História Santo Fracasso - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Kookmin, Morte, Sobi, Sope, Vivo-morto, Yoonseok
Exibições 138
Palavras 3.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLHA SÓ QUEM VOLTOU DEPOIS DE 80 ANOS EM HIATUS?
Exatamente. Euzinha. Chorem mais porque aqui do Inferno minha visão é ruim.
Enfim, eu queria ter postado esse capítulo junto com Vier Monde e 3 to Strike, mas era um milagre muito grande, então vamos com calma. Espero que vocês gostem desse capítulo, espero que entendam que eu preciso ir com calma senão minha mente vai me matar antes de eu conseguir concluir minhas fanfics.
Amo vocês, boa leitura, vai vai vai. ♥

Capítulo 3 - Desculpe o Transtorno


Fanfic / Fanfiction Santo Fracasso - Capítulo 3 - Desculpe o Transtorno

É, Coisa-Nem-Tão-Ruim-Assim, parece que eu baguncei mais do que deveria... Só espero que isso funcione para me trazer de volta, você sabe, eu não vou desistir. Mesmo que eu não tenha ido para o céu, eu ainda quero morrer de forma digna. Nós poderemos nos ver depois, não? Prometo não te fazer sentir saudades demais, hm? Eu conheci um cara, talvez as coisas melhorem agora. Sim. Sem viadagem, só realidade demoníaca. Deixe um aviso na minha cela: “(Não) Volto Logo”.

 

Seus olhos estavam presos no teto de seu quarto, mal se lembrava de piscar com o tanto de coisas que rondavam sua mente. Apenas saiu de seu transe com o ronco alto de Yoongi e, bem, com o tapa que o mesmo deu em seu rosto enquanto virava-se na cama. Bufou baixinho, respirando fundo. Seu melhor amigo não precisava dormir, droga! Era tão insuportável que apenas fazia isso por puro prazer.

Então fazia uma pequena nota mental: Não tentar voltar à vida depois de morto.

Até porque, bem... quem voltava se tornava bizarro e muito, muito chato. E Jimin não se referia apenas ao Min, claro que não. Hoseok também o atormentava, principalmente porque após salvar o loiro demônio ele se achou no direito de morar com os outros dois. Sua casa estava se tornando uma pensão sobrenatural ou o que? Daqui a pouco cuidaria de fadas, sereias e talvez até mesmo vampiros. Quem poderia dizer ser mentira?

Mas, de qualquer modo, o Park se sentia bizarro. Quer dizer, já haviam alguns dias que Jung – havia descoberto o sobrenome do anjo – estava ali, tentando não só conhecê-los melhor como também arquitetar um plano bom o suficiente para que conseguissem tirar seu amigo do inferno. Mas o pior fora quando começou a sonhar com alguém que dizia-se um anjo também. Não só um anjo como alguém... irritante.

Caminhava até a cozinha ainda se lembrando do sonho da noite passada, onde o tal anjo falara consigo, soando até mesmo engraçado. Quer dizer, achava que anjos desciam de uma luz muito forte para falar algo sábio, não comentar sobre o quão bonito ele era ou coisas do gênero. Apenas interrompeu seu próprio pensamento quando viu Hoseok ajeitando a mesa para o café da manhã. Bem... Era algo como onze horas, por que raios ele não arrumava a mesa para o almoço? É, aquele sábado seria bem extenso.

— Dormiu bem, Jimin-ah? — o dono de fios castanhos perguntou, sentando-se ao lado do mais baixo. — Irei lhe acompanhar no café hoje.

— Mas você não sente fome, Hoseok... — viu o mesmo dar de ombros, continuando a falar. — Eu tive um sonho bizarro. — riu, estava mais sonolento do que bem humorado. — Era um cara dizendo ser um anjo... Ele disse coisas bem idiotas.

O Jung arregalou levemente os olhos, se ajeitando na cadeira antes de pegar um biscoito, encarando o mais baixo com muita curiosidade nos olhos brilhantes. — O que ele disse?

Jimin o encarou, o interesse do mais alto em seu sonho era tão óbvio que chegava a ser zoado. Isto é, por que ele se interessaria em um sonho bobo do humano? Ele era um anjo, não poderia adivinhar ou qualquer coisa do tipo?

