História Saga Impurios: Pandora - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags A Legião Perdida, Anjos, Demonios, Impurios, O Vazio
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Palavras 2.200
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"Nós lutamos, nós rimos 
Desintoxicação, reabilitação" 
-Overdose

Capítulo 9 - Tormenta


Fanfic / Fanfiction Saga Impurios: Pandora - Capítulo 9 - Tormenta

BENNY

Abri meus olhos lentamente. A primeira coisa que vi foi o teto, mas sem a luz balançando como antes.

Sentei-me na cama e olhei para os lados, procurando algum sinal de vida como antes.

Soltei um suspiro por não ter visto ninguém, nem mesmo a alucinação de Alice.

Levantei-me lentamente e senti o chão frio sob meus pés.

- Isso é estranho... – disse a mim mesma. – Alice? – perguntei enquanto andava pelo lugar estranho.

Ela não respondeu. Então, logo pensei em vê-la em minha frente. Fechei os olhos, me concentrando no máximo.

Respirei fundo, sentindo meus peitos subirem e descerem conforme eu respirava. Soltei um suspiro longo e pensei em tudo da Alice, cabelos, rosto, olhos, corpo, exatamente tudo.

Abri meus olhos lentamente e a procurei pelo local inteiro, mas nada havia acontecido de renovante.

Alice não estava ali. Como? Eu pensei nela, numa alucinação perfeita, como não funcionara?

Cedi à tentativa. Soltei meu corpo e balancei a cabeça negativamente.

De repente fleches se fizeram a minha frente. Um lago, um homem ajoelhado, uma onda enorme... Jay!

Minha expressão mudara para assustada e de repente me vi no lugar.

Jay aparecera de repente na beira de um lago. Ele olhou para o mesmo e uma onda se formou.

E dela, foi formando um homem idêntico a Jay com uma lança. Mas quando pisquei e voltei a olhá-los, o homem havia encravado sua lança no peito de Jay e o jogado no fundo daquele lago.

- Não! – a única coisa que consegui gritar antes de voltar a me ver naquele quartinho apertado com uma cama.

Meu coração acelerou, minha respiração pesou, e lágrimas ameaçavam sair.

- Jay... – minha boca tremia. – Não... – disse fraca. – Não! – soltei um grito e uma onda de fogo saiu de meu corpo e se expandiu pelo local.

A chama atingiu tudo, assim como também começou um pequeno incêndio.

O ódio tomou conta de mim e andei severamente até a frente da porta. Cada passo, uma pequena pitada de ódio.

Estendi minha mão para a porta, entreaberta.

Hantero Aseri Gratas, Disasustos Vom, Mas Pro Jeta Sutei! Vitamas Veras! Fes Matos Tribum, Mihanto Eseria

Recitei, mas não sabia de onde eu havia aprendido estas palavras.

A porta começou a se corroer com chamas, e conseguia ouvir seus estalos.

De repente a mesma soltou um barulho ensurdecedor e se quebrou por completo.

Olhei para os lados e vi todo aquele incêndio. Uma parte de meu corpo sentia-se mais a vontade. Sentia-se forte.

Mas sabia que isso poderia prejudicar outras pessoas.

Fiz um movimento rápido com minha mão direita e tudo aquilo voltou para meu corpo. Soltei um pequeno suspiro de felicidade, mas foi momentâneo.

Olhei para a porta, que estava totalmente quebrada, e poucas partes estavam no lugar.

Andei até a mesma e a atravessei. Olhei ao redor, vendo uma floresta a minha frente.

Não pude conter um sorriso em meus lábios e ouvi um barulho atrás de mim.

Virei-me rapidamente e vi que a porta havia se reconstruído novamente, sem nenhuma marca de rachadura, sem nenhuma marca de fogo, nada.

De repente, do centro da mesma, uma pequena onda se formou e se expandiu para o resto, até as extremidades.

Arqueei as sobrancelhas e segurei no pequeno trinco que havia ali. Puxei-a com força, tentando abri-la novamente, mas foi sem sucesso. É como um selo.

- Quem fez esse lugar? – disse olhando para cima e vendo que era um prédio com janelas abertas e outras fechadas. E então me lembrei do que vira antes. – Jay!

 

GUENN

De repente me vi em um lugar diferente. Olhei para todos os lados, mas só conseguia enxergar árvores, plantas, terra, pedras, etc.

- Alguém? – perguntei andando por meio de tudo isso.

- Guenn? – ouvi uma voz familiar. – Guenn Dore Duch, é você mesmo? – a voz ficava cada vez mais perto.

E então a vi... Não era possível.

- Como? – somente isso saiu de minha boca.

- O quê? Não aguenta ver o seu verdadeiro eu? – disse ela cruzando os braços e percebi que estava brava.

Mas as perguntas que não saiam de mim era:Como eu estou me vendo? Como ela pode ser tão parecida comigo? Como isso é possível?

