História Salted Wound - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lily Collins
Personagens Personagens Originais
Tags Bieber, Drama, Justin, Justin Bieber, Lily
Exibições 109
Palavras 2.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha quem voltou! Gente resolvi não dar mais justificativas por demorar à postar, a verdade é que as vezes me ocupo com a escola, tenho crise de criatividade, ou simplesmente a ideia n encaixa na história, estou tentando continuar, e espero que voces curtam o capitulo, me digam o que acharam!

Capítulo 12 - Explain


Seattle, USA – 22 de Setembro de 2014

Addison

- Então, como foi de viagem? – Lauro estava me disparando perguntas incessantemente desde que cheguei no hospital hoje pela manhã.

- Foi revigorante, descansei bastante, mas é hora e voltar à ativa – eu disse em passos rápidos, ele estava me sufocando com perguntas que me faziam lembrar coisas que eu queria esquecer, como o Justin, por exemplo.

- Addison, você não me engana, se não quiser conversar comigo sobre o que aconteceu, tudo bem, eu entendo, talvez precise de um tempo – o interrompi.

- Lauro, você é no momento, meu único e melhor amigo, e eu realmente não quero jogar meu estresse pra cima de você, mas a real é que eu não quero falar do Justin ou qualquer coisa relacionada à ele, não tem o que falar, hoje ele não é mais do que o marido de uma paciente minha, e alguém que eu conheci à muitos anos, eu tirei férias e agora que eu voltei estou cheia de casos para tratar, então se não for pedir muito, só hoje, eu suplico, me deixe um pouco sozinha – tagarelei para ele sem olhá-lo concentrada nos vários relatórios que eu estava segurando.

- Tudo bem, Addison – ele se despediu meio sem jeito e eu suspirei me arrependendo da forma como falei, mas eu sabia que ele ia insistir nisso até que eu explodisse, passei a mão livre pelos meus cabelos nervosamente para tentar relaxar e fui para minha sala, aquele dia seria longo.

- Parabéns doutora, foi uma cirurgia brilhante! – um dos meus internos não parava de tagarelar ao sair da sala de cirurgia, hoje o dia estava sendo torturante e ainda era de manhã.

- Obrigada, mas não foi nada demais, agora por favor, pegue um café pra mim bem forte e puro, e depois faça os exames de rotina nos pacientes que visitamos mais cedo, quero que me entregue esses exames ainda nesta tarde – entrei na minha sala o ouvindo assentir e anotar cada palavra que eu havia dito, tinha necessidade disso?

  Me sentei na minha cadeira de couro branca luxuosa, era uma bela sala, totalmente branca e impessoal, meu estilo. Massageei as minhas têmporas e resolvi aproveitar meus minutos livres para pesquisar algum lugar para morar, nada muito extravagante e bem versátil, de preferência perto do hospital. Busquei alguns sites, e gostei muito, vi algumas fotos e liguei para corretora marcando um encontro com ela amanhã pela manhã.

  Alguns minutos depois meu interno entrou na minha sala me deixando o meu café e parando os olhos por um tempo mais do que necessário abaixo do meu rosto, era só o que me faltava. Ele se retirou e eu continuei olhando os imóveis, nada de casa, apartamento com certeza. Depois teria que procurar alguma decoradora de internos pra comprar os móveis. O resto do dia foi monótono e cansativo, não pude almoçar devido à uma cirurgia de emergência de uma criança que me tomou metade da tarde, e outros casos.

  Já eram nove horas na noite e eu finalmente me sentei de novo em minha sala, aquele lugar era aonde eu podia respirar naquele hospital, suspirei cansada e ao mesmo tempo, cheia de energia para gastar, queria me manter ocupada o tempo inteiro, não dar chances às outras distrações, não queria voltar para o hotel me deitar e pensar em tudo o que eu fiz, apesar de não ser mais a melhor amiga da Jesie, ela era uma mulher, e ela ama o Justin, e ele a traiu comigo, eu fiz parte disso, e saber que eu fui capaz de faz tal coisa me deixa angustiada, eu fui errada primeiro, ela não tem culpa de nada, ela nunca teve.

  Saí do hospital indo ao estacionamento dele pegar o meu carro e ir para o hotel tomar um banho, eu não ia ficar lá, só iria vestir roupas limpas, pegar outras para amanhã e comer alguma coisa além do café, pois já estava sentindo a minha glicose lá embaixo. As ruas estavam tranquilas e sem trânsito, algo ao meu favor hoje, no caminho do hotel passei na lavanderia para pegar minhas roupas. Ao chegar dei meu carro para o funcionário estacionar para mim na minha vaga e pedi que levassem as minhas roupas para o meu quarto quando eu saísse.

  Peguei meu celular checando as mensagens, da tia Genevieve, do meu pai e da minha mãe, senti saudade deles, queria arranjar um lugar o mais rápido possível para chamá-los para me visitar em dezembro pois estarei trabalhando. Entrei pelo saguão principal e levantei o olhar, me arrependendo no mesmo instante em que o fiz. Senti uma coceira em meu couro cabeludo. Nervosismo. O que ele quer, afinal? Dei passos largos em direção ao elevador que por sorte estava aberto e vazio, estava perto, muito perto, entrei mas senti uma mão no meu pulso.

- Nós precisamos conversar – escutei sua voz ainda de costas para ele e senti que ele também entrou no elevador, as portas se fecharam, e estávamos sozinhos naquele espaço confinado repleto de energia e tensão.

- Não, nós não precisamos conversar, eu não tenho nada para te dizer, e nada do que me diga agora terá alguma relevância – disparei encarando aqueles olhos castanhos claros, a beleza dele era exaustiva, e perturbadora.

- Addison, você sabe tanto quanto eu que aquela conversa ainda não acabou, eu me abri pra você e te disse como me sinto, eu estou confuso, eu sei, e eu sei que é muito egoísta da minha parte te puxar para essa confusão toda, eu sei que talvez eu me case com a Jesie, mas eu não posso fazer isso sem ter certeza de quem eu quero com quem eu quero ficar, não há ninguém nesse mundo que me ajude à descobrir isso se não você – ele disparou e eu perdi todo o meu ar nos pulmões, senti que meu cérebro suplicava por oxigênio e eu simplesmente não consigo processar nenhuma palavra do que ele diz.

- E em que eu poderia ajudá-lo? Quer fazer testes? Ficar com as duas e anotar em um bloquinho todos os dias com qual você se sente melhor até chegar à uma conclusão? Ah, por favor, Justin, estou sem palavras pra dizer o quão ofendida eu estou – eu estava disparando e ele me interrompeu.

- Addison, não estou pedindo para ser minha amante, céus, acha que eu faria isso com você? Que eu te pediria isso?  Por favor, tente me escutar, eu só não quero que se afaste de mim, que me ignore, que haja como se nada tivesse acontecido, porque sabemos que aconteceu, eu quero jantar com você hoje, e tentar te dizer como me sinto em relação à tudo, porque você pode negar o quanto quiser – ele disse entrando na minha suíte atrás de mim, ele se aproximou e sussurrou – Eu sei que no fundo ainda sente algo por mim, Addison, eu vi isso nos seus olhos enquanto fizemos amor – estremeci com aquela informação, eu poderia dizer que era um abuso da parte dele afirmar algo assim com tanta convicção, mas eu sabia que não era, quem eu estava querendo enganar? Eu nunca vou conseguir fugir dele, passe o tempo que for – Você me deve essa conversa, Addison, não vamos adiar o inevitável.

- Tudo bem, um jantar, me espere aqui que eu vou tomar um banho e vestir algo – eu disse finalmente encarando aquelas orbes hipnotizantes – Sente-se no sofá enquanto me espere, por favor, tenho vinho tinto no frigobar – eu disse entrando no banheiro.

  1, 2, 3, respira Addison, é só o Justin, é só o Justin, é o Justin, que droga meu Deus, tomei um banho o mais rápido que pude, saí ás pressas do box, passei hidratante de morango pelo meu corpo e sai no quarto enrolada na toalha com uma tentativa de coque prendendo os meus cabelos ainda que houvessem fios rebeldes, ele já tinha me visto nua, não faz diferença, recitei isso pra mim quando sai do banheiro. Fui direto ao guarda-roupas evitando olhar na direção dele, ainda que eu sentisse seu olhar em mim, era inevitável, como fogo que queimava minha pele clara e frágil, procurei algo discreto e adequado, uma calça de napa preta colada, uma blusa solta branca regata, saltos pretos loboutin, e peguei uma jaqueta de couro preta, estava frio, ao me virar para voltar para o banheiro para me trocar me deparei com o Justin ainda me encarando com os lábios entreabertos.

- Ah Addison – ele sussurrou – Linda – disse ainda mais baixo, corri ás pressas para que ele não notasse o rubor em minhas bochechas.

