História Romance - Samthing-else / Algo mais - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance, Sobrenatural, Vida Escolar
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Palavras 1.748
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fantasia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorou mais do que eu queria, mas de qualquer modo, aqui está.
Quero aproveitar também para dizer de que está história terá vários acontecimentos sobrenaturais.
A imagem a seguir é uma planta da casa de Samantha e Lucas, feita por mim.

Capítulo 4 - É bom que esteja certo, meu irmão.


Fanfic / Fanfiction Romance - Samthing-else / Algo mais - Capítulo 4 - É bom que esteja certo, meu irmão.

Os dias passaram em um piscar de olhos, depois do incidente Samuel não veio mais a aula, "obviamente" e só na semana seguinte tivemos notícias dele.

Segunda aula de geografia o coordenador entra pela porta da sala.

– Como vocês já perceberam, a uma semana um de seus novos colegas tem estado ausente. Ocorreu um incidente na casa de Samuel, um incêndio. – a sala começou a discutir euforicamente se foi um incêndio proposital, e se fosse porque alguém faria isso. Quando o coordenador voltou a falar todos se acalmaram. – A mãe dele estava em casa quando ocorreu o incêndio, e agora está em coma no hospital. Samuel tem estado sem lugar para morar e alguém próximo a ele deu a ideia de perguntar a um dos colegas se tem a condição de abrigar um amigo em casa.

"Eles pedem demais". A sala começou a discutir e a professora de geografia não pode continuar com a aula.

Abrigar mais uma pessoa na própria casa seria pedir demais, "somos um pouco jovens damais pra isso, não acha?" alguns até poderiam, e Samuel até pagaria depois, mas alguém como Alex que mora sozinho, não tem condições de abrigar mais alguém em casa. Depois da escola, em casa, eu fui discutir isso com meu irmão.

– Eu acho que não teria nenhum problema ele vir morar aqui. Nós temos uma boa grana e ele vai pagar uma quantia equivalente aos seus gastos depois que a mãe sair do hospital. – Meu queixo caiu.

Meu irmão que sempre me dizia para economizar, tomar cuidado com o dinheiro que é algo que acaba em segundos na mão de quem não saber usar, ele está dizendo que tudo bem e ele também deveria estar preocupado, "eu e um garoto que mal conhecemos, sozinhos em casa?!" Certo. Por um momento fiquei surpresa. Eu acho que estava pensando demais nisso, talvez não seja algo tão grave assim, talvez por algum tempo, não seria grande coisa dividir a casa. "Seria como uma festa do pijama todos os dias"

– O quarto de hóspedes não pode ficar vazio para sempre. – Tudo bem. Eu acho que não faz mal ter alguém morando aqui por um tempo.

– Mas ele não tinha nem um outro parente? Alguém que pudesse cuidar dele nessas situações? – meu irmão obviamente não sabia a resposta, mas me fez pensar fora da cachola.

– Eu não sei. O colega é seu.

– Você tem certeza disso?

– Por mim tudo bem.

– Mas ele vai ficar sozinho em casa. COMIGO?

– Se você não quiser, tudo bem. Já deve ter alguém oferecendo moradia pra ele.

– Eu prefiro que ele fique em outra casa.

"Problema resolvido". Ele fica na casa de outra pessoa.

Terça-feira, na escola, segunda semana de aula, hoje Samuel veio, um pouco atrasado. Durante o recreio, estávamos conversando no mesmo grupo de sempre, junto de Samuel que estava recebendo apoio de todos nós, desde o início da aula.

– Eu tenho certeza de que logo sua mãe sai do hospital. Soube de um caso recentemente de uma pessoa com graves queimaduras que sobreviveu e nem os médicos acreditaram que ela duraria. – Disse Dratarys, "um pouco ousado como sempre".

– Sua mãe não teve muitas queimaduras graves, teve? – Perguntei seguindo o assunto de Dratarys.