— Ele me disse algo sobre eu não me afastar nem de você, nem do Yoongi-hyung. — colocou um pedaço de pão com geleia de uva nos lábios. — Tipo, não faz sentido. Por que eu me afastaria?

— É verdade... — o anjo riu, sem humor nenhum. — E... E ele te disse mais alguma coisa?

O único ser com alma dentro da residência arqueou as sobrancelhas antes de sorrir, começando a se interessar na curiosidade do anjo. Esticou-se sobre a mesa, risonho, encarando-o de perto.

— Disse que eu fico bonito de cabelo preto. — puxou os fios para trás. — Você acha? — mastigou outro pedaço de pão com geleia. — Ah! Ele também disse ser meu anjo da guarda. Não que eu acredite, mas...

O baixinho deixou-se sorrir com a lembrança vaga das palavras em seu sonho. Era bizarro, mas não negaria um elogio nem que fosse feito pela sua própria mente. Tinha praticamente apenas Yoongi como amigo ou pessoa próxima... elogios não faziam o forte do demônio. Pelo menos não com seu amigo humano.

Encarou então a criatura angelical, vendo-o preso em seu próprio mundo como se analisasse tudo o que o humano havia acabado de falar. Ele estava com os olhos presos na toalha de mesa colorida quando sorriu, pegando outro biscoito. Por sua vez, Park imaginava se era algum tipo de maldição a fome que as criaturas mortas sentiam quando voltavam à vida. Zumbis eram famintos, Hoseok apaixonado por biscoitos, Yoongi por tudo o que era comestível... Fazia sentido, poderia usar como o tema de seu TCC na faculdade.

— Por que todo esse interesse no meu sonho, Hoseok? — perguntou, bebericando de seu café puro. — Por acaso é algum amigo seu?

— Eu preciso ficar atento, criaturas mortas conversam com os vivos através de sonhos. — deu de ombros. — E eu não tenho amigos no céu.

Ele se levantou, caminhando tranquilamente até a cozinha enquanto Jimin o encarava incrédulo. Antes que pudesse questionar a última frase do anjo, Yoongi apareceu arrastando-se até a mesa, descansando uma das bochechas sobre a toalha colorida. Hoseok sentou-se onde estava, abrindo um novo pacote de biscoitos de cereja e mel.

— Mas no inferno deve estar metade da sua galera, hm. — o demônio falou arrastado, custando para conseguir sentar-se sem deitar sobre a mesa. — Como deixaram você entrar no céu, engomadinho?

— Ao contrário de você... eu mereci. — sorriu, enchendo a boca.

Yoongi revirou os olhos, levantando-se antes de mostrar o dedo médio para o ruivo. Foi até a sacada do apartamento, se trancando lá enquanto retirava alguns cigarros feitos a mão do bolso largo. Jimin observava tudo com os olhos semicerrados, duvidoso. Quer dizer, mesmo que fosse apenas um ser humano estúpido ele conseguia sentir que ambas as criaturas mortas escondiam algo de si... Não que escondessem a mesma coisa, mas queria deixar tudo claro, afinal, estava vivendo abaixo de seu teto, comendo da sua comida e praticamente rasgando de seu dinheiro.

Se aproveitaria do fato que era ser subestimado pelas duas criaturas que agora moravam em seu apartamento. Sabia que eles achavam que Jimin nem ao menos desconfiava de nada, que não via o modo como andavam apreensivos ou, no mínimo, duvidosos. Terminou seu café quente, levantando rapidamente da mesa enquanto ainda observava com o canto dos olhos todos os passos de Yoongi ou Hoseok. O branquelo ainda estava na sacada, fumando o que achava ser maconha. Escroto. Ele não poderia largar aquela – literalmente – droga nem mesmo depois de morto?!

Porém, seus atos heróicos ou sermões sobre o uso de drogas ilícitas teria de esperar. Chegou o relógio no display do celular e bufou, irritado. Jimin odiava estar atrasado, não importava para o que, muito menos se era importante ou não. E, naquele caso, era com Taehyung que falaria, era sobre dinheiro, era algo sério.

Sustentar um anjo e um demônio não era nada fácil, anotem.

— Estou saindo. — falou alto, esperando que Yoongi conseguisse ouvir da sacada. — Hoseok-hyung, daqui a pouco peça para aquele idiota parar de fumar lá fora… Vão acabar me prendendo.

Ele assentiu, levantando-se para acompanhar o mais baixo até a porta. Não sabia se ele estava indo para a faculdade, mas resolveu que não era um bom momento para perguntar, apenas o deixou ir. Então trancou a porta por dentro e voltou para a sala, observando a imagem de Min apoiado no batente com um agora pequeno cigarro entre os lábios finos. Era tão bizarro. O encarava e às vezes se observava pelo reflexo da televisão desligada, imaginando se mais alguém conseguia ver todo aquele vazio que existia dentro deles. Isto é, estavam mortos, era tão óbvio.

Não era?

— Ei, luz divina, ele já foi? — a voz preguiçosa o acordou de seus pensamentos. Assentiu, silencioso. — Graças a… não sei. Amém? Glória então.

Viu a porta de vidro sendo fechada novamente, Yoongi enfiou uma das mãos no bolso da calça jeans colada, puxando outro cigarro feito a mão. Acendeu-o e voltou a se apoiar no batente, como se estar morto e fumar maconha fosse tão normal quanto beber refrigerante em festa de criança.

Se levantou antes que realmente percebesse, indo a passos lentos até onde ele estava. Queria aproveitar que Jimin não estava para conversar com o cinzento sobre como são as coisas lá embaixo, mesmo que ele não tivesse ficado lá por muito tempo.

— Yoongi. — chamou, encostando a porta atrás de si. — Como era o Inferno?

É, nunca conseguiria ser discreto.

Os olhos quase sempre semicerrados do demônio se abriram em surpresa, logo depois sendo acompanhados de um sorriso largo e sacana. Ele deu mais uma tragada em seu cigarro e riu, dando de ombros.

— Eu não me lembro. — respondeu, simplório.

Mas, Hoseok poderia ser um anjo, só não era retardado.

— Eu não sou burro, pare de mentir. Como era lá? Era quente, como dizem?

Ele riu outra vez. Desde que saíra, Yoongi passou a gostar muito do modo como as pessoas achavam que tudo era lá. Quer dizer, quente? Vermelho? Lava? Sério? A criatividade das pessoas era algo bem impressionante.

— Tudo bem, eu te conto, com detalhes. — viu um sorriso crescer nos lábios de Hoseok. — Só tem uma condição.

O ruivo sentiu suas costas se arrepiarem, não negaria que tinha medo do que aquela condição poderia significar. Era Yoongi ali, oras. Suspirou e assentiu, ele precisava saber. Era a vida de seu amigo que estava em jogo, ele precisava buscá-lo. E, bem, era óbvio que precisava saber como as coisas funcionavam no andar de baixo para poder buscá-lo, não?

— Tudo bem, o que você quer em troca? — revirou os olhos.

Fitou o demônio no fundo dos olhos, uma corrente de calor atravessando seu corpo simplesmente por tê-lo o encarando de volta. Não poderia negar, Yoongi era bonito e com todo aquele ar arrogante e estúpido ele parecia mais atraente ainda. Viu o mesmo levando o cigarro novamente até os lábios, soltando a fumaça rente ao seu rosto. Desviou o olhar apenas para tossir e, quando o xingaria, viu o objeto preso entre os dedos tortos do Min bem em frente aos seus olhos.

— Fuma comigo e eu te conto tudo.

Só poderia ser brincadeira.

Era piadinha demoníaca, não era?

— Você tá me zoando, Yoongi? — se afastou fazendo uma careta automaticamente. — Isso é nojento.

— Você acha que eu brinco com algo sério assim? — questionou, sorrindo. — Não é horrível, vamos. Se você quiser mesmo saber, vai ter que fumar.

O ruivo pegou o pequeno cigarro das mãos do outro, emburrado. Revezava o olhar entre o baseado e o sorriso irritante de Yoongi, sentia uma vontade grande de machucá-lo, mesmo que fosse com palavras. Tudo bem, não precisava fazer-se de bom moço, afinal, já não era mais exatamente um anjo. Exato. Havia fugido do céu, estava esperando o que? Asas negras e super poderes legais? Por favor.

