História Sangue Real - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Longfic, Markgyeom, Saythename, Vampire!au, Yugmark
Visualizações 482
Palavras 3.661
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura!"!!

Capítulo 9 - Petrificados


Capítulo oito

Petrificados

 

Jaebum arrumou melhor os óculos escuros que usava e espiou por cima do ombro checando se Bambam e Jackson estavam em distâncias aceitáveis para prosseguirem. O aeroporto já estava ligeiramente vazio quando seguiram em carros diferentes até a pequena cidadezinha endereçada pelo híbrido, todos os três muito atentos a qualquer coisa diferente que acontecesse pelo caminho. Segundo algumas pesquisas feitas por Jinyoung e Youngjae, os mais inteligentes do clã, o destino final seria uma região com grandes eventos sobrenaturais, o que significava uma provável presença de muitos seres do submundo. Não que algum deles estivesse com medo de algum lobisomem, fada ou feiticeiro, mas não queriam chamar atenção e era melhor executar tudo por partes do que sofrer no final por conta de um passo mal dado. Jaebum assegurou a Jinyoung que não se colocariam em perigo, mas estava bem claro a essa altura do campeonato que evidentemente encontrariam alguma distração no caminho. Não tinham Yugyeom como companhia, o vampiro precisava checar a estabilidade de Mark e entregar um relatório a Ordem, então foi decidido que ele manteria seu trabalho limpo para não levantar suspeitas aos superiores. Segundo Youngjae, que já estava farto de tanta enrolação, Yugyeom era o principal foco deles e as coisas tendiam a caminhar bem se ele fizesse seu trabalho corretamente, e enquanto cumprisse tudo o Kim seria uma boa distração.

Chegaram à cidadezinha no início da tarde, não tinham feito paradas e estavam sem nenhum estoque de sangue naquele lugar. Jaebum se amaldiçoou por ter negado a oferta de Jackson quando saíram de casa, sentia a garganta seca e comida humana já não o satisfazia mais como antes. Soltou um suspiro alto ao sair e sentir o sol do meio-dia acertando em cheio seu corpo, nunca se acostumaria com a sensação de ser drenado a cada passo que desse enquanto fosse banhado pela luz escaldante da grande estrela. É claro que não era como todos imaginavam, nenhum dos vampiros iria simplesmente queimar a luz do sol ou virar pó, eles apenas se sentiam cansados, toda a sua energia era drenada, apenas isso. Era por esse motivo que precisavam dormir para repor tudo, afinal apesar de sempre parecem monstros eles ainda tinham muitas características humanas para agirem como tal. Quanto a comida humana era bem mais simples: apenas vampiros nobres ou reais conseguiam ingeri-la sem vomitar, e até mesmo poderiam retirar alguma coisa dela e controlar melhor a fome, mas não era nada de surpreendente. O restante dos vampiros normais apenas se alimentavam de sangue e tinham mais problemas quanto ao sol. A idade também influenciava bastante em como o imortal aguentaria as coisas, com os mais velhos obviamente dominando melhor qualquer habilidade, reagindo ao sol e alimento de forma positiva. O único que se sobressaía a essa regra era Yugyeom, que mesmo sendo mais novo era bem mais resistente.

Os três vampiros se encontraram alguns minutos depois da chegada em um hotel. Ele estava ligeiramente vazio naquele dia, apenas duas chaves foram retiradas do painel principal. Jaebum se deliciava de um café bem amargo na recepção quando Jackson chegou carregando uma pequena bolsa preta, e minutos depois Bambam chegou com seus óculos escuros chiques e sapatos caros. Não trocaram palavras de início, cada um retirou sua chave e saiu para os quartos. Todos ficavam no mesmo andar, afinal dessa forma seria mais fácil de disfarçar. Não queriam arriscar encontrar com alguém da Ordem vagueando por aí ou até mesmo os seguindo, de acordo com Jinyoung o sigilo dessa pequena missão era necessário para continuarem tendo o apoio e proteção dos superiores para vagarem como um clã poderoso e forte. Foi apenas as duas da tarde, depois de ficarem sozinhos em seus quartos por longos minutos, que Jackson saiu e bateu na porta de Jaebum. O quarto do chinês ficava mais afastado, perto do elevador e escadas, enquanto que o de Bambam ficava ao lado do quarto do Im. Quando chegou o tailandês já estava acomodado na cama até então intocada de casal ao centro do cômodo enquanto Jaebum estava arrumando algumas coisas no pequeno frigobar atrás de bebida.

— De onde Bambam entrou? — perguntou confuso.

— Pela janela — Jaebum respondeu entre um rolar de olhos — Ele quis fazer cena e quase caiu daqui de cima.

— Morrer eu não morro mais — soltou um risinho — Quando partimos?

— Daqui alguns minutos, eu não me sinto completamente bem — o mais velho dos três murmurou — Não deveria ter negado sangue.

— Você pode se alimentar de mim se quiser, minha habilidade permite você ficar bem mesmo que não seja sangue humano — Jackson disse preocupado.

— Mas isso também te deixa fraco, e eu sinceramente não quero correr o risco de perder o mais forte de nós três — sorriu — Obrigado por se preocupar, de qualquer forma.

— Acho que você deveria ficar e deixar com que eu e Bambam fossemos — Jackson sorriu fraco — Ou se alimente de alguém, nós cobrimos o rastro.

— Eu não queria ter que atrasar ninguém — suspirou — Chamem a camareira aqui, acho que ela vai ser o suficiente.

— Não vá mata-la, Jaebum — Bambam resmungou — Da última vez o corpo ficou pra nós dois.

O Im sorriu.

— Fechem a porta quando ela entrar, não quero ninguém espiando.

 

***

 

Jackson soltou um risinho ao ver Jaebum chegar no hall, ele estava melhor do que nunca depois de se alimentar.

— Youngjae vai matar você.

— Isso vai ficar apenas entre nós, hm? — o mais velho puxou a orelha do chinês levemente — Vamos logo, estamos alguns bons minutos atrasados.

— Bambam foi na frente, tudo está ocorrendo ao inverso dessa vez, mas vai dar tudo certo — Jackson assegurou — Vá no carro seguinte, eu vou enrolar aqui e depois vou. Há um garoto que está de olho em nós desde que eu e Bambam descemos, acho que ele é um animal de estimação da Corte.

Jaebum suspirou.

— Cuide dele.

— Pode deixar, nada vai passar daqui.

O mais velho assentiu e tomou seu caminho até a saída, arrumando os óculos escuros e os fios rebeldes que se desprendiam para todos os lados. Jackson soltou um suspiro audível ao vê-lo sumir, seus olhos caminharam perigosamente até o pequeno bar onde o garoto estava sentado, de alguma forma o vampiro conseguiu senti-lo tremer. Enrolou o quanto pôde ali no hall, parecia matar tempo em seu telefone mas na realidade observava o caminho que os outros dois garotos tomavam por um aplicativo. Alguns minutos se passaram assim, mas logo o chinês viu o pequeno espião humano cansar de ficar ali e se levantar, e obviamente logo o seguiu tomando todo o cuidado para não ser visto por ninguém no processo. Caminharam pelos corredores do hotel até chegarem em uma pequena área para fumantes, o pequeno animal de estimação da Ordem falava no telefone e tremia levemente, ele parecia realmente preocupado com alguma coisa e falava em um latim tão diferente que Jackson por um momento achou que fosse uma nova língua inventada. Rolou os olhos ao tocar o ombro dele e vê-lo soltar um grito, não demorou muito para que o vampiro tomasse o telefone das mãos dele e o quebrasse em dois.

— Você é meio desesperado, ein? — sorriu — Se queria saber alguma coisa bastava perguntar, eu não mordo. — maneou a cabeça — Ou será que mordo?

— A-A O-Ordem me mandou, você não pode me machucar.

— Por que não poderia? — o sorriso do vampiro se tornou presunçoso — Você é apenas um humano insignificante, como você há vários no mundo. Mas eu sou Jackson Wang, filho do nobre vampiro chinês, será que há outro como eu?

— M-Mas—

— Eu vou ser bem direto, o que a Ordem quer conosco nesse momento? — aproximou-se — Nós temos liberdade pra fazer qualquer coisa que não interfira no trabalho deles, e até onde eu sei isso não realmente muda nada.

— E-Eu não posso c-contar — respirou fundo — Me deixe ir embora.

— Hm, uma pena — fingiu decepção — Você vai ter que tentar de novo em outra vida, garotinho.

Jackson segurou o garoto pelos cabelos e tampou sua boca para que ele não gritasse. Sua força sobre-humana logo deixou marcas na pele pálida e seca, suas presas recém vistas rasgaram levemente a pele do pescoço dele e pequenos pontos de sangue começaram a sair. Os olhos vermelhos do imortal capturaram cada gotícula que caía dali, sua boca salivou com o cheiro do sangue fresco. Já se fazia um bom tempo que não se alimentava de nenhum humano, aquela sensação deliciosa que percorria seu corpo sempre seria revigorante. O chinês não esperou muito mais que aquilo, cravou suas presas na pele aberta e sugou tudo que vinha dela. O garoto esperneava, tentava gritar, mas nada conseguia abater a força e vontade do vampiro de ter aquela refeição. Não demorou muito tempo para que as mãos insistentes do animal de estimação da Ordem simplesmente parecem de se mexer, o corpo dele ficou mole como geleia e derreteu nos braços fortes do Wang. Quando Jackson finalmente percebeu, ele já estava morto. Durara pouco demais, mas o sangue dele fora o suficiente para dar energia por um tempo.

Limpou os lábios manchados de vermelho e procurou um lugar para desfazer do corpo. Se tivesse sorte conseguiria controlar bem sua habilidade de persuasão e faria com que todos o obedecessem por tempo suficiente para jogar o corpo do humano em alguma fornalha ou queimador para lixo. De uma forma ou de outra precisava ser rápido, os meninos já estavam esperando.

 

***

 

 — Lá está ele! — Bambam apontou para o chinês ao fundo, Jaebum quase suspirou de alivio — Aposto que estava se divertindo.

— Ele me parece muito bem, provavelmente matou o garoto — o Im rolou os olhos — Pelo menos ele está aqui, vamos indo.

— Certo.

Ambos os garotos começaram a caminhar sobre o terno sol da tarde enquanto Jackson vinha logo atrás, ainda se arrumando após sair do carro escuro. De acordo com o endereço dado pelo híbrido eles não estavam muito longe da suposta mansão onde alguns seguidores da Ordem e dos protegidos por eles, Raymond, Lucy e Caroline se encontravam. Os três ficavam nervosos só de pensar na possibilidade de revê-los novamente, alguma coisa se agitava dentro dos corpos imortais como se eles pudessem se sentir vivos novamente. Todos os meninos já experimentaram respirar ao lado do Rei e da Rainha, e logo depois também puderam ver com os olhos vermelhos a perspectiva nova. Jaebum, que era o mais antigo dos meninos a acompanhar os vampiros reais, não conseguia se controlar de felicidade em pensar em um reencontro com aqueles que cuidaram de si por tanto tempo, que o viram estagnar e também acolheram os outros garotos nobres como seus verdadeiros filhos. Essa sensação tinha acontecido até mesmo com Mark, que poderia ter sido apenas mais uma reencarnação extremamente parecida e poderosa — mesmo que ele ainda não tivesse sido aprovado como príncipe, todos, até mesmo Jinyoung, o mais cético, já o aceitavam como o verdadeiro filho de Raymond e Lucy. A viagem valeria se pudessem no mínimo encontrar mais pistas sobre os três.