– Não. Ela está bem. O que a levou pro hospital foi mais os problemas de saúde que ela tinha antes, junto das queimaduras só piorou. Mas ela vai ficar bem. É o que os médicos dizem. – Samuel respondeu. Ele estava abatido mas parecia falar abertamente, diferente de outras pessoas, que talvez ficassem mais reprimidas ao falar de assuntos assim, "Ele é otimista, lida com as coisas calmamente, gosto disso".

Durante o resto da aula fiquei imaginando como Samuel estava lidando com aquilo tudo, mas não consegui imaginar nada que se 'encaixasse' bem ao seu comportamento. Na última aula avisaram de uma viajem escolar que teria futuramente, mais tarde na saída eu me encontrei com Samuel para lhe perguntar algo.

Peguei ele indo em bora e o chamei: – Samuel! – Ele virou para trás e eu corri até ele. – eles nos avisaram ontem que você estava presisando de um lugar para ficar, eu queria saber se alguém já se ofereceu.

– Não, ainda não. – Ele ficou cabisbaixo.

– E onde você tem ficado nos últimos dias? – me preocupei.

– Com o dinheiro que sobrou eu consegui alugar um dormitório até o fim desta semana. Eu estava esperando que até lá eu conseguisse um lugar pra ficar.

– Mas não tem nenhum parente seu que possa cuidar de você? É só você e sua mãe? – Ele não tinha mais com quem ficar? Como era possível esse tipo de coisa? Alguém além da mãe deve se importar com ele...

– Bem... Na verdade eu não sei. Minha mãe nunca me falou de mais alguém na nossa família e como eu não sou nem parecido com ela até imaginei que eu pudesse ter sido adotado. – Ele gaguejou um pouco.

Não acredito, ele deve ter alguém. Se no fim dessa semana ninguém se oferecer ele vai ficar sem teto. Talvez seja hora de eu pensa além, além de mim mesma, "parar de olhar pro próprio umbigo". Foi algo que meu irmão me disse uma vez, quando eu cheguei em casa e disse ter visto um menino ser espancando na rua. Ele me perguntou "e você não fez nada!?" Eu disse que não. O que eu poderia ter feito? Eu sabia que poderia ter ligado pra polícia, ou ameaçado eles de alguma forma, não estava totalmente indefesa, mas naquele dia eu não estava afim, não queria fazer nada, estava cansada e não queria tumulto. Eu simplesmente ignorei.

Talvez eu deva seguir o conselho do meu irmão agora.

– Samuel. Se você quiser, minha casa é um pouco longe da cidade, mas nós temos um quarto sobrando e meu irmão disse que temos como sustentar mais uma pessoa sem ficar muito apertado. – Não estarei sacrificando muito deixando que ele more lá.

– Sério? Muito obrigada mesmo! – Pude sentir o quanto ele parecia querer me abraçar naquele momento, mas ele não o fez, não tínhamos intimadas o suficiente e se ele o fizesse eu provavelmente teria uma reação indesejada. – Quando eu posso ir para lá?

– Nesse fim de semana, um dia antes de acabar sua estadia no dormitório.

Nós nos despedimos e eu contei ao meu irmão no fim do dia. Ele ficou feliz em saber que eu mudei de ideia e eu espero não me arrepender. Talvez meu irmão quisesse um irmão casula antes de eu chegar e nunca me disse, mas isso não é algo que eu vá discutir com ele.

Depois daquilo a semana logo acabou, e Samuel cada dia se aproximava mais de mim. Quando finalmente Sábado chegou, Samuel me mandou mensagem dizendo que viria com as coisas dele e não demorou muito até a campainha tocar, as seis da tarde. Estava Samuel ali segurando todas aquelas bolsas e o táxi que o trouxe ia embora.

