História Sakura e Tomoyo: Finalmente Juntas - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Sakura Card Captors
Personagens Sakura Kinomoto, Shaoran Li, Tomoyo Daidouji
Tags Espanha, Futebol!, Sakura, Tomoyo
Exibições 13
Palavras 3.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A chegada da maternidade nem sempre significa que tudo o que pensamos sobre ela está perfeitamente pronto… um pai e uma mãe se tornam o que são a partir do exercício diário do ser pai e ser mãe…

Capítulo 22 - A chegada de Meiling


Era terno ver aquela cena toda: Sakura segurando o bebê no colo, amamentando-o. Rika ao lado de Sakura na cama do quarto branco de hospital, dando dicas para a amiga, justo ela que estava esperando mais um bebê e já não era mãe de primeira viagem; a entrada de Touya no quarto, trazendo comida e outros pertences para eles. O primeiro filho sempre é muito especial, o primeiro fruto da virilidade de um homem e da fertilidade de uma mulher é auspicioso, diziam os antigos. Quer fosse Hanabi ou Sholong, seria amado da mesma forma.

Certo é que o casamento daqueles dois só tinha a evoluir daqui para frente e a carreira de Syaoran só ia decolar, era o que todos esperavam. Aquele não seria o último filho dele, já dizia a profecia de Guan Yin na lua de mel para Syaoran. Haviam mais três para vir e Syaoran estava otimista. Um filho por ano até chegar em algum time da Europa era o plano. O nascimento de Sholong motivou Syaoran a dar duro no serviço e alcançar a artilharia da equipe. Sem perceber, o Gamba já estava em primeiro no campeonato japonês e era favoritíssimo ao título daquele ano. Um filho e um título no braço, não podia querer coisa melhor! Tudo estava dando certo!

Sakura, por outro lado, interrompera os estudos da faculdade de medicina por conta da gravidez. Felizmente era época de férias e não tivera tanto prejuízo, exceto, é claro, as provas semestrais. Precisaria prestar o exame no final de julho para não repetir o semestre. Ter um filho no meio da faculdade de medicina foi uma decisão que Sakura tomou com toda a consciência, só não entendia ao certo as consequências. Era um desejo de Syaoran, ele estava feliz, ela também estava, mas nem tanto. Um frio na barriga atingia Sakura toda vez que se lembrava das circunstâncias que engravidara: a fama de Syaoran depois de ganhar a copa do imperador, a boa fase na copa da liga e a pressão dos fãs para assistir mais um capítulo da vida daquele casal. Parou de tomar os anticoncepcionais só pensando no avanço da carreira dele, mas e a carreira dela? Nos meses iniciais depois do nascimento de Sholong, Sakura enfiou a cara nos livros, pensando só na prova do dia 31 de julho que tinha que fazer.

Aquela foto de Tomoyo e Syaoran segurando o pequeno Sholong multiplicou-se pela internet. Foi por volta dessa época que surgiu no Facebook a página “Sakura e Syaoran forever and ever”. Era feita por uma fã local do Gamba Osaka e do casal também. Durante muito tempo, toda e qualquer postagem que Syaoran soltasse na rede, qualquer foto dele ao lado de Sakura ou qualquer notícia a respeito dele, seja em chinês ou japonês, era logo capturada por aquela página e recebia um imenso texto melodramático feito pela fã da página, atraindo centenas de comentários, curtidas e compartilhamentos. Quando Sakura descobriu a página achou aquilo assombroso. Esperava aquele tipo de atitude de Tomoyo, mas não de gente que nem ao menos conhecia. Syaoran achou um máximo aquilo tudo, encontrou-se com a fã do casal, tirou fotos com ela e gravou um vídeo apoiando a página, sem Sakura, pois a cardcaptor achava aquilo tudo um baita invasão de privacidade. Syaoran respeitou a opinião de Sakura, mas não se esquivava de colocar fotos românticas do casal nas redes sociais, o que Sakura se acostumou a fazer, tudo para apoiá-lo.

