História Sakura e Tomoyo: Finalmente Juntas - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Sakura Card Captors
Personagens Sakura Kinomoto, Shaoran Li, Tomoyo Daidouji
Tags Espanha, Futebol!, Sakura, Tomoyo
Exibições 12
Palavras 3.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Alguns meses depois, Syaoran continua firme no destino a qual escolheu para permanecer no Japão junto à Sakura para sempre…

Capítulo 13 - Contra o Gamba Osaka


Meses e meses haviam se passado depois do primeiro teste de Syaoran no Tomoeda Rangers. Syaoran agora tinha 16 anos e se via cercado por três jogadores de um time de uniforme azul chamado Gamba Osaka e jogava em… Osaka! Era a copa do imperador e estavam nas oitavas de final.

Syaoran se desvinculava dos três homens que o cercavam, passou a bola para seu colega de time, Ueda, ele passa de volta para Syaoran na mesma hora que recebe enquanto Syaoran corre alguns passes para frente, no que é chamado de “tabela”, dá um drible no zagueiro do Gamba, Kiba e chuta… Syaoran coloca as mãos na cabeça enquanto a bola se desloca lentamente por cima da grande área até atingir o gol… três a dois para o Tomoeda Rangers, três gols de Syaoran, movimento chamado no futebol de “hat trick”, contra o poderoso Gamba Osaka, um dos maiores times do Japão e vinte vezes mais rico que o Tomoeda Rangers. Era uma luta de Davi contra Golias que Syaoran estava triunfando. A pequena torcida do Tomoeda Rangers que estava no estádio levantava faixas cinzas e rosas, as cores do time, e gritavam seu nome. Entre eles, Fujitaka, Sakura, Touya, Yukito e Kero, dentro da mochila de Sakura, cada um a seu modo:

– Isso mesmo, Syaoran-kun, mostra pra eles que apesar de sermos pequenos enfrentamos pau a pau os gigantes! – Berrava Sakura.

– Vai lá pirralho e faz mais um, caramba! – Dizia Kero.

– O Syaoran-kun está indo muito bem, muito bem mesmo! – Maravilhava-se Yukito, batendo palmas.

– Uma jogada fantástica, Yukito, uma jogada fantástica! – Os olhos de Fujitaka brilhavam atrás de seus oclinhos quadrados e suas mãos aplaudiam.

– Hunf! – Bufava Touya, com o coração apertado e olhando para Sakura – Esses dois só sabem berrar e chamar atenção…

Depois do gol de Syaoran, passaram mais dez minutos antes do jogo acabar. Quando Syaoran foi substituído, o Gamba pressionou, a torcida empurrou o time pra frente em busca do empate, mas era tarde; o resultado favorecia o Tomoeda Rangers, pois na copa do imperador, havia apenas um jogo por fase, um sistema chamado de morte súbita. Se perdeu, já era. Durante o jogo, enquanto o Gamba atacava com os atacantes Magrão, Matsunami e Morioka, o Tomoeda continha o ataque deles com a dupla de zaga Yamauchi e Hashimoto, depois passavam a bola para os meias Ueda e Hayashi que passavam para o novato Syaoran, que driblava a zaga adversária e fazia o gol e, apesar de ser um ala, Syaoran jogava como falso nove, uma posição mais avançada e centralizada do que a sua de origem. Mesmo assim, jogou bem. Essa estratégia do Tomoeda: segurar a pressão do Gamba e de contra-atacar com o melhor que tinha. O destaque nesses meses foi Syaoran.

O juiz apitou, acabou o jogo. Os jogadores do Tomoeda se abraçavam e erguiam o novato no ar. Nunca um time da terceira divisão havia derrotado o Gamba Osaka em seu estádio e o eliminado logo nas oitavas de final. Jamais o Tomoeda Rangers havia ganhado de um time da primeira divisão logo na primeira tentativa. Nunca o Gamba Osaka recebeu gols de um jogador tão jovem. O clima era de derrota e desânimo no Gamba enquanto que o Tomoeda Rangers fazia história. Avançava para as quartas de final pela primeira vez, onde enfrentariam outro titã do futebol japonês: o Urawa Red Diamonds. Nem mesmo com o poder do futuro adversário a torcida do Tomoeda desanimava; cânticos como “Toca para o Syao que é gol” ou “Syaoran é melhor que Ronaldinho” faziam a alegria da torcida.