– LUCAS, SAMUEL CHEGOU! – Grietei meu irmão, que lavava as vasilhas na cozinha depois de um dia de trabalho, ele nem respondeu. – Eu te ajudo com as bolsas – Eu disse pegando as duas mais pesadas.

Nós entramos e ele logo perguntou onde dormiria, eu o levei até o quarto de hóspedes, era pequeno, tinha uma porta a esquerda que levava até meu quarto e do meu irmão e outra a frente por onde entramos, da sala pro quarto. O quarto se resumia a uma cama no centro e dois guarda-roupas um em cada lado do quarto. Haveria certas complicações, pois nossas roupas ficavam ali, minha e do meu irmão, mas daríamos um jeito.

Em pouco tempo Lucas arrumou o quarto, Samuel desfez as malas, eu fiz uma faxina e nós três nos sentamos nos sofá mais tarde, para ver TV.

– Lucas. Por que as nossas roupas ficam nos guardas roupas do quarto de hóspedes? – Perguntei. Tenho quase certeza de que n era só eu que tinha essa dúvida.

– Eu não sei. Essa casa seria apenas para mim, mas então você chegou e papai não tinha nada planejado. Então ficou assim e eu não mudei. – Ele respondeu comendo pipoca.

Ficamos assistindo um filme aleatório, sem graça, e eu acabei dormindo no sofá.

Acordei com o despertador de meu celular, as sete horas da manhã. Era domingo, não tinha aula, mas eu odeio acordar tarde. É como se eu estivesse atrasada em relação aos outros.

Eu acordei na minha cama, com a mesma roupa da qual dormi ontem, lembrei-me de que não havia tomado banho e corri pro banheiro. Quando sai fui direto para a cozinha preparar alguma coisa e encontrei Samuel, sem camisa, preparando um café.

A princípio não falei nada, mas estava me encomodando.

– Você vai querer café também? – Ele Perguntou enquanto procurava o açúcar.

– Faça para Meu irmão também. – Eu respondi pegando o açúcar na prateleira a direita da geladeira, e entregando a ele.

– Sempre acorda cedo aos domingos? – Ele Perguntou ainda meio sonolento.

– Estava prestes a fazer a mesma pergunta. Mas sim. Não gosto de acordar tarde.

– Eu não. Normalmente minha mãe me acorda para o almoço. Acordei hoje por acaso. – Ele terminava de colocar o café para passar. – Seu irmão acorda cedo também? – Ele me observava preparar meu pão doce com goiabada e o pão de sal de meu irmão, com presunto e queijo.

– Um pouco mais tarde que eu. As nove horas ele já deve acordar. – Ele me olhava como se quisesse alguma coisa – Você querer um pão também?

– Não. Como falei minha mãe me acorda direto para o almoço, eu acabo não comendo nada de manhã, não tenho fome esse horário.

– Eu também não sinto fome, mas meu irmão insisti que é a refeição mais importante do dia então eu acabei me acostumando a comer algo de manhã. Mas se eu acordo tarde e como antes do almoço eu acabo não almoçando.

Eu nunca tinha parado para pensar, mas eu sempre comi muito pouco, sempre fui bem magra, talvez magra demais, mas nunca me senti fraca. E parando pra pensar Samuel também, ele é da minha altura e eu não sou tão alta, ele também parece um pouco magro. Quem diria que eu encontraria alguém com tais semelhanças.

Ele estava bem atrás de mim, e sem camisa, eu comecei a me incomodar, era uma situação constrangedora, mas ele recuou quando o café terminou de passar.

– Vocês gostam do café doce? – Ele perguntou medindo o açúcar para colocar no café.

– Sim! Pode colocar bastante açúcar. – ele sorriu. Ele tinha um maldito sorriso encantador, que me fez sorrir de volta sem que percebesse.

– O que os dois estão fazendo?! – Meu irmão entrou na cozinha.


Notas Finais


Espero que aguardem ansiosos pelo próximo capítulo. Tem muito por vir.


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