História Sakura e Tomoyo: Finalmente Juntas - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Sakura Card Captors
Personagens Sakura Kinomoto, Shaoran Li, Tomoyo Daidouji
Tags Espanha, Futebol!, Sakura, Tomoyo
Exibições 8
Palavras 3.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Parada em frente À filial do Ateliê da Daidouji em Osaka, Sakura se lembra dos tempos que a vida era mais fácil e não tinha tantas dificuldades a enfrentar…

Capítulo 23 - Precisamos conversar


Parada na fachada do ateliê da Daidouji, em Osaka, Sakura contempla, com os olhos em cima dos kanjis brancos da fachada negra da loja.

“Tomoyo-chan, você foi longe, não foi?” Pensou. “E eu aqui com um filho para criar e uma faculdade pra terminar”.

A lembrança constante de Tomoyo era a tentativa que Sakura fazia para retornar aos anos da infância e da adolescência, que Rika sempre lembrava para a amiga, era uma época fácil da vida cuja única preocupação era com as presepadas das cartas Clow. Quem dera que a vida voltasse a ser fácil assim, mas Rika bem falava que a vida de nenhuma delas estava sendo fácil. Dói ser adulto, dói ser responsável, lembrava Chiharu.

De repente, uma funcionária da loja de cabelos castanhos em um blazer preto impecável convida Sakura para entrar. Ela aceita o convite e olha para as peças de roupa em exposição.

– E olha que essa aqui nem é a nossa maior loja…

– Onde que fica a matriz de vocês?

– Na Europa, acho que na Itália, Espanha… alguma coisa assim.

“Europa. Tomoyo havia chegado lá”, pensava Sakura.

Sakura estreitou os olhos para um macacão preto com botões em laço e delicados babados na barra da calça.

“Eu vestiria isso aqui com certeza… Tomoyo-chan sempre me usou como modelo…”

Sakura pensou tão alto que a moça da loja ouviu:

– Modelo? Você já conheceu a Tomoyo Daidouji?

– Bem… a gente era meio que… amiga… sabe… – Sakura coçou a cabeça e mostrou uma foto antiga dela com Tomoyo no celular. A funcionária da loja tomou um susto, arregalou os olhos e tampou a boca com ambas as mãos.

– Você é… Sakura Kinomoto?

– Sim… e você é a … Naho. – Sakura leu o nome da funcionária no soutache que ela usava e Naho assentiu com a cabeça.

Meio frustrada com a tietagem que estava prestes a sofrer, Sakura dá uma explicação em tom lamentoso em vez de explicar como queria a relação que tinha com Tomoyo:

– Ah… claro… você deve conhecer o meu marido… ele…

– Que marido?

– Você… não me conhece pelas revistas de celebridades?

– Eu te conheço por outro motivo! A Mai, um dos braços direitos da Tomoyo no Japão, sempre fala que a primeira fonte de inspiração da Tomoyo foi em uma menina que ela conheceu em Tomoeda chamada Sakura Kinomoto! Eu até fui pra Tomoeda pra tentar conhecer você, mas… Você tá aqui! Isso é real!

A funcionária tocava Sakura da cabeça aos pés e Sakura tornava a se incomodar com aquilo.

– Eu sou estudante de moda e admiro o trabalho da Tomoyo! Ela é demais! Ela me inspirou a seguir a carreira que eu tou, agora tou vendo a fonte de inspiração dela! Ai, que dia! Que dia!

A menina pulava com saltos pela loja e Sakura ouviu a voz de Meiling fora da loja, chamando-a, com Sholong nos braços. Sakura apressou-se e ofereceu para pagar pelo macacão, mas foi interrompida:

– Esse é de graça. Toma.

– Peraí, espera aí! Como é que pode! Só porque você ouviu falar de mim não significa que você precisa me fazer uma coisa dessas!

– Posso sim! A Mei falou pra gente: caso Sakura Kinomoto aparecesse para comprar, ela pode levar de graça qualquer peça que quiser, na quantidade que desejar!

Sakura e Meiling ficaram de cabelo em pé ao ouvir aquilo, mas Sakura não era mulher para se deixar mudar de opinião tão fácil. Quando queria uma coisa, queria aquela coisa e Naho percebeu isso pelo tom de voz da cardcaptor:

– Pode não! Eu exijo pagar ao menos uma vez na vida!

