História Sakura e Tomoyo: Finalmente Juntas - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Sakura Card Captors
Personagens Sakura Kinomoto, Shaoran Li, Tomoyo Daidouji
Tags Espanha, Futebol!, Sakura, Tomoyo
Exibições 16
Palavras 2.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Syaoran estava com Wei reunido com executivos do Gamba Osaka, planejando seu futuro…

Capítulo 14 - A proposta de Osaka


Na sala daquele apartamento que tanto tinha significado para ele, Syaoran tinha ao seu lado Wei, o presidente do Tomoeda Rangers, Katashi Yamashita e o gerente de futebol do Gamba Osaka, Ryuunosuke Yamasaki. Era tarde e o treino de futebol na escola fora cancelado apenas para que aqueles homens se dedicassem a discutir os termos do acordo de transferência de Syaoran. Ele olhava para eles e um leve sorriso apareceu em seu rosto, como se estivesse diante de uma ironia.

O time que ele derrubara e, de alguma forma para os torcedores do rival Cerezo Osaka, humilhara pela primeira vez em sua curta história, estava disposto a comprá-lo, não importa o que ele tenha feito. O importante era o que Syaoran podia fazer estando ao lado do Gamba Osaka. A torcida do time de Osaka sentiu a diferença que era ter Syaoran no time e clamavam várias vezes nas arquibancadas durante a pré-temporada do time “Toca pro Syaoran que é gol!”. A diretoria entendeu o pedido da torcida. Syaoran pensou que era uma espécie de arma nas mãos dos executivos do time, pronta a fazer a vontade do mestre.

– Estamos dispostos, Wei-san e Katashi-san, a pagar 644 milhões de ienes (20 milhões de reais) para ter Syaoran no nosso elenco; estamos prestes a iniciar a nova temporada e a presença dele no nosso time faz parte dos planos do Gamba para… – Dizia Ryuunosuke.

Syaoran ouvia a longa lista de ladainhas sobre a sua súbita importância para o Gamba Osaka: títulos, premiações em dinheiro, patrocínios de empresas da China, aumento do valor de mercado. Era um jogador de futebol, era uma espécie de coisa a ser admirada e, de alguma forma, endeusada na forma de camisetas, figurinhas de álbuns, nomes em placas no museu do time, referentes a cada conquista, cartazes promocionais… Ouvindo cada palavra do gerente de futebol do Gamba Osaka, Syaoran entendeu duas. Agora ele se tornara um objeto para o time, usado ao bel prazer do clube. Era uma escravidão moderna, pensou fugazmente, mas a troco de fama e reconhecimento em troca da sua mão de obra. Se quisesse ser herói, teria de abrir mão de algumas liberdades.

– Estamos preparando uma pomposa apresentação dele em Osaka; temos a previsão de que vinte a trinta mil torcedores estarão presentes na cerimônia segundo nossos estudos…

Um calafrio subiu em seu braço quando ouviu a palavra “apresentação”. Nunca tinha passado por uma cerimônia de apresentação antes, ainda mais cercado por trinta mil pessoas. O que pediriam para fazer? Embaixadinhas? E se errasse? O amor recém-criado da torcida por ele se esfriaria? Teve vontade de ir ao banheiro vomitar, defecar, com as contrações de sua barriga. Apesar de se ver como um objeto, passar por uma cerimônia de abertura o tornava mais humano: objetos não sentem calafrios. Estava inclinado a aceitar a proposta, mas ainda faltava algo.

– Temos um vínculo com a universidade Kansai de Osaka; nossos atletas abaixo de vinte anos recebem bolsas integrais. Temos uma excelente faculdade de estudos orientais e ocidentais e uma excelente pós-graduação em ciências da ásia e sociologia…

Katashi viu que Syaoran mordera a isca; estava a um fio de perder sua revelação. Ryuunosuke aprofundou-se, dando o golpe final:

– … E também, uma faculdade de ciências médicas que é referência na região…

A última palavra fisgou Syaoran no calcanhar, seu ponto fraco. Katashi mostrou a documentação para Syaoran da faculdade e ele não teve como negar. Era real. Aquilo tudo era real. 644 milhões de ienes; os sonhos de Sakura de virar médica, ainda mais numa universidade de elite! Era de cair para trás; Syaoran percebeu que era agora, um jogador de futebol. Ser atleta de um grande clube como o Gamba era um misto de ser um objeto e ser um herói. Era um sonho o que vivia, um sonho que muita gente já cobiçara e pouquíssimos conseguiam. De brinde, vinha Sakura no pacote e a possibilidade de viver sozinho com ela em um apartamento em Osaka… Os pais e o irmão não poderiam acompanhá-la por causa do estudo e do trabalho dos dois. Só Kero viria também, mas ele não atrapalharia, ou iria? Agitou a cabeça quando sua imaginação voou para longe…

– Alguma coisa, senhor Sholan? – Perguntava Wei. Ryuunosuke e Katashi olhavam espantados para o rapaz.

