História Sangue Nobre - Linhas apócrifas - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dragon Ball
Personagens Bra, Bulma, Kakaroto, Trunks, Vegeta
Tags Bulma, Dragon Ball, Vegeta
Exibições 117
Palavras 3.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Dragon Ball não me pertence!

Oi pessoal! Agradeço todos os comentários e o carinho de vocês, está sendo um prazer escrever essa estória. E vamos a ela! :)

Capítulo 2 - E se deus fosse um de nós?


“E se deus fosse um de nós?

Se deus tivesse um rosto, qual seria sua aparência?”

One of us, Joan Osborne

 

                No capítulo anterior:

- Há um ser que vive em meu tempo, - Trunks começou a explicar em um tom pesaroso. - ele destruiu quase todos os humanos... E hoje ele reina sobre a Terra. Ele me aprisionou, mas consegui fugir com a ajuda delas... As Fúrias me mandaram até vocês... Só vocês podem me ajudar a vencer esse monstro que aniquilou nossos destinos, - disse olhando tristemente para Bulma. - Esse monstro que fez minha mãe morrer fugindo dele... Esse que é mais poderoso que qualquer um no meu tempo.

- Mas quem é esse ser? – Vegeta indagou intrigado. – Quem é esse ser que pode ser mais poderoso que meu próprio filho?

Então, Trunks lançou um olhar de muita dor para Vegeta e depois de um momento respondeu:

- Esse ser é você... Pai.

 

***

 

- É melhor você explicar isso direito, rapaz. – Vegeta disse ao conseguir, com êxito, esconder a surpresa que aquela revelação lhe causara.

- Bem... Ele é você, mas não é. – Trunks tentou explicar.

- Seja mais claro... – Vegeta ordenou.

- Ele... Ele é um ser que parasitou seu corpo e sua mente. É um ser da raça Tsufurujin... ou era... não sabemos bem o que ele é hoje. Mas, chamamos ele de Baby Vegeta. – Trunks falou calmamente. - Ele deixou muitos humanos possuídos e a mercê de sua vontade, mas conseguimos reverter esse processo... Consegui até em minha mãe... menos em você. Não conseguimos tirar ele de seu corpo e vocês se tornaram um só. Não sei, mas acho que, por ter passado muito tempo em conflito com sua consciência... o que sabemos é que é um ser mortal. Um tirano cruel que reina sobre a Terra e ambiciona o universo....

- Que baboseira! – Vegeta replicou fazendo pouco caso. – Como assim um ser qualquer parasitou meu corpo? Eu não ia ser dominado tão facilmente!

- Bem, aconteceu... – Trunks insistiu. - Você estava morto na minha linha temporal, mas Baby lhe reviveu com as Super esferas do que ele conseguiu não sabemos como. Depois disso, ele dominou seu corpo e passou a imperar sobre a Terra. Eu consegui salvar minha mãe do domínio dele... – Trunks falou ao encarar Bulma que o olhava com atenção. – mas ele passou a persegui-la obsessivamente e ela morreu recusando-se a se entregar a ele...

Ao dizer isso, os olhos do jovem sayajin marejaram. Vegeta não desdenhou dessa vez e olhava enigmaticamente para o filho, sentia um estranho sentimento de vergonha e repulsa pelo que poderia ter acontecido nessa outra linha temporal.

Foi Bulma que quebrou o silêncio que se seguiu ao relato de Trunks.

- E você, filho? O que aconteceu? Por que chegou tão machucado?

- Baby me prendeu por ter me rebelado contra ele. Ele me torturou diversas vezes e me fez lutar com ele por muitas outras. Eu estava preso e sem esperança... até que encontrei aquelas mulheres. Elas estavam presas na cela ao meu lado e disseram que poderiam me ajudar...

- Então você conheceu mesmo as Fúrias? – Bulma perguntou interessada e Vegeta a olhou surpreso.

- Elas estavam na cela ao lado da minha. – Trunks confirmou.