Naho trouxe a máquia do cartão, embalou o macacão e deu para Sakura a nota fiscal. Agradeceu pela vinda das duas e, quando Sakura olhou para a nota, tomou um susto:

– Não me cobraram nada, Meiling, nada mesmo! Eu sei que eu vi o valor do macacão na máquina e tudo mais… mas o sistema sabia que era eu, viu que o cartão era meu e não me cobrou nadinha…

– Ah, então vamos voltar, Sakura! Tem uma camisa linha de botões que eu quero comprar pra trabalhar…

 

S&T:FJ

 

Na mesa de um dos restaurantes mais chiques de Osaka, estavam Kero (empanhado como um boneco no bolso da jaqueta marrom de Touya, com a cabeça de fora, para não chamar muito a atenção), Fujitaka, Sakura e Syaoran. Era uma proposta que Syaoran havia feito para a família Kinomoto para esclarecer as coisas com Kero de vez. Fujitaka e Touya olhavam para os dois e tentava entender os argumentos de um e de outro:

– Eu sei que você não gosta que eu te chame de pirralho e tudo o mais, não gosta de mim jogando videogame, mas eu tento ajudar, caramba! Eu gosto do moleque e você não precisava ter dito aquilo pra mim! Eu sei do meu lugar! – Disse Kero.

– O que eu não gostei, Kerberos, foi da sua intromissão na minha conversar com a Sakura. Não faça isso ou da próxima vez você dorme fora de casa!

– Conversa! Aquilo lá era uma briga e vou proteger a Sakura custe o que custar! – Respondeu Kero.

Sakura, que estava entre os dois, sentia que, naquela noite, não se chegaria a um acordo.

– Kero-chan, Syaoran-kun…

– Kero, eu concordo com o Syaoran e digo que você não deve se meter nos assuntos deles. Eles são casados e eles mesmos devem resolver seus assuntos! O Shoran não vai bater na Sakura ou algo do tipo! Você não tinha nada que se meter! – Repreendeu Fujitaka, para alívio de Syaoran.

– Tá bom, tá bom, sou o errado no meio disso tudo… já entendi… mas é que ele faz uma cara que mais parece que vai atacar…

– Eu só quero que vocês dois vivam bem… só isso… mais nada… será que é possível isso, mesmo tendo gênios tão diferentes? – Perguntou Sakura.

– Por mim, tudo bem. – Disse Syaoran. – Não se meta onde não é chamado.

– Jamais ameace ou bata na Sakura! – Disse Kero, estendendo o pequeno bracinho para Syaoran.

– Eu não nunca imaginei fazer algo assim. – Syaoran estendeu a mão para Kero e os dois entraram em um acordo.

– Será que você não pode pensar que, no dia que eu levantar a mão para a Sakura, como eu vou ter coragem de olhar para vocês como eu estou fazendo agora? – Perguntou Syaoran para Kero.

– É perfeitamente lógico o que o Syaoran-san está falando… não acha, Touya?

– Eu acho, que no dia que isso acontecer, eu mesmo enfio a mão na cara dele e continuo aquele assunto que começamos faz… uns treze anos… eu acho… quando você tentou roubar as cartas Clow… – Respondeu Touya.

– Eu acho que o assunto que começamos há treze anos está aqui hoje, do meu lado. – Syaoran deu um tímido beijo na bochecha de Sakura e a cardcaptor sorriu com o gesto carinhoso do marido.

 

S&T:FJ

A Rotina de Sakura e de Syaoran não era fácil.

De segunda a sexta, aulas na faculdade à noite e treino de manhã e a tarde; aos fins de semana, Syaoran tinha que viajar pelas quatro ilhas principais do Japão para disputar jogos com outros times cerca de 17 vezes na liga, fora os compromissos pela seleção chinesa, os jogos pela liga dos campeões da ásia, a copa do imperador e a copa da liga que tinha que disputar. Nessas épocas daqueles finais de ano, Syaoran agradecia a Guan Yin pelas eliminações do time ou qualquer indisposição para jogar pela seleção em qualquer torneio internacional que fosse. Só para passar mais tempo com o filho, com Sakura. Outro problema que as viagens de Syaoran acarretavam era o acúmulo de carga de estudo. Um certo dia, Syaoran parou para perceber que não via Sakura, Meiling e o filho fazia uma semana. Era terrível pensar assim, mas a vida de Sakura também não estava fácil.

