História Sala 072 - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags 072 X 061, Chanbaek, Chei De Negocinho, Escola Religiosa, Sala 072, Zoeira
Exibições 217
Palavras 4.503
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, olha eu aqui de volta~~

É, eu sei, duas semanas sem atualizar. Tudo o que posso dizer pra vocês é: Eu não tenho mais vida social :o~~
E também tive um bloqueio, mas agora tá indo e a vida segue /q
Esse capítulo é dedicada a @ParkByun12, Feliz aniversário atrasado, colega<3

Quero dizer que tudo o que aconteceu na sala da 061 aconteceu, então anotem pra fazer na sala de vocês também /q
Mas não vou encher o saco de vocês, etão uma boa leitura e nos vemos nas 'Notas Finais'

Capítulo 7 - Declaração, facebullying e namoro?


Fanfic / Fanfiction Sala 072 - Capítulo 7 - Declaração, facebullying e namoro?

“- Ei, ChanYeol... – tirei a mão com o gelo da sua bochecha – Por acaso, você gosta de mim?”

 

Joguei a bomba no ar e me senti estranho em lhe fazer esse tipo de pergunta, ainda mais porque o considero apenas como amigo. Mas Kris disse que o machuquei e que ele gosta de alguém; e talvez seja eu porque fui o único que anda sendo destratado, já que ele conversa normalmente com qualquer um da sala.

 

O seu silêncio me incomodou e dei uma pigarreada, ficando irrequieto e decidindo deixar pra lá, fingir que não havia perguntado absolutamente nada.

 

- Esquece, ChanYeol. Eu estou lou-

 

- Eu gosto de você. – ele me fez olhá-lo tocando a minha bochecha – Eu me afastei pra tentar te esquecer porque sabia que você nunca me veria com outros olhos além de melhor amigo.

 

- Você sabe que eu poderia te ver diferente se me contasse, né?

 

- Eu te conheço, BaekHyun, iria começar a agir diferente e mais carinhosamente mesmo não querendo nada.

 

- Isso é mentira, Channy. – mexi no seu cabelo e sorri – Você quer tentar uma relação comigo?

 

- Que? Tão fácil assim?

 

- Não é como se eu gostasse de alguém em específico e não vejo problema. Até parece que não me conhece, sabe que eu me adapto bem nas situações.

 

Sua cara indignada estava engraçada e dei risada, mas acho que ele pensou estar rindo da sua cara e se levantou pisando pesado, saindo pra fora da biblioteca. Oxe, eu não estava mentindo quando disse que poderíamos tentar alguma coisa, até porque estou com saudades de dar uns beijinhos. Mesmo que isso signifique dar uns pegas no melhor amigo; não tenho moral, me processa.

 

Aliás, já dizia alguém pra mim: “Tudo que está em nós, está a nossa volta.” E realmente essa frase faz sentido, porque do mesmo jeito que não presto tenho amigos do mesmo calibre. SeHun era um deles.

 

Joguei a luva com o gelo derretido no lixo e ouvi o sinal do fim do intervalo, decidindo fazer xixi rapidinho e encontrando com alguns meninos da 047 mijando. Os cumprimentei rapidinho e rezando pra que não soubessem que eu havia gritado que a escola estava pegando fogo, mas descobrindo que eu era o salvador do dia deles porque já estavam de saco cheio do experimento.

 

Lavei a mão e encontrei a professora de matemática na sala dando piti com os alunos junto ao professor de biologia – ele estava quietinho ao seu lado. Entrei todo saltitante e me jogando nos braços do meu professor favorito apenas pra mostrar o quanto ele é amado, sendo repreendido com uma falsa bronca pra que me sentasse no meu lugar. Fui entre sorrisos e percebi a cara feia do ChanYeol em mim, piscando algumas vezes e depois lhe mandando um beijinho.

 

Pode dizer, eu sou um sarro na vida das pessoas.

 

Juro que quis muito olhar pra trás e ver a sua reação, mas me contive com o olhar da demônia de matemática em mim. Ela queria que explicássemos a nossa insatisfação com detalhes e foi a sala toda falando o que não gostava em si tudo ao mesmo tempo, dando uma dó da mulher que não recebeu um único elogio. Sério mesmo, senti peninha com a sua cara chateada.

