História Salvation (NamJin) - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Hoseok, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Seokjin, Suga, Taehyung, Yoongi
Visualizações 75
Palavras 1.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - A dor que os olhos não vêem


[28 de Março de 2010, Terça-Feira, 03:53 P.M., Daegu, Coreia do Sul]

-Hey, você realmente pegou o último hamburguer que tinha na cantina?- TaeHyung voltou até a mesa que ele e NamJoon diviam, indignado.

-Desculpa.- NamJoon riu.

-Desculpa? Você sabe que eu não gosto de comer comida, e ainda pega o meu lanche preferido? O último? NamJoon eu não acredito que você fez isso!- disse batendo o pé.

TaeHyung perecia uma criança birrenta, e isso porque seu melhor amigo tinha pêgo o seu lanche favorito, o último, para ser exata. NamJoon novamente riu, tapando sua boca com a mão livre.

-Me desculpa, Tae. Eu não sabia que era o último, juro.

-Vai se ferrar, NamJoon! Você quase nunca come fast food, aposto que fez só pra me ver chateado.- se sentou emburrado, cruzando os braços e encarando a comida a sua frente, com desgosto.

TaeHyung não tinha mentido. Eram raras as vezes que NamJoon comia algo que facilmente engordava. Isso porque ele queria sempre se manter magro, já que sua aparência fugia totalmente dos padrões coreanos. Talvez ele se forçasse a passar um dia inteiro a não comer absolutamente nada, e no outro comia bem pouco, mas não há nada que possamos fazer. Quando um adolescente coloca algo na cabeça, é impossível de tirá-la.

-Pare de agir feito criança, eu te dou um pedaço. Sabia que você deveria voltar pra quinta série?- debochou, tirando um pedaço de seu lanche e o dando para TaeHyung, que mesmo o encarando feio, aceitou.

-Ei, aquele não é aquele menino?- TaeHyung disse olhando em uma direção.

-Quem?- NamJoon se virou para a mesma direção em que TaeHyung olhava, e encontrou SeokJin, jogando sua mochila em uma das cadeiras do refeitório e se sentando, com a cabeça baixa.

Apesar de TaeHyung estar dizendo alguma coisa, NamJoon não conseguia o escutar. Estava totalmente fixado em SeokJin, que tinha apoiado os braços na mesa e escondido o rosto neles. Algo estava errado, ele sabia disso.

-NamJoon? NamJoon!- TaeHyung o chamou, mas não obteve resposta. NamJoon não o escutava.

NamJoon entrou em estado de alerta assim que viu que Jin tinha se levantado, e tinha aberto sua mochila, retirando dali um objeto, que foi o motivo pela qual NamJoon se levantou. Uma faca.

O mais novo largou suas coisas de qualquer jeito, vendo que SeokJin tinha ido para o banheiro.

-M-me espere aqui.- disse para TaeHyung antes de correr até o banheiro.

Assim que entrou, procurou desesperadamente por seu colega de classe, não o encontrando. Sabia o que estava acontecendo, e sabia o que iria acontecer. Resolveu o chamar.

-SeokJin? Jin?- o chamou, não obtendo respostas.

Soube onde Jin estava quando ouviu um soluço vindo do fundo do banheiro. Correu até lá, encontrando SeokJin sentado, com a cabeça escondida entre os joelhos, chorando.

-Jin… o que aconteceu?- perguntou se ajoelhando na frente do mais velho.

-V-vai embora...

-Eu não irei embora, não adianta me pedir para fazer isso.

SeokJin se permitiu olhar para NamJoon em seus olhos, se mostrando em seu estado mais desastroso e desprotegido. Seus olhinhos brilhavam e estavam inchados, seu rosto estava vermelho, e seu queixo tremia, denunciando que iria voltar a chorar em pouquíssimo tempo.

NamJoon procurou em sua volta o objeto que ele tinha visto ser levado junto com Jin até o local, mas não o encontrou. Num movimento rápido, ele puxou os dois braços de Jin pelos pulsos, ouvindo um gemido de dor do mais velho. Soube exatamente o que Jin tinha feito com a faca, já que seus pulsos estavam cortados e sangrando.

-Por que você fez isso?- perguntou enquanto observava SeokJin chorar mais ainda. Se sentia mal por estar o vendo naquele estado.

-Eu n-não consigo… não c-consigo mais…- disse enquanto encarava fixamente o chão.- me mate… por favor, eu só quero morrer…

NamJoon sentiu seu coração se apertar e seus olhos marejarem. Ver alguém naquele estado o deixava triste, e ele não queria isso. Pensou na solução mais resolutiva que tinha. Um abraço.

Puxou o corpo de Jin contra o seu, o apertando fortemente, numa tentativa falha de amenizar a dor que ele estava sentindo. Os soluços se tornaram mais altos, e consequentemente, o abraço mais forte.

-Eu sei que é difícil… eu sei que a dor é insuportável, mas não faça isso, por favor…

-Ninguém se importa mais comigo… já não faz diferença…

NamJoon pensou, sorrindo em seguida, e apertando mais um pouco aquele corpo frágil e vulnerável a sua frente. Se fosse preciso, ele prenderia a circulação sanguínea daquele garoto para o fazer se sentir melhor.