Sakura e os demais torcedores queriam saltar no campo e abraçar Syaoran, mas isso ficou para depois (mas ela e os outros Kinomotos ainda tiveram o privilégio de abraçá-lo no vestiário; Sakura só não beijou o namorado ali mesmo, pois Touya estava vendo). Quando os jogadores chegaram em Tomoeda, a cidade estava em ebulição. Só de ganharem do Gamba, milhares de pessoas na cidade correram para acompanhar o ônibus e o veículo andou lentamente para que os jogadores pudessem acenar da janela para a torcida. O foco obviamente estava em Syaoran.

O que o chinês havia feito era a prova de que nada era impossível, inclusive vencer um time da primeira divisão, não importa que idade seja ou esteja. Era a vivência de um mito para a população de Tomoeda que fundiu suas lágrimas e corações com as dele. Era o passo definitivo para virar um herói para a cidade pequena.

O caminho para o Tomoeda Rangers chegar aonde chegou não foi fácil. Teve que vencer uma final sufocante contra o FC Machida Zelvia pelo campeonato da prefeitura de Tóquio para poder ter o direito de participar da copa do imperador. Depois, já na copa do imperador, teve que passar por mais três etapas de classificação, onde pegou outros campeões de prefeituras do Japão como ele mesmo e times da segunda divisão. Para aliviar, na terceira etapa, venceu o frágil Matsumoto Yamagawa, cheio de desfalques, da segunda divisão facilmente, com dois gols de Syaoran, mas contra o Gamba foi difícil. O time pressionava, queria vencer o time novato que pouco havia se classificado para a copa do imperador em sua história. Seria fácil, pensou o Gamba. Pensaram errado.

Se não fosse por Syaoran coordenando tudo do meio de campo, até que seria. Ele era o cérebro do time e isso ficou claro para a torcida dos dois times. Faltando cinco minutos para o fim do jogo, Syaoran foi substituído, gerando aplausos de pé da torcida do Gamba pelo seu feito (o que é chamado de ovação no futebol), mesmo sendo jovem, jogou como um grande jogador veterano. Syaoran estava cansado, nunca um jogo havia exigido tanto de seu físico jovem e nunca havia jogado como titular por tanto tempo. Ao ver e ouvir os aplausos, retribuiu a gratidão querendo desmaiar e suando litros de suor. O chinês aplaudiu a torcida também em agradecimento, por eles e por sim mesmo por ter aguentado tanto. Para ele, chegar aonde chegou também não foi fácil e o filme da sua luta passou pela sua cabeça.

S&T:FJ

 

Sentiu que os três testes para entrar no time do Tomoeda Rangers foram mais difíceis para ele. Muitas vezes teve que repetir os testes só para testarem sua paciência, pensou. Por fim, depois de mostrar e demonstrar repetidas vezes que era capaz, com o imenso apoio de Sakura, o time o aceitou em primeiro de Julho. Foi um belo presente de aniversário que recebeu, fora a felicidade da cardcaptor com a notícia.

Ligou para a mãe e a informou do ocorrido. Yelan confirmou melancolicamente em sua casa em Hong Kong, emancipou-o, mas deixou Wei com ele, para acompanhá-lo durante a carreira dele, como seu empresário. Pronto. Uma sensação de alívio veio para Syaoran. Eram como se pesadas correntes se desprendessem de seu pé e sua mão e uma cachoeira de água fresca derramasse sobre sua cabeça. Essa era a sensação dos beijos de Sakura depois que ela ficou sabendo do resultado dos testes que ficou impregnada em sua mente: uma cachoeira refrescante.

– Sakura, não preciso voltar para a China, vou ficar em Tomoeda para sempre! – O dois se comprimiam em um abraço apertado.

– Nunca pensei que seria de primeira, Syaoran-kun; foi tanta a pressão que você sofreu antes e depois, tinha dias que você nem tava feliz com isso. – Sakura alisava carinhosamente o rosto do rapaz.