 

- Apesar da senhora agir brava na maior parte do tempo, quero agradecer quando me ajudou explicando um exercício que não havia entendido. – disse e veio um monte de gente me chamando de falso – Não é questão de ser falso, seus ingratos. Apenas me lembrei desse fato, porque no fundo ela é uma boa pessoa. É de conhecimento público que faço parte da massa burra e ela poderia dizer “Foda-se, não quero ajudar essa criatura”, mas tentou me ensinar o treco que havia explicado nem dez minutos atrás.

 

A sala continuou a bombardear questionamentos e como já fiz a minha boa ação do dia, resolvi imitar o YiXing e abaixar a cabeça pra dormir. Seria aula livre mesmo!

 

(...)

 

Cara, eu cochilei gostoso na aula de debate em matemática, mas acordei quando o professor de geografia veio entrando com os seus mapas e já mandando todo mundo sentar nos lugares. Acordei me espreguiçando e até voltaria a dormir quando olhei pra cara do homem, sendo impedido pelo mesmo dizendo que iria pra diretoria se dormisse na sua aula.

 

Moral da história é que eu não dormi e fiquei irritado pacas, tendo que fingir prestar atenção na aula. Aliás, YiXing também teve que ficar acordado e cheguei a acreditar que ele estava dormindo de olhos abertos porque a sua boca estava aberta e escorrendo a baba no canto da boca.

 

- Acorde, Zhang YiXing! – o professor batia o bastão que usava pra indicar uma parte do mapa na sua mesa – Acorde!

 

E eu bocejei apenas pra atazaná-lo porque ô treco chato da preula! Quando o sinal tocou avisando que a sua aula havia acabado, ele disse pra que arrumássemos o nosso material e ir pra sala da 061, confirmando que Kai estava certo quando disse que teríamos que ir até o covil da cobra na última aula.

 

Joguei tudo dentro da mochila de qualquer jeito e amarrei meu cadarço, vendo que alguém havia parado na minha frente, levantando o olhar e percebendo Park ChanYeol ali. Meu melhor amigo estava de volta, minha gente!

 

Só que ele pediu que esperasse todo mundo sair da sala e fechou a porta, avançando na minha direção até que eu desse alguns passinhos pra trás e encostasse na janela de vidro. As suas duas mãos ficaram apoiadas ao lado do meu rosto e veio se aproximando mais pra me beijar.

 

Ah, mas que desaforo! Por que todo mundo acha que sou tão fácil?

 

Passei os braços no seu pescoço e o faria se arrepender de não levar em conta o que sinto. Deixei um selinho e puxei sua cabeça pra trás através do cabelo e dei vários beijinhos no seu pescoço, colando nossos corpos e depois sussurrando um “Not today, bitch” no seu ouvido.

 

Dei no pé entre risadas e fui até a sala 061 com ele me chamando logo atrás, entrando juntos na sala e tendo todos ali dentro nos olhando na mesma hora. Eu entrei em grande estilo rebolando e me juntando com o resto da minha sala sentada no chão de carpete e na frente. Tudo porque a sala era tipo um auditório e tinha quase 60 alunos naquela turma, por isso que éramos o Terceirinho enquanto eles o Terceirão.

 

- Eu vou te fazer pagar caro por me largar sozinho. – ChanYeol cochichou no meu ouvido enquanto se sentava atrás de mim – E vai me pagar com juros.

 

- Pago com o maior prazer.

 

E Tao, que estava sentado ao meu lado, perguntou o que havia acontecido pra termos chegado juntos. Olha, eu apenas sorri e aproximei o rosto pra sussurrar no ouvido do chinês, mas decidindo que puxaria o lóbulo da sua orelha entre dentes, ouvindo a sua risada baixinha enquanto o palestrante nos olhou com cara feia.

 

E quem não gostou nem um pouco foi ChanYeol que se ajeitou e me puxou pra que ficasse com as costas apoiadas no seu peitoral, passando os braços na minha cintura. E o que isso me lembrou? De Kris. Deu uma vontade de provocá-lo que apoiei a cabeça no ombro do meu amiguinho e olhei na direção do loiro, o chamando entre sussurros e o vendo sorrir como se estivesse gostando de nos ver juntos.