Sakura estudava medicina no curso de manhã e à noite, de segunda a sábado e usava a parte da tarde e o domingo para fazer lição de casa ou descansar. Sakura não trabalhava desde que abandonara o trabalho na confeitaria Tirol quando passou no curso de medicina, pois Syaoran, com prazer e abnegação, bancava todo e qualquer custo com Sakura, depositando uma boa quantia na conta dela todo o mês para que ela fizesse o que precisasse, sem se preocupar. Se Sakura ficava absorvida com os estudos de medicina antes e logo após o nascimento de Sholong, ficou mais absorvida ainda quando Meiling apareceu para ajudar o casal. Sem precisar se preocupar muito com Sholong, Sakura passava tardes e tardes na biblioteca da Kansai, estudando e fazendo os deveres. Nunca fora tão dedicada em concluir o curso como estava sendo agora, só que havia um porém: não tinha contato tão frequente com o filho e com o marido.

Meiling se encarregava de ligar para Sakura e passar as novidades de Sholong, além é claro, de tirar Sakura da rotina sempre que via que ela estava bitolada demais nos estudos. Syaoran também ligava, mas simplesmente ligar já não adiantava para o rapaz.

 

 

Pensando em tudo isso, Syaoran estava deitado na cama de casal que era dele e era de Sakura, lendo um livro que o sogro lhe dera, muito preocupado com tudo aquilo, com o andar do seu casamento. O rapaz estava tão absolvido no problema quanto Sakura estava ao fazer uma conta de fatoração em matemática. Esperou a esposa se deitar para chamar a atenção dela. Deu um beijo na nuca dela e abraçou-a pela barriga.

– Sakura… precisamos conversar…

– Eita! – Sakura se virou para o marido e sabia que tinha coisa séria pelo tom que ele adotou.

– Quando é que você vai ter um tempo a sós comigo?

– Shoran-kun, é final de ano agora, tou fazendo de tudo pra acelerar as coisas na faculdade e passar um tempinho contigo… tenha um pouquinho de paciência, mas a gente tá se falando…

– Você faz ideia de quanto tempo a gente nem se fala direito? Cara a cara? Você simplesmente chega nessa cama, dorme, às vezes me dá um beijo, outras vezes não… Como pode, Sakura?

Sakura sentiu que o tom de voz de Syaoran era firme e fazia ligeiros contatos com um tom mais agressivo que o rapaz evitava por consideração à Fujitaka e a conversa que os dois tiveram no restaurante. Sakura sentiu também que Syaoran ignorava a situação que ela estava, o cansaço e o estresse com os estudos e pensou que o cônjuge não sentia empatia pela luta dela nos estudos. Ficou triste ao pensar dessa forma, quis discutir isso com ele, mas não procurou falar diretamente sobre a questão da empatia:

– A gente tá se conversando, sim, Shoran! Agora mesmo eu estou perdendo minutos do meu sono pra poder falar com você… – Sakura sentiu que falou de forma rude e se arrependeu um pouco do que disse.

Tudo que Syaoran queria era ter mais tempo para abraçar Sakura, sentir o suave toque da pele dela, o toque dos lábios dela, o cheiro dela e ouvir a voz dela sem a barreira artificial que o celular impunha. Sentiu que levou um soco no estômago ao ouvir aquelas palavras da boca de Sakura dita daquela forma e voltou a tocar no assunto do diálogo entre os dois:

– Não quero falar com você pelo celular… quero ouvir a sua voz cara a cara… sentir o seu hálito… a gente bem que poderia fazer amor agora como todo casal faz, mas a gente tá discutindo sobre como é difícil pra gente fazer qualquer coisa que todo casal faz normalmente… isso é injusto, sabia?

– Shoran-kun, a gente bem que pode…

– Marcar um dia pra passear?

– Você também pensou nisso?

– Foi a primeira coisa que me veio à cabeça.

