando uma pequena dor em minha barriga, onde havia caído.

Segurou minha cabeça com força e uma lágrima saiu de meus olhos, uma ótima sensação momentânea, mas então todas as imagens do que ocorreu se passou novamente em minha cabeça.

BENNY

Vi Pandora correr na direção de Neithan assim que me virei para trás. Levantei-me e ela pulou para cima dele, caindo em sua barriga e segurando sua cabeça. Fechou seus olhos e percebi uma lágrima cair dos olhos de Neithan.

- Não! – disse Guenn correndo em direção a eles, mas Harv foi mais rápido, a segurando antes que ela conseguisse encostar um dedo em Pandora, envolvendo seus braços em volta dela.

- Não faça isso – disse ele e então Guenn segurou os braços dele.

Veias negras se formavam a partir de onde ela o tocava. Ele gritou de dor, mas em momento algum a soltou.

- Me solta, ela vai mata-lo – disse ela relutante e as veias aumentavam mais.

Ele gritava cada vez mais alto, mas não a soltava. Me surpreendi com os dois.

Guenn havia conseguido habilidades novas que era surpreendente, e Harv forte demais para suportar aquela dor, que para mim, era impossível de se aguentar.

- Se você... Interromper... – ele tentava falar. – Vai matar... Os dois...

Ele soltou mais um grito de dor e a soltou, não aguentando mais. As veias sumiram de seu braço e Guenn caiu de joelhos no chão.

Olhei para Jay, que se levantou devagar e saiu do quarto, um pouco cambaleante.

- Jay! – disse o seguindo para fora do quarto. Ele andava um pouco torto em direção à porta da sala. – Jay...

- Fica... Longe de mim... – disse ele e se esbarrou na porta, abriu-a com um pouco de dificuldade e saiu para fora, a fechando em seguida.

- Jay! – gritei e corri o mais rápido que podia para a porta, balançava a maçaneta para tentar abri-la, mas não conseguia. – Jay, abre a porta!

- Não... E você não vai sair – disse ele com a voz fraca e relutante.

“Ah, eu vou sim” pensei e tentei um tele transporte para fora. Minha visão se escureceu e voltou ao normal, mas ainda estava dentro da casa.

Tentei mais uma vez e novamente estava dentro da casa.

Meu coração batia rapidamente, dando golpes violentos, minha respiração pesou e me sentei no chão, ao lado da porta.

Ouvi uma trovoada forte do lado de fora da casa e um grito ressoar ardente.

- Jay! – gritei.

Levantei-me rapidamente e fiquei de frente para a porta. Fechei os olhos, suspirando fundo, tentando me concentrar ao máximo.

Ergui meus braços em direção a porta, ainda com os olhos fechados, concentrada. Senti algo quente se originar em meus braços, passando pelos antebraços e finalmente chegando as mãos. Abri meus olhos e dei um impulso com força, com as mãos em direção à porta, jogando duas ondas de ar fervente a fogo.

A porta se quebrou em milhões de pedaços, voando tanto para fora, quanto para dentro da casa.

Adentrei a varanda devagar, olhando para os lados, procurando Jay.

- Jay? – o chamei olhando preocupada para todos os lados, a chuva gelada me causava arrepios.

Uma trovoada se fez, dando três flashes rápidos de luz branca. Olhei para o campo liso, coberto por gramas baixas e um pouco distante da pequena floresta escura. Havia alguém de joelhos no centro do mesmo, com a cabeça baixa levando chuva nas costas, e parecia que não se importava com isso.

Novamente a trovoada e consegui ver com clareza de que era Jay, mas havia um semblante estranho atrás dele, como se fosse uma alma de um monstro enorme.

Era grande, transmitia uma luz fraca e azulada escura. Musculoso e estava com uma mão enorme sobre Jay, as garras em volta de seu pescoço. Meu coração acelerou novamente.

- Jay! – gritei e entrei na chuva, correndo em sua direção.

Meu cabelo ruivo estava encharcado e grudado ao meu pescoço. Minha roupa parecia ter pegado peso estra por já estar totalmente molhada.

Parei de correr quando vi que a criatura estava me olhando, os olhos azuis por completo, o rosto dele era indescritível, musculoso e desformal ao mesmo tempo.

De repente a criatura sumiu como uma fumaça e Jay ergueu a cabeça, me olhando com os olhos diferentes. Seus olhos mudaram de cor rapidamente, ficaram azuis intensos como duas lanternas.

Seu cabelos estava escorrido por causa da chuva, ele soltou um longo suspiro e se levantou. Ficou parado me olhando como se não esperasse a hora para me atacar.

- Jay... É a Benny, sua namorada – disse ofegante por conta da corrida e do medo.

- Não me importo – disse ele e começou a correr em minha direção.