– Eu ainda sou reserva, vou entrar um jogo ou outro, não ganho o bastante para dar a vida que quero dar pra você, Sakura… – Syaoran olhava preocupado para Sakura.

– Eu não ligo com dinheiro, apenas seja persistente e paciente que a sua hora vai chegar! Então, você vai ser reconhecido! Enquanto a hora não chega, apenas dá o melhor de si, Syaoran-kun!

O rapaz fez sim com a cabeça.

Deu o melhor, Wei fez contatos na China e Syaoran foi convocado para a seleção de seu país alguns meses depois. A sub-17. Durante oito a dez semanas ao ano, era convocado para amistosos. Foi tão bem que foi convocado para copa do mundo sub-17, na Finlândia. Não passaram da fase de grupos, mas Syaoran deixou sua marca. Um ano depois de entrar no Tomoeda, Syaoran foi convocado novamente, mas agora pela seleção chinesa absoluta às pressas para um amistoso contra a seleção de Omã, pois o ala da seleção chinesa e seu reserva imediato haviam se lesionado. Entrou nos últimos dez minutos de jogo e desencantou. Com o jogo empatado, driblou, armou e fez o gol da vitória. Dois a um e nunca mais foi parte das categorias de base da seleção chinesa.

O sucesso de Syaoran na seleção fez sua participação nos jogos do Tomoeda Rangers ficar mais frequente. Depois da copa sub 17 na Finlândia e de sua convocação para a seleção, O Tomoeda Rangers galgava progressivamente as posições na terceira divisão, ficando na zona de acesso à segunda no final do ano. O milagre Syaoran voltava a se repetir.

S&T:FJ

 

Não ganharam a copa do imperador. O Tomoeda Rangers venceu heroicamente o Urawa Red Diamonds nas quartas, mas não passou do Cerezo Osaka, maior rival do Gamba, nas semi-finais. O Cerezo não estava querendo ter o mesmo destino do maior rival e liquidou o Tomoeda com três gols fulminantes no primeiro tempo. Não dava para reagir, mas Syaoran voltou a deixar sua marca, dando assistência, o passe que resulta em gol logo em seguida ou em uma chance criada caso não acerte o gol, para o colega Ueda. A partida terminou quatro a dois, mas o Tomoeda conseguiu subir para a segunda divisão, coisa que nunca tinha acontecido antes e Syaoran era o vice-artilheiro, o jogador que faz mais gols, do time. Era um salto para chamar atenção e a fama e o reconhecimento não demorou a chegar para o chinês, além é claro, dos primeiros olhares femininos mais apurados para Syaoran. Tanto na escola quanto na rua, a popularidade de Syaoran com as garotas aumentou drasticamente, círculos de garotas cochichavam quando ele passava e sorriam, deixando Sakura bastante irritada. A cardcaptor quase arranjava briga com as garotas, até da própria escola e do próprio clube de líder de torcida, o que lhe rendeu algumas detenções. Por isso, Syaoran sempre acompanhava Sakura aonde ela ia e vice-versa, de mãos dadas para deixar claro que ele tinha dona e ela, um patrão.

Indo ou voltando da escola ou dos treinos, ele e Sakura eram abordados por algum morador da cidade. As crianças lhe pediam autógrafos, os adultos, para que assinasse a camisa, outros, mais curiosos, perguntavam quando sairia o casório dos dois. Sakura e Syaoran ficavam corados. A mãe se casara jovem como ela, tanto quanto, mas não pensava em se casar tão cedo. Pretendia terminar a faculdade de medicina e Syaoran queria fazer arqueologia. Foi em Tomoeda que eles começaram a ser shippados e o fã-clube do casal começou.

A batalha heroica do Tomoeda Rangers para chegar a segunda divisão pela primeira vez rendeu a Syaoran uma entrevista para o “mainichi shinbum”, um dos jornais de maior circulação no Japão e uma entrevista documentário televisionada na NHK em Janeiro, que Wei prontamente aconselhou Syaoran a aceitar. Durante um dia, Sakura e Syaoran tiveram sua rotina acompanhada, desde o dia de aulas até os treinos no Tomoeda. O rapaz não participava de clubes na escola para ter mais tempo para treinar. Sakura ficou bastante constrangida com as câmeras apontadas para ela. Não era mais a amiga que a filmava, agora era a televisão, coisa bem pior, pois sua imagem seria retransmitida além das fronteiras da região de Kanto, quem sabe, do Japão. Precisava se acostumar com isso, dizia Syaoran, era a consequência de ser um grande jogador como ela profetizara; Sakura sorriu.