O tempo ao longo daquele verão foi passando, Sakura voltara com força aos estudos e Syaoran construía de vento em polpa a sua carreira e já atraía os olhares dos olheiros do Bayern de Munique, da Alemanha. Além das coisas boas, o tempo trazia também os desafios. Os estudos de Sakura durante o semestre se tornara tão pesado e estressante, o conteúdo a entender tão denso que a cardcaptor se tornava cada vez mais esquecida com algumas coisas básicas dos cuidados de Sholong, como a troca de fraldas o banho e a amamentação. Sholong era um menino muito calado e bastante observador que Sakura apenas percebia que ele precisava trocar de fraldas quando ele estava cheirando mal. Herdara os olhos verdes da mãe, mas em vez de serem claros, eram feitos de um verde tão escuro que lembrava a tonalidade escura dos olhos azuis-marinhos de Tomoyo. Outras vezes, Sakura se esquecia de amamentar o filho com os cansaços dos estudos para passar na prova que o menino despertava três horas da manhã berrando muito e acordando a casa toda. Era um tormento aquele choro e muitas vezes Sakura e Syaoran acordavam cansados para o dia seguinte. O casal mal dormia muitas noites e Syaoran começava a se irritar com Sakura por conta do relaxo dela com os cuidados de Sholong. Sakura era desajeitada no início, mas conforme o tempo passava, ia melhorando aos poucos. O chinês chegou até mesmo ao ponto de organizar um horário para Sakura fazer tudo: hora do banho do menino, hora da refeição, hora de dormir, hora de estudar pra faculdade, hora de fazer a comida dele… havia hora para tudo na vida da cardcaptor. Sakura começava a se irritar com o metodismo de Syaoran, mas ele estava certo; ela se sentia despreparada para cuidar de Sholong tendo que estudar e ser mãe. Das duas uma: ou se formava na faculdade ou criava o filho, as duas coisas não podia ser. Só quando tomou bomba na prova semestral e precisou repetir tudo de novo, Sakura sentia medo que esse pensamento pudesse ser tão real e fatal para ela. Pensou em outro caminho: contratar uma babá. Sakura ligara para Sonomi e ela tinha uma lista com as melhores babás da terra do sol nascente à disposição de Sakura.

Syaoran se opôs com força à ideia, pois havia muitos itens e artefatos mágicos espalhados pela casa que seria perigoso em mãos erradas. Ele propôs que Sakura trancasse a faculdade e cuidasse de Sholong até ele entrar na creche. Sakura se opôs a ideia e disse que falaria com as amigas para ver se tinham disponibilidade de cuidar do filho. Syaoran concordou e pediu para que tentasse.

Sakura ligou para Rika, mas ela também tinha filho pequeno para cuidar e estava esperando outro. Outra coisa que impedia Rika de ser babá era seu trabalho em Tomoeda e os problemas de saúde da sua filhinha. Sakura ligou para Chiharu, ela até que podia, mas tinha um porém. Assim como Rika, estava esperando o segundo filho e o primeiro menino chorava demais e fazia muito barulho, o que faria a cada dos Lis amanhecer mais irritada a cada manhã. Desistiu e ligou para Naoko. Naoko fugiu na hora da proposta, pois não se sentia segura em ser babá, já que não era mãe.

Sakura desesperou-se, mas Kero lembrou-a de pedir ajuda para o irmão e para Yukito.

Touya estava ocupado demais com o trabalho e o fim da faculdade de ortopedia e não podia cuidar de Sholong. Mandou Yukito cuidar do menino. Foi a melhor decisão que podia ter em anos. Yukito chegou em Osaka e ajudou Sakura a cuidar de Sholong. Mas teve um porém. Yukito até era bonzinho, lavava Sholong, trocava as fraldas e tudo o mais, mas como a casa de Syaoran era cheia de artefatos mágicos e Yukito não tinha controle sobre sua mudança de identidade falsa para a verdadeira, começou a se transformar em Yue reagindo com aqueles artefatos. Syaoran sempre chegava em casa e via a figura do anjo de dois metros de altura e um leão amarelo na sala daquele duplex e um Sholong sorrindo para tudo aquilo. Ficou tão surpreso com aquilo que chegou a querer levemente que o filho não fosse criado pelos guardiões de Sakura.

O estresse de Syaoran e Sakura com os meses inciais da maternidade e paternidade foi tão grande que, um certo dia, depois do treino, em Setembro, Syaoran esperou sentado no sofá daquela casa de paredes amarelas a chegada de Sakura da faculdade de medicina; ele sem sequer foi para a faculdade de arqueologia naquele dia. Pegou uma garrafa de uísque do armário de bebidas e encheu um copo para si e outro para Kero. Sholong estava cheirando mal e começava a chorar pedindo comida. Kero e Yue até que tentaram fazer alguma coisa, mas Syaoran os impediu e esperou Sakura chegar.

Sakura abriu a porta do apartamento encontrou os quatro na sala; deu um beijo em cada um e acariciou Kero, mas quando chegou em Sholong:

– Kero-chan, o Sholong está cheirando mal! Você nem trocou a fralda dele e fica tomando uísque aí, é!