A mansão se situava no fim de uma pequena cidade sul-coreana, e mesmo que não parecesse o movimento pela região era até alto. Alguns fazendeiros andavam para lá e para cá nos campos de cavalo checando a colheita e os animais, Bambam quase chamou atenção demais de um deles ao se assustar com uma vaca. O tailandês sempre teria um tato maior com os animais, e de alguma forma eles se aproximavam de si como se o amassem e servissem — Jackson sempre disse que era por esse motivo que o garoto tinha muitos amigos lobisomens, mas na concepção do restante dos meninos isso simplesmente não fazia sentido nenhum. Felizmente nenhum humano estava realmente interessado em três garotos caminhando pela estrada, então não tiveram muitos problemas. O sol começava a abaixar naquele horário, por conta do atrasado do chinês já iam ser cinco horas. Não queriam correr no estado que estavam, totalmente desprotegidos e sem reforços, preferiam pagar de humanos normais do que ser pegos ziguezagueando por alguém da Ordem ou de um clã inimigo — eles tinham mais medo da Ordem nessa situação, nenhum clã era realmente pareô para eles naquela altura.

Foi em uma caminhada um pouco cansativa de trinta minutos que chegaram a uma parte mais florestada da área onde ao fundo conseguiam ver a enorme mansão velha e desgastada. Os galhos e flores estavam entrelaçados nas janelas e partes abertas da parede, a porta escura de madeira tinha os vidros decorativos quebrados — quase todas as outras coisas de vidro estavam dessa forma, na realidade. A grama estava alta e a aparência da enorme mansão já denunciava que ninguém realmente cuidava dela há muito tempo, e isso desanimou os meninos, afinal se Raymond estivesse realmente vivendo ali ele nunca permitiria que as coisas desandassem de tal forma. Mesmo ligeiramente frustrados, continuaram caminhando e adentraram pela porta da frente sem temer muito. Surpreendendo os vampiros de repente, logo na entrada tinha alguém esperando, mas ele não parecia estar realmente consciente de seu corpo. Um homem bem vestido estava sentado de um jeito largado em um dos degraus, seus olhos vermelhos bem abertos estavam paralisados no chão e sua pele era cinzenta. Ele parecia congelado.

— Obra de feiticeiro — Bambam murmurou se aproximando — Vê como a pele está acinzentada? É um feitiço de paralisação, ele está provavelmente vivo por trás disso.

— Como desfazemos o feitiço? — Jaebum perguntou confuso, agachando-se perto do corpo e tocando-o com curiosidade — Youngjae deveria ter vindo.

— Não tenho ideia de como se desfaz isso, e aposto que Jackson também não — o chinês concordou — Vamos nos separar e procurar algo?

— Não, melhor ficarmos juntos — Jaebum suspirou e se levantou, os olhos felinos examinaram a casa — Alguma coisa está errada.

— Jinyoung aconselhou bater em retirada nesse tipo de situação — Jackson interviu.

Jaebum sorriu fraco.

— Ele não vai saber se chegarmos inteiros em casa pela noite, certo? — Bambam riu com o comentário do Im — Vamos lá, Jackson. Depois você explica pro seu namorado como as coisas aconteceram.

— Se morrermos de vez aqui ele vai cavar a sua cova e fazer questão de pedir explicações cara a cara, Jaebum hyung — Jackson riu — Nos guie, leader.

Jaebum os liderou escadas acima sempre tomando cuidado para estar na frente e vigiando a parte de trás. Durante a subida encontraram mais dois homens petrificados nas mesmas condições e com a pele tão cinza quanto ao primeiro, a situação estava se tornando assustadora. Quando os degraus finalmente acabaram um corredor se estendeu em frente a eles, ninguém queria realmente arriscar abrir alguma das portas, então foi por isso que Jaebum tomou a liderança e empurrou a primeira a esquerda com o pé. A madeira rangeu e praticamente quebrou com seu nada sutil chute, um cômodo cheio de objetos antigos foi revelado. Entre todos eles um em especial chamou a atenção de todos os meninos. Ainda receosos se aproximaram, e quando viram que não havia perigo Jaebum o tocou como se desacreditasse que ele era realmente real. A pintura estava presa de uma forma majestosa no centro da parede, era como se ela fosse um objeto de adoração — ou no caso talvez saudade — dos residentes nela. Ficou claro que Raymond e sua família viveram ali.