Sentado no sofá, na casa dos Kinomoto, Fujitaka, Touya, Yukito e Kero estavam ao lado do casal para a última etapa daquela entrevista:

– Aqui fala o repórter Kobayashi direto de Tomoeda. Eu estou aqui com Syaoran e a família de sua noiva, como vocês podem ver…

A confusão do repórter fez Sakura ficar bastante constrangida e Touya irritado a ponto de uma veia lhe soltar da testa. Fujitaka sorria e Kero ficava empalhado nas mãos dela, querendo berrar com o imenso apertão que ela dera no guardião.

– Diga, Syaoran, como você define essa vitória na copa do imperador? Você tem consciência do que você fez? Derrubou dois dos maiores times do país…

– Eu defino essa vitória como fruto do apoio da minha família como vocês podem ver. – Syaoran definia os Kinomoto como parte da sua família e apontava para eles. O câmera os filmava e eles acenavam, exceto Touya que foi dar uma de marrento, com os braços cruzados.

– Da sua noiva? – Perguntou o repórter.

Syaoran ficou vermelho, mas gargalhava. Sakura estava constrangida. Kero soltou um grito com o apertão de Sakura que o repórter ficou espantado. Sakura tentou consertar:

– Ah, é um boneco que fala que o Syaoran-kun deu pra mim… Olha!

Sakura tornou a apertar Kero e ele soltou um berro, agora mais regular.

– Ah, bom, pensei ter ouvido vozes… bem, voltando…

– Então… o apoio da minha namorada – Syaoran corrigiu o repórter – foi importante para mim, ela me incentivava, me acompanhava nos treinos, nos testes… e… tudo ainda é muito novo para mim, ainda não consegui entender direito, mas… só de ver a minha convocação para a seleção absoluta da China me fez ficar feliz… a reação das pessoas de Tomoeda comigo, a gratidão deles… é uma coisa que a gente guarda com a gente… estou muito feliz… é assim que eu traduzo isso… essas vitórias…

Syaoran respirou um pouco e o repórter continuou:

– Syaoran, com os seus gols e suas assistências, sua convocação para a seleção chinesa, você tem ideia que se ternou um jogador desejado pelos grandes clubes do país? Muita gente em Tóquio está falando sobre uma possível transferência sua para algum time da primeira divisão; o que você diz sobre isso? Teria coragem de deixar Tomoeda?

– Bem… eu vim da China para Tomoeda quando eu tinha dez anos, apenas com o meu empresário e ninguém mais…

– Ah, então você já esteve aqui?

– Sim, já estive; fiquei aqui dois anos, fiquei mais três anos fora, mas voltei em definitivo vai fazer dois anos…

– E o que te fez voltar?

Syaoran ficou constrangido, mas Sakura o cutucou para falar a verdade, igualmente vermelha. Kero sorria empalhado nas mãos de Sakura:

– Bem… foi a minha… foi a minha namorada que me fez voltar! – Disse Syaoran em um golpe. O repórter entendeu:

– Então logo sai o casamento… – Todos gargalhavam, exceto Touya, que colocou as mãos na boca, indignado. – Bem, voltando àquela pergunta…

– Como eu disse… não tou preocupado com a minha saída de Tomoeda, estou acostumado com isso, mas quando eu sair, eu vou sentir saudades do calor humano dessa cidade… das pessoas, doa amigos que eu tenho aqui… da minha história aqui. O Wei, meu empresário, me falou que era iminente que eu pudesse sair daqui… Se eu sair, espero terminar o ensino superior (o equivalente ao fim do ensino médio no Brasil) e conseguir uma bolsa em arqueologia… que é o que eu pretendo fazer…

– Pretende levar sua namorada?