Aos poucos ia tornando-se humano novamente.

Colocou entre os lábios, tragando como se fosse um dos cigarros que fumara durante sua adolescência. Hoseok ficou sério e com os lábios bem prensados, Yoongi ficou calado e… admirado. Desde o momento que o ruivo chegara ali, tinha o único propósito de irritá-lo, afinal, eram supostamente inimigos (i)mortais. Mas, céus, Jung conseguia ser tão bonito e sensual que Yoongi desejava morrer.

Morrer de novo.

— E… E aí? O que achou? — questionou, estava levemente envergonhado pelas coisas que passavam em sua cabeça.

— Tem um gosto horrível. — respondeu, abrindo rapidamente a porta de vidro. Yoongi amassou o cigarro, jogando-o sacada afora. — Como você pode gostar disso?

O cinzento viu o anjo deitar-se sobre o sofá, ficou rindo do mesmo até que os olhos de Hoseok se arregalaram e ele sorriu, rindo junto.

— Por causa das risadas que eu uso, não do gosto. — respondeu, se jogando na poltrona enquanto ainda o encarava.

Jung tirou um papel de dentro do bolso da calça, ficou encarando-o por algum tempo até deixá-lo sobre o tecido do sofá, rindo novamente. Yoongi sabia bem dos efeitos que a maconha fazia, mas nada se comparava a assistir Jung Hoseok sob o uso da mesma. Ele olhou a foto como se fosse um baú de diamantes, depois encarando o teto como se virasse um buraco negro, era bizarro.

Então ficaram ali em um silêncio longo e confortável durante muitos minutos. Cada um se aproveitava da brisa como conseguia, em seu próprio mundinho. O demônio nem ao menos sabia dizer se o que vira fora sonho, efeito ou realidade mesmo, afinal, Hoseok estava o encarando de volta com um sorriso gigantesco nos lábios. Os olhos claros do mesmo o observavam de cima a baixo, era exatamente como quando diziam estar sendo ‘comido com os olhos’. Pena estar mole demais para conseguir tomar alguma atitude, isto é, sentia-se sonolento e tonto ao mesmo tempo. Era sempre uma viagem diferente.

Após algum tempo, acordou assustado com o barulho do anjo se levantando. Não sabia quanto tempo havia passado, não sabia se Jimin já havia voltado, só sabia que estava são novamente. São e inteiro. Encarou o sofá onde ele estava deitado, avistando a foto que antes ele olhava. Sua curiosidade falava mais alto do que um alto falante em sala vazia.

Pegou a foto de cima do sofá, encarando bem os dois rostos na imagem. Hoseok estava de pé, abraçando o pescoço de um outro rapaz que estava sentado. Ambos olhavam para a câmera, sorridentes. O moreno sorria bem mais, possuía dentes que lembravam Yoongi de coelhos, era engraçado. Seria aquele o namorado do Jung? Estavam bem próximos, poderia ser.

— Quem é esse? — o cinzento questionou, inclinando levemente a cabeça. — Eu sinto como se já tivesse visto ele em algum lugar…

— É meu meio-irmão. — respondeu, dando de ombros. — Faz tempo que eu não o vejo, mas nós éramos inseparáveis. A mãe dele se casou com o meu pai quando a gente ainda era criança e, quando crescemos, nós acabamos nos mudando para Seul, juntos.

— O que aconteceu? — Yoongi questionou, completamente curioso.

— Eu morri e… desde então nós não conversamos mais.

Sentiu-se levemente mal por Hoseok. Quer dizer, ele parecia gostar mesmo do irmão e morrer tornava complicado manter uma conexão. Mal acreditava que Jimin o aceitaria de volta, Hoseok poderia ter esse medo do irmão também, não é? Não era natural que pessoas voltassem da morte, a ordem das coisas não deveria ser assim, então talvez manter-se longe de qualquer um que soubesse sobre seu óbito fosse a melhor opção.

