História Satiromaníaco - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jungkook, Hoch, Jikook, Jimin, Jungkook, Manicómio, Satiríase, Satiromaníaco, Top!jimin, Transtorno, Uke!queen
Visualizações 504
Palavras 2.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OI, GENTE, EU EXISTO, SABIA?
É, até eu choquei.

Me perdoa, eu estava viajando e em época de provas, como mandei aqui. Mas eu já estou att tudo. Já att AOP, acabei de att ABDA e faltava SM né?

Leiam escutando:
Say it - Tove Lo, Flume

Capítulo 11 - Até Onde Aguenta?


Fanfic / Fanfiction Satiromaníaco - Capítulo 11 - Até Onde Aguenta?

— Hyung — a voz abafada pela água, afogando suas palavras contra a pele do mais velho, soou baixa aos ouvidos de Jimin.

— Eu não posso fazer isso com você — o loiro agora o olhava com os olhos atentos em seu rosto molhado, em sua expressão de necessidade, de prazer e tristeza por temer não consegui-lo.

Ele sabia que não deveria ter deixado chegar à esse ponto. Não se tratava mais de o que ele queria, mas de o que era melhor para Jeon. E transar com ele, em uma situação como aquela, sabendo de seus problemas, era como afogá-lo bem ali, naquela banheira, em seu colo. Era fazer questão de destruir seu psicológico por inteiro; era ter certeza de que nunca o veria entrar em uma faculdade como um dia imaginou. 

Jeongguk era precioso demais para Jimin, para que ele tivesse coragem de terminá-lo daquele jeito. Não era certo. Não era certo de maneira alguma.

Park segurava o quadril ossudo e as mãos grandes do moreno apertavam a blusa do outro como se implorasse. E implorava. Ele se rebaixaria tanto por aqueles toques; ele ajoelharia para Jimin, se prostraria, ele choraria por aquilo. Então o loiro segurou mais forte sua cintura e o trouxe para si em um impulso, fazendo com que a água espirrasse pelo piso frio, fazendo com que o menino abraçasse seu pescoço, fazendo com que respirasse rápido contra seu ouvido. Ele gemia em expectativa, gemia em ansiedade, e o enfermeiro achava aquilo doentio. Mas o que fazer se o som fraco que deixava aqueles lábios finos era tão melodioso que arrepiava todos os seus pelos?

— Você não quer fazer ou não quer fazer só porque eu sou louco? — Jeongguk cheirava sua bochecha, esfregando os rostos como vira em vários videos. Era tão excitante quando via fazerem aquilo.

— Você não é louco.

— Mas eu quero me tocar até assistindo programas para crianças — Jeon ria baixinho, de maneira esquisita, como se fosse mais problemático do que realmente era. Como se tentasse provar sua insanidade para Jimin.

— Isso não é loucura.

— Mas e se fosse? — o moreno se afastou para olhá-lo.

— Eu ainda iria cuidar de você — o loiro sussurrou, encostando as costas na cerâmica gelada da banheira e passando as mãos de cima a baixo no corpo de Jeongguk.

Subiu as mãos aos mamilos e ali ficou. O mais novo apertou seus ombros em resposta e se sentou melhor sobre a virilha do mais baixo, enquanto ali se encaixava cada vez mais onde queria ser tocado. O enfermeiro desceu as mãos firmes pelas costelas, pela cintura, apertou seu quadril e subiu novamente para a cintura. O garoto se arrepiava com os toques, sem tirar, nem um segundo sequer, os olhos de seu tão amado Park.

— Você pode fazer o que quiser comigo, Jimin. Brincar com meu corpo, me xingar, me machucar — sorria segurando nas bordas da banheira ao que apertava os joelhos no corpo alheio e se aproximava de seu rosto.

— O que te faz pensar que eu faria isso com você? — disse indignado, porém mantendo o olhar sério sobre ele.

— Uh? — seu sorriso se desmanchou rapidamente.