— Mark estava surpreendentemente mais belo nessa reencarnação, apesar de eu gostar dele agora — Jackson murmurou surpreso — Ele está idêntico a Lucy, os cabelos louros e olhos azuis acinzentados, chega a ser assustador.

— Yugyeom o viu quando criança dessa forma, não foi? — Bambam perguntou.

— Foi a primeira que ele viu — Jaebum assentiu — Nessa época eu já tinha estagnado há um bom tempo, Jinyoung também, mas nenhum de nós tinha tempo pra ficar perto dele. Só foi duas reencarnações depois que eu consegui me aproximar, e o vi morrer tantas mais depois, é um pouco frustrante.

— Como foi a primeira vida de Mark, Jaebum hyung? — Jackson perguntou curioso.

O Im precisou repuxar a memória para se lembrar, já tinha visto Mark de todos os jeitos possíveis até então.

— Ele nasceu da mesma forma que está agora, mas os olhos eram bem mais claros, um castanho avermelhado como as folhas do outono. Foi aí que o caos começou, mas eu era muito novo pra entender. Ele era mais velho que eu na época, se nada tivesse dado errado seria o mais velho de todos nós.

— Assustador pensar que já vimos vários como ele — Bambam suspirou — Dessa vez é estranho, ele tem 23 anos e ainda está vivo... Tenho a certeza que alguma coisa interferiu na pequena maldição.

— Certamente que sim, mas o importante por agora é apenas mantê-lo vivo. Jinyoung não quer conversar com os pais adotivos dele sobre alguma tentativa de suicídio, tem medo de deixa-los apreensivos ou deixar Mark desconfiado. Por ora não sabemos de muito.

— Deveríamos leva-la — Jackson disse um pouco sorridente — Acho que no final de tudo Mark vai gostar dela.

— Tem razão — Jaebum assentiu, também mostrando um pequeno sorriso — Vão procurando pelos outros cômodos, acredito que não vamos encontrar nada realmente útil aqui por agora. Quaisquer coisas me chamem.

Os dois garotos assentiram e partiram para os outros cômodos, Jaebum se ocupou em arrancar o quadro da parede velha sem danificar a moldura. Era surreal relembrar da reencarnação mais exótica de Mark, e querendo ou não fazer isso sempre ajudaria a relembrar de todas as outras. Jaebum era o único ciente da situação quando o caos se instalou, e mesmo que ele não realmente entendesse o que estava acontecendo compreendia que tudo começara a dar errado a partir do nascimento do príncipe. Jinyoung ainda era um bebê e Jackson não estava nas terras sul coreanas na época, era apenas o Im e o príncipe de ossos fracos Mark Tuan. A primeira vez que ele nascera tinha os fios tão castanhos quanto o recente, mas os olhos eram simplesmente dominantes, quase que convenciam Jaebum a fazer qualquer coisa que ele quisesse. Quando o garoto morreu pela primeira vez o Im tinha apenas 14 anos, estava brincando do lado de fora quando ouviu a noticia por sua mãe. Ela não conseguia acreditar que o herdeiro tinha realmente partido, e Jaebum também se sentia da mesma forma, parecia surreal.

Ninguém realmente o contou o porque da morte de Mark até que finalmente estagnou, e depois que Jinyoung e Jackson chegaram foi mais fácil de lidar com os problemas dentro e fora da Ordem. Conforme os meninos foram aumentando, as reencarnações de Mark se tornavam mais fáceis de controlar — mas no final ele sempre acabava partindo, e isso fazia com que todos começassem a agir quase que indiferentes quanto a morte dele depois de presencia-la mais de três vezes. Yugyeom, entretanto, o vira morrer apenas uma vez, todas as outras que vieram depois de sua estagnação foram evitadas. Jaebum de certa forma entendia os motivos dele, o Kim praticamente crescera com tal reencarnação de Mark e todos acreditavam que ela seria a verdadeira por ser semelhante ao primeiro nascimento dele, mas as coisas não agiram como o esperado. Depois do surto e enfim escolha de prender Yugyeom, que na época praticamente implorou por isso, todas as outras mortes de Mark nunca foram vistas pelo Kim — e certas vezes nem mesmo pelos meninos, que simplesmente não esbarravam com Mark em suas outras vidas.

