História Santuário - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Arcadia, Erios, Eron, Escarlate, Leões Persas, Paladinos, Rei Eron
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Palavras 2.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal aqui está outro cap espero que estejam gostando da história comentem se puderem ao terminarem a leitura bjs xau boa leitura

Capítulo 8 - The Black Knight


Fanfic / Fanfiction Santuário - Capítulo 8 - The Black Knight

Já havia passado da meia-noite e o pequeno grupo liderado por Erios, deixara para trás os limites do pacífico reino de Crocosmia e prosseguia rapidamente ao encontro da tortuosa Floresta Negra de Polaris do Sul, reino do profano rei Drakkar.

-Vejam! Ali está a Floresta Negra. Sejam todos cautelosos, a partir de agora.- Alertou Erios, que instigava Safira a cavalgar ainda mais rapidamente.

Devido a sua grande velocidade, os cinco arcádios rapidamente alcançaram a densa e negra floresta que envolvia toda a grande e poderosa muralha de Polaris do Sul.

-Aqui é um lugar diferente- Disse Beatriz ao contemplar a penumbra da floresta.

-Cuidado! Fiquem atentos aqui é cheio de armadilhas. Não sejam precipitados ao cavalgar ou serão pegos em alguma armadilha colocadas por mercenários, que aqui se escondiam.- Instruía Erios- Por fim não façam barulho, afinal segundo as cantigas, essas matas são amaldiçoadas.

-Você só pode estar de brincadeira Erios. Amaldiçoadas!- Debochou Beatriz em alto tom.

-Faça silêncio Beatriz!- Ordenou Erios, mirando os olhos atenciosamente no perímetro.

-Do que você tem medo?- Indagou Beatriz.

-Não estou com medo Beatriz.- Respondeu Erios, que começava a prever o eminente perigo.- Tem algo errado.

Erios estava completamente atento, pois começava perceber que alguém escondidos entre a multidão de árvores os vigiava.

-Beatriz, Melissa, Peter e Eregon! Fiquem atentos não estamos só.- Declarou Erios.

Uma forte ventania desceu dos céus, que quase estava para levar abaixo todas as árvores. Nesse instante o paladino-mor sacou a espada, esperando o eminente ataque do inimigo, porém, tudo aconteceu ao contrário. Erios e os demais esperaram um ataque no meio de toda aquela ventania, mas ao invés disto toda aquela ventania havia passado, deixando a dúvida do que realmente aconteceu ali.

-O que aconteceu!?- Indagou Eregon.

-Não sei, mas isso ainda não acabou- sussurrou Erios.- Fiquem atentos.

Alguns ruídos começaram a soar de cada canto da floresta, em seguida o paladino-mor e os demais começaram a contemplar vários vultos negros que passavam por es e se escondiam novamente atrás das árvores. Nesse instante Erios O Paladino-mor, recordou-se das antigas história, que eram lhe contada sobre os horrores que jaziam no interior da grande Floresta Negra, então o guerreiro também recordou-se, que não dava importância, já que lendas eram apenas lendas e nesse instante arrependeu-se, por não ter estudado mais os antigos livros.

-Saquem suas espadas.- Ordenou Erios.

-Como lutaremos contra eles? Mau os vemos.- Indagou Peter ansioso.

As montarias dos guerreiros começavam a se agitar, ao perceber o sinal desse sombrio perigo.

-Não se assustem! Apesar de tudo suas armas e suas armaduras, podem lidar com isso.- Relatou Erios- Juntem-se e fiquem costa a costa, em posição circular.

Erios estava certo, afinal a história da conquista das terras de Arcádia havia sido baseado em batalha árduas, contra várias criaturas misticas que lá habitavam. Por fim o primeiro rei arcádio, Bor O Destemido ordenou ao seus sacerdotes que fabricassem armas, escudos e armaduras misticas, para o fim de derrotar qualquer criatura existente, sendo ela de ordem física ou espiritual, mistica ou humana. Pelos séculos dos séculos a ordem de projetar e confeccionar objetos deste gênero, foi bem aceita de forma que isso era uma das colunas econômicas que sustentava Arcádia.

-Fiquem atentos!- Bramou Melissa armando o machado.

Cada vez mais vultos surgiam do interior da floresta, sombras que corriam, pulavam, teleportavam-se de um lugar a outro era arrepiante ver aquilo.

-O que está acontecendo!?- Indagou Peter assustado.

-Contenha-se Peter!- Disse Beatriz ao ver a reação do rapaz.