— Te xingar, te machucar… porque eu faria isso?

O loiro levantou as mãos ao rosto fino e tão delicado. Parando para pensar, chegou a triste conclusão de que aquilo era algo tão normal para o moleque. Ser xingando, ser tocado rudemente, marcado, apertado por mãos que não o apertariam com carinho como faria. Imaginou-o na cama de um estranho, na casa de um desconhecido, no banheiro de uma festa e nos lugares mais imundos que sua mente podia pensar naquele momento.

O imaginou nas piores situações e seu estômago se revirava em pena. Todavia se sentia horrível em ter essa pena de alguém que nunca a pediu.

Bêbado em uma festa, na cama de um alguém qualquer. Roxos de chupões por todo seu corpo, dolorido, o cheiro de álcool impregnando o quarto. Suas roupas pelo chão sujo, sua maquiagem borrada, seus cabelos desgrenhados. Estirado nos lençóis, acordando pelado e sozinho. Casa vazia, vômitos pelos corredores. Ressaca atacando, cabeça doendo e boca seca.

Não sabia se era pior um anjo se rebaixar daquela maneira ou alguém fazer qualquer uma daquelas coisas com um. Sua pele branca deveria ser receber afagos, receber leves selares. Sua boca não deveria ser maltratada e seu quadril; sua cintura; suas nádegas não deveriam receber tapas.

Deveria ser tratado bem, ser alimentado direito, receber todo cuidado e carinho. Deveria usar roupas confortáveis e coloridas, não brancas e simplórias. Deveria rir, deveria sorrir mais. Sem sorrisos e risadas de deboche; sem malícias. Ele deveria dormir nos braços quentes de Park e acordar em sua cama macia. Deveria usar suas blusas largas como aqueles casais de filmes.

Jeongguk nunca acreditou em comédias românticas e Jimin sempre se cegou por elas. O par perfeito para a desilusão.

O mundo irá machucar um anjo, rapaz.

O mundo irá te amar, garoto.

Jimin o olhava tão atento. Era lindo. Lindo. Seus olhos inocentes e sua feição doce. Seus cabelos macios como os de uma criança e seu corpo frágil como flocos de neve. “Toque e quebrará” era sua conclusão. Já foi tão tocado, já foi tão usado, tão descartado e mal amado. E ainda sim mantinha aquele mesmo olhar.

Mas que linda falácia, era Jeongguk. Afinal, o que havia de tão angelical na mente do Satiromaníaco?

— Porque você não me fode e acaba com isso? — o moleque sussurrou, passeando a ponta do polegar pelos lábios fartos do rapaz embaixo de si.

— Eu prometo — Jimin se sentou melhor, abraçando o corpo gelado. — Eu prometo que eu vou te ter quando você estiver na minha casa — sorriu com o sorriso doce e confuso que se formou nos lábios vermelhos do menino pálido. —, nos meus lençóis — se aproximou de seu rosto. —, na minha cama. Mas então, e só então, eu farei amor com você.

Borboletas, não. Pássaros, não. Aviões levantavam voo na barriga de Jeongguk. O que era melhor do que aquelas palavras tão sinceras de seu antigo enfermeiro? Do que sua cama e seus lençóis? Do que fazer sexo com ele a noite inteira? E mesmo que nem as palavras coincidissem — "foder" e "fazer amor" —, os dois queriam aquilo; apesar das diferenças de princípios.

Mas ali jazia sua dúvida; a dúvida sobre todo seu frio na barriga e ansiedade instantânea que sentira: Queria tanto assim dormir com aquele homem que lhe segurava tão firmemente?

Céus, ele estava ficando louco. Tão louco. As lágrimas desciam por não ter o que queria e quando queria, mas a calmaria que invadiu seu corpo ao escutar tais palavras. Demorou a perceber que as mãos soltaram sua cintura e o envolveram com uma toalha áspera. O menino não lutou, não gemeu por mais atenção. Ele sabia que Park nunca quebraria uma promessa como aquelas, