História Sakura e Tomoyo: Finalmente Juntas - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Sakura Card Captors
Personagens Sakura Kinomoto, Shaoran Li, Tomoyo Daidouji
Tags Espanha, Futebol!, Sakura, Tomoyo
Exibições 14
Palavras 2.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sentada na sala de seu novo apartamento em Osaka, Sakura aguarda a chegada das notas do vestibular enquanto escreve uma carta para o pai…

Capítulo 15 - Sakura e a Kansai


 Querido Papai:

Mês que vem vai fazer um ano que eu estou aqui eu Osaka. O Shoran continua treinando duro no novo time e me promete sempre que vai virar titular assim que fizer um gol ou der uma assistência (seja lá o que isso seja) por jogo. Ele ainda é reserva do time de Osaka e tá muito chateado com isso, queria virar titular logo. O treinador sempre dá uma chance de ele entrar nos minutos finais; quando ele faz gol, ele faz um coraçãozinho com as mãos e dedica pra mim! Hoe! Como eu me sinto lisonjeada; o bom do Shoran ser reserva é que não tem todos aqueles fotógrafos na porta do apartamento aqui de casa como quando ele entrou no time; Aquilo foi um terror!

A coisa mais legal é que eu tou tirando minha carta e ele também! Adeus metrô lotado de Osaka! Só vou usar agora quando eu ir e voltar da faculdade (a estação fica aqui na porta de casa…)

O Touya me falou da formatura dele em março. Tou muito feliz que meu irmão tenha se tornado um médico ortopedista e que ele não mate os pacientes! Tou mais feliz ainda pelo… ai, ai, ai, Yukito! Ah, ele é demais! Vai virar um enfermeiro de mão cheia! Ele é supercarinhosos e muito dedicado! Fico imaginando aqui a sorte dos pacientes dele… Sabe, papai, eu e o Shoran acabamos de terminar o ensino médio, como eu te falei na carta anterior. Eu e ele já prestamos o vestibular pra Kansai e ele tá muito confiante! Ele espera passar de primeira, a prova foi fácil pra ele, mas pra mim… ai, papai! Não sei se eu vou conseguir passar! Tava muito difícil, tinha muitas perguntas de física e matemática que são o meu terror! Elas olharam pra mim de cara feia! Mas eu tou confiante, o Shoran falou para eu confiar em mim e pronto! Eu vou confiar em mim! Eu vou acreditar que eu vou passar e que eu vou virar médica e pronto! Pensamento positivo, é isso que o Kero me diz.

Ah, nem te falei nada sobre o Kero. No começo ele pensou que seria chato vir pra Osaka e tudo o mais com o Shoran, mas ele se arrependeu das palavras dele logo no comecinho! Ele tá amando e conhece mais de Osaka do que a gente! Ele me disse que viveu em Osaka faz quarenta anos, antes de o livro de Clow passar pro senhor, assim que o Yue despertou. Ele conhece a cidade como ninguém, papai! Eu me pergunto se o Kero-chan tem algum poder de localização geográfica que eu não sei qual é… mas ele não quer me dizer… bem, você sabe que o que o Kero-chan gosta mesmo é de encher a barriga e isso ele faz muito bem! Mas o Shoran já falou para ele parar com isso porque a gente precisa mobiliar o apartamento…

Papai, eu ainda moro naquele duplex que o Shoran comprou com o dinheiro da venda do passe dele. Tá tudo bagunçado ainda desde aquela vez que você veio visitar a gente… ai, ai, ai! Papai, entenda! Eu passo o dia todo fora, na escola e no cursinho, o Shoran também, treinando, na escola e no cursinho. (nem sei como ele teve tempo pra estudar pro vestibular!). É difícil achar gente aqui em Osaka que quer limpar casa! Já tive umas amigas aqui da escola que me prometeram e nada! Mas a gente vai se virando aos pouquinhos…

Nem sei como agradecer o Shoran por toda a gentileza que ele teve comigo esse tempo todo! Só retribuir da mesma forma. Ele tá pagando tudinho, as besteiras do Kero (comida e videogame), a Kansai (Se a gente passar…), as contas de casa, as despesas do mercado, o meu cursinho… não pense que a gente tá pensando em se casar ainda não, porque eu não sou a Rika que vai se casar com o professor dela assim que acabar a escola! (nem imagina o choque que eu tive! Ela só foi me contar ano passado!). Bem, ela me convidou pro casamento, sou a madrinha e vou aparecer por lá!

Aguardando ansiosa pelo Shoran, quando ele voltar do treino com a carta dos meus resultados no exame; até papai, me deseje sorte! Um beijão no Yukito e manda um salve pro Touya!

 

– Sakura

 

Sakura apertou a tecla de enviar no outlook e em segundos, a mensagem chegaria ao seu pai, em Tomoeda. Pensou em escrever uma carta, mas ninguém mais que ela conhecia se comunicava por carta. A Chiharu usava o MSN, A Naoko anexava textos e mais textos dos doujinshin que ela escreve para a cardcaptor revisar no e-mail e a Rika lhe enviava fofos cartões decorados com os serviços de bordado dela, todos feitos no computador, o último fora o convite de seu casamento. Uma vez por semana, as amigas combinavam entre si se comunicarem no grupo de MSN. Sempre era sábado à noite. Vendo as modernidades e facilidades do mundo digital, pensou “se meu papai usa o notebook dele sempre, pra que enviar uma carta para ele? Melhor ser rápida!”. Sorriu. Ela havia se adaptado muito a nova cidade.

Quando chegou ao duplex de paredes amareladas, se sentiu insegura, até mesmo para comprar os ingredientes do café da manhã. Kero sempre a encorajava e a motivava a explorar Osaka, a conhecer Osaka, enfim, se soltar. Acompanhava a cardcaptor na mochila e dava dicas onde comprar isso ou aquilo. Pode parecer que Kero apenas pensava em comida, mas isso não era verdade em boa parte dos casos.

Sakura agora era uma dona de casa, responsável por aquele apartamento. Era ela quem deveria fazer as compras no supermercado, pagar as despesas (com o dinheiro que Syaoran dava), cuidar da faxina. Disso Kero tinha consciência, pois ele guardava a lista de compras dentro da cabeça, para ajudar a mestre. Ele era um guardião responsável, afinal de contas. Para sempre ajudar Sakura, Syaoran nunca deixava de estar ao lado dela nesses momentos; ele era o dono da casa e o senhor do cartão de crédito. No começo foi difícil saber o que precisava e o que não precisava para o jovem casal, mas logo eles se acostumaram a fazer aquilo, bastou fazer várias visitas ao supermercado e pegar o táxi para casa repetidas vezes para conhecer tudo, voltar ao duplex amarelo e repetir tudo de novo, relembrando de tudo depois…

As paredes amareladas do apartamento, tão iguais aos pelos de Kero, fizeram Sakura se lembrar da velha casa em Tomoeda que deixou há alguns meses. Syaoran tocou em seu ombro e sussurrou ao seu ouvido:

– Foi recém-pintada… Já tinha visitado o apartamento antes e pedi pra eles trocarem a cor bege das paredes por uma cor mais vibrante…

Sakura ficou emocionada com o gesto do namorado. Aquela cor amarela das paredes do apartamento era a segurança que precisava para começar a nova vida em um novo lugar e ter a certeza de que não estaria sem uma base, um ponto de partida. Aquela menina divertida que adora educação física e música e não gosta de matemática estava sempre ali, dentro dela.

O problema daquela menina veio quando Sakura terminava o ensino superior. Era necessário que Sakura tivesse um bom desempenho em exatas para que pudesse ter nota o suficiente para passar na faculdade de medicina. Dividindo as atenções em ser uma dona de casa, estudar para o vestibular e terminar os estudos dividiu muito o foco da garota. Sakura se sentiu tão sobrecarregada com essa coisa de ser uma multitarefas que chegou a odiar aqueles estudos todos. Dedicou-se inteiramente a cuidar de Syaoran, que chegava cada vez mais tarde dos treinos e cada vez mais cansado.

Eram oito horas da noite. Sakura estava ao pés do fogão quando ouviu a campainha. Abaixou o fogo do fogão, secou as mãos úmidas no avental e correu para a porta. Abraçou e deu um beijão em Syaoran e perguntou:

– Então, meu bem, como foi hoje?

– Estou morrendo de cansaço; treinei duro hoje, estou desde as seis da manhã de pé…

– Eu sei… – Sakura sorriu.

– Você não deveria estar no cursinho hoje?

Sakura fez uma cara de quem fez alguma coisa de errado e disse:

– Bem… eu deixei o cursinho… pra cuidar de você…

Syaoran se sentiu lisonjeado com o gesto da namorada, mas conteve as emoções:

– Você não deveria ter feito isso; sabia que o tempo que você poderia ter estudado era o tempo que você poderia ter se dedicado para estudar para a prova?