- Elas estão presas? – Vegeta indagou surpreso. – Como pode? São seres muito poderosos! Não iam se deixar prender assim tão facilmente...

- Baby também é. – Trunks retorquiu desanimado. – Enfim, elas me falaram que poderiam me ajudar a fugir e conseguiram que a máquina do tempo de minha mãe chegasse até mim. Elas disseram que fosse até vocês, que vocês me ajudariam. Não posso vencê-lo sozinho! – Trunks falou em um tom um pouco desesperado fechando as punhos. Sua face era pura dor. - Eu só não entendo como vim parar aqui… eu devia ter voltado para a linha temporal em que já estive... Não era pra eu estar em Vegetasei… não entendo. – balbuciou confuso.

- Isso não importa, - Bulma o interrompeu. - o que importa é que você está aqui e iremos ajudá-lo, evidentemente. Mas como poderemos fazer isso?

- Não é óbvio? Indo com ele para essa linha temporal diferente. - Vegeta respondeu prontamente.

Bulma ficou um pouco atônita com a resolução do marido.

- Então, quando quer que eu lhe acompanhe garoto? - Vegeta indagou impaciente.

- Não é só você que precisar ir pai. – Trunks retomou a conversa, agora um pouco apreensivo. - As Fúrias me deram instruções muito específicas. Elas querem você... mas também querem mamãe e o senhor Goku.

- Não conheço nenhum Goku. - O rei de Vegetasei disse impaciente, como se Trunks estivesse brincando com a cara dele.

- Conhece, pai. É seu amigo... Um sayajin tão poderoso quanto você. - Trunks afirmou. - Ah,  qual o nome de sayajin dele mesmo? - se perguntou.

- Kakkaroto. - Bulma arrematou matando a charada.

- Exatamente, mamãe. - Trunks confirmou. - o senhor Goku, ou melhor, Kakkaroto, vive em Vegetasei nessa linha temporal? – o rapaz quis saber.

- É o general do exército sayajin. E ministro de guerra de Vegetasei. – Vegeta respondeu como se fosse uma questão óbvia.

- Bem, não podia ser diferente. - Trunks concluiu pensativo. - Podemos ir encontrá-lo?

- Não será preciso. - Vegeta respondeu carrancudo e no instante seguinte Kakkaroto entrou pela porta do quarto do centro médico.

 

***

 

Na meia hora seguinte, Trunks explicou a Kakkarotto toda a história de sua vinda aquela linha temporal.

O sayajin já havia sido avisado por Vegeta durante a noite do que estava se passando e prontificou-se a ajudar Trunks no que fosse preciso, embora sobressaltado com a interferência das Fúrias. Bulma escutou tudo sentada em uma cadeira. Ela olhava os três sayajins de pé conversando a sua frente e não deixou de perceber os estranhos olhares que Vegeta e Kakkarotto trocavam, em um diálogo visual que era muito comum entre os dois.

Ela conhecia muito bem aqueles dois sayajins e sabia que havia coisas naquela história do que ambos haviam lhe contado.

E ela sabia que fosse o que fosse, mais cedo ou mais tarde, ela descobriria.

 

***

 

Quando Trunks saiu do centro médico naquela manhã, ele acompanhou sua mãe até um hangar dos complexos de laboratórios do castelo onde havia sido levado sua máquina do tempo. A mesma apresentava avarias e mãe e filho identificaram que a mesma precisaria de reparos antes de ser usada outra vez.

- Baby me atacou quando viu que eu estava fugindo... – o rapaz explicou a sua mãe as marcas que a nave possuía em seu casco.

                Bulma temeu por um momento aquele ser desconhecido, mas não expressou suas apreensões para o filho recém-chegado e que parecia já ter sofrido demais.

                Trabalhariam juntos na máquina do tempo pelo resto daquele dia.

 

***

 

Enquanto Bulma e seu filho trabalhavam no laboratório, Vegeta e Kakkarotto conversavam na sala do trono.

