História Sangue Negro - Capítulo 46


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Bellatrix Lestrange, Fenrir Greyback, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Remo Lupin, Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape, Snamione, Ss/hg
Exibições 426
Palavras 3.017
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi lindos da minha vida!

Primeiramente, quero me desculpar com todos vocês por ter matado os Granger. Não imaginava que vocês sentiriam tanto a morte deles. Como eu respondi em alguns comentários, foi cruel, mas necessário. Espero que me perdoem por isso.

Segundo, uma notícia boa: vou postar os dois últimos capítulos hoje!

O motivo é que se eu não fizer isso, vocês vão me matar. Hahaha

Outra coisa, leiam o próximo capítulo. LEIAM não importando o que aconteça, ok? É muito importante que façam isso. Vocês vão entender esse aviso quando estiverem lendo.

Well, well... Que a caçada comece!

- B

Capítulo 46 - Caos


Atravessei os portões da mansão dos Malfoy com passos largos. Minha última esperança era que Hermione tivesse fugido para o conforto da família. Caso contrário, teria que arranjar uma forma de encontrá-la. O desconforto dentro de mim, me alertava para a possibilidade dela estar em perigo. 

Um elfo me recebeu com uma mesura e fez menção de me levar até a sala de jantar. Pela balbúrdia, eu só podia imaginar que a festa de Natal de Voldemort ainda estava em vigor. Mas eu não iria abordar o assunto na frente dos comensais.

– Peça para Bellatrix me encontrar aqui – murmurei para o elfo.

Ele piscou os grandes olhos verdes, confuso por eu não ser um convidado retardatário, e seguiu para dentro do salão. A ansiedade me fez andar de um lado para o outro do hall. Esperar aqueles poucos segundos estava me matando. Tão logo Bellatrix saiu da sala, eu segurei em seus ombros sem me importar se estava sendo bruto ou não. Ela pareceu surpresa com a minha abordagem e deu dois tapas nas minhas mãos para se soltar.

– Hermione está aqui? – inquiri. – Você sabe onde ela está?

Seu cenho se franziu e eu vi seu rosto ser tomado pela confusão.

– Ela não estava com os trouxas?

Passei as mãos pelos cabelos em completo pânico, afastando-me de Bellatrix para pensar onde Hermione poderia estar. Ela não teria ido atrás de Rebastan, não é?

– O que houve com a minha filha, Snape?

O tom furioso de Bellatrix chamou minha atenção. Passei as mãos no rosto, tentando me controlar para contar os últimos acontecimentos. Respirei fundo e tornei a olhar os olhos atentos e ferinos da mulher.

– Rebastan matou os pais trouxas de Hermione.

Bellatrix arregalou os olhos e então os desviou para o chão, parecia aturdida e descrente. Estranhei sua reação, mas ela logo negou com a cabeça e voltou a me encarar com preocupação.

– E Hermione?

– Eu consegui salvá-la e deixá-la em um lugar seguro enquanto resolvia alguns problemas. Mas ela fugiu! – expliquei. – Eu achei que ela poderia estar aqui... Meu medo é que ela tenha ido atrás de Rebastan! O que me conforta é que ela não saberia por onde começar, isso nos dá tempo de alcançá-la e impedi-la.

Ela suspirou e jogou a cabeça para trás.

– Ela sabe, Snape.

Franzi o cenho. Como Hermione saberia?

– Lembra no dia em que vocês vieram aqui, logo depois do ataque em que ela fraturou a costela? – Assenti. – Eu contei que Rebastan herdara a mansão dos Lestrange. Se ela resolveu começar a caçá-lo, lá será o primeiro lugar em que ela irá.

Por Salazar! Contive um grito de raiva na minha garganta. Como eu não lembrei disso? Hermione teve tempo para pesquisar sobre a mansão dos Lestrange, se ela realmente queria saber sobre o assunto. Bellatrix tinha razão, se ela começaria de algum ponto seria lá.

– Se Hermione foi atrás dele, ele não estará sozinho. Ela está em perigo. Fale com os comensais, nós precisaremos de apoio. Irei na frente.