– Eu sei, eu sei, mas tá difícil dividir escola com cursinho e com a nossa casa! Olha pra isso, Shoran, tá uma bagunça… – Sakura apontou para uma pilha de caixas que se mexia.

– Bem que o Kerberos podia ajudar a gente…

– Eu tou ajudando sim! Sou eu que tou lavando a roupa… – Disse Kero, ao longe, na lavandeira, em meio ao som da máquina barulhenta.

– Agora eu entendo o porquê daquela roupa descolorida do outro dia… – Syaoran soltou um balãozinho com a boca, cansado.

– Shoran-kun, o Kero tá há dias sem tocar no videogame só pra ajudar a gente… dá um crédito pra ele… – Sakura tocou na bochecha do rapaz e ele assentiu com a cabeça.

– Vou tomar banho.

– Minha nota foi ruim, não foi?

– Dá uma olhada e depois você me fala…

Syaoran entregou o envelope para Sakura com as notas dela da prova que tinha feito. Sakura olhou triste para o papel, mas já esperava por aquilo. Não passara. Kero voou e ficou do lado dela.

– Puxa, Sakura! Olha que você tava melhorando com matemática ultimamente…

– Kero-chan! Eu bombei em tudo! Não vou passar nunca na faculdade…

– Não quero ver você dizendo isso, Sakura. Eu quero que você continue a acreditar que vai dar tudo certo… – Repreendeu Kero. Sakura não deixava de ficar triste e frustrada com o resultado que teve.

Pensou no cursinho, na pouca atenção que dera com matemática na escola e como quase passou de raspão em química. Realente, passar na Kansai com um desempenho desses na escola era esperar por um milagre que não viria, pois professores, assim como o conhecimento, não caem do céu.

Shoran terminou o banho e se encontrou com Sakura. Kero correu para a cozinha para pôr o jantar dos três na mesa. O jogador viu a cara triste da companheira e sentou-se do seu lado. Não disseram nada um ao outro por um minuto.

– Sakura… eu não quero ver você sendo só uma dona de casa; nesse ano eu quero empenho no cursinho. Ele é caro, é jogar muito dinheiro no lixo se você não aproveitar o que você está aprendendo e…

– Eu vou procurar emprego, Shoran, pra pagar o cursinho…

– Sakura! Eu quero foco total nesse cursinho! Como você me diz uma coisa dessas?

– Ora, você não disse que eu tou jogando seu dinheiro no lixo?

– Sakura, para com isso! A gente tá junto! A gente vive junto! A gente é… a gente é…

– Namorados, nós não somos casados…

– Mas pra mim é como se a gente já fosse! Eu tou aqui por você, Sakura, você não tem que imaginar a nossa vida, separados um do outro…

– Eu te entendo, Shoran. Mas me entenda! Só quero trabalhar, ganhar meu dinheirinho, viver a minha vida…

– Sakura… eu te dou tudo o que você precisar… confia em mim e…

– Shoran… – Sakura silenciou os lábios do namorado – Eu sei, você já me deu muitas provas disso durante esse ano todo que a gente tá juntos! Me entenda! Eu sou a desleixada aqui, eu preciso ter um pouco de responsabilidade! É o Kero quem tá cuidando da faxina daqui e…

– … Tou vendo…

– Algum problema pros pombinhos? Sou pequeno, mas sou eficaz!

Sakura e Syaoran silenciaram o diálogo. Mais tarde, envolvido nos lençóis da cama de casal dos dois, O Chinês tentou dormir, mas não conseguiu. Virou sua cabeça para Sakura e Syaoran voltou a tocar no assunto:

– Sakura, você realmente quer trabalhar? Digo, você não pensa que pode afetar seus estudos?

Sakura mexeu-se na cama e virou-se para Syaoran:

– Não é um desejo, é uma decisão… olha a bagunça que está essa casa! Você sempre traz roupas e mais roupas do treino pra lavar, sempre tem móveis, livros, artefatos chegando, da China e nem sei mais da onde… eu preciso ser responsável, não posso mais deixar os deveres de última hora pra fazer… não é mais a escola, é a vida real! Shoran, o curso é caro…

Syaoran olhou para Sakura, virou-se e apagou o abajur. Sakura não tornou a falar mais nada e percebeu que não agradou Syaoran com o que disse.

– Me deixa, Sakura, te tratar como uma princesa, pelo menos, que você merece ser…

– O problema é que eu nunca quis ser princesa, Shoran…

Sakura adormeceu, acariciando os cabelos do namorado. Ele não reagiu mais.



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