Não hesitar um segundo, comecei a correr em sua direção também. Ele saltou, o que era estranho, nunca vira ele saltar numa altura tanto quanto antes. Mirou um soco e caiu em minha direção.

De repente me vi parada, o punho direito serrado e Jay quase desmaiando. Estava por cima dele, segurando em sua gola molhada, seus olhos estavam quase se fechando quando me levantei, o levando junto.

Deixei-o em pé junto a mim, ele mal conseguia se aguentar sozinho.

- Jay... Diz alguma coisa...  Por favor... Me fala que está bem... – disse o segurando.

- Você... bate forte... – disse ele fraco e não aguento uma pequena risada. – Vem aqui... – disse ele e me surpreendo quando ele sai de minhas mãos e me puxa para um beijo intenso e lento.

Fecho os olhos sentindo seus lábios quentes e sua língua dançando por minha boca e a minha na dele.

GUENN

Ouvi gritos do lado de fora da casa, no que me deixou preocupada, pois Benny e Jay haviam saído a quase dez minutos.

Olhei para Harv que me olhava confuso.

- Jay e Benny! – disse histérica e saí correndo do quarto. Adentrei a sala, vendo que a porta estava totalmente quebrada.

Meu coração acelerou e uma trovoada se fez, e então os gritos se sessaram. Olhei para trás, com a respiração pesada vendo Harv com expressão de preocupado.

Fui até a porta e uma outra trovoada se fez, e pude ver Jay e Benny se beijando na chuva, mas não foi só isso que vi, haviam semblantes em volta deles.

Uma mulher com semblante vermelho fogo e uma criatura estranha com um semblante azul agua escuro, os dois miravam socos um ao outro.

- A Phenix e a Besta... – disse Harv ao meu lado e o olhei, estava literalmente com a expressão de preocupado. – Não é possível...

De repente ouvi o grito de Neithan vindo do quarto, que cortara a pergunta que nem havia começado.

NEITHAN​

Meu corpo agonizava de dor e sem perceber, me vi já gritando.

Pandora saiu de cima de mim e me olhava com fervor em pleno rosto.

- Ela fez a ligação... Mas não está completa – disse ela e fiquei confuso.

Sentei-me a cama, o que foi uma má ideia, era como se houvessem arrancado a minha medula espinhal. A olhei com a respiração um pouco dificultada, pois minhas costelas ardiam como se estivessem quebrada. O coração golpeava fortemente em meu peito.

- Como assim a ligação não está completa? – tentei me levantar, para ficar frente a frente com ela, mas a tentativa foi falha. – Como tem coragem de me dizer isso? Eu matei a minha mãe, a única família que me resta é Jay!

- Não... – ouvi de soslaio seu murmuro.

Como não? – alterei o tom de minha voz, agora já estava em pé, a olhando nos olhos.

De repente ouvi passos rápidos em direção ao quarto, minha respiração voltou-se ao normal quando vi a silhueta de Guenn se mostrar por completo a porta do quarto. A expressão preocupada, respiração pesada e ofegante, o corpo bambo por conta da adrenalina.

Pandora desviou o olhar para Guenn, mas não um olhar normal, um que queria algo... Algo que eu me interessei por instantes em saber o que era.

- O que fizeram? – Pandora disse como se soubesse de algo, algo que talvez fora arrancado injustamente de alguém. – O que vocês fizeram com Neithan?

- Espere um minuto, como assim o que fizeram comigo? – perguntei olhando para cada um. Harv atrás de Guenn, respiração ofegante e aparentava uma preocupação simultânea. Guenn estava com o olhar baixo, com o cabelo escuro cobrindo uma parte de seu rosto. Pandora somente a olhava com fervor, querendo arrancar alguma resposta de sua pergunta sem sentido. Ninguém ao menos se importou em me explicar nada.

- Eu... Nós... – Guenn tentava dizer algo, mas parecia não saber por onde começar. – Nos desculpe Neithan...

- Pelo o quê? – perguntei histérico.

- Por ter apagado algo de sua memória, algo muito importante... – disse Pandora.

- Não fala! – gritou Guenn, ela andou até Pandora, a encarando nos olhos.

- Como queira, mais cedo ou mais tarde ele acabará sabendo... E da pior maneira possível – disse ela sorrindo de lado, um sorriso provocativo que até eu me senti intimidado.

De repente as luzes do quarto começaram a piscar repentinamente, olhei para a lâmpada, forçando meus pensamentos a saberem do que se trata isso tudo, mas claro que não dava certo.

Uma trovejada forte se fez do lado de fora da casa, virei minha cabeça rapidamente para a janela e por cinco segundos a luz se apagou por completo, ouvi um barulho de algo atingindo a parede e isso se repetiu somente mais uma vez, até que a luz ascendeu novamente.