-Observem aquilo.- Apontou Eregon o dedo, na sombra que criava forma na frente de Erios.

Era espantoso e surreal sombra que se transformava diante não só do rosto de Erios, mas sim de todos. Logo a primeira impressão era de que a criatura tivesse uma forma humana, e ao longo de todo o processo acompanhado pelos guerreiros, testificou-se de que se tratava de um horrendo oponente. Sua forma era esta; Seus longos cabelos negros levitavam vagarosamente no ar, seu corpo era magro, esquelético, seus olhos eram ardentes feitos fogo, suas unhas das mãos e dos pés eram agudas feito laminas, além de suas negras asas depenadas, por fim trajava uma armadura negra de um material totalmente desconhecido pelos guerreiros e em sua mão jazia uma espada de cor escarlata.

-Quem é você? Ou o que é você?- Questionou Peter.

-Não importa o que sou Peter de Arcádia ou quem sou. Saiba porém que esta noite vocês caíram ou fio de minha espada.- Respondeu criatura com ronquidão em sua voz.

Todos se surpreenderam com o conhecimento da criatura em relação a Peter ou melhor a eles todos.

-O que é você?- Indagou Erios curioso.- Nunca vi algo como você.

-Eu já lhos respondi Erios, não importa o que sou. Saiba apenas isso humano tolo que desta noite não passaram.- Ele riu diabolicamente.

-Como sabe sobre nós?- Indagou Melissa. A criatura riu sombriamente.

-Eu sei tudo de vocês humanos.- A cólera fedia em sua boca- Eu vou destruir sua raça imunda pouco a pouco. Erios logo percebeu que aquilo em sua frente era pura maldade e que um pedido amistoso ou nocivo não faria muita diferença, a única opção era a iminente luta.

-Vocês querem um nome? Pois bem me chamem de Destruidor.- Bradou fortemente a criatura.

-Já chega! Se não atacarem eu atacarei.- Declarou Eregon avançando sobre o "ser" surreal.

-Eregon não!- Berrou Peter seu irmão.

Com toda imprudência o centurião cavalgou em Haraka seu lobo, para atacar fatalmente a distinta criatura que jazia em sua frente. O Destruidor por sua vez observando a louca ideia do jovem centurião, riu maliciosamente e aguardou até que Eregon estivesse bem próximo, para lhe responder com um forte golpe, que arremessou este e o seu lobo contra uma árvore levando ao desmaio os dois.

-Eregon!- Peter desceu de Luna sua loba, para ajudar o irmão.

-Como ousa?- Berrou Beatriz.- Vou te destruir.

Beatriz desembainhou a espada e cavalgou em Epona com toda velocidade para abater Destruidor, contudo esta foi interrompida por outro monstro que do nada surgiu para lhe atacas furiosamente. Beatriz foi surpreendida por outra criatura, uma daquelas que se escondia na escuridão da floresta antes do alvoroço, toda via a ruiva não se deixou levar pelo susto e contra-atacou ardentemente.

-Então parece que começamos.- Riu o Destruidor.

-Melissa ajude Beatriz. Peter cuide de seu irmão.- Ordenou Erios.

-Sim!- Os dois responderam numa só voz.

Sem nenhuma espera o Destruidor atacou Erios, o paladino-mor com sua espada numa velocidade descomunal que surpreendeu o guerreiro, do qual este num só reflexo foi obrigado a defender-se bruscamente com sua espada, em seguida o paladino aproveitou minúsculo intervalo de tempo entre um ataque e outro do Destruidor, para lhe desferir ataque que lhe cortou gravemente o braço, forçando a criatura berras espantosamente.

-Seu verme você me acertou o braço,- levou a mão ao local ferido- vou te matar e depois que eu te matar, vou atrás de toda sua família, inclusive irei atrás de sua filha Scarlett, a quem tanto procura.

O duelo que envolvia Beatriz e Melissa contra a maligna criatura estava árdua, ainda que fossem duas contra um, as paladinas somente mantinham-se na defensiva.

-Melissa devemos tomar alguma atitude.- Declarou Beatriz.

-O que devemos fazer então?- Indagou Melissa que defendia-se no momento.

A criatura revolvia-se em risos enquanto tilintava a espada contra o próprio peito.

-Vou mata-las!- Debochou o ser.

-É você quem morrera monstro.- Provocou Beatriz.

Beatriz possuía um plano e era imprescindível que Melissa participasse ativamente e o efetuasse com perfeição. Então a ruiva gesticulou disfarçadamente para Melissa, que aguardou atenciosamente o ato de Beatriz.