 

Só que ele fez uma coisa que não gostei; envolveu o dedo indicador com a palma da mão e ficou me mostrando o vai e vem. E é nessas horas que a gente ignora e finge que está prestando atenção no palestrante.

 

O homem disse que iríamos fazer um teste vocacional e que um dia haverá uma reunião com os pais pra conversarem sobre o nosso futuro de acordo com o teste.

 

- Você já escolheu o que pretende cursar, ChanYeol? – perguntei entre sussurro, mas não dando tempo pra que ele me respondesse

 

- Vocês dois, se não estão interessados na minha palestra, retirem-se da sala. – o homem disse curto e grosso – Desde que entraram só conversam.

 

- Sinto muito, senhor. – disse antes que ChanYeol falasse alguma merda – Não foi a minha intenção irritá-lo, apenas estava lhe perguntando o que seríamos de nós no futuro porque tudo é incerto na idade que temos. Sempre andando numa corda bamba e às vezes sem nenhum direcionamento.

 

Falei bonito, pode dizer! A sua hostilidade inicial foi se dissipando e voltou a comentar sobre as profissões e um monte de blá blá blá que fingi prestar atenção, mas estando mais interessado na briguinha de dedões com ChanYeol. Quando me entregaram a folha de testes pra respondê-la, pensei em sair mas fui impedido por um dos braços do meu amigo dizendo pra que continuasse do mesmo jeito.

 

Eu não ligo de ficar abraçado às pessoas – até porque adoro um carinho, sou meio carente na maior parte do tempo – e era confortável ficar encostado no ChanYeol, mas comecei a pensar se seria certo dar falsas esperanças quando não sinto nada por ele.

 

Foda-se, eu penso nisso depois porque eu vivo o presente e não o futuro. – Lispector BaekHyun.

 

O teste consistia em várias perguntas e colocar um  X nas características que mais se adequavam a minha personalidade. Podia ter um : dorminhoco, esfomeado e preguiçoso que seria eu todinho, mas como não tinha então coloquei um dinâmico, criativo e racional. Tinha uma pergunta assim: “No seu dia a dia, você tem mais facilidade de lidar com...”; eu quis colocar comigo mesmo, mas infelizmente não tinha essa opção então deixei em pessoas.

 

Respondi tudo e vi que Tao estava se levantando pra levar as suas respostas; e sendo eu um bom preguiçoso, lhe pedi entre aegyo pra que levasse o meu também. Tao era um amor, cara, Kris deveria levar palmatória na bunda pra ver se aprendia a dar mais valor pela pessoa de ouro que deixa de lado.

 

- Mano, falta 15 minutos pra aula acabar. Eles bem que poderiam nos liberar. – JongDae, que estava sentado ao lado de Tao, reclamou alto e deitou a cabeça nas pernas da pessoa de trás, encontrando o seu olhar com o meu – Ué, vocês dois voltaram a se falar?

 

- ChanYeol disse que se afastou porque gostava de mim. – disse e recebi um beliscão – Ai, Channo, assim você machuca!

 

- Aí, gente! BaekHyun acabou de descobrir que o ChanYeol gosta dele. – a minha sala caiu na gargalhada – Valeu a pena esperar 3 anos até esse dia, já podem colocar no meu túmulo “Eu estive presente na cena”.

 

Bando de palhacinhos! Mas aí eu parei pra pensar e JongDae disse 3 anos, olhei pra cara do Channo e perguntei se era verdade, mas ele logo desconversou afundando o rosto no meu pescoço e dizendo que estava cansado.

 

Fi, se realmente forem 3 anos, o que se espera não é alguém corresponder o amor, e sim um casamento marcado pra daqui uma semana! Nossa, dei uma estremecida e espero que ChanYeol não me pressione pra ter algo profundo porque tenho traumas. Aliás, a rixa entre a minha sala e a 061 começou por minha causa, mas isso é história pra ser contada mais pra frente.

