História Sálvame de la Oscuridad - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time, Supernatural
Personagens Alison DiLaurentis, Anna, Castiel, Dean Winchester, Regina Mills (Rainha Malvada), Sam Winchester
Tags Castiel, Dean Winchester, Destiel, Supernatural
Visualizações 404
Palavras 1.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEY, LEIAM AQUI:
Então, meu povo, vamos lá mais uma vez.
Eu estava desesperada pra postar essa fanfic pq tô completamente xonada nela, e sim, sou meio doida.
O título é um trecho da música Sálvame, vulgo, hino depressivo.
Então, queria agradecer aos blogs Sweet Design pela betagem do capítulo, e Fuck Designs pela capa da fic e pelo aesthetic.
Então, peguei uns pedaços de Beauty and the Beast, Maleficent e até mesmo de Rapunzel pra botar nessa coisinha aqui. AAAA
Lembrando, a Regina será interpretada pela Lana Parrilla, e Alison pela Sasha Pieterse. A música do capítulo é "The House of the Rising Sun" :)
ENFIM, sem mais delongas, LEIAM <3
[Reescrito]

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Sálvame de la Oscuridad - Capítulo 1 - Prólogo

Me proponho a continuar

Mas o amor é uma palavra

Que às vezes gosto de esquecer

Sobrevivo por pura ansiedade

Com um nó na garganta

É que não deixo de em ti pensar

Sálvame - RBD

1798, Kansas.

A taverna estava vazia. Na verdade, quase vazia.

Sentado próximo da bancada onde as belas atendentes serviam os clientes, estava Dean, bebendo um copo de cerveja. Ele havia perdido a conta de quantos copos havia pedido apenas naquela noite. O que estava bebendo talvez fosse o oitavo.

Além dele, haviam mais dois homens na taverna. Dean virou-se para vê-los e lá estavam. Havia uma atendente cantando para eles, uma muito bonita.

Dean não lembrava-se de tê-la visto ali antes. Era alta, tinha a pele clara e os cabelos escuros a bater pouco abaixo dos ombros. Possuía uma beleza excepcional.

Ele riu para si mesmo, contaminando sua mente com pensamentos sujos sobre aquela garçonete. Pensou em quanto teria que pagar para ter uma noite com ela. Não muito, refletiu, as prostitutas daqui nunca cobram valores excessivos.

Repentinamente, recordou de uma garota com quem havia tido relações há semanas. Os cabelos loiros que adornavam a face angelical o atraíram. E os belos olhos azuis. Dean sempre tivera um fetiche por olhos azuis.

Seu único defeito era a ingenuidade. Cerca de duas semanas após ter deitado-se com ele, a garota foi atrás de Dean, falar o quanto o amava e como queria casar com ele. O característico sonho dourado de qualquer mocinha. Entretanto, Dean não era nenhum príncipe encantado.

A imagem da jovem saindo correndo em prantos da taverna após ele ter falado coisas extremamente impiedosas pra ela nunca sairia de sua mente. Ele pensou se não tinha sido demais tê-la dispensado e acabado com todos os seus sonhos de forma tão desalmada.

Mas em seguida, percebeu que havia feito o certo. Infelizmente, sonhos não passam de coisas distantes. Nunca se realizam verdadeiramente. E quando pensa que se realizam, são mera ilusão.

Dean lembrou de uma vez que sua mãe havia dito que todos estão vivendo em um sonho, a própria vida. Então ela acordou logo do seu, pensou.

Tinha 4 anos naquela época. Lembrava-se apenas dos gritos, das chamas, e de seu pai dando-lhe o irmão mais novo, que era um bebê na época, e mandando-o correr para fora da casa. John, Dean e Sam viveram. Mary morreu no incêndio.

Posteriormente, descobriram que a causa de tudo aquilo havia sido um demônio. Por isso, John virou um caçador de demônios e monstros. Repassou o ensino do ofício para os dois filhos, e todos viraram caçadores.

Quinze anos depois, estavam caçando o demônio. O pai e os dois irmãos. John morrera durante a caçada.

Dean sentia que a culpa era sua por aquilo ter acontecido. Seu irmão fez de tudo para que não caísse naquele poço sem fundo, mas não houve nada que impedisse Dean de afogar a si próprio no poço chamado farras e prostitutas.

As caçadas tornavam-se infindáveis, e ele recusava-se a ir caçar acompanhado. Depois das caçadas, vinha a farra. Prostitutas e bebidas.

Apesar de tudo, sabia que fazia aquilo apenas para tentar esquecer-se da morte do pai. Sabia que no ponto mais alto da madrugada, quando estava com várias mulheres e homens dormindo em sua cama, iria lembrar que a culpa havia sido dele. Não importava o que fizesse, nunca ia conseguir de fato esquecer.

Suspirou, enquanto bebia o último gole daquele copo de cerveja. Podia até não conseguir esquecer, mas tentava.

Virou-se e viu os dois homens que restavam na taverna dormindo, de tão bêbados que estavam. A atendente limpava uma mesa desocupada, e Dean olhou atentamente para a roupa que ela usava.

— Moça — ele a chamou — Mais cerveja!

— Claro — respondeu, e rapidamente ela chegou com a garrafa.

Dean observou o decote da garota, e em seguida mirou seu olhar para o pequeno sorriso em seus lábios.

— Mais tarde? — ele questionou, baixinho.

— Obviamente — a moça replicou, e retirou-se.

Ele sorriu para si mesmo enquanto bebia, novamente poluindo sua mente com o que faria com ela mais tarde naquela noite.

Mas então, tudo passou a ficar desfocado. Começou a girar. E depois ficou escuro. Dean caiu por cima da bancada, adormecido.

[...]

Tudo estava escuro ao seu redor. Dean sentiu o solo áspero ao passar a mão no que estava embaixo de si, então começou a ouvir algo.

Primeiro era apenas uma. Em poucos segundos, eram quatro. As vozes sussurravam entre si. E elas pareciam discutir sobre os pecados dele.

Dean fechou os olhos com força. Deve ser apenas um pesadelo, pensou, enquanto tentava adivinhar onde estava. Após alguns minutos, e com alguma dificuldade, levantou-se e saiu cambaleando.

As árvores sacudiam seus galhos, e até mesmo o vento parecia sussurrar coisas em seus ouvidos. Eu devo estar muito bêbado, ele pensou.

Percebeu estar atravessando uma ponte de madeira, e em seguida ouviu um barulho de água. Trôpego, ele seguiu aquele ruído, e defrontou-se com um imenso lago.

As águas dele faziam barulho, mas estavam totalmente calmas. Não havia sequer um movimento sobre elas. Dean aproximou-se, pegando um pouco da água e jogando no rosto, na esperança que ficasse um pouco mais despertado e pudesse retornar à civilização.

Ao se levantar, olhou para o lago novamente. As águas eram translúcidas, e o brilho da lua fez com que ficassem iluminadas. Então, Dean notou algo diferente em seu reflexo nas águas.

Seus belos olhos costumamente verdes como um lago poluído estavam negros. Lago poluído.

Certa vez, uma jovem disse à ele que seus olhos tinham uma cor parecida com a de um lago poluído. Dean repreendeu-a, mas depois do ocorrido, refletiu sobre a comparação. Lembrava que quando era menor, seus olhos eram mais claros que agora. Com o passar do tempo, escureceram um pouco. As puras águas do lago se tornaram poluídas, uma fina voz sussurrou em sua cabeça.

Ele se aproximou mais do lago, para ver se seus olhos continuavam do mesmo jeito. Ao ver novamente seu reflexo, viu que ainda estavam negros.

Dean viu um vulto passando, e as vozes dentro de sua cabeça riram em conjunto. Ele se levantou, olhando novamente seu reflexo nas águas, e quando olhou bem, percebeu que havia alguém atrás dele.

Rapidamente, Dean levantou e virou-se, e percebeu que era a moça da taverna. Ela não usava mais a roupa vulgar que atendentes costumam usar, e sim um vestido em um belo tom de azul. As mangas estendiam-se até os pulsos, e a saia do vestido ia até os pés, mas era possível visualizar as rudimentares botas que ela usava. Mas estava vistosa.

— O que você pôs na minha bebida, hein? — Dean indagou, e sem resposta, prosseguiu — Eu não sei o que está havendo comigo, eu vejo que meus olhos estão negros, mas eles são verdes! E as vozes...