– Ora, foi o pirralho que não me deixou trocar a fralda dele!

– É verdade, Shoran?

Syaoran se levantou do sofá e colocou o copo encima da mesinha de vidro da sala.

– Sakura, precisamos conversar.

Sakura ficou em choque

– Conversar o quê?

Syaoran se aproximou de Sakura, que estava com o filho nos braços.

– Nosso filho. Ele precisa de você… ele está imundo, com fome… assado… ele não fala nada… me dá um aperto ver ele assim.

Sakura entendeu imediatamente onde o marido queria chegar e o espanto se tornou em uma cara de dúvida.

– Syaoran-kun, ele é o seu filho também… Você também pode dar banho nele… Fazer a mamadeira dele… Trocar as fraldas dele…

– Sakura! Eu sempre fiz isso, eu sempre faço isso quando eu estou em casa! Mas e você? Cadê você? Cadê a mãe dele? Pegar meu filho com a pele enrugada, assada, acordando com fome às três da manhã… que relaxo é esse Sakura?

Sakura fez uma cara de incredulidade como se nunca esperasse ouvir aquilo do marido e Syaoran foi tomar mais um copo de uísque de um só gole. A incredulidade deu lugar a uma raiva contida que Sakura nunca esperou sentir:

– Shoran-kun… Você está jogando na minha cara é isso? Que culpa eu tenho que ele não fala nada e eu tou lotada de lições! Eu repeti o semestre só pensando no meu filho! Cheia de preocupações com ele!

– Não bota a culpa no meu filho! Ele não tem culpa! Você precisa ficar mais perto dele, Sakura! Eu já falei isso pra você! – Syaoran pegou os ombros da esposa e olhou fixamente para ela. Sakura estreitara os olhos. – Eu já falei para você: já que você tem que repetir, porque você…

– EU NÃO VOU TRANCAR A MINHA FACULDADE QUE EU RALEI DOIS ANOS PRA ENTRAR E TOU SOFRENDO PRA TERMINAR! – Sakura se desvencilhou dos braços de Syaoran em seu ombro e era ele quem fazia cara de espanto.

– Eu nunca pedi pra você desistir dos estudos! Só tou te pedindo pra trancar a faculdade! Não se faça de sonsa!

– Sonsa, é? Fala, Syaoran, o que você quer falar? Vai falar que eu sou relapsa? Que eu fui relaxada com o meu filho, é? Com a faculdade? – Sakura empurrava Syaoran e curvava o pescoço com a cara furiosa, olhando para a cara de raiva dele. Kero e Yue acompanhavam tudo aquilo sem fôlego. Para evitar que aquilo tomasse maiores proporções, Kero tratou de chamar a atenção de Syaoran para si e não para Sakura:

– E eu pirralho, não tou cuidando bem do moleque não junto com o coelhinho, é? Mais respeito com as criaturas mágicas e onde elas habitam!

Syaoran olhou incrédulo para Kero e estreitou os olhos para o guardião. Kero não se deixou intimidar e fez uma cara mais feia ainda. Por fim, voltou-se para Sakura, apontando para Kero e Yue com o copo de uísque na mão:

– Eu não quero ver filho meu criado por coisas como eles que nem sequer me respeitam e sabem meu nome direito! Não mesmo!

– São coisas como eles que dão banho no nosso filho enquanto você está fora, senhor perfeição! Senhor metodista! São meus guardiões e exijo respeito, seu idiota! Você só dá respeito pros seus fãs, pra torcida do Bayern de Munique e a – Sakura disse um palavrão impronunciável que fez Kero arregalar os olhos enquanto Syaoran subia as escadas para o andar de cima. – Em vez da sua mulher, não é? Que se danem! – Syaoran trancou a porta do quarto e deixou Sakura falar sozinha atrás de si – Que se danem aqueles idiotas! Que se danem! Vamos, Kero-chan… – Sakura pegou o menino e levou-o para o banho, trocou a fralda dele em meio as lágrimas que teimavam em escorrer. Levou-o para o quarto, amamentou-o e esperou que dormisse. Quando ele adormeceu, chorou o resto de lágrimas encima da mesa de jantar, sob a luz da madrugada, escrevendo um velho diário para uma velha amiga que já não estava presente mais. Não dormiu no quarto do marido naquela noite.