 

Mas voltando ao povo da minha sala, a gente era pica; não deixamos de zoar nem na sala alheia. Eu só sei que o palestrante ficou na mesinha ajeitando o monte de papéis e alguém da minha sala pegou o controle do ar condicionado pra deixar a temperatura no -2. É bom até avisar pra imaginação de vocês que essa sala é toda fechada e as janelas são cobertas pelas cortinas, fora que era inclinada; pra você ficar na última fileira, teria que subir numa espécie de morro! Aquilo era um auditório, enquanto a nossa sala era minúscula, inclinada, mas de lado.

 

Lembrarei de avisar a diretora pra termos direitos iguais!

 

- Me segura direito! – SeHun gritou rindo enquanto XiuMin o carregava nos ombros – Agora corre!

 

Menino! Eu só estava vendo na hora que o XiuMin ia tropeçar e os dois rolassem no chão, fora que SeHun ia sair todo trabalhado nos hematomas. Mas vou dizer que ri bastante, ainda mais com o mascote sentado no ombro do XiuMin parecendo uma criancinha de 4 anos com o pai.

 

Daqui a pouco eu vejo o lixo enorme daquela sala – batia na minha cintura – e agito pra tirar o saco preto, porque queria transformar essa sala num circo. Imagina que bacana? Só que veio o povo quadradinho da 061 mandando a gente ficar quieto porque estavam estudando. Ahh, vai tomar no cu! Tem o dia inteiro pra estudar e nos momentos finais de aula querem estudar? Pois que faça na casa, porque agora eu quero baderna!

 

Kai é meu amiguinho das zoeiras e o que suja sempre as mãos com o seu entusiasmo, então foi o primeiro a pegar o lixo e retirar a sacola, derrubando algumas sujeiras e entrando na lata pra ser rodado junto com a risada estranha. Cara, Kai é a pessoa mais estourada e ZOADONA que já conheci. E SeHun sendo outro da zoeira, deu uma bica na lata de lixo que só vi os bracinhos do Kai fazendo um “aeee” estilo montanha russa, só que no lixo. Foi rodando até o final e saiu todo zonzo.

 

Tava todo mundo rindo, até mesmo os inimigos, e eu ainda forcei o ChanYeol entrar na lata porque queria chutar alguém.

 

- Volta pro mar, oferenda! – e dei a famosa bicada na lata.

 

Viado, o bichinho foi rolando e gritando; saiu da lata quase vomitando e caindo de bunda no primeiro passo que deu. E eu? Gargalhei porque sou desses que ri da desgraça alheia.

 

Só que, assim...

 

Eu gosto quando os outros se ferram, mas não gosto quando me forçam a algo. Ainda mais quando KyungSoo disse que era a minha vez e Kai voou pra cima de mim junto com ChanYeol parecendo um touro enfezado, me enfiando na lata entre gritos histéricos e choros falsos. Tentei fazer a famosa carinha do Gato de Botas, mas tudo o que recebi foi um chute na lata e o meu mundo virando de cabeça pra baixo.

 

Saí da lata me estirando no chão e mandando que parassem de rir, estava chateado que ninguém tenha impedido e chorei falsamente quando SeHun me abraçou – também tirou uma casquinha dando apertos no meu bumbum, mas ninguém quer saber disso –, e pra provocar o ChanYeol fiquei o caminho de volta pra casa sem falar direito com ele.

 

- Eu sei que está bravo, mas você deveria parar de falar com o Kai também. – ele veio com uma cara irritada e percebi que estávamos na frente de casa – Cacete, para de ser idiota, BaekHyun.

 

- Nós precisamos fazer o trabalho e como eu serei o diretor e você o meu assistente, então vamos resolver como faremos a propaganda de artes pra gravarmos amanhã. – disse já o puxando pra que entrasse em casa e olhando pra Kai – E você, deixe amanhã à tarde livre.

 

Empurrei o portão de grade e entrei em casa sendo acompanhado por ChanYeol atrás de mim, lembrando que deveria ter pensado no trabalho mais cedo pra avisar ao Kris da gravação – a chinesada não voltou com a gente. E mal entrei em casa, um chinelo voou na minha direção, tendo o grito estridente da minha mãe toda nervosa dizendo que papai estava pensando em ir embora de novo, mandando que eu conversasse com o velho.