Ela concordou e tornou a entrar no salão. Eu saí da mansão com passos rápidos e assim que passei pelos portões de ferro, enviei um patrono para a casa dos Weasley. Quanto mais aliados, melhor. A guerra estava prestes a começar.

 

Hermione Granger

O vento forte contra o meu rosto parecia não me afetar, assim como a neve ao meu redor. O ódio aquecia o meu corpo e me impulsionava a continuar a caminhar. A mansão dos Lestrange deveria ser cercada de jardins floridos no verão. No entanto, agora, só o que se via eram arbustos cobertos por camadas brancas e espessas de gelo. 

Para chegar à mansão, só precisava atravessar o jardim. Porém, perdi alguns minutos analisando os arredores do terreno. Não havia ninguém cuidando da segurança da propriedade, nem nenhuma barreira de proteção, e isso era o que me impedia de correr diretamente até a entrada. Era tudo muito suspeito. Se o intuito de Rebastan era me atrair até ali, ele deveria ter se protegido de alguma forma. 

Eu sabia que estava agindo de maneira imprudente ao ir encará-lo sozinha. Mas a questão era justamente essa. Ele estava esperando o ataque de um exército. Sozinha, eu poderia passar despercebida pelas suas proteções e pegá-lo desprevenido. Eu o faria pagar pelo que fizera aos meus pais e não precisava arriscar a vida de mais ninguém para isso.

Sem encontrar quaisquer indícios de resistência, avancei pelos jardins congelados, sentindo meus pés afundarem na neve fofa. O casaco de Severo me protegia de grande parte do impacto do frio, mas por algum motivo nem meus pés pareciam sentir a queimação que a neve causava na pele.

Apressei o passo até uma das janelas do andar térreo da casa e tentei ver o lado de dentro por ela. No entanto, a falta de luminosidade não me permitiu enxergar nada. O silêncio e a escuridão levariam qualquer um a deduzir que a mansão estava vazia. Mas a sensação incômoda de que eu era observada e a percepção de outros bruxos por perto, me levava a crer que eles estavam me aguardando do lado de dentro.

Respirei fundo e percorri os passos que me afastavam da porta principal. Com a varinha em punhos, girei a maçaneta de ouro maciço. Como imaginava, a porta não se moveu. Dei de ombros e um alohomora acabou com o problema. Assim que meus pés tocaram o chão de granito branco, eu analisei o hall de entrada. Era tão amplo quanto a Ala Hospitalar. Em seu centro havia uma mesa de mogno sobre um tapete negro com um vaso de flores murchas. Ao fundo, havia duas escadas laterais que se encontravam no andar superior, em meio a elas, portas duplas de madeira escura dariam vazão ao próximo cômodo.

Minhas mãos suavam com a ansiedade e eu apertei com mais força a varinha entre os meus dedos. A percepção da magia era maior naquele cômodo, mas um ímpeto dentro de mim me guiava para as portas duplas. Como se a magia me atraísse. A concentração de magia era intensa e eu me vi caminhando até lá sem hesitar. Rebastan não estava sozinho. Claro que não estaria. Mas o ódio dentro de mim parecia ser grande o suficiente para dar conta de um bando de bruxos.

Respirei fundo antes de mirar a varinha na porta e reduzi-la a pó.

Em um primeiro instante, o silêncio permaneceu em meio à escuridão. Até que o som de palmas me alcançou. Não demorei a encontrar Rebastan no centro do grande salão da casa, iluminado pela luz do luar, aplaudindo a minha entrada de maneira nada entusiasmada. Seu semblante estava sério, sem o mínimo resquício de sorriso. Assim que cruzei o portal para o salão, me vi cercada pelos mais diversos bruxos. Mas eu só estava interessada em um deles. E foi em Lestrange que minha varinha mirou.

– Sabe, menina, você deveria ter ao menos mostrado uma foto do seu namorado àqueles trouxas – comentou batendo a própria varinha contra a palma da mão, despreocupado com a minha ameaça. – Você deveria ter visto a recepção calorosa que eu recebi. Apesar de achar uma afronta me confundirem com Snape. Uma pena que só durou tempo suficiente de ver a luz deixando seus olhos.

Um riso debochado escapou dos seus lábios e alguns bruxos o acompanharam. O feitiço voou da minha varinha sem que eu precisasse pensar, mas ele o desviou a tempo de se esquivar e destruir uma pilastra do outro lado da sala.

– Cala a boca! – rugi. – Você vai me pagar!

– E você sozinha vai fazer isso? – Ele riu novamente sem o mínimo de humor. – Encare os fatos, bonequinha. Você só está viva até hoje porque outras pessoas te salvaram. E, agora, você acha que daria conta de mim, ou melhor, todos nós, sozinha?

Crucio!

O feixe verde voou na direção do bruxo e ele retribuiu o feitiço, criando uma união entre os dois. O ódio que ardia em mim potencializou a maldição e, por pouco, não atingia Rebastan. Uma movimentação ao meu redor me alertou para um possível ataque dos outros bruxos. Com um aceno de mão, uma cortina de fogo circulou a mim e Lestrange, impedindo a intromissão dos outros. Aquilo era pessoal.

Sem conseguir resistir ao meu feitiço, Rebastan o desviou para o teto, derrubando o grande abajur de cristal. Pulei para fora do alcance dos destroços a tempo de não ser atingida. Aproveitando a minha distração, os outros bruxos conseguiram controlar minha barreira de fogo, reduzindo-a. 

Enquanto me recuperava, notei que Rebastan deu um passo para trás e olhou ao redor, seu cenho estava franzido e ele parecia incrédulo. Apontou para um grupo de bruxos e então, para os jardins. Os tais bruxos saíram apressados sem questionar suas ordens.

Mas que diabos? Por que ele estava dispensando alguns bruxos?

Ergui uma barreira a tempo de escapar de alguns feitiços e voltei a avançar na direção de Rebastan. Derrapei para evitar um feitiço que passara raspando a minha frente e quando tornei a me recuperar, Lestrange já murmurava uma maldição da morte. Meu corpo foi jogado para fora do alcance do feixe verde. O feitiço perdido atingiu outro bruxo, que caiu no chão morto. Meu braço foi puxado para a pessoa que me empurrara e eu só percebi quem era, quando uma grande luminosidade de feitiços iluminou seu rosto.

Como?

Bellatrix me colocou às suas costas e lançou um olhar tão mortal para Rebastan que eu me surpreendi por ele ainda estar vivo. Olhei ao redor apenas para ver nuvens negras e comensais duelando com os aliados de Lestrange.

– Seu problema é comigo, Rebastan – Bellatrix vociferou com a varinha em punhos. – Eu matei Rodolfo, não Hermione. E pretendo te matar por ousar erguer essa varinha imunda para a minha filha!

O semblante de Lestrange mudou da seriedade para a ira. Sem pestanejar, eu vi Bellatrix lançar dois ou três feitiços enquanto avançava na direção de Rebastan que só conseguia se defender do montante de ataques. Juntei-me a minha mãe e continuei a atacar o bruxo. 

Um feixe passou ao lado da minha cabeça, originado do lado oposto do salão. Virei-me para encarar o bruxo que tentou me atingir e tive de abandonar Bellatrix para duelar com ele. Sem grandes esforços, consegui estuporá-lo. O problema é que logo outro bruxo assumiu sua posição. Não importava quantos bruxos derrubássemos, estávamos em desvantagem numérica.

Assim que me livrei de uma bruxa franzina, vi cabelos ruivos dançarem próximo a mim. Um Weasley? Com um pouco mais de atenção, consegui ver os membros da Ordem no meio de toda a confusão de bruxos e comensais. Era inédita a cooperação entre os comensais e a Ordem. E, sem dúvida, a vantagem estava do nosso lado agora.

Corri a plenos pulmões ao ver um bruxo com a varinha apontada para a cabeça de Harry, eu não conseguiria interceder a tempo. Por sorte, Narcisa se interpôs às costas do moreno e desviou o feitiço. O garoto ficou tão surpreso, que precisou de alguns segundos para agradecer e continuar. Eu apenas lancei um sorriso grato na direção de minha tia, antes de encarar outro bruxo.

Eu conseguia avistar a todos, menos Severo. Não importava a direção que eu olhasse, eu não conseguia encontrá-lo em meio à confusão de feitiços e bruxos. Meu coração martelava no peito, enquanto a agonia me assomava. Onde estava ele?

– Hermione!

A voz rouca me alcançou e eu procurei por ele ao meu redor. Encontrei-o a poucos passos de mim, seu rosto estava tenso e seus olhos, sérios. A cena a seguir passou lentamente em frente aos meus olhos. Severo deu as costas ao bruxo que duelava e lançou um feitiço que passou por cima da minha cabeça e atingiu algo atrás de mim. Olhei para trás a tempo de ver uma bruxa ser lançada longe, mas assim que tornei a olhar Severo, ele foi atingido. Seus olhos encontraram os meus por meio segundo e ele desabou.

Tudo ao meu redor perdeu a importância e eu corri até Severo ignorando a batalha ao meu redor. Ver seus olhos negros sem brilho foi demais para mim. Minhas pernas bambearam e eu levei as mãos à boca. As lágrimas assaltaram meus olhos enquanto eu negava compulsivamente. Um grito excruciante fugiu da minha garganta e retumbou por todo o salão, ao mesmo tempo que eu caí ao lado de Severo.

Algo extravasou de mim, silenciando todos os bruxos.

Debrucei-me sobre o peito de Severo e segurei seu rosto entre as mãos, suplicando para que ele me olhasse. Minhas lágrimas não me permitiam ver com clareza e eu as sentia escorrer livremente pelas minhas bochechas. Enterrei meu rosto em seu peito, mas mesmo assim não era o suficiente para abafar meu pranto, que era o único som a reverberar pelo salão.

Não podia ser verdade. Eu não podia ter perdido Severo.

Agora!

A voz de Rebastan se sobressaiu e no segundo seguinte, eu senti dezenas de feitiços atingirem minha barreira protetora. O ataque fez a dor despertar um ódio que jamais havia sentido na vida. Ele tirou meus pais de mim e agora, Severo. Eu iria matar todos aqueles cretinos. 

Ergui-me sobre os pés, tirando forças da ira inflamada, ainda mantendo a barreira ao meu redor. Concentrei-me em cada um dos bruxos que continuavam a atacar.

Crucio!

O feitiço extravasou de mim, sem que eu nem precisasse usar a varinha. No instante seguinte, todos os seguidores de Rebastan – inclusive o próprio – estavam se debatendo no chão. O prazer por vê-los sofrer me fez aumentar a potência do feitiço. Meu corpo tremia de ódio e eu senti algo quente escorrer pelo meu rosto, misturando-se às lágrimas, mas ignorei. Tudo o que me importava era fazê-los sofrer por tudo o que causaram.

– Hermione! Pare! Você vai se matar!

A voz de Bellatrix soou alta e preocupada. Mas eu não iria parar. Por que deveria? A raiva acariciou meu ego e sussurrou que eles mereciam sofrer mais. Era hora de apresentá-los à morte. Eles tiraram quem eu mais amava de mim e iriam pagar com as próprias vidas.

Avada...

Avada Kedavra!

Olhei para a pessoa que me interrompera ao mesmo instante que todos os bruxos que se debatiam e gritavam de dor, pararam de se movimentar. Voldemort estava a alguns passos de mim, com a varinha ainda erguida. Um tremor me tomou e em um surto de desespero, eu me arrastei até ele. Seus olhos estavam sérios e me encaravam impassíveis. Agarrei-me ao seu manto negro e encarei-o sentindo meu rosto ser lavado pelas lágrimas.

– Traga-o de volta – implorei. – Por favor. Faça ele voltar!

Seus olhos vermelhos olharam mais adiante no salão e então se voltaram para mim. Ele já não parecia mais tão impassível quanto antes, pelo contrário, parecia compassivo.

– Não há nada que eu possa fazer... que ninguém possa fazer.

Neguei veementemente com a cabeça. Ele era um dos bruxos mais poderosos do mundo, ele tinha que saber uma forma de trazer Severo de volta para mim.