S&T:FJ

 

Um dia depois da briga, Sakura acordou cedo para a aula, preparou e tomou seu café com a mesa vazia. Syaoran acordara depois e não encontrara a cardcaptor. Tentou ligar para ela, mas ela não queria atender, ainda estava muito chateada com aquilo tudo. Esse era o efeito de brigar? Acordar de manhã e não ter a esposa para tomar um café da manhã? Sentiu-se mal com aquilo e se arrependeu um pouco das palavras que dissera ao guardião, o que acreditou ser o estopim daquela briga toda. Kero nem se juntou à mesa, apenas estava ao lado dele um Yukito que ainda não tinha assumido sua identidade verdadeira. Syaoran sentia simpatia pelo rapaz que admirou quando era menor e ficou aliviado que ele estava ao lado dele naquela manhã:

– Sabe… aquelas palavras não foram pra você… Yukito-san… – Disse Syaoran, olhando para Yukito.

– Não importa para quem foram, machucam da mesma forma… –Respondeu Yukito.

– As palavras que a Sakura disse pra mim me machucam, sabia? Como ela diz que eu vivo apenas pros meus fãs? Eu vivo pra ela! Eu trabalho pra ela! Será que ela não entende isso?

– Ela até pode entender, Syaoran-kun, mas você precisa se entender com o Kero-chan primeiro…

Nos dias que se seguiram, Sakura apenas saía de casa quando tinha certeza que Sholong estava bem alimentado e o menino estava dormindo, sob o olhar de Yue. Sakura pedira para Kero passar umas férias na casa do pai ou de Touya. Quando voltava, trocara a fralda do menino e dava banho no pequeno rapaz para, só em seguida, ir pra faculdade novamente, para mais uma rotina de estudos à noite. Nesse tempo, Sakura acabava ignorando uma ou outra lição de casa e deixava tudo para o final de semana, quando Syaoran tinha tempo de olhar Sholong. O chinês percebeu que convivia menos com Sakura depois do incidente com Kero e precisava remediar essa situação enquanto antes, mas como?

Se Syaoran já não gostava de ver Kero cuidando do menino, imagina depois daquela cena toda na sala. Syaoran não queria mais Kero como babá de Sholong, nem mesmo para fazer a mamadeira! Com o distanciamento de Sakura por conta da pilha de estudos que ela tinha e dos próprios estudos que ele tinha na faculdade, correria agora atrás de uma babá para o menino, mas faria de tudo para evitar aquilo que chamou de “desrespeito” por parte de Kero, mesmo com os conselhos de Yukito. Tudo isso porque durante anos, Syaoran ouviu da boca do guardião o termo “pirralho” ao invés do seu nome. No começo, quando se mudaram para Osaka, Syaoran foi tolerante com o guardião, pois ele ao menos tentava fazer o serviço de casa, mas, com o passar do tempo, não conseguia ouvir aquilo mais. Ser chamado de pirralho com um filho debaixo dos braços e ainda por cima casado? Tem coisas que deveria mudar com o tempo, essa foi uma das coisas que pouco mudou na personalidade de Kero e na relação que tinha com o marido da sua mestra.

Quem seria a babá de Sholong? Syaoran era um chinês, como quase todos, muito desconfiado, e não confiava em muitas pessoas. As amigas de Sakura eram pessoas a se confiar, mas nenhuma delas estava disponível para ser babá. Não queria entrar em acordo com Kero tão cedo, pois cobrara respeito do guardião. Quem seria então? Não conhecia ninguém da comunidade mágica do Japão, ninguém que confiava plenamente para lidar com aqueles artefatos mágicos que eram parte da decoração daquilo. Até que, ligando para a mãe e relatando o ocorrido, teve uma ideia.

Quando Sakura estava fechada na sala de estudos daquele duplex, uma sala do tamanho de um quarto que Syaoran transformara em biblioteca pessoal e recheara de livros que trouxera da China, Syaoran bateu a porta para passar a ela a novidade que tanto aguardava:

– Posso entrar? – Perguntou o rapaz.

– É a sua casa, você tem tanto direito como eu. – Respondeu a cardcaptor sem levantar a cabeça para o rapaz.

– Não fala assim… – Syaoran se aproximou da cardcaptor e deu um beijo na cabeça dela. Sakura se manteve imóvel.

– O que você quer?

– Você pode se levantar e vir até a sala? Tem uma pessoa que eu quero que você conheça… – Sakura levantou-se da escrivaninha meio que a contragosto e acompanhou o marido até a sala. Sakura desconfiava que se tratava da nova babá que viria para substituir Yukito.