 

Levantei a mão passando a vez pra outra pessoa e subindo pro quarto, ouvindo mamãe saudando ChanYeol. E meu pai deveria estar trabalhando na padaria a contra gosto junto com o meu irmão porque não ouvi o som do seu violão. E quando estava colocando a camiseta, meu amigo entrou com um sorriso, mexendo os dedos como um aviso que iria me tocar.

 

- Mais tarde vamos conversar direitinho, mas agora vamos pensar no trabalho. – liguei o computador enquanto ele me empurrava mais pro lado pra compartilharmos a mesma cadeira – Senta na cama, está muito apertado.

 

- Senta no colinho do papai. – seu sorriso aumentou enquanto fiz uma careta de desgosto e decidi ignorá-lo – Ontem eu vi uma propaganda que poderíamos fazer parecido e garantirmos um dez na nota.

 

- Opa, cadê!

 

Fui empurrado mais para o lado pra que lhe desse mais espaço e ele entrou no seu Facebook, indo nas mensagens e abrindo o link que havia mandado pra si mesmo. Vi o vídeo de 2 minutos e era bonitinho, mas nada de mais que fosse chamar a atenção. Só que assim, a conta do meu amigo estava aberta e ele se levantou quando minha mãe o chamou no andar de baixo; acham mesmo que não iria zoar?

 

É hoje que vou incorporar o Maurício Meirelles e seu quadro Facebullying!

 

Já cheguei causando; aceitei todas as solicitações em que marcaram o ChanYeol em fotos zoadas. Uma delas era dele cutucando o nariz e a outra era momentos antes de soltar o espirro, o que me fez rir um bocado. Aliás, SeHun o marcou num vídeo pornô cujo o principal batia uma e parecia comigo, me sentindo totalmente ofendido. Ou seria surpreso por ter um gêmeo?

 

Ainda tinha uma foto onde Yura, a irmã mais velha dele, marcou numa foto em família em que a criatura tinha 4 anos e estava levando palmadas na bunda. Aceitei e ainda compartilhei porque sou cuzão! 

 

Cansado de ser uma boa pessoa, mudei o seu status de relacionamento de solteiro pra namorando. Pensei em colocar outra pessoa, mas decidi por o meu só pra deixá-lo feliz e acabar no momento seguinte; fazer o que, sou cuzão – insira aqui uma risada – e aceitei pelo celular. Depois escrevi uma linda jura de amor no meu mural dizendo o quão maravilhoso eu sou, que não conseguiria viver sem e que fui a melhor coisa que apareceu na vida do meu amiguinho.

 

E cara, quando você tem a mente maligna, a sua adrenalina vai a mil com o cu na mão tendo pensamentos positivos pra que o seu amigo demore mais um pouco. Até aí foi light, então abri o Google numa outra guia e procurei por uma imagem de girafa e elefante, decidindo que ajeitaria rapidinho no Photoshop e juntar os dois animais em um, trocando a sua foto de perfil.

 

Daqui a pouco vejo os comentários:

 

Que porra é essa? Decidiu sair do armário, vadio?” – Kai.

 

Aposto que é o BaekHyun zoando.” – SeHun.

 

Até exclui o comentário do mascote, esse vacilão acabava com a minha alegria.

 

“Felicidades ao casal.” – Tao

 

“É agora que o ChanYeol tira o atraso! Que sorte ter a boquinha do Byun só pra ele.” – Kris.

 

Que comentário desnecessário! E o filho da mãe oxigenado comentou depois que Tao nos desejou felicidades; certeza que estava me usando pra provocar o mais novo. Me segurei pra não escrever nada! Voltei aos comentários que iam aumentando cada vez mais. 

 

“Que porra é essa? Vocês não estavam brigados? E Kris, quando você vai vir aqui em casa? Gostaria de conversar com você.” – Yura

 

Eu ia enfiar lenha na fogueira, mas um ar quente se fez presente na minha orelha e dei o famoso grito da pantera, quicando na cadeira e choramingando pelo susto com as mãos no coração. Já ia começar a reclamar até ele ver o que havia feito e me olhar com os olhos maiores que o normal.