-Eu me importo. Eu me importo com você. Me importo com a sua vida, com você vivo, com a sua dor. Estou aqui, e me importo com você, então não faça isso, não se machuque mais ainda…

SeokJin parou para refletir naquilo que lhe foi dito. Pensou que NamJoon estivesse mentindo apenas para o fazer parar de chorar, mas a forma como seu corpo estava sendo apertado denunciava que este estava sendo o mais verdadeiro que podia. Por um momento houve um completo silêncio entre os dois. Podiam se ouvir apenas as respirações descompassadas e o barulho de cadeiras batendo, por estarem perto do refeitório.

E então SeokJin o abraçou da mesma forma apertada que estava sendo abraçado. Aquele abraço transmitia tantos sentimentos, mas principalmente, proteção. Jin se sentia protegido naquele abraço, sentia que alguém se importava.

-Obrigado…- disse dando um fim naquele abraço, enquanto enxugava os olhos, limpando as lágrimas.- me desculpe também. Eu sei que você deve ter pena de mim e me achar um fracasso, mas mesmo assim obrigado.

-Desde quando eu te acho um fracasso?- NamJoon perguntou, indignado.- todos nós temos um momento assim na vida, é normal. Não se desculpe pelos seus sentimentos, chorar faz bem. Eu só não quero que você se machuque.- pegou a faca, a jogando no lixo.- vamos, temos que estar na sala de aula daqui a pouco.

-Tudo bem…- se levantou e limpou a roupa. NamJoon viu novamento os cortes que ainda sangravam.

-Pensando bem, eu vou cuidar disso pra você antes.- disse o pegando pelo braço e o puxando até a infermaria.

SeokJin assumiu sua postura normal e tímida. Enquanto estava sendo puxado por NamJoon até a infermaria, ele notou que já estavam atrasados para a aula. Queria informar isso ao mais novo, mas sabia que o mesmo não daria importância, então apenas seguiu o trajeto inteiro com a cabeça baixa, como de costume.

Não notou quando já estava lá, mas reparou que não havia ninguém para ajudá-los ali.

-Não tem ninguém aqui, vamos embora…- deu meia volta, mas NamJoon não soltou seu braço.- NamJo-

-Não tem problema.- o interrompeu.- vem, senta ali.- disse e Jin fez, sem ter escolha.

NamJoon fuçou em umas caixas, e achou alguns band-aids, algodão e água oxigenada. Voltou a se ajoelhar na frente de SeokJin, colocando as coisas no chão.

-Por que está fazendo isso?- perguntou assim que NamJoon segurou seus pulsos, colocando a água no algodão.

-Porque eu quero.- respondeu simplista.

-Isso não é motivo. Ah!- gemeu de dor quando sentiu a ardencia da água nos cortes.

-Você é teimoso. Preciso ter motivos para querer ajudar você?

-Se for uma pessoa que você conheceu á poucos dias, sim.

NamJoon o olhou, como se quisesse desvendar algo. Tinha, digamos, um mínimo interesse naquele garoto, e não sabia o porque. Tinha se interessado em descobrir mais sobre ele, desde que descobriu que eram da mesma sala, e agora, com os cortes, sua curiosidade sobre ele tinha aumentado mais ainda.

-Somos da mesma sala e eu estou ajudando você a estudar. Já que eu estou convivendo contigo, eu acho que devo me importar com você.- abriu a caixa de band-aids, retirando três dali.

-Uh, ainda não acho que seja uma resposta.- teimou, fazendo NamJoon rir, enquanto colocava os band-aids.

-Pronto. Está sentindo dor?- negou.- então vamos, se não iremos levar uma bronca do professor.

SeokJin se levantou, voltando ao refeitório e pegando sua mochila, e depois acompanhando NamJoon até a sala de aula.

-Posso saber o motivo do atraso?- o professor de biologia perguntou, assim que os dois entraram.

Conhecendo SeokJin, NamJoon sabia que o garoto não iria responder, por conta da timidez, então ele se pronunciou.

-Estávamos resolvendo um problema, nos desculpe.- se curvou, e Jin fez o mesmo, cada um seguindo para o seu lugar.

-O que aconteceu?- TaeHyung sussurrou para NamJoon.

Como NamJoon não podia dizer nada durante as aulas, ele estendeu o pulso, e abriu totalmente a outra mão, a virando de lado e passando por seu pulso, para sinalizar um corte. TaeHyung entendeu, e arregalou os olhos, perguntando um "ele está bem?" Mudo. NamJoon balançou as mãos, significando que SeokJin estava mais ou menos.

Por serem proibidos de conversar durante as aulas, NamJoon e TaeHyung tinham se tornado experts em leitura de lábios e sinais. Eram as únicas formas que eles podiam conversar quando um professor estava presente.

NamJoon olhou para o fundo da sala de aula, vendo Jin com a cabeça abaixada, enquanto rabiscava alguma coisa em seu caderno. Ele não percebeu naquela hora, mas aquele tinha sido somente mais um motivo para que ele começasse a se preocupar com o, agora, seu amigo. Suspirou, voltando a atenção para o professor. Por mais que quisesse, sua mente não estava ali presente na aula, pois teimava em repetir diversas vezes a mesma frase:

"Eu preciso ajudá-lo"



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