Jaebum desprendeu o quadro entre um suspiro, observando pela última vez a reencarnação de Mark e analisando a situação. Ainda estava sentindo que algo estava errado.

— Jaebum hyung!

Um grito assustado de Jackson soou no outro cômodo, Jaebum sentiu o sangue negro gelar em suas veias. Não demorou dois segundos para que o Im estivesse na presença dos dois garotos, igualmente assustado. O olhar do chinês era totalmente expressivo.

— Eu achei eles.

 

***

 

Jinyoung observou como Youngjae cuidadosamente cuidava de alguns livros e os separava em uma pilha no canto. Entre os nomes nas antigas capas, ele conseguia ler alguns que gostava como Edgar Allan Poe ou Charles Bukowski, mas ainda não entendia porque o Choi estava ali os arrumando sendo que eles já estavam muito bem enfileirados na estante.

— O que está fazendo?

— Huh? — Youngjae se virou confuso — Separando alguns deles para Mark.

— É pro curso?

— Não, só achei que ele deveria variar um pouco no que lê — deu de ombros — Mark tem umas visões românticas demais do mundo, acho que alguns desses vão servir para trazê-lo a realidade, e depois disso eu vou apenas deixa-lo com alguns outros romances.

— Qual o sentido de dá-lo algo moderno para ler e depois trazer de volta ao romântico? — franziu o cenho.

Youngjae sorriu abertamente, Jinyoung conseguia entender porque Jaebum amava a figura dele sempre que os dentes branquinhos apareciam, era realmente bonito.

— Não precisamos deixar nossa essência para descobrir coisas novas, precisamos? — riu — E esses romances são perfeitos para ele, aposto que vai aproveitar bastante — juntou os livros e os pegou facilmente — Até mais, Jinyoung. Quando os meninos chegarem você me chama, vou conversar com Mark um pouco sobre os autores que ele gosta.

— Até — o Park acenou levemente, a porta se fechou. Um suspiro escapou do imortal.

Ele estava preocupado com os meninos, não recebia respostas de suas mensagens já se fazia um bom tempo e sabia que Jaebum não o preocuparia dessa forma apenas por brincadeira. Nem mesmo Jackson o respondia, e Jinyoung já tinha apelado como podia.

De repente a porta se abriu novamente, talvez Youngjae tivesse esquecido algum livro.

— Oh, hyung! — Yugyeom sorriu levemente — O que foi? Por que está aqui tão sozinho?

Outro suspiro escapou.

— Estou preocupado com os meninos — mostrou o celular sem avisos de mensagens — Será que está tudo bem? Já está anoitecendo, e se eles por acaso não pegarem o voo?

— Está tudo bem Jinyoung hyung, não fique pensando assim — Yugyeom tentou acalma-lo — Você mandou os três mais fortes, é claro que eles vão sair inteiros.

— Você é o mais forte — levantou uma sobrancelha, quase que debochado.

— Você mandou os três mais fortes depois de mim, feliz? — Jinyoung soltou um risinho — De qualquer forma, não se preocupe! Eles vão voltar bem, certo?

Jinyoung não sentia que sim, mas assentiu.

— Certo.


Notas Finais


obrigada pelo apoio que vocês vem me dado com essa fanfic, sério! markgyeom forever!!!!
espero que estejam gostando da história, porque eu particularmente estou amando escreve-la!!
mudei meu user (pra variar) no twitter, quem quiser falar comigo: https://twitter.com/limjaebummie
provavelmente irei responder os comentários hoje ou só sexta, depende dos meus corres aqui, mas já li todos e estou imensamente agradecida!!
amo vocês
xoxo


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