 

- Que porra você fez! – seu cabelo foi bagunçado enquanto ele tirava o mouse da minha mão e olhava as publicações desesperado. Gritou comigo e me joguei na cama desinteressado, pegando o celular pra ler o que o povo ainda estava comentando – Cacete, BaekHyun! Se meus tios veem isso, vou estar ferr... Rado? – sua voz morreu e o vi clicar diversas vezes – Nós estamos?

 

- Estamos o que?

 

Me fiz de desentendido e ele até se deitou do meu lado pedindo pra que o olhasse, me segurando pra não rir da sua cara. Afinal, alegria alheia sempre dura pouco quando está em minhas mãos. Só que começou a ficar ruim pro meu lado quando ele tocou a minha bochecha sorrindo pra me beijar achando que estávamos mesmo juntos e que tinha a liberdade pra fazer o que quiser.

 

E tem outro porém que é a minha secura e a vontade de dar umas bitocas, porque por mais que tivesse beijado o Kris a alguns dias atrás, gosto de sair beijando quem posso – óbvio, sem me passar de rodado porque gosto que tenham respeito pela minha pessoa – e tenho certeza que ChanYeol não vai querer me beijar sem compromisso.

 

Só que antes que pudesse pensar ele ficou por cima de mim e já vinha com o rosto; fiquei tão em pânico por me sentir fora do controle que acabei virando o rosto de lado e tendo os seus lábios colados na minha bochecha, sentindo o clima ficar estranho quando o silêncio ficou entre nós dois.

 

Porra, era pra gente estar se pegando e maldito pânico que me fez agir fora do normal!

 

- Venham comer, o almoço está pronto! – minha mãe gritava no andar de baixo

 

 O empurrei de lado e saí rapidinho, soltando uma risada alta pra disfarçar, até porque me senti um pouco mal por ter brincado com os seus sentimentos. ChanYeol apareceu na cozinha com uma cara normal e elogiando o cheiro da comida, não se focando muito em mim; ponto pra mim, acabei de fazer um estrago emocional nele. E meu irmão apareceu junto com o papai pra comerem, conversando com ele e dizendo que estavam com saudades do meu amiguinho. Tudo porque ChanYeol era mais amado que eu nessa família, até mesmo pelo meu pai!

 

Comi com a minha cara de cu, mas por dentro estava numa adrenalina só. Ainda mais quando depois teremos que subir novamente no quarto e ele vai ficar super puto com a minha brincadeira. Se não bater antes.

 

(...)

 

Diferente do que estava pensando, voltamos para o quarto e ele apenas quis falar sobre o trabalho, decidindo como poderíamos filmar e mandando uma mensagem avisando Kris. Já era quase 5 da tarde quando fomos terminar a bagaça e ele disse que iria embora, pegando a sua mochila e pronto pra sair sem olhar pra trás.

 

- Vamos conversar, ChanYeol. – comecei, me sentando na cama e indicando pra que se juntasse ao meu lado – Precisamos decidir o meu posicionamento na nossa relação.

 

- Não precisa, eu já entendi com a sua brincadeira.

 

- Okay, foi uma brincadeira de mal gosto. – levantei as mãos me rendendo e fingindo ser atingido – Mas isso não significa que não podemos tentar, ainda mais porque ando na seca e quero dar uns beijinhos. A gente pode namorar por um tempo, não é?

 

- Você é muito cara de pau, BaekHyun.

 

Ele saiu do quarto batendo a porta um pouco mais forte que o normal e me senti mal por ter passado na brincadeira, mas peguei o celular pra ler os comentários e me assustei pela quantidade de gente que comentou na mudança de status.

 

Vários parabéns e vida longa ao casal que comecei a me sentir estranho. Era de conhecimento público que éramos melhores amigos e ver esse tipo de comentário me fez pensar que as pessoas nos viam mais que amigos. Não que tivesse algo contra, porque não me importo, mas sempre apenas o vi como um bom amigo. APENAS amigo.

 

E assim, a vida segue.

 

ChanYeol excluiu todas as publicações quando chegou na sua casa. Ou melhor, quase todas porque a do nosso relacionamento continuou e fiquei em dúvida se retirava o meu nome, mas acabando por deixar. Fiquei esperando pra ver se ele mudaria em algum momento e acabei pegando no sono.