Marcar um passeio naquela época era a coisa mais banal que poderia vir na cabeça de qualquer um dos dois, conforme os dois disseram para mim, mais tarde. Haviam tantos interesses em comum que os dois tinham antes de entrarem numa fase turbulenta de faculdade, trabalho e estudos que ouvir que os dois pensaram na mesma coisa como há muito não faziam foi como respirar ar puro depois de prenderem a respiração por um longo tempo que não queriam parar de conversar mais naquela noite:

– Sakura, Depois a gente bem que podia…

– Comer aquela comida chinesa que você tanto ama e…

– Comer aquela geleca do Kon’nyaku…

– Eca! A gente odeia aquela geleca!

Os dois deram um sorriso gostoso e infantil como não davam faz tempo.

– E depois…

– Depois…

Nenhum dos dois sabia mais como continuar aquilo. O gelo que se estendeu nos próximos minutos foi tão colossal que dava constrangimento. De repente, não mais que de repente, as mãos espalmadas dos dois parecia que se tornou em espuma; a cara era de espanto e o sorriso quase virava um meio pranto. Viraram-se de costas um para o outro naquela cama.

Era tão fácil quando os dois tinham tantos interesses em comum; será que se distanciaram com aquele estresse todo? O estresse do mundo exterior é um poderoso vilão, que pode acabar com a mais forte das amizades, Sakura bem sabia disso, mas será que podia acabar com o amor dos dois? Foi então que Sakura tocou no tema que nenhum dos dois queria ouvir naquela noite:

– Shoran-kun…

– Sim, Sakura…

– Eu já conversei com uma amiga minha sobre isso… foi depois que eu tive o Sholong e você brigou comigo… ela faz psicologia, sabe? Será que a gente não poderia fazer uma…

– Terapia? Porque terapia, Sakura?

Sakura não respondeu e outro silêncio tumular se estabeleceu entre eles. Syaoran tratou de quebrar o gelo e perguntar a pergunta que mais desejou fazer desde que aquela situação toda começou, mas que se arrependeu amargamente depois de ter feito:

– Sakura… Você se arrepende de ter o Sholong?

Sakura ficou tão furiosa com a pergunta que disparou aquilo que sempre quis disparar, mas que também se arrependeu depois de ter dito:

– Tá querendo dizer que eu não tive comprometimento de novo, é isso?

– Tou querendo dizer que eu gostei muito sim de ter me casado com você, ter anunciado o nascimento do meu filho junto com as grandes conquistas da minha carreira… isso não anda separado de mim, sabia?*** Quero poder anunciar o nascimento de mais dois ou três filhos, mas eu não sei se você vai querer ser mãe de novo…

– Isso é coisa que se fale, Shoran?

– É o que eu queria ter dito faz tempo…

Sakura não respondeu. Para falar a verdade, no fundo, no fundo, a cardcaptor achou precipitado ter um filho em pleno meio da faculdade, e achava mais precipitado ainda atrelar a vida familiar com a profissional. Syaoran estava certo ao menos uma vez naquela noite. Queri ter dito que achava que Syaoran a engravidara apenas para se manter popular com os fãs que ela tinha aversão, da mesma forma que foi com o pedido de casamento, mas Sakura cedera. Sua cabeça começava a fervilhar novamente e não queria arrastar aquela discussão. Calou fundo e falou consigo mesmo seu mantra invencível “vai dar tudo certo, um dia, quando eu sair desse inferno, eu e o Shoran-kun vamos reatar nossa relação, a gente se ama muito pra evitar qualquer tipo de coisa assim”:

– Shoran-kun, preciso dormir, outra hora a gente se fala. Boa noite! – Sakura beijou o marido e virou a cara para o lado, se cobrindo.

– Boa noite, Sakura, boa noite…

Um gosto amargo subiu na boca de Syaoran e começava a achar que deveria acelerar o retorno das cartas Clow para a China como seu primo Heng He sempre falava. Será que o primo estava certo? Ele e Sakura tinham valores tão diferentes que era impossível ter uma vida de casado com ela? Evitar a missão de enviar as cartas Clow e adiar até que Sholong tivesse idade para se tornar um cardcaptor? Até mesmo Syaoran tinha dúvidas se Sakura dava valor ao amor dele, a tudo o que ele fazia por ela, ao casamento dos dois.

Sentiu um vento frio subir na barriga. Será que Sakura tratava aquele casamento como uma coisa descartável? Dois sentimentos subiam ao peito do rapaz. Por um lado, buscou Sakura para que os dois juntos pudessem achar uma solução em comum para aquilo, acreditou que os dois poderiam ceder coisas para a felicidade dos dois, por outro sentiu que Sakura não dava valor para aquilo tudo, aqueles esforços que ele fazia e apenas ele cedera; e agora, o que fazer?

Uma coisa era certa: há mais de oito meses não sabia o que era o corpo da mulher desde que a barriga de Sakura aumentara e se questionava se Sakura não tinha a sensibilidade de sentir o mesmo por ele, querer ter novamente um homem lhe abraçando e lhe acariciando. Esperou Sakura dormir e se revirar na cama, como ela sempre fazia quando dormia profundamente, saiu da cama e pegou a moto, que estava no estacionamento do prédio.

 

S&T:FJ

 

Chegou ao apartamento do distrito de Hirano, em Osaka e só tirou o capuz que usava quando teve certeza que estava no apartamento dela e a câmera que vigiava o corredor não o percebia. Monitorou para ver se os paparazzo não estavam à espreita na porta do apartamento dele, olhou para os quatro cantos do mundo e só então partiu com aquela moto que nunca disse a ninguém que era sua. Agora ele estava lá, na porta do apartamento dela, lendo, em hiragana, o nome dela, em letras douradas “Lee Yeong Hye”. Tocou a campainha e esperou:

– Shoranzinho! – Uma mulher coreana apareceu de pijama com estampa de pokémons e abraçou Syaoran.

– Hye… – Eu tenho tanto a falar…

– Eu também, eu também… entra, entra… – Hye puxou Syaoran para o apartamento e serviu uma xícara de chá para ele. Os dois se olharam um pouco e Hye puxou assunto com ele, sentando-se ao lado dele, acariciando os cabelos castanhos do rapaz:

– Tá cansado?

– Tou.

– Deve ter sido difícil para ela então ter se casado e tido um filho… pela sua cara. – Hye colocou sua xícara de chá na pequena mesa da sala e viu que as feições de Syaoran se endureceram.

– Não vim aqui falar disso… já me basta dos seus conselhos por hoje.

– Mas pelo menos você está aqui e é isso que importa… eu vou ser sua mulher por essa noite e você vai ser o meu homem…

Syaoran puxou aquela mulher para si e começou a beijá-la, abraçá-la, a tocá-la com violência, com força.

– Você vai me punir, Shoranzinho, por eu ser uma menina tão má?

– Vou sim, vou punir sim… por perguntar o que não deve…

Sentiu naquela mulher todas as sensações que ele, como homem, ser humano sedento por amor, poderia ter sentido (e pensava: merecia sentir) naquela noite que não terminou tao cedo para aqueles dois… se sentiu um lobo novamente…

 

Continua…

 

*** Vi uma vez no “mundo segundo os brasileiros” que, na sociedade chinesa, sempre é bom que um marido acompanhe a vida profissional da esposa e vice-versa; é muito auspicioso para eles que os dois sempre andem juntos, seja na vida profissional ou familiar.


Notas Finais


Notas finais: Apesar desse capítulo ser meio curto, eu apresento uma pesquisa sobre problemas no casamento que eu li para escrever esse capítulo. Gosto muito de pesquisar sobre temas e expor esses mesmos temas nos textos que eu escrevo, no caso, pesquisei em um artigo escrito por uma psicóloga.

Apresentei aqui mais um membro da família “Lee”: Yeong Hye. Gosto desse nome, gostei dela, também pesquisei bastante antes de escrever e prometo que ela vai aparecer mais vezes aqui. Como eu já disse (eu sempre digo! =P), esse texto tem muita “pesquisa”. Tou tentando mudar um pouco o estilo de crônica que foram os capítulos anteriores para o discurso direto, para dar mais voz para os personagens desse texto. Gostei do que vi! (Valeu Lee Yeong Hye!) e vou continuar com esse estilo. Se eu precisar explicar alguma coisa mais, vou adotar a descrição e a crônica, mas não abro mão de descrever as roupas, os cenários e o fluxo de pensamento deles!

Espero que tenham gostado e muito obrigado pela leitura! Esse texto foi feito para vocês!


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