- Por que elas querem que levemos Bulma pra esse lugar? - Vegeta indagava-se desconfiado. - Eu entendo que elas queiram você para podermos aumentar o poder de luta, embora eu possa dar conta desse verme do Baby sozinho,  é claro. Mas e Bulma? Vamos levá- la só pra arriscar a vida dela sem necessidade?

- Talvez seja por que a dívida também é dela. Ou... - Kakaroto conjecturou, pausando seu pensamento por um instante. - como a Bulma do universo dele está... morta - ele disse a palavra com desgosto - talvez as Fúrias precisem de outra cientista.

- Não é isso. - Vegeta contestou. - Trunks parece ser tão inteligente quanto ela. – disse com a voz cheia de orgulho. – Temo que possa ser algo pior....

- O que?  - Kakkarotto indagou preocupado.

- Bem... Trunks disse que a Bulma do passado morreu fugindo de Baby que possuiu meu corpo, e talvez meus pensamentos e emoções… - completou com desgosto pensando nas atrocidades que seu eu possuído pudesse ter feito aquela Bulma. – Se ele realmente pensa como eu, ele iria atrás dela. E talvez as Fúrias a queiram como isca.

- E o que podemos fazer para contornar isso? Ela precisa ir, você viu que elas exigiram isso.

- Não vamos quebrar nossa palavra. Ela vai ter que ir. – Vegeta sentenciou. – mas não seremos pegos sem um plano sobressalente.

Kakkarotto concordou em silêncio, como fizera muitas vezes antes. Pactuava completamente com seu soberano e amigo. E estava disposto a qualquer coisa pela segurança da rainha sayajin.

 

***

 

- Então Trunks, como éramos você e eu no seu tempo? - Bulma indagou curiosa enquanto era ajudada pelo filho a abastecer a nave que viajava pelo tempo.

Trunks admirou a mãe por um momento antes de responder.

- Você era muito batalhadora. – disse orgulhoso. - Me ensinou tudo que sei, me ensinou a ser forte... a ser um verdadeiro sayajin. E mesmo sem meu pai por perto, você me ensinou a ser como ele...

- Ele estava morto, não era? – Ela perguntou quase emocionada. – Você disse...

- Estava. – Trunks confirmou. - Eu não conheci meu pai da minha linha temporal, ele morreu quando eu era muito pequeno, minha mãe tinha muita mágoa dele…

Bulma estremeceu ante essa informação.

- Ele… ele fez algum mal a ela? – indagou receosa.

- Não. - Trunks disse de prontidão. - mas morreu antes de admitir que a amava. Mas eu já voltei a uma linha temporal onde ele não morreu. E nesse tempo, ele e mamãe são felizes… Assim como vocês são aqui.

Bulma respirou aliviada. Sentiu um pouco de pena de seu eu da linha de tempo que Trunks tinha vindo e estremeceu a pensar que estiveram muito próximos de serem infelizes naquela realidade também.

- Pronto. - ela disse ao terminar de programar o painel. - Filho podemos ir jant...

Bulma virou-se na direção da entrada do hangar e viu seu filho de quatorze anos encarando o sua cópia um pouco mais velho a sua frente. A pequena Bra segurava a mão do irmão e olhava fascinada para o rapaz.

A rainha olhou a cara de poucos amigos da versão mais jovem de seu filho e suspirou. Tinha muita coisa pra explicar novamente.

 

***

 

Depois de devidamente apresentados, e de o príncipe de Vegetasei interrogar Mirai Trunks por quase uma hora, Bulma levou Bra e as duas versões de seu filho até o salão de jantar onde Vegeta e Kakkarotto os esperavam. Bra, fascinada e sem entender nada, não queria largar a mão da cópia mais velha de Trunks, enquanto o príncipe adolescente olhava carrancudo e desconfiado para sua cópia mais velha.