Não acreditava no que via a minha frente, uma mulher um pouco alta, pele branca levemente bronzeada, cabelos longos, ondulados e castanhos. Olhos azulados puxados ao castanho.

- Brittanny... – murmurei.

Por sorte, Pandora estava a minha frente, como se tivesse a missão de me salvar.

- Olá Pandora... Vejo que a estrela que minha irmã criou deu certo – disse Brittanny e soltou uma breve risada nasal. – Mas não é com você que tenho que tratar meus assuntos...

Suspirei lentamente e olhei de soslaio para detrás de Brittanny, logo minha expressão mudou para preocupação quando vi que Guenn estava desacordada no chão.

- Guenn! – gritei e dei dois passos rápidos em direção a ela, mas uma mão forte segurou-me rapidamente, olhei para trás, observando atentamente Pandora. – Me solta!

- Não! – disse ela claramente. – Você não está percebendo que é isso que ela quer? Tornar sua fraqueza vulnerável.

- Sinto muito, mas ela conseguiu – disse tirando meu pulso de suas mãos e indo correndo até Guenn. – Guenn... – agachei-me ao lado dela e checo sua respiração.

Soltei um suspiro de alivio quando vi que estava tudo normal, virei-me, me levantando, para Brittanny com fervor nos olhos.

- O que fez com ela? – perguntei andando até ela.

- Nada demais, só a desmaiei a força – disse ela olhando para o corpo de Guenn com um sorriso sínico e depois desviando o olhar para Harv. – Pena que teve que ser com o rostinho bonito também.

- Diga logo o que quer – disse sem paciência alguma, meu coração voltara a bater fortemente e minha respiração estava pesada.

- Como não está claro? – disse ela olhando para mim e depois para Pandora.

- Neithan... – disse Pandora olhando para baixo e depois para mim. – Seus amigos apagaram de sua memória algo importante... Brittanny... É sua família...

Minha expressão de curioso mudou para incrédulo. “Como assim da minha família? Como assim ela é minha parente? Como apagaram isso de mim?” pensei.

Dei alguns passos para trás.

- Isso não é verdade... – disse negando com a cabeça. – Eu saberia se fosse... – olhava para todos os lados, esperando que minha mãe aparecesse e dissesse que era mentira, mas não. Isso também não era possível.

De repente senti alguém me cutucar com o dedo no ombro esquerdo, olhei e vi Alice.

- Isso é verdade? – perguntei para ela, minha voz saiu fraca e me sentia impotente de tudo. – Me diz que é mentira.

Ela aproximou-se de mim e aproximou sua boca de meu ouvi esquerdo, pude sentir sua respiração, mesmo que fosse uma alucinação.

- Eu sinto muito... – disse ela e depois se afastou. Minhas pernas se bambearam e somente a observava andar de costas e ir sumindo aos poucos, até que ela não estava mais ali.

Olhei para Brittanny, que ainda assim exibia um sorriso, porém fraco.

- Não importa se é verdade ou não, vocênunca será minha família – disse e percebi meus olhos encherem-se de lágrima. Virei-me lentamente e comecei a andar em direção à porta.

- Não ligo... Preciso de você para uma coisa... – ouvi sua voz e quando me virei, somente a vi se aproximar rapidamente de mim e segurar meu pulso com força.

Comecei a gritar, agonizando. A dor parecia se espalhar pelo corpo todo. De repente tudo passou, a dor não mais existia em meu pulso e pude abrir os olhos.

A luz estava alaranjada, pessoas bem vestidas por todos os lados, mulheres de vestidos, homens com roupas diferentes servindo uma bebida estranha em copos finos.

- Onde estamos? – perguntei me virando para Brittanny que estava ao meu lado, de uma forma diferente. Estava bem arrumada, com um vestido longo e rendado preto, seus cabelos longos e castanhos estavam arrumados em uma espécie de penteado que eu não conseguia diferenciar muito bem, ondulado, liso, preso, solto, uma ótima mistura.

Olhei para mim mesmo que estava com uma roupa preta com uma camisa branca por baixo. Um laço estranho em meu pescoço e te3nis desconfortáveis.

- Estamos em Melbourne, no ano de 2 401 – disse ela sorrindo.

- Em 2 401? – perguntei e só então percebi que a pergunta soou alta demais.

- Sim, agora se quiser me acompanhar... – disse ela cruzando nossos braços. – Temos que conversar muito.

 - Sim, mas não desse jeito – disse descruzando nossos braços e andando na frente.

- Neithan... – ouvi-a falar comigo, mas ignorei.

- Não diga meu nome, nunca mais – disse me virando para ela e voltando a andar.

Estava completamente apavorado, como conseguira novamente voltar ao passado? Por que eu vim parar aqui, com ela? Todas perguntas sem respostas.