– Não, nada não, podem continuar…

– Bem… – Ryuunosuke abriu a maleta prateada que carregava e tirou um maço de papéis que entregou para os três homens a sua frente. – Esse é o pré-contrato. Podem olhar. Tem os números do salário, cifras anuais, bonificação, prêmios, valor de patrocinadores… ele vai começar a ter patrocinadores e é bom vocês se prepararem para isso…

Syaoran tocou o papel e viu as cifras nas sete casas decimais, depois da vírgula é claro. Wei olhou para ele e disse em sua língua materna, a língua que usava em casa com o empresário e o confortava nesses momentos de dúvidas e incertezas: o velho cantonês que se falava em Hong Kong.

– Senhor Sholan, sabe o que significa fazer isso? Abandonar Tomoeda e partir para uma cidade grande como Osaka…

O rapaz respirou fundo, apertando os olhos com força e perguntou:

– Onde é que eu assino?

 

S&T:FJ

 

Sakura soube de tudo antes que a imprensa fizesse algum alarde. Chorou nos braços dele no parque do pinguim. Seu peito doía ao saber da notícia, ao saber que não terminaria o ensino médio com as amigas em Tomoeda e chorou muito com a notícia.

– Shoran-kun, eu sabia que esse dia ia chegar, mas… mas eu não pensava que ele chegaria tão cedo… puxa vida! Minhas amigas, meu papai, meu irmão, Yukito… – Sakura enxugava as lágrimas do rosto à medida que Syaoran contava sobre a conversa com os executivos.

– A gente não vai ficar longe deles, Sakura, a gente vai visitar eles…

– Shoran, é fácil você dizer isso, mas você não sabe o que significa pra mim abandonar essa cidade, abandonar Tomoeda… aonde tudo começou…

– Eu sei sim, Sakura! – Syaoran agarrou os ombros dela e olhou fixamente para ela. – Eu saí de Hong Kong cedo demais pra passar dois anos aqui com você, longe da minha família. Eu sei o que é isso… Minha família é importante assim como você, mas, Sakura! Chega uma hora que a gente tem que abrir nossas asas e… simplesmente voar, voar sem medo… eu escolho voar; quando eu comecei a voar, eu não tinha ninguém do meu lado, mas agora eu tenho você; eu estou do seu lado, pro que der e vier… – Sakura notou que os olhos do namorado lacrimejavam. Ele entendia. Ele passara por isso.

Triste, Sakura disse:

– Eh… eu acho que eu preciso abrir minhas asas e voar também… Shoran-kun… mas segura minha mão, tá? – Os dois voltaram para casa.

Quando chegaram em casa, Fujitaka, Touya, Kero e Yukito olhavam para o plantão da tarde, admirados com a notícia que ouvia. Nunca foi um costume assistir a programas vespertinos de futebol ou a jogos de futebol para a família, exceto em suas zapeadas pela TV. Depois que Syaoran foi convocado para a seleção Chinesa, era um ritual ligar a televisão e ver a tabela do Tomoeda e o que Syaoran tinha feito de bom pelo time. Só o fato de chegar às semifinais da copa do imperador e ter subido para a segunda divisão valeu um título para o time. Sakura e Syaoran já sabiam e a imprensa estava excitada com a notícia. A notícia foi tão explosiva que deu até no jornal da noite. Foi a notícia principal da seção de esportes:

“O jovem jogador de futebol do Tomoeda Rangers, Syaoran Li, é o novo jogador do Gamba Osaka. Os dois times chegaram em um acordo nesta tarde. Ele vai se juntar ao elenco em fevereiro para a estreia do time no campeonato Japonês, assim que terminarem os estudos do jogador em Tomoeda. Os valores da transferência não foram divulgados, mas segundo o site transfermark, o valor de mercado do jogador gira em torno dos 600 milhões de ienes (18 milhões de reais), causados principalmente pelo bom desempenho dele na copa do imperador e por ter levado o pequeno time à segunda divisão. Com isso, Syaoran se torna o jogador mais caro dessa janela de transferência. Nosso repórter está em Osaka para saber as novidades com a torcida…”

– 600 milhões de ienes? – Kero cuspiu o suco que estava bebendo.

– Osaka? – Os olhos de Touya arregalaram, assim como seu tom de voz.

– Mais caro da janela de transferência? – Yukito arregalava os olhos.

– Osaka! – Fujitaka se maravilhava com a destinação do rapaz.

O arqueólogo olhou para Syaoran e para a filha e viu os olhos inchados dela. O homem foi o primeiro a sair do estado de choque e a perguntar para ele sobre o que estava realmente acontecendo:

– Syaoran, isso é verdade o que eu ouvi? Você vai pra Osaka em fevereiro?

Syaoran confirmou com a cabeça.

– E… Eu vou com ele! Eu vou pra Osaka com ele… – Sakura olhou firme, mas hesitante para o pai e a família que ficaram mais congelados com a notícia. Quando se deu por si e viu a irmã apertar as mãos do namorado, Touya saiu da casa amarela e Yukito o seguiu, gritando o nome dele, tentando segurá-lo. Fujitaka compreendeu a situação. Pediu para eles se sentarem e desligou a televisão.

– Vocês sabem o que estão fazendo?

– Fujitaka-san, eu já deixei muita coisa pra trás quando eu voltei para cá; se a Sakura me acompanhar, ela vai fazer o mesmo, mas vai ter vocês sempre por perto; não é sempre que eu posso ver minha mãe, meus irmãos… – Syaoran olhava firme para ele.

– Papai… essa hora algum dia ia chegar… eu acho que eu já tou pronta pra ela, agora que ela chegou; sei cozinhar, tou melhorando com as frituras, sei lavar a roupa, fazer faxina, ser uma boa dona de casa… eu quero acompanhar o Shoran-kun pra onde ele for de agora em diante… ele voltou pra mim, papai, é o mínimo que eu posso fazer por ele…

Algum dia, os pais sabem que os filhos vão sair da companhia deles e vai alçar os próprios voos, sem eles ao lado. O professor de arqueologia sentiu o coração apertar na poltrona ao ver o jovem casal diante de si. Sabia que aquele dia chegaria, só não esperava que fosse tão cedo. Touya sempre fora caseiro, pensou que seria o primeiro a adotar esse tipo de atitude com seus bicos… pensou errado, enganou-se. Era sua filha caçula que abria suas asas e começava a voar primeiro. Sorriu com a sua ignorância e com a surpresa que a vida lhe trazia e fez uma pergunta para os dois:

– Prometem que vão me visitar no verão e no Natal?

O coração de Sakura explodiu com aquilo. Seu pai entendera perfeitamente o que queria e apoiava os dois. Sakura tornou a se emocionar e abraçou o pai, em silêncio, chorando. Kero não disse nada por um tempo. Fujitaka olhou para Syaoran que sorria por cima do ombro de Sakura:

– Ela é meu pequeno tesouro. Agora é a sua vez de proteger ela…

– Eu vou proteger sim, pode ter certeza…

S&T:FJ

 

Os dias que se passaram até a chegada de fevereiro passaram rápidos como um raio para o alivio de Sakura. Um dia depois da notícia sair na televisão, a pequena casa amarela dos Kinomoto se tornou um foco de atenção da imprensa. Sakura desceu das escadas com dez fotógrafos apontando a câmera para ela e ela ficou embaraçada ao tocar a mão de Syaoran e ir com ele para a escola. A surpresa inicial se tornou em raiva nos dias que se seguiram, raiva da imprensa, dos fotógrafos e dos fofoqueiros de plantão que anunciavam o dia de seu casamento com Syaoran com uma significativa margem de erro.

Na escola, não se falava de outra coisa. Com a curiosidade, Syaoran precisou ir de carro e seguranças para a escola por conta do assédio que sofria. As caminhadas matinais ao lado de Sakura se tornaram em coisa do passado. Syaoran aceitou isso bem, era parte do futuro que se desenhava à sua frente, mas Sakura começava a odiar essa história de transferência para Osaka por não poder andar mais livre por Tomoeda sem ser questionada, observada, fotografada e invejada pelas marias chuteiras que Syaoran havia dispensado.

O efeito mais tangível para o casal foi a tristeza nos rostos dos amigos. Rika, Chiharu, Naoko e Yamasaki não acreditaram no que ouviam até verem, com seus olhos, o carro cercado de seguranças que Wei contratara para conduzir o casal pela cidade, por precaução.

– Sakura, eu sabia que esse dia ia chegar; fica bem tá? Não fica com medo, o Syaoran-kun está do seu lado… Syaoran-kun, não se iluda com dinheiro ou fama, os sentimentos da Sakura são o principal… – Dizia Rika, abraçando o casal.

– Eu prometo que eu vou virar um jornalista pra contar uma série de notícias sobre você, cara! Vai lá e arrasa! Mostra pra eles… – Yamasaki aperou as mãos de Syaoran. – Lembre-se Sakura: na Grécia antiga, as namoradas acompanhavam seus namorados na guerra para dar ânimo e… – O rapaz foi interrompido por um empurrão da namorada, Chiharu.

– Sei, sei, seu loroteiro! Liga pra ele não, Sakura, Syaoran; nesse último ano de escola de vocês em Osaka, prometam que vão fazer de tudo para realizar seus sonhos; quero ver a Sakura como médica, tá? Quero te ver bem, Syaoran… tudo de bom… – Foi a vez de Chiharu abraçar forte o casal.

– Sakura, em Osaka tem um templo enorme cheio de fantasmas… mas não deixe os fantasmas do medo afastarem vocês de tudo de bom que a vida tem pra oferecer; vão sem medo. – Naoko finalizou o recital de despedida do casal.

– Gente… não sei como agradecer… muito obrigado por tudo… a gente ainda vai se ver muito… a gente ainda vai se falar… – Concluiu Sakura, em prantos.

S&T:FJ

 

Na manhã do dia da partida, Sakura apenas se deu conta de que partia quando fez as malas no dia anterior, dobrou cada roupa que possuía e olhou para a prateleira vazia de seus ursos de pelúcia, encaixotados nas caixas abaixo dela. Um, em especial, ia no colo dela: o urso preto que ganhada de Syaoran há quase cinco anos.

Dobrou as roupas e colocou-as delicadamente na mala, apertando-as para não fazer muito volume. Tocou nas roupas do velho colégio de Tomoeda que nem lhe cabiam mais, acariciou-as e parou. Fechou os olhos e demorou-se um tempo, sentindo os detalhes da costura daquela roupa, a gravata, os detalhes de marinheiro…

Apertou a roupa dentro da mala e sentiu seu coração apertar também. Seu coração dava marteladas contra o peito da mesma forma que a chuva que começava a dar tamboriladas na janela do seu quarto. Quis chorar, mas sua mão apertava seus olhos e o calor súbito das lágrimas ficou preso em seu corpo. Kero não disse nada e ficou olhando Sakura continuar o serviço.

Todas as pessoas que havia encontrado em seu tempo de estudante, todas as amizades que tinham feito seriam parte de um passado que estava sendo escrito, compactadas e dobradas no fundo da sua mente como aquelas peças de roupa que guardara. Quando esvaziou o armário, encontrou no fundo uma coisa que não poderia dobrar e compactar como fizera com as roupas de escola: o velho urso de Sakura que sua amiga lhe presenteara assim que chegara à Tomoeda; ele também não iria na mala, iria na mão dela.

Ainda usava seu chapéu rosado e seu laço vermelho. Intactos. Não deu para evitar chorar. Kero se aproximou da mestra e se sentou em seu ombro. Sakura enxugou as lágrimas e olhou para Kero com os olhos inchados e tentou pensar em alguma outra coisa que não fosse as coisas que deixou em Tomoeda, mas as que sempre estariam ao seu lado:

– Kero-chan, a gente vai pra Osaka; você veio de lá, não é? O Touya tá muito bravo comigo…

– Ele tem que entender que você cresceu, Sakura. Você não é mais uma menina. Agora é uma mulher adulta. Seja responsável. Osaka é uma cidade que tem muita magia, vou adorar rever uns amigos e o mais importante: o pirralho vai ter que me aceitar de uma vez!

– Ele já tá aceitando; falou até que vai te comprar um videogame novo quando a gente chegar lá…

– Se ele comprar com os milhões de ienes dele, aí vou ficar contente pra chuchu… apenas seja feliz e mais nada, Sakura!

Sakura sorriu com a afirmação do guardião e correu para o carro, onde Syaoran a esperava. Não chorava mais, mas um sentimento de aperto em seu peito surgia: o sentimento de ter que se despedir da cidade onde tudo começara, a sensação de que tudo aquilo estava se transformando em seu peito, sendo triturada, esmagada para que apenas aquilo que fosse mais precioso permanecesse.

As mãos de Rika acenando, o abraço apertado de Chiharu e a capacidade de chorar de Naoko são coisas que não se esqueceria. Seu pai não chorava, mas por dentro, por dentro, sentiu um aperto dentro de si: sua filhota se encaminhava ao mundo para virar uma mulher completa.

Isso não seria fácil de esquecer… 



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