História Romance - Samthing-else / Algo mais - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fantasia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorou mais do que eu queria, mas de qualquer modo, aqui está.
Quero aproveitar também para dizer de que está história terá vários acontecimentos sobrenaturais.

Capítulo 5 - É bom que esteja certo, meu irmão.


Os dias passaram em um piscar de olhos, depois do incidente Samuel não veio mais a aula, "obviamente" e só na semana seguinte tivemos notícias dele.

Segunda aula de geografia o coordenador entra pela porta da sala.

– Como vocês já perceberam, a uma semana um de seus novos colegas tem estado ausente. Ocorreu um incidente na casa de Samuel, um incêndio. – a sala começou a descutir euforicamente se foi um incêndio proposital, e se fosse porque alguém faria isso. Quando o coordenador voltou a falar todos se acalmaram. – A mãe dele estava em casa quando ocorreu o incidente, e agora está em coma no hospital. Samuel tem estado sem lugar para morar e alguém próximo a ele deu a ideia de perguntar a um dos colegas se tem a condição de abrigar um amigo em casa.

"Eles pedem demais". A sala começou a discutir e a professora de geografia não pode continuar com a aula.

Abrigar mais uma pessoa na própria casa seria pedir demais, "somos um pouco jovens damais pra isso, não acha?" alguns até poderiam, e Samuel até pagaria depois, mas alguém como Alex que mora sozinho, não tem condições de abrigar mais alguém em casa. Depois da escola, em casa, eu fui discutir isso com meu irmão.

– Eu acho que não teria nenhum problema ele vir morar aqui. Nós temos uma boa grana e ele vai pagar logo que a mãe sair do hospital. – Meu queixo caiu.

Meu irmão que sempre me dizia para economizar, tomar cuidado com o dinheiro que é algo que acaba em segundos na mão de quem não saber usar, ele está dizendo que tudo bem e ele também deveria estar preocupado, "eu e um garoto que mal conhecemos, sozinhos em casa?!" Certo. Por um momento fiquei surpresa. Eu acho que estava pensando demais nisso, talvez não seja algo tão grave assim, talvez por algum tempo, não seria grande coisa abrigar alguém na própria casa.

– O quarto de hóspedes não pode ficar vazio para sempre. – Tudo bem. Eu acho que não faz mal ter alguém morando aqui por um tempo.

– Mas ele não tinha nem um outro parente? Alguém que pudesse cuidar dele nessas situações? – meu irmão obviamente não sabia a resposta, mas me fez pensar fora da cachola.

– Eu não sei. O colega é seu.

– Você tem certeza disso?

– Por mim tudo bem.

– Mas ele vai ficar sozinho em casa. COMIGO?

– Se você não quiser, tudo bem. Já deve ter alguém oferecendo moradia pra ele.

– Eu prefiro que ele fique em outra casa.

"Problema resolvido". Ele fica na casa de outra pessoa.

No dia seguinte.

Terça-feira, na escola, hoje Samuel veio, um pouco atrasado. Durante o recreio, estávamos conversando no mesmo grupo de sempre, junto de Samuel que estava recebendo apoio de todos nós, desde o início da aula.

– Eu tenho certeza de que logo sua mãe sai do hospital. Soube de um caso recentemente de uma pessoa com graves queimaduras que sobreviveu e nem os médicos acreditam que ela duraria. – Disse Dratarys, "um pouco ousado como sempre".

– Sua mãe não teve muitas queimaduras graves, teve? – Perguntei.

– Não. Ela está bem. O que a levou pro hospital foi mais os problemas de saúde que ela tinha antes, junto das queimaduras só piorou. Mas ela vai ficar bem. É o que os médicos dizem. – Samuel respondeu. Ele estava abatido mas parecia falar abertamente, diferente de outras pessoas, que talvez ficassem mais reprimadas ao falar de assuntos assim, "Ele é otimista, gosto disso".

Durante o resto da aula fiquei imaginando como Samuel estava lidando com aquilo tudo, mas não consegui imaginar nada que se 'encaixasse' bem ao seu comportamento. Na última aula avisaram de uma viajem escolar que teria futuramente, mais tarde na saída eu me encontrei com Samuel para lhe perguntar algo.

Peguei ele andando e o chamei: – Samuel! – Ele virou para trás e eu corri até ele. – eles nos avisaram ontem que você estava presisando de um lugar para ficar, eu queria saber se alguém já se ofereceu.

– Não, ainda não. – Ele ficou cabisbaixo.

– E onde você tem ficado nos últimos dias? – me preocupei.

– Com o dinheiro que sobrou eu consegui alugar um dormitório até o fim desta semana. Eu estava esperando que até lá eu conseguisse um lugar pra ficar.

– Mas não tem nenhum parente seu que possa cuidar de você? É só você e sua mãe? – Ele não tinha mais com quem ficar? Como era possível esse tipo de coisa? Alguém além da mãe deve se importar com ele...

– Bem... Na verdade eu não sei. Minha mãe nunca me falou de mais alguém na nossa família e como eu não sou nem parecido com ela até imaginei que eu pudesse ter Cido adotado. – Ele gaguejou um pouco.

Não acredito, ele deve ter alguém. Se no fim dessa semana ninguém se oferecer ele vai ficar sem teto. Talvez seja hora de eu pensa além, além de mim mesma, "parar de olhar pro próprio umbigo". Foi algo que meu irmão me disse uma vez, quando eu cheguei em casa e disse ter visto um menino ser espancando na rua. Ele me perguntou "e você não fez nada!?" Eu disse que não. O que eu poderia ter feito? Eu sabia que poderia ter ligado pra polícia, ou ameaçado eles de alguma forma, não estava totalmente indefesa, mas naquele dia eu não estava afim, não queria fazer nada, estava cansada e não queria tumulto. Eu simplesmente ignorei.

Talvez eu deva seguir o conselho do meu irmão agora.

– Samuel. Se você quiser, minha casa é um pouco longe da cidade, mas nós temos um quarto sobrando e meu irmão disse que temos como sustentar mais uma pessoa sem ficar muito apertado. – Não estarei sacrificando muito deixando que ele more lá.

– Sério? Muito obrigada mesmo! – Pude sentir o quanto ele parecia querer me abraçar naquele momento, mas ele não o fez, não tínhamos intimadas o suficiente e se ele o fizesse eu provavelmente teria uma reação indesejada. – Quando eu posso ir para lá?

– Nesse fim de semana, um dia antes de acabar sua estadia no dormitório.

Nós nos despedimos e eu contei ao meu irmão no fim do dia. Ele ficou feliz em saber que eu mudei de ideia e eu espero não me arrepender, talvez meu irmão quisesse um irmão casula antes de eu chegar e nunca me disse, mas isso não é algo que eu vá discutir com ele.


Notas Finais


Espero que aguardem ansiosos pelo próximo capítulo. Tem muito por vir.


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