Por favor!

Eu não me importava por estar implorando pateticamente ou pela minha voz soar tão desesperada. Faria qualquer coisa, daria qualquer coisa, me rebaixaria a qualquer nível, por Severo. Minhas mãos se apertaram ainda mais contra seu manto e eu pude sentir o ar abandonando seus pulmões em um suspiro.

– Eu lamento – sussurrou.

Nossos olhares se fixaram um no outro por alguns segundos e eu vi que ele realmente não podia fazer nada. Ele faria, se pudesse. Mais lágrimas tomaram meus olhos com a constatação.

Senti um par de mãos segurar meus braços e me afastar de Voldemort. Olhei para o dono das mãos e vi Bellatrix me puxar para si. Minhas pernas fraquejaram e ela me manteve em pé, me encarando com preocupação. Ela me envolveu em um abraço forte e eu me deixei levar.

– Mãe... – murmurei com a voz completamente embargada. – O Severo, mãe...

– Eu sei.

Seu aperto ao meu redor aumentou e ela acariciou meus cabelos, tentando me confortar. Senti um formigamento tomar minha pele e então, se transformar em um calor acolhedor. Bellatrix estava tentando me acalmar com magia. Mas eu não podia me permitir aquilo. Eu precisava ficar com Severo.

Com o resto das minhas forças, soltei-me de seus braços e me arrastei aos tropeços até Severo. Desabei sobre ele novamente, me agarrando ao seu peito, permitindo que todas as minhas lágrimas se esvaíssem.

Eu perdi o homem que eu amava. Meu pior pesadelo se concretizara, como Rebastan havia prometido. Mas eu não queria acreditar que Severo estava morto. Eu o amava tanto. Se eu não tivesse me distraído e ele não tivesse me salvado, ele estaria vivo. Se eu não tivesse fugido... Era tudo minha culpa. Por mais que o feitiço não tivesse saído da minha varinha, eu matara Severo.

– Milorde, Harry Potter!

Uma voz quebrou o silêncio. Ergui meu rosto apenas para ver os membros da Ordem e os comensais se dividirem. Voldemort apenas negou com a cabeça e segurou minha mãe pelo braço quando ela fez menção de me alcançar.

– Hoje não – ordenou com a voz gélida de sempre. – Retirem-se.

Nuvens de fumaça negras e sons de aparatação tomaram o salão. Voltei a olhar o rosto pálido de Severo e peguei uma de suas mãos, levando-a ao meu rosto, em um pedido mudo por um último carinho. Depositei um beijo em sua palma e notei a ausência de sua aliança. Ele a teria perdido? Mas que diferença isso faria agora? Eu o perdi!

Tornei a abraçar seu tronco afundando o rosto em seu pescoço. Depositei alguns beijos em sua pele desnuda até notar pequenas manchas de sangue. Mas ele não tinha nenhum ferimento... Toquei meu rosto e notei que eu sangrava. Não que isso importasse. Eu poderia sangrar até morrer. Não queria mais viver.

Uma mão tocou meu ombro e pelo canto do olho vi as vestes roxas de Dumbledore. Ergui um pouco o rosto, apesar de ainda me recusar a soltar Severo. Ele me puxou para si, abraçando-me de forma paternal. Suas íris azuis denunciavam o quão abatido ele estava.

– Sinto muito – sussurrou e eu o vi erguer sua varinha antes de tudo escurecer. – Obliviate.


Notas Finais


Eu sei, eu sei... Mas não me cruciem ainda! Vão ler o próximo capítulo. Será esclarecedor.

Só para comentar dois pontos:
- A reação da Bella ao saber da morte dos pais trouxas da Hermione é decorrente de arrependimento. Ela disse que os trouxas ficariam seguros de Rebastan e eles acabaram mortos.
- Alguém mais notou que a Hermione tocou no Voldemort e ele não foi rechaçado? Pois é, papai Voldie não está tão indiferente. ;)

Gente, eu não faria uma segunda temporada sem o protagonista. Vão ler o próximo capítulo, AGORA!

- B


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