Sakura chegou na porta e quando tentava abir a maçaneta, a porta se abriu de súbito, revelando a figura de uma mulher fardada com terno verde, uma estrela no ombro, de tenente, uma boina com o símbolo do exército de libertação popular e três medalhas na forma de fitinhas no peito. A mulher gritava de forma estridente, despertando a casa toda, até mesmo o pequeno Sholong que dormia nos braços de Yukito.

– Ni Hao, pessoas! Sou eu! Meiling! Eu sempre volto que nem um bumerangue pra bagunçar a vida de vocês! Cadê meu sobrinho? Cadê meu sobrinho lindo? – Meiling jogou a mala e a boina que carregava nas mãos de Sakura e a cardcaptor ficou zonza com aquilo. Não acreditava no que estava vendo. – Ah, ele tem a cara do pai e os olhos da mãe! – Meiling segurou Sholong no colo e começou a niná-lo em seus braços em forma de cuia, cantando uma cantiga de ninar chinesa.

– Me… Meiling! Como você veio parar aqui? Você não me disse que estava em operações em Hangzhou?

– Ah, eu tava cunhada, mas é que… eu fui transferida pra inteligência e o exército me enviou pra Osaka como adido militar! Agora tou trampando no consulado daqui, não é o máximo? – Meiling sorria para Sakura e ela não entendia como aquela cena toda estava acontecendo diante de si.

– Meiling… – Sakura ainda estava atônita com tudo aquilo.

– Ah, cunha, eu não posso ficar em um hotel quando eu tenho vocês por aqui, ou eu posso?

– Que é isso, Meiling! Eu mesmo te pediria pra ficar com a gente, mas é que…

– Então posso ficar com vocês? BELEZA! Onde é meu quarto? O que tem de bom pra comer? Ah, e me conta tudo sobre o meu sobrinho, agora quem vai cuidar dele somos nós três! Eu, você e o Sholan! – Meiling agarrou o ombro de Sakura e foi levada escada a cima para ela para os aposentos dela.

Sem nem mesmo pedir permissão ou se apresentar, ter Meiling por perto naquela casa, apenas esfriou os ânimos entre aquele jovem casal e alegrou um pouco mais a vida daqueles dois pelos dias que se seguiram, mesmo sem a presença de Kero ao redor.

Continua…  


Notas Finais


Notas finais: Acredito que esse capítulo é especialmente original. Original porque, assim como toda essa fic até o presente, mostra a primeira (e prometo que não vai ser a última) desavença de casal da vida de casado de Sakura e Syaoran! Procurei ser imparcial o máximo que eu pude e não puxar sardinha nem para um lado e nem para outro. Syaoran briga com Sakura pelo desleixo dela com os cuidados de Sholong e Sakura briga com Syaoran pela atenção exagerada que ele dá pros fãs dele e não pra esposa. Será que Sakura se sentia preparada para ter esse filho em plenos estudos? Lembrem-se: Syaoran está estudando arqueologia na Kansai (eu nem sequer falo do curso dele, mas próximo cap vou falar!) e ele termina a facul ano que vem (2011) e não tem tempo pra cuidar do filho ou ficar com a mulher. Nos próximos caps, vou continuar a abordar os eventos do ano de 2010.

Se vocês virem o apanhado de fics dos dois, há dois caminhos para Shippar Sakura/Syaoran: ou a fic tem um número X de capítulos, onde o capítulo N1 fala do encontro dos dois, o N2 da amizade dos dois, N3, do começo do amor dos dois, daí quando chega no X, um se confessa pro outro e são felizes para sempre; ou a fic tem um número X, mas na metade eles são namorados e surge uma “megera” para separar os dois, mas então a megera morre e são felizes para sempre! Podem conferir, não estou sendo imparcial não. Quero ver uma fic falar da vida de casado dos dois com problemas e tudo o mais! Acho que as vezes falta isso em boa parte das fics e fica uma coisa meio crepúsculo! Por isso, estou buscando fazer um SxS "diferente".

Bem… não são as brigas de casal que me vão fazer shippar Sakura/Tomoyo mais tarde não… o ponto central (que eu tou louco pra chegar, mas via demorar um pouquinho) ainda tá pra chegar e não se baseia na raiva que um sente pelo outro, mas sim, no amor que Syaoran sente por Sakura (sim!)… é esperar para ver…

Sabe, eu adoro a Meiling e fico chateado por não dar mais espaço para ela… não agora, mas, mais tarde, vocês vão ver como ela é importante nesse texto (e não estou falando de Syaoran/Meiling! Esperem! Vai ser em outra parte… em outra parte…) Hehehe!

Dedico esse cap à todos vocês que nunca deixam de me acompanhar, sejam logados ou deslogados no Spirit fanfics!


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