  Me vesti rapidamente, e logo estava pronta, ao sair o vi com uma taça de vinho em sua mão apoiada no braço do sofá, ele usava um jeans justo e escuro e uma camisa social preta, estava simples e bonito, vi que ele me analisou mas peguei minha maleta para colocar minhas mudas de roupa, Justin me encarou sem entender.

- Posso te perguntar o que está fazendo?

- Resolvi fazer plantão esta noite, então preciso de roupas limpas para quando chegar ao hospital hoje e uma para amanhã – eu disse fechando a maleta lhe dando um sorrisinho.

- Como você dá conta? Não é cansativo? – ele perguntou rindo.

- É sim, muito cansativo, fico exausta grande parte do tempo, mas eu nasci para isso, e fico com a mente ocupada – eu disse e ele pareceu entender o que eu quis dizer na última frase.

- Bem, vamos? – ele perguntou e eu assenti, ele pegou minha maleta da minha mão e levou, fiquei sem jeito mas resolvi não protestar – Trouxe seu paige? – ele perguntou e eu assenti estranhando a pergunta, ele se lembra disso? Nossa.

  Chegamos à um restaurante muito bonito e não tão distante do hotel, dava uma visão às lindas barcas, sentamos em um local reservado e as entradas chegaram.

- Bem, acho que realmente poderemos conversar dessa vez Addison, e você vai entender o meu lado da história agora – ele disse e eu assenti em silêncio prestando atenção em cada palavra que saída da sua boca – Addison, no colegial, eu gostava de você, mas não te amava, eu amava a Jesie – eu suspirei já querendo me retirar para ir embora – você precisa ouvir tudo – fiquei estática na cadeira o encarando inexpressível, desconfiei se ele n leu meus pensamentos – A Jesie sumiu, e você estava lá, você tinha me deixado feliz, eu esqueci que tinha sido abandonado, eu ri com você, meu relacionamento com você não era só eu e você, era o que vivíamos juntos, tudo era novidade pra mim, convidativo, você me deixava feliz, depois a Jesie voltou, e eu fiquei confuso, ela pediu para me ver novamente, e eu achava que não gostava mais dela depois do que ela me fez passar, mas eu estava errado, lá no fundo algo nela ainda me chamava atenção, e eu sei que eu sou muito masoquista por isso, eu devia escolher você, porque você me queria, não havia ninguém além de mim para você, você nunca me abandonaria, eu fiquei tão fixado em entender tudo o que aconteceu com a Jesie, e ela me envolveu com palavras, me deu várias desculpas, e eu pensei, por um segundo que tudo o que ela fez teve uma justificativa, que eu só julguei ela sem entender, que ela merecia uma chance, e que eu tinha errado em me envolver com você, pois você era a melhor amiga dela, voltar com ela naquela época me pareceu uma forma de desfazer uma bagunça que eu criei – ele disse e eu suspirei, queria que ele falasse até o final.

- Naquele dia no corredor, eu pedi que não se afastasse, porque sabia que precisava de você, mesmo sendo o babaca que eu fui pedindo para sermos amigos, sei que seria demais para você me ver com sua melhor amiga, depois você sumiu, e eu te procurei Addison, procurei muito, você sabe muito bem, eu importunei sua tia várias vezes, ela deve ter te falado isso – ele disse eu petrifiquei, eu não sabia disso – E então eu resolvi deixa-la, e fiquei com a Jesie, agora eu não tinha mais que escolher, eu só tinha ela, terminamos o colegial, eu fiz faculdade, e todo esse tempo estive com ela, tivemos crise, terminamos por um tempo e eu tive uma vida de solteiro curta, e acabamos voltando, vivi muitos anos com ela sabe, viajamos, passamos a adolescência e uma parte da vida adulta juntos, no mínimo eu a amo, mas eu não sou apaixonado por ela, sempre vou querer cuidar dela, e não sei se consigo mais me ver casando com ela, tendo uma família com ela, porque eu estou irrevogavelmente apaixonado por você, Addison. Eu não sei se devo ficar com a Jesie, chegar em casa hoje e cair na cama, e viver a mesma monotonia que vivemos, porém segura, com amor e carinho, ou ficar com você Addison, me arriscar, e leva-la para aquele hotel e amá-la intensamente por todos os anos que perdi por não estar ao seu lado, por ter feito a escolha errada á anos atrás, poder me sentir nervoso e com o coração à mil toda vez que me olha com amor, por favor Addison, não desista de mim, estou lhe pedindo, no fundo você sempre soube qual é a escolha certa para mim.



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