Instantes mais tarde, a família real sayajin jantava em silêncio. Novamente, foi Bulma quem quebrou o silêncio dirigindo- se a Mirai Trunks.

- Filho, eu estava pensando em algo... se eu não estou viva em seu tempo, quer dizer que você ficou completamente sozinho?

- Não. Não fiquei. - Trunks respondeu encarando seu prato, tinha as bochechas um pouco vermelhas. - Eu tenho uma companheira.

- E ela está lhe esperando?

- Ela continua aprisionada por Baby. - ele disse triste. - mas prometi voltar para salvá-la.

- E vamos fazer isso. – Kakarotto, que observava a conversa, asseverou em um tom consolador.

- Obrigada, senhor Gok... General Kakkarotto. Não se preocupe, também salvaremos a senhora Chi chi. - Trunks completou olhando Kakkatotto.

O sayajin cuspiu a comida à menção de sua falecida esposa.

- Chi chi está viva? – Bulma indagou surpresa.

- Sim. - Trunks respondeu. – e nesse tempo, ela está aqui?

- Não mais. - Kakkarotto falou pesaroso.

- Sinto muito. - Trunks asseverou voltando sua atenção ao seu prato.

Enquanto isso, Vegeta que estava a cabeceira da mesa, apenas observava a todos. O rei estava muito preocupado com a nova situação que surgia. Alguma coisa parecia errada e ele temia por Bulma. O rei não duvidava da versão mais velha de seu filho, mas desconfiava das Fúrias. E, secretamente, temia seu adversário. Ele lutaria contra uma versão demoníaca de si mesmo e ele temia o que uma versão demoníaca de si mesmo poderia fazer não com ele.

Ele temia o que uma versão demoníaca dele poderia fazer com Bulma.

 

***

E Vegeta não estava tão errado quanto a isso.

Baby realmente possuíra Vegeta, e depois de anos possuído e da luta interna que houvera entre o Tsufurujin e o Sayajin, o que tinha restado era uma mistura da consciência do sayajin com o ódio, maldade e loucura de Baby.

Aquele não era mais baby. Era um Vegeta extremamente maligno e que possuía as mesmas obsessões do príncipe sayajin: vencer Kakkarotto e possuir Bulma.

Isso tudo podia ser conjecturado pelo rei sayajin que haveria de se preparar. A única coisa que Vegeta não pudera prever, era que a ameaça poderia ser ainda mais mortal do que ele imaginara.

 

***

 

Aquela noite quando Bulma voltou a seu quarto após despedir-se dos filhos, encontrou o quarto mergulhado na penumbra e viu que seu marido estava na varanda.

Ela caminhou até ele. Vegeta estava de costas, observava as luzes multicoloridas do Distrito Real a sua frente.

Quando chegou perto do marido, Bulma levou um momento até sentir o cheiro… e perceber a garrafa na mão de seu marido.

- Então voltou a beber? - ela indagou sarcástica e sem olhá-lo, cruzando os braços ao sentir o vento frio da noite. Havia sete anos que o rei não bebia.

Vegeta não respondeu. Apenas estendeu a garrafa para Bulma.

Ela a pegou e então tomou um longo gole. 

- Eu não queria que você fosse. - ele confessou ainda sem olhá-la.

- Trunks disse que preciso ir.- ela falou resoluta. - E parece que você não pode se opor…

- Por que estamos em débito com as Fúrias! - ele falou voltando-se pra ela.- devemos isso a elas por terem nos libertado do calabouço de Freeza. E ninguém pode deixar de pagar uma dívida aqueles seres demoníacos...

- Isso eu entendo. - Bulma falou com aspereza.- o que eu não entendo é por que você e Kakkarotto ficam nervosos quando falamos delas ou daquela noite. Gostaria de saber o que estão me escondendo! – a rainha desabafou.

Vegeta escondeu sua surpresa e nada disse. Apenas deu meia voltou e saiu da varanda, adentrando ao quarto escuro.

Bulma o seguiu após um momento.