— Você sabe quem é Alison? — a moça perguntou.

— Alison?

— Sim. Rosto encantador como o de uma boneca, olhos azuis, e cabelos loiros.

Dean assimilou a descrição com a garota que ele havia dormido semanas antes.

— O que tem ela?

— Sabe o que ela fez depois de você tê-la chamado de... todos os xingamentos possíveis, e destruir os sonhos dela?

Ele não respondeu. A moça olhou para a ponte erguida perto do lago.

— Ela se jogou neste lago. — murmurou.

— ...Alison se matou? Por minha causa?

A moça assentiu.

— Sim. Ela era minha irmã, você sabia disso?

— Perdão. Oh, meu Deus, perdão. Isso nunca foi minha intenção. — Dean disse, sem se aproximar muito dela.

— Ela está morta, perdões não adiantam nada. Só o que me resta é fazer com que a justiça seja feita.

Dean franziu a testa.

— O que quer dizer com isso?

— Sei que você é um caçador, Dean Winchester. Mas não tem ideia de quem eu possa ser?

Ele balançou a cabeça. Uma pontada de medo atingiu-lhe.

— Meu nome é Regina. Eu sou uma bruxa.

Dean torceu o nariz.

— Uma bruxa desgraçada... Tinha quer ser — ele disse em voz alta.

— Eu? Desgraçada? Você é um desgraçado, Dean Winchester. Você matou minha irmã, e todos os dias faz coisas horríveis, mais horríveis do que pensa.... Realizei um favor para todos ao fazer isso com você.

Os olhos de Dean se expandiram ao ouvir as últimas palavras da bruxa.

— O que fez comigo?

— Acha que essas vozes, e os olhos negros, são porque você está bêbado? Não. Isso é porque você é um demônio.

O coração de Dean acelerou. As palavras não saíam de sua boca.

— Diferentemente dos outros, você não poderá esconder seus olhos. Mas de qualquer modo, esse é você agora. Um ser da mesma espécie dos que caça, um ser da mesma espécie que matou sua família.

Ela deu um pequeno sorriso.

— Seu irmão mais novo, Sam, não é? Ele está comigo.

— O que vai fazer com ele? — Dean perguntou, com a respiração pesada.

— Ele ficará comigo, e terá... experiências interessantes. Você verá como é ter um irmão mais novo sofrendo.

Dean pôs as mãos na cabeça, como se estivesse desesperado.

— Ainda há chances para que deixe de ser um demônio. Terá 100 anos para amar alguém do jeito que não amou minha irmã. É um prazo bem longo, estou sendo generosa. Se não amar, bem, quando o tempo acabar, você irá seguir um caminho que o levará diretamente para o fogo do inferno. Ou melhor, para o inferno.

— E se eu amar?

— Se amar, e for correspondido, você terá que fazer uma escolha, entre a pessoa que você... ama, e seu irmão. O que você escolher, viverá. O outro seguirá para o inferno. Você nunca será feliz, Dean Winchester. Não conseguirá conviver com a dor de ter mandado alguém para o fogo.

Dean olhou para cima, como se buscasse por algo.

— Porque? — ele murmurou.

— Seus sonhos podem ter sido todos arruinados, mas isso não lhe dava o direito de arruinar os da minha irmã. Ela não merecia.

Ele direcionou seu olhar pra ela.

— Siga essa trilha, chegará em uma casa. Abrigue-se lá. — a bruxa disse.

Dean não se levantou, continuou olhando seu reflexo no lago.

— Lago poluído... —ele  a ouviu murmurar, antes de se virar novamente e ver que não havia mais nada atrás dele...


Notas Finais


Playlist no Spotify: https://open.spotify.com/user/22nyuxmzb5lgh5ay6tsfssiwq/playlist/519Z8tlVirMMfHnvMZ3Vw8
Playlist no YouTube: http://www.youtube.com/playlist?list=PLKi_M7RvAHgOwzKVqfOOhKh6eFynriAo9
Link do trailer: https://youtu.be/8OKCZJGon8E
Espero que tenham gostado, logo logo tem capítulo novo!!
Favoritem e comentem, até mais <3


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