 

Terça feira, 7:22 da manhã, no pátio do colégio esperando até que abram as portas da sala.

 

Acordei mais cedo que o normal e aqui estou eu junto com JongDae e XiuMin, jogando papo fora. Os dois me parabenizaram pelo namoro e não soube se agradecia ou se contava a verdade, optando por sorrir amarelo. Aliás, a escola toda estava dizendo sobre o meu namoro com ChanYeol, alguns audaciosos até apontavam o dedo. Porque todo mundo sabe que não entro em relacionamentos, a última vez foi a mais ou menos 2 anos e eis o meu motivo de ter a rixa com a 061.

 

Os monitores liberavam a sala uns 30 minutos antes das aulas começarem e decidi subir pra fugir das pessoas fofocando; ainda teve alguns que vieram me perguntar se era realmente verdade, confirmando com a cabeça com uma cara de cu.

 

Fiquei sentado no corredor e vi YiXing aparecendo abraçado ao SeHun – e espero que SuHo não veja ou é capaz de chorar igual um bebê –, os cumprimentando e ficando abraçado ao meu mascotinho que tanto amo. Quando o monitor apareceu pra abrir a porta, veio achando que tinha intimidade pra querer saber se o meu namoro era verdadeiro ou não. Dei uma patada dizendo que não era da sua conta, oxe!

 

Entrei na sala todo pomposo até ver KyungSoo e Kai entrando aos beijos, parando o que faziam quando me viram sentado nas pernas do meu amiguinho SeHunnie. Bombardearam as perguntas tudo de uma vez.

 

- Vão com calma! – pedi com uma mão no ombro do KyungSoo e vendo uma careta aparecer no seu rosto – Por que está me olhando desse jeito?

 

- Elas devem estar cheias de bactérias. E seu relacionamento com o ChanYeol é falso, não é?

 

- Duvido, Kyung. – o moreno respondeu antes mesmo que abrisse a boca – BaekHyun não tem muita capacidade pra arranjar alguém, então o que vier é lucro. E se for real, não vai durar mais que dois dias.

 

- Você lave a sua boca antes de dizer uma coisa dessas sobre a minha pessoa! Pois saiba que sou um moço de respeito e que não aceito qualquer um. Meu namoro com o ChanYeol é muito real e estamos juntos, apenas tome cuidado pra não ficar com ciúmes do relacionamento perfeito que terei com ele!

 

E algo me diz que iria me ferrar muito se meu amiguinho desmentisse. Porque namorá-lo será uma questão de honra e orgulho! O povo da minha sala foi entrando e já vindo até a mim perguntando se era verdade, confirmando com a cabeça todo feliz. Até a hora que ChanYeol entrou.

 

Viado, me borrei todo na calça porque eu conhecia a praga e sei que deve ter ficado emputecido com a minha brincadeira do dia anterior. Fui todo mansinho até ele, dando pulinhos gays e tocando o seu braço, deixando um beijinho na sua bochecha pra pagar de fofinho. Ia ser lindo e maravilhoso se não fosse a sua atitude:

 

O filho da puta limpou a bochecha – melhor dizendo, esfregou – e foi pra sua carteira com a cara amarrada.

 

Pronto, o povo da minha sala já começou a rir dizendo que tivemos o nosso primeiro desentendimento na relação perfeita.

 


Notas Finais


HIHIHIHIHIH que que ceis acham que o Chano vai fazer? Eu quero ver o circo pegar fogo! Muahahahah
Eu não sei se tem alguém que não conhece o Facebullying, mas vou deixar um videozinho que me cago toda vez que vejo: https://www.youtube.com/watch?v=FYN25_59iHA

Como eu disse, a maioria das histórias aconteceram na época que estudava. E vocês, já entraram dentro do lixo e rodaram? HAUHSUAHSUHAUS /eu rio só de lembrar do amiguinho/
Não sei quando atualizo porque como disse, não tenho mais vida social /q

Beijos na bunda e um xêro na alma<3
XOXO<333

Twitter: @veneninhoderato


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