- Você não vai me dizer mesmo? - perguntou nervosa enquanto o marido despia sua armadura.

- Não tem nada pra contar. - Vegeta respondeu sem olhá-la.

- Eu sei que tem. - ela disse irredutível, dando outro gole na garrafa de bebida que tinha nas mãos. – Não minta pra mim, Vegeta!

Nesse momento, Vegeta como uma fera, foi em direção a mulher e a prensou contra a parede, tirou-lhe a garrafa da mão dela e a jogou para a varanda. Tomado pela raiva, o sayajin segurou os braços de Bulma, mantendo-a firmemente presa.

- EU ESTOU AQUI PREOCUPADO COM A SUA MALDITA SEGURANÇA! – disse tomado pela ira - ENQUANTO VOCÊ... VOCÊ SÓ PROCURA ME CULPAR! Como sempre… - encerrou com desprezo.

Bulma estava paralisada de surpresa com a súbita fúria do marido. Ela não disse nada, apenas o olhava assustada e seu peito arfava.

Vegeta percebeu esse temor nos olhos da mulher. Viu em seu decote o peito arfante, e sentiu o seu coração acelerado.

                Sentiu-se um pouco culpado por seu descontrole. Teve ímpetos de pegá-la no colo e fazer amor com ela como tinha feito tantas vezes antes, mas a preocupação que não cabia em si, levantou uma muralha entre eles naquele momento.

                Ele apenas a soltou.

- Vou treinar. – falou dando as costas a mulher e recolhendo as peças de roupa que havia retirado, vestindo-se em seguida. Bulma nada disse.

- Não me espere acordada. – completou antes de alçar voo da sacada. Bulma apenas observou o marido desaparecendo na noite de Vegetasei.

 

***

 

Muito cedo na manhã seguinte Trunks aguardava os pais no hangar onde a máquina do tempo estava guardada. Kakkarotto chegou pouco depois dele. Depois, Vegeta e Bulma chegaram separados, o que o rapaz achou estranho, mas nada comentou.

- A nave está programada. – Trunks falou para quebrar o silêncio. – Minha mãe colocou mais dois assentos, de forma que podemos ir, se quiserem.

- Estou levando algumas provisões. – Bulma falou mostrando uma pequena carteira cheia de cápsulas que ela guardou em seu busto. A rainha sayajin não vestia seu traje habitual, vestia uma armadura feminina do exército sayajin e se passava muito bem por uma naquele momento.

                Kakkarotto e Trunks subiram para ocupar seus lugares na nave. Vegeta aproximou-se de Bulma, o clima continuava estranho entre os dois.

- Venha comigo. – ele falou de forma imperativa levando a mulher aos braços e acomodando-a em seu colo dentro da nave. Bulma, por sua vez, apenas concordou passivamente. Ambos andavam diferentes um com o outro desde que tudo aquilo começara e Bulma sentia falta do marido. Tanto que aconchegou-se nele o máximo que pôde quando estavam na máquina. Vegeta, no entanto, não retribuía. Permanecia impassível, perdido em seus próprios pensamentos.

Trunks deu partida e a nave, após um solavanco, começou a subir.

Com um barulho ensurdecedor e um raio incandescente de luz, rei, rainha e general desapareceram de Vegetasei.

***

Enquanto isso, em outra linha temporal, Baby estava confortavelmente sentado em uma cadeira e usava uma pequena colher para mexer o conteúdo em sua xícara. A personificação de Vegeta olhava com indiferença para as três belas mulheres que estavam a sua volta e que bebiam enquanto riam animadamente de algum assunto para qual o ser que ali permanecia alheio. O charme das três mulheres não o atingia e lhe se sentia um pouco entediado.

- Vocês poderiam fazer menos escândalo? – ele perguntou algum tempo depois, já impaciente com a balbúrdia feita pelas mulheres.

- Ora, meu querido Baby, não se anima de dividir a mesa com três beldades como nós? – Lascívia, a mulher de cabelo mais comprido perguntou de forma encantadora.