- Como assim meu verdadeiro eu? – perguntei confusa. – Como você é tão parecida comigo?

Ela soltou um suspiro como um sorriso, desapontada com algo.

- Tão ingênua... – ela andou até mim e passou a mão sobre meus fios de cabelo, ficando atrás de mim. – Você ainda não percebeu que eu sou você? – disse ela em sussurro em minhas orelhas.

Senti meu coração acelerar. Estava com medo de que ela... Eu faria algo comigo mesmo.

- Não somos a mesma pessoa... Isso é impossível – disse e ela ficou a minha frente, me olhando com desdém.

Seus olhos reviram-se. Ela vira-se de costas para mim.

- Você é uma Impuriana Elementar, ainda acha que as coisas são impossíveis? – ela perguntou e então levantou sua perna e me chutou na barriga.

Senti meu corpo ser jogado para trás e uma dor estridente tomar conta do mesmo assim que atingi as costas no chão.

Soltei um gemido alto. Coloquei uma mão em minha barriga.

Uma sombra se postou sobre mim e pude ver que era ela, agachada ao meu lado.

- Não sabia que era tão fraca – disse ela me olhando.

- Não sabia que era tão forte a ponto – disse fazendo uma careta de dor.

- Guenn... Se solte – disse ela e pude ver um sorriso maligno em seus lábios.

- O que quer dizer com isso? – tentava me levantar, mas a dor era maior.

O máximo que consegui, foi me sentar, a olhando.

- Você sabe o que eu quero dizer... Nós duas sabemos – ela me colocou de pé.

- Se você puder me explicar o que está querendo, vadia – disse com raiva, que havia me consumido no momento que fui chutada.

Sua feição mudou para desdém novamente e senti meu rosto estar queimado e eu olhava para o lado. Ela realmente me deu um tapa na cara?

- Olha como fala comigo – disse ela. – Anda logo Guenn, termine de soltar todo esse ódio e mostre quem você realmente é.

Senti meus pulsos serrarem de ódio e virei-me rapidamente, socando sua barriga.

Ela se inclinou para frente e peguei em seu pescoço.

- Acho que não – disse a jogando para longe.

Vi que a mesma voava para longe, atingindo as árvores e as quebrando no meio.

Minha visão se expandiu rapidamente e pude ver quando a mesma atingiu as costas em uma rocha enorme.

Ela se contorceu um pouco por causa da dor e limpou um pequeno risco de sangue que saíra de sua boca.

A mesma me olhou e formou um sorriso de lado.

Isso me deixou com um ódio que era impossível de se explicar.

Ela inclinou-se um pouco na rocha e deu impulso, vindo rapidamente em minha direção, numa velocidade que eu não podia explicar e nem sabia que era possível correr deste modo.

De repente tudo havia ficado em câmera lenta.

Afastei meu pé direito, o raspando na terra úmida sob meus sapatos. Inclinei meu corpo lentamente para o lado e levantei um braço, formando um soco.

Ela vinha cada vez mais rápida, deixando uma abertura no lugar que passava. Ela deu um salto em minha direção, deixando seu corpo deitado no ar. Formava um soco em sua mão, que estava para frente de todo o seu corpo.

Percebi que seus olhos mudaram de cor, de um verde intenso, passou-se para um verde muito claro e chamativo.

Seu sorriso ainda estava em rosto pleno.

Avancei meu pulso para frente e logo nossas mãos se encontraram.

Uma onda tão forte se alastrou pelo local, mas ela não parou de avançar. Seu corpo foi se juntando ao meu e uma dor enorme foi se formando em meu corpo, se originando de minha mão.

A abri lentamente e a olhei. As pontas dos meus dedos foram tomando a cor marrom e linhas como raízes foram se expandindo pelo resto de meu pulso.

O pânico tomou conta de mim e cai de joelhos no chão.

- Não! – disse passando a outra mão em cima de onde as linhas se formavam, em tentativas falhas de tentar parar.

Logo na outra mão, começou a acontecer à mesma coisa.

As linhas foram tomando conta de meu corpo e senti as mesmas chegarem a minha cabeça.

Olhei mais uma vez para minhas mãos e começaram a se transformar em terra pura.

Foram então caindo aos poucos.

Um grito ensurdecedor se formou em minha garganta, alastrando-se pelo local inteiro, até que virei completamente areia.

 

JAY

Olhava para cima enquanto ia afundando cada vez mais. Foi então que percebi que o pequeno lago que aparentava ser era bem maior.

A dor começou a tomar conta de mim. O estranho é que eu não via meu sangue na água.

De repente um mutilhão de bolhas se formou acima de mim. Fiquei confuso de início, mas logo o vi nadar sem esforço algum em minha direção.

Ele segurou a lança e a arrancou de meu peito. Soltei um pequeno gemido de dor, e então comecei a me afogar com a água.

É... Eu era um elementar da água e me afoguei com a mesma, bizarro.