- Tudo bem – disse ela correndo até meu lado. Andávamos um do lado do outro, enquanto tentava decifrar o que cada roupa queria dizer e por que havia copos tão finos.

Com a minha distração toda, acabei esbarrando em alguém e logo me virei.

- Me desculpe – disse. Disse observando o homem a minha frente, cabelos negros, pele branca levemente bronzeada, olhos verdes puxados ao castanho

- Não há problema algum... – disse ele arqueando as sobrancelhas. Seu cenho mudou como se quisesse fazer alguma coisa. – Me desculpe, mas qual seu nome?

- Neithan, Neithan Justice Clark – disse sorrindo fraco. – E essa aqui... – apontei para Brittanny. – Brittanny.

- Prazer... – disse Brittanny e foi até uma mulher, a qual deveria estar acompanhando o homem. – Colar lindo... – disse ela sorrindo e encostou no mesmo, porém, com seu toque, o diamante branco se tornou diamante negro.

Ela exibiu um sorriso de lado e andou até mim novamente, segurou minha mão e começou a andar, me puxando junto com ela.

- Vamos, temos um baile dos anos 2 401 para arrebentar – sua risada aparentou muito macabra, no qual me causou um arrepio na espinha.

Ela finalmente parou de andar e virou-se para mim, pegou minha mão direita, entrelaçando nossos dedos e a lancei um olhar de morte. Colocou sua outra mão em meu ombro.

- Vai me dizer que nunca dançou? – disse ela surpresa, e sim, nunca havia dançado antes. Nunca havia ido a um... Lugar como este antes. – Tudo bem... Tem sempre a primeira vez.

Ela segurou minha mão livre e a colocou em sua cintura, voltou a mão ao meu ombro e olhou nos meus olhos.

- Dois passos para a direita, três para a esquerda – disse ela e revirei os olhos. – Anda... Talvez possa até mostrar isso para a sua “namoradinha” – percebi sua ênfase estranha.

- Tudo bem... – disse fraco e dei dois passos para a direita com ela, porém acabei pisando em seu pé, na qual logo fez uma careta. – Desculpa... – ela só acenou com a cabeça e dei três passos para a esquerda e consegui acertar.

Um sorriso automaticamente se fez em meu rosto e ficamos dançando por algum tempo, sem dizer absolutamente nada.

 

JAY

Entrei no quarto junto com Benny e vimos Guenn sentada a cama, sua expressão de magoa e dor me deixava um pouco para baixo.

- Guenn? – disse Benny se aproximando um pouco dela.

Ela somente levantou o olhar a Benny, que logo se levantou em um pulo e a abraçou.

- Ela o levou... – disse ela deixando algumas lágrimas. – E eu não consegui fazer nada...

- Calma, está tudo bem agora... – disse Benny.

- Não, não está – disse Guenn a separando do abraço. – Eu disse que era uma péssima ideia apagar da mente do Neithan que ele é sobrinho legitimo da Brittanny... Agora ele vai descobrir da pior forma.

- Brittanny esteve aqui? – perguntei incrédulo. – Isso é impossível... Ela... Ela havia sumido...

- Mas está de volta – disse Pandora. – Vá atender a porta Jay.

Arqueei as sobrancelhas, franzindo o cenho e a olhando.

- Como assim? – disse saindo do quarto e olhando para a porta de entrada, havia um homem. Andei cautelosamente até ele, que, no entanto, não havia percebido minha presença.

Tinha cabelos castanhos escuros iguais aos meus, olhos azuis, pele branca levemente bronzeada. Em média, era do meu tamanho, usava uma jaqueta preta e percebi uma tatuagem em seu braço esquerdo, que pegava uma parte de sua mão.

Ele estava parado a porta, olhando os destroços e só então percebeu eu chegando perto dele, que exibiu um sorriso fraco, sem mostrar os dentes.

- Quem é você? – perguntei ficando frente a frente com ele.

- Me chamo Dylan Stony Brown – disse ele e meu coração acelerou, minha respiração pesou, minhas pernas ficaram bambas de repente. – Está tudo bem? – ele perguntou franzindo o cenho.

- Sim... – disse suspirando fundo. – Prazer, me chamo Jay Stony Brown.



Notas Finais


Oiie gente, então, peço desculpas pelo ocorrido, acabei trocando os capítulos na hora de postar por uma simples confusão metabólica kkkk

Espero que não estejam tão bravos assim comigo, e já que estava faltando um capítulo, ele é o 'Sempre foi assim ou é mais uma brincadeira da vida?'

Vão lá e confiram o capítulo, comentem o que acharam também e pra este capítulo aqui, deixe nos comentários o que acharam dele e o que acham que pode acontecer, agora sim está vindo as explicações malucas do que estava mostrando partes do passado kkkk

Bom, fico por aqui e beijas na testa de todos kkk

(Mais uma vez, desculpa)


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