-Está na hora de morrer.- Novamente Beatriz provocou a criatura.

A criatura não se assustou com as ameaças da ruiva e armou-se esperando a investida. Beatriz pôs sua vez lançou lâminas para distrair a atenção daquela monstruosidade, em seguida com uma velocidade descomunal a paladina inverteu um ataque com a sua lâmina, a aberração porém se defendeu com sua espada causando uma pequena ranhura na espada da ruiva, o que ele não esperava era um afiado machado que aproximava-se a toda velocidade de sua garganta.

-Morra!- Berrou Beatriz.

Sem poder se defender aquele diabólico ser teve decepado fora sua cabeça e ao chão se foi.

-Agora ele morreu!- Comemorou Beatriz.

-Acho que ainda esta muito cedo para cantar vitória.- Declarou Melissa desembainhando sua espada, ao ver outros diabólicos seres se voltando contra eles.

-Ôo! É verdade.- Confirmou Beatriz, armando-se para atacar.

Ao escutar a ameaça do terrível monstro contra sua família e sua filha Scarlett, a cólera subiu o coração de Erios e furiosamente atacou o Destruidor.

-Vou acabar com você, criatura nefasta!- Afirmou o paladino com toda fúria.

-Não tenho medo de você Erios, filho de Eron.- Apostou o Destruidor com a revelação.

-O q-que? O q-que você disse?- Assustou-se Erios.

A ideia do Destruidor de semear uma pequena parte da verdade sobre Erios o paladino-mor, havia funcionado e por conta disso o paladino confuso, levou um soco no rosto que o arremessou contra uma árvore distante. Aproveitando a oportunidade o Destruidor saltou sobre Erios e este não podendo defender-se teve o ombro perfurado pela a aguda lâmina escarlate da horrenda criatura.

-Ah! É verdade havia me esquecido. Você não sabia da sua descendência arcádiana e loriana?- Ironizou o Destruidor- Em fim, isso não importa mais. Vou matar você, sua família e por fim sua filha Scarlett.

-Quem é você?- Erios respirava com dificuldade.

-Quem sou eu?- Deu uma gargalhada maliciosa- Já disse não importa.

Se quer me chamar por algum nome, me chame de Destruído.

-Pois tudo bem Destruidor. Já está na hora de acabarmos com isso.- A voz era de Eregon que despertara do desmaio e que mirava uma seta pontiaguda naquela terrível criatura.

-Você ainda está vivo?- Indagou surpreso.

-Não me importo com o que você é, monstro terrível. Saiba que não será você que irá me derrotar.- Disse ele disparando a seta.

O centurião disparou a flecha, imaginando que o frágil objeto viesse a obter um resultado positivo. Toda via, tudo ocorreu ao contrário do esperado. Com apenas uma das suas terríveis mãos, segurou e quebrou a seta que contra ele foi lançada, como se fosse algo insignificante, frustrando a fracassada atitude heroica do orgulhoso centurião. Aproveitando o momento ou oportunidade em que a horrenda criatura ficou com a guada baixa, Erios mesmo ferido e desnorteado por conta de seu grave ferimento, desferiu um golpe que perfurou desde o ventre até parte superior do pescoço daquela aberração, que por fim rasgou todo o peitoral do Destruidor, quando retirada foi a espada. Então um berro horrendo correu toda a mata assustando quem o escutava, era o Destruidor que agonizava com seu peitoral rasgado ao meio, mas o golpe que deveria tirar-lhe a vida frustou-se e resumiu-se em diabólicos risos por parte deste que parecia nem mais sofrer com a dor. Erios ficou aterrorizado com o que estava vendo, afinal qualquer criatura de ordem física ou etérea deveria ter uma morte instantânea com aquele terrível ferimento.

-Então você me acertou!?- Indagou curioso- Saiba porém que não posso morrer. Mas estou confinado a viver nesta terra, para toda a eternidade. Agora vou me retirar, mas vou deixa-lo com um presentinho ou melhor uma marca.

-Do que você está falando!?- Indagou o paladino, com fraqueza em sua voz.

-Você vera, em breve- Respondeu.