- Talvez, se eu não conhecesse a verdadeira forma de vocês... – ele desdenhou. – Não tentem me seduzir, eu não sou o meu filho...

- Ah, o pequeno e delicioso Trunks! – Luxúria lembrou em um tom agradável. – passamos bons momentos com ele e aquela pobre menina...

- E não foi muito difícil manipulá-lo depois disso... – Libido, a terceira das três fúrias disse de forma agradável.

- Vocês fizeram um belo trabalho com aquele garoto pentelho, devo admitir. – Baby Vegeta falou com o humor um pouco melhor. – mas será que é garantido que ele fará o que queremos?

- Já está fazendo. – Lascívia respondeu com tranquilidade.

- É bom mesmo. – Baby Vegeta falou quase em tom de ameaça. – Se não fizer, vocês voltam para o calabouço, suas inúteis.

- COMO OUSA FALAR ASSIM CONOSCO, MORTAL? – Luxúria gritou avançando sobre a mesa. – SOMOS QUASE DEUSAS! 

                As duas outras mulheres o olharam da mesma maneira, Baby Vegeta, no entanto, não mudou de expressão.

- Você disse bem minha cara, vocês são quase deusas... – Baby Vegeta disse calmamente. – e não podem fazer nada contra um.

- Você não é um deus, Tsufurujin. – Lascívia disse com desprezo.

- Ele não é, mas eu sou.

As três Fúrias olharam para o salão na direção da voz que pronunciara aquelas palavras.  

Elas sorriram ao reconhecer o olhar de Samazu naquele rosto que lhe sorria de volta.

 

***

 

- Samazu? – Lascívia perguntou com delicadeza enquanto o ser alto e forte se aproximava da mesa onde o grupo tomava chá. – Então foi você quem nos aprisionou?

- Fui eu mesmo, minha querida senhorita. – o recém- chegado disse polidamente enquanto ia até Lascívia e beijava-lhe a mão. – mas eu receio que não precise mais me chamar de Samazu... eu deixei de ser ele há muito tempo. Agora tenho outra consciência...

- Notei mesmo que estás diferente... – Luxúria falou eriçada. – Deve ser a essência e a consciência do corpo sayajin que está habitando. Como devemos chamá-lo agora, meu senhor?

- Me chamem de Black. – o deus falou de um jeito encantador agora beijando a mão de Libido. – Embora alguns me conheçam por Goku Black.

As três Fúrias gargalharam. Elas entenderam muitas coisas naquele momento. Black, indiferente a reação das três mulheres, sentou-se a mesa e serviu-se de uma xícara de chá.

- Então, estão aproveitando a hospitalidade do meu bom amigo, Baby Vegeta? – ele perguntou de modo agradável as mulheres.

 - Se você chama de hospitalidade ficarmos presas a grilhões mágicos em um porão... – Luxúria ironizou.

- Foi preciso, minha querida. O fim justifica os meios. – Black rebateu como se falasse de uma dificuldade tola. – Eu bem sei como são espertas... e precisava de uma forma de me darem o que eu quero. Aliás, percebo que foram bem sucedidas....

- Sim, eles estarão chegando a qualquer momento. – Foi a vez de Baby interromper. A encarnação demoníaca de Vegeta parecia ansioso. – E quando chegarem, você poderá lutar com os dois sayajins como quer, e eu poderei, finalmente, ter Bulma comigo. Uma Bulma mais jovem, mais bela e bem menos arisca que aquela tola que tive que matar...

- Claro... claro que você a terá. – Black concordou enquanto levava uma xícara de chá aos lábios.

Naquele momento, um sorriso maligno e quase imperceptível se esboçou nos lábios de Black, apenas as Fúrias o perceberam. Aquele sorriso entregava para elas que os planos daquele deus, na verdade, eram outros.

  


Notas Finais


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Adoro as teorias de vocês! :)


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