Senti uma grande dor no peito e tentava nadar para a superfície, mas então o outro eu agarrou meus tornozelos e me puxou para baixo.

Soltei o resto do ar que eu tinha em meus pulmões, que logo foi preenchido por água. Ele logo me acertou um soco na barriga e a única coisa que pude fazer, foi uma careta de dor.

Uma agonia tomava conta de mim. A vontade de poder respirar novamente, o pânico me preenchendo cada vez mais.

Comecei a me balançar na água e ele segurou meu pescoço com força. “Como é possível? Eu vou me matar agora?” era a única coisa que passava por minha cabeça.

A agonia estava me consumindo junto com o pânico. E então ouvi sua risada, a mesma que eu havia ouvido no corredor, antes de me ver na beira do lago.

Meus olhos se arregalaram e recebi vários e vários socos no meu rosto, até ter minha visão turva.

“Não, eu não vou morrer agora... Não agora!” pensei rapidamente e então o ódio tomou conta de mim. A agonia e o pânico foram diminuindo, o ar que não havia mais em meus pulmões, se formaram de algum jeito.

Eu estava respirando debaixo da água, mas o ódio era maior.

Segurei seu pescoço com força e o mesmo me soltou. No início, percebi que sentia dor, mas então seus lábios formaram um sorriso de lado.

- Está feliz com isso? – disse com raiva e o joguei longe. – Não vai mais sorrir quando eu acabar com seu rostinho bonito.

Não sei como, mas consegui dar um impulso com os pés e fui em sua direção. Comecei a socar sua barriga com toda a força que pude.

Chegamos a uma parede de pedra e comecei a socar seu rosto, até que o mesmo segurou minha mão de repente e senti uma dor enorme, como se eu estivesse sendo eletrocutado.

Meus olhos se reviraram de dor e não senti mais nada.

Fechei meus olhos e percebi meu corpo deitar.

Abri-os novamente e vi que estava flutuando livremente debaixo d’água.

Minha consciência voltou rapidamente e me repus no lugar. Olhei para frente e vi que estava um pouco distante do muro.

A única coisa que vi, foi ele pegando impulso no muro e vindo em minha direção, em uma velocidade enorme. Não conseguia me mexer de forma alguma.

Meu cérebro mandava comandos para que meu corpo mexe-se, mas nada acontecia.

Fechei meus olhos e senti uma dor se originar em meu abdômen. Olhei para minha barriga rapidamente e vi seus pés terminarem de me atravessar e olhei para trás, na esperança de o ver ali, no entanto, não estava.

A dor foi se expandindo cada vez mais. Ergui a cabeça e um grito ensurdecedor se originou de minha garganta, alastrando o lugar.

 

NEITHAN

Senti alguém me balançar rapidamente e repetir meu nome, várias e várias vezes. Abri meus olhos e vi que era Alice me balançando.

- Neithan! Neithan! Acorde – dizia ela.

- O quê? – disse me sentando. – Onde estou?

- No passado, é perigoso – disse ela me olhando com pavor. – Necessita voltar... Antes que você seja arrastado para a eternidade.

Arqueei as sobrancelhas, confuso.

- Arrastado para a eternidade?

- Sim, tudo tem seu preço – disse ela. – Agora, levanta.

Ainda confuso, sentei-me no chão, olhando para os lados. Estava ainda no passado, onde caíra quando gritei... Minha mãe!

A dor veio novamente.

Levantei-me relutante e olhei Alice.

- O que tenho que fazer agora? – perguntei com a voz fraca, a olhando.

- Nada, somente converse com ela – disse ela.

- O quê...

E então ela me cortou, colocando suas mãos em minha cabeça e senti uma dor enorme.

Fechei meus olhos e soltei um gemido de dor. Logo pensei, sem ao menos querer, no presente, na casa, no Campo de Batalha, nas pessoas e de repente a dor passou.

Abri meus olhos e me vi ajoelhado na frente do portão de onde treinávamos... No Campo de Batalha.

Levantei-me devagar e segurei a grade empoeirada do portão. O abri lentamente. O mesmo rangeu alto com o movimento.

Adentrei com o pé direito e logo após o esquerdo. Virei-me para trás e fechei o portão, com o mesmo rangendo.

Virei-me novamente para frente comecei a andar. Os estalos que as pequenas pedras faziam sob meu sapato, de alguma forma me acalmavam, pois não havia ninguém ali.

Entrei no estábulo e vi uma mulher nua de costas. Cabelos castanhos, longos e ondulados, pele rosada e com linhas azuis em sua volta.

- Pandora? – disse confuso.

- Ah! – disse ela calma se virando para mim. – Achei que não viria mais, senhor Clark, mas tudo em seu tempo, não é mesmo? – ela sorria amigavelmente, o que me causava pânico.


Notas Finais


Espero que tenham gostado deste capítulo, deixem aqui nos comentários o que acharam. 
KISSES OF THE DARKNESS


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