Estranhamente a criatura que se denominava Destruidor, transformou-se em uma densa nuvem negra e sumiu no meio do amaranhado de árvores. Deixando a ordem para que seus lacaios finalizassem o serviço com os demais guerreiros e que deixasse Erios o paladino-mor encostado na árvore em que estava anteriormente, para ali expirar vagarosamente. Erios estava abatido com o ocorrido, o golpe da sua lâmina por si só deveria abater o Destruidor, quanto mais um corte ou um rasgão daquela magnitude. Contudo o paladino voltou ao seu estado consciente e percebeu que não havia motivos de ficar ali, então levantou-se do chão, imbuído de coragem e de força, e com todo vigor foi ajudar seus amigos que arduamente lutavam contra os subordinados do "tal" Destruidor.

-Não desanimem. Lutem!- Bradou Erios motivando os que lutavam.

Todos sentiram-se motivados com incentivo de seu líder, o problema era que nenhum deles conseguia se motivar como Erios. O guerreiro lutava como se não ouve-se inimigos moveis e sim bonecos de madeira que não possuía vida, para o paladino a dificuldade era decidida por sua própria determinação, até parecia que não havia mais ferimento algum em seu corpo. A lâmina que Erios possuía mais parecia bailar em suas mãos, seu semblante era de um verdadeiro guerreiro, destemido, forte, corajoso, era fato que a muito tempo o paladino não sentia mais o gosto da batalha e assim como sua reluzente espada, o guerreiro almejava sentir a vida deixar o corpo de seus oponentes. Um a um o paladino conseguia eliminar aqueles terríveis monstros até que por fim sobro somente um e este temendo ser pego, transmutou-se em uma expeça nevoa negra como seu mestre e fugir. No fim o paladino venceu todos os seus rivais, enquanto todos apenas observavam a peleja em silêncio, afinal o que poderiam fazer a velocidade do paladino em atacar seus inimigos era de ordem insana. Todos puderam ver o grave ferimento no ombro de Erios, por está razão estavam surpresos por sua determinação em destruir um a um, principalmente os gêmeos centuriões que ainda não haviam tido a oportunidade de lutarem ao lado de paladinos.

-Que incrível Erios! Como você é poderoso! Só me responda uma pergunta simples. Porque você esperou ser ferido desta forma, para depois vence-los de uma só vez?- Brincou Beatriz com Erios, enquanto guardava sua reluzente espada.

O paladino tratou com desdém o comentário irrelevante de Beatriz, contudo toda a sua atenção se voltou ao seu ombro, que dado as circunstâncias uma terrível dor era sentida no local atingido pela lâmina do Destruidor, em seguida Erios logo levou a mão ao local dilacerado para tentar estancar o sangue que corria.

-Devemos cuidar logo deste ferimento Erios- a feição de Beatriz havia mudado, agora a ruiva demonstrava preocupação.

-Olhem! Vejam!- Peter estava assustado- Os corpos mortos destas aberrações, estão virando nevoa.

-Como podem!? Estão mortos.- Comentou Eregon.

-Acho que não, o Destruidor antes de fugir teve seu peitoral rasgado por minha espada e não morre, por fim revelou que não poderia morrer.- declarou.

-Talvez estes não estejam mortos e sim fracos demais para se levantarem- sugeriu Melissa, enquanto pagava seu machado do chão.

Então num só turbilhão negro de névoa, todos os corpos que supostamente estavam mortos sumiram na penumbra da mata.

-Como eu suspeitava!- Erios confirmou sua tese, falando com muita dificuldade já que a terrível dor havia aumentado.

-Erios você definitivamente não está bem, venha logo preciso ver este ferimento- relatou Beatriz, temendo o significado daquilo.

Erios ainda tentou caminhar, mas logo seu corpo perdeu a força e o paladino foi ao chão desacordado. A reação de Beatriz foi instantânea e precisa, a ruiva rapidamente correu para socorrer o marido de sua irmã e quando o pôs sobre seu colo para analisar o ferimento, assustou-se ao ver uma fumaça escura sair de se ferimento e ver que a mesma se espalhava internamente pelas veias do paladino como uma infecção.

-O que é isso!?- Beatriz Comentou assustada.

-Deve ter sido a espada do Destruidor, que estava envenenada- sugeriu Eregon o centurião.

-Que tipo de veneno poderia causar isso?- Declarou Melissa, que não acreditava no que via.

Todos estavam próximos de Erios imaginando o que poderiam fazer para ajudar seu líder, mas era algo que nunca haviam visto então todos sentiam-se com as mãos atadas.

-Eu posso lhes ajudar!- Uma suave voz feminina ecoou do interior do amaranhado de árvores.- Eu tenho a solução para esse problema.


Notas Finais


Gostaram!? Comentem se quiserem em breve colocarei a imagem de cada personagem desta história. até a próxima


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