Talvez Hoseok manter-se longe do irmão fosse a melhor opção. Ou pelo menos era isso o que Yoongi achava que ele estava fazendo.

 

    (...)

 

Estava começando a repensar as vantagens de ter fugido do Inferno.

Imaginava que poderia comer e dormir eternamente, mas estava completamente enganado. Após a conversa que teve com o anjo, fora obrigado a limpar o banheiro, lavar a louça e dobrar os cobertores da cama de Jimin. Era praticamente trabalho escravo! Hoseok o mandava correr de um lado para o outro com roupas, coisas e materiais de limpeza como se fosse uma faxineira. Era um demônio, porra!

Exigia respeito. Era malvado, não poderia ser tratado daquele jeito nunca.

— Eu espero que vocês não tenham morrido enquanto eu estava fora e… Nossa.  — Jimin largou sua mochila no sofá. — Passou um furacão angelical aqui?

— Na verdade, foi demoníaco mesmo. — Hoseok respondeu, risonho. — Yoongi arrumou e limpou tudo por livre e espontânea pressão minha, mas fez.

— Pode pressionar sempre que quiser, se for assim. — deu de ombros, sorridente. — Aliás, trouxe o jantar, cadê ele?

Fora até seu quarto deixar sua mochila, encontrando no caminho um Yoongi de lábios roxos saindo do banho. Ele enxugava os fios claros e fazia caretas, reclamava de dores nas costas e braços já haviam algumas horas.

— Eu acho que meu braço esquerdo vai cair. — comentou, se jogando no sofá.

— Quanto drama, Yoongi. — o moreno respondeu, colocando as sacolas sobre a mesa antes de ir para a cozinha.

Pensou em rebater explicando que Hoseok não havia feito nada além de falar o que ele deveria fazer e onde deveria limpar, mas o cheiro do bulgogi calou-o no mesmo instante. Ficou idêntico a uma criança obediente esperando o jantar, observando animado Jimin colocar os pratos na mesa.

Hoseok sentou ao seu lado, rindo baixinho do modo como ele havia ficado por culpa de um simples prato de comida – prato esse que ele não precisava comer, afinal, estava morto. Chegava a ser bizarro o modo como Yoongi era tão humano mesmo não sendo realmente um. Ali estava ele, babando de fome, reclamando de dor, piscando pesado de sono.

Chegava a ser fofo.

— Eu estive pensando, Hoseok… — Jimin começou a falar, fazendo-o mudar o semblante calmo para algo confuso. — Como você pretende chegar no Inferno?

— Não tinha pensado nisso… — o anjo respondeu, pensativo.

— Como você pretende buscar seu amigo, então?! — Yoongi se segurou para não xingá-lo.

Mas ele tinha razão. Se Hoseok não tinha nem ideia de como chegar no Inferno, como ele queria trazer o amigo de volta para a Terra?

— Como você fugiu, Yoongi? — o ruivo encheu a boca de comida logo após perguntar.

— Eu… — parou para pensar, rapidamente. Havia recebido ajuda para fugir, na verdade. Jeongguk o ajudou, senão jamais teria conseguido. Os portões do Inferno só podem ser abertos por alguém designado a isso, caso contrário… nem tente. — Um demônio me ajudou. Ele abriu o portão e eu saí, na verdade. Foi bem simples.

— Que estranho… — Jimin comentou, os lábios já inchados. — Eu achei que seria mais difícil, sei lá.

— Foi mais difícil encontrar a saída do que sair. — respondeu ao amigo.

O terceiro rapaz, que estava em silêncio, começou a pensar. Talvez chegar no Inferno nem fosse o pior dos seus problemas, mesmo que parecesse grande coisa ou algo até mesmo impossível para um anjo caído como ele. Ele precisava mesmo, naquele momento, com urgência, para ontem, era descobrir como faria para abrir os grandes portões e salvar seu irmãozinho.

Rio baixinho, afinal, seu irmão odiaria ser chamado daquele modo. Irmãozinho fazia parecer com que ele tivesse menos de dez anos e… bem, era algo longe disso.

Jeongguk era apenas três anos mais novo que si.


Notas Finais


E é isso, galeres! Espero que tenham gostado, ok? Me contem o que acharam! Até logo!


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