– Sim… preciso dela do meu lado… – Syaoran apertou as mãos de Sakura – Os meus gols são para ela e tudo mais… – Os dois estavam muito constrangidos, todos deram um simpático sorriso para o casal e Touya deu uma olhada enciumada para eles. O repórter parou de constranger Syaoran com perguntas pessoais depois de uma bronca do diretor.

– Tem alguma preferência de clube?

– Como eu disse… eu e o Wei ainda estamos vendo isso, mas pode ter certeza que o clube que eu escolher vai… vai respeitar os meus interesses e os interesses da Sakura e… vai possibilitar a gente a fazer faculdade… vai possibilitar a gente estar sempre perto da nossa família, o que é essencial.

– Entendi. Você disse ficar perto da família. Atualmente você está longe da sua família na China e tem a família da sua namorada aqui consigo que você considera como sua para realizar seu sonho de ser jogador profissional. Me diga, Syaoran: se algum dia você não jogar mais no Japão e ficar longe de todo tipo de família, apenas você e sua namorada, que clube você prefere ir? Pretende voltar para a China?

– Bem… essa pergunta é meio que uma pergunta de sonho… mas vamos lá. Da família, eu nunca pretendo ficar longe, eu sempre vou entrar em contato como eu faço com a minha mãe e as minhas irmãs que estão em Hong Kong toda semana. Se eu realmente, algum dia, me tornar um jogador de talento, não pretendo voltar para a China tão cedo, eu ia querer alguma coisa com mais destaque, expandir minha imagem pelo mundo… tipo… o futebol europeu. Eu queria poder jogar com craques do nível de Ronaldo, Raul, Maldini, Ballack…

– Tem alguma preferência de clube na Europa?

– Sim. Se algum dia eu jogar na Europa, seria um sonho estar no Real Madrid, entre os melhores do mundo, o maior campeão europeu, o maior do seu país… e… sei lá, gostaria de ganhar uma Champions league, um campeonato espanhol, uma copa do rei… ganhar o mundial de clubes, as supercopas da Espanha e da Europa…

– Ou seja, queria ganhar tudo…

– Sim, tudo o que for possível! O Real Madrid que sempre luta para ganhar tudo. Pra entrar no Real Madrid é difícil, tem que ter muitos títulos quando se não é espanhol, tem que ter talento. Eu tiro por Zizou, Ronaldo. Os caras tiveram que ganhar copa do mundo, o melhor jogador do ano, a copa continental pra estar lá… sei que é difícil conseguir isso com a seleção chinesa, mas vou sonhar, vou tentar… – Um olhar brilhante e uma pontada de orgulho eram perceptíveis quando Syaoran falava do clube espanhol.

– E, pra finalizar: que jogador te inspira atualmente?

– Zizou é meu ídolo, joga na mesma posição que eu e… quem sabe um dia eu jogue com outro camisa sete como eu como o Cristiano de Portugal? Eu fiquei impressionado com ele, na vitória do Sporting de Portugal contra o Manchester United por três a um, ele foi o cabeça do time… é nisso que eu me inspiro, é isso que eu quero e… vou trabalhar duro para isso.

S&T:FJ

 

Nas semanas de janeiro seguintes à entrevista, Tomoeda (quem sabe o Japão também) tinha a certeza de que Sakura e Syaoran eram noivos. Os olhares das meninas para Syaoran foi diminuindo até verter em lágrimas em algumas. O que ele viu naquela menina magricela de cabelos castanhos e olhos verdes? Se perguntavam…

Outra coisa percebida foram as faces tristes de Chiharu, Naoko e Rika com as declarações de Syaoran sobre a iminência do casal de saírem em definitivo de Tomoeda. As três ficavam recordando dos velhos tempos que ficavam juntos na escola primária e agora na Escola Seiju e Rika concluiu o que estava acontecendo: todos estavam amadurecendo e era o resultado natural dessa mudança. Uma hora, todos partiriam de Tomoeda. Sakura e Syaoran eram os primeiros a fazerem isso.

O que de concreto que aconteceu, foi, duas semanas antes de começar o campeonato japonês, Sakura atendeu uma ligação no apartamento de Syaoran e ouviu uma voz que dizia claramente:

– Alô? É da residência do senhor Syaoran? Aqui quem fala é a secretaria do Gamba Osaka, ele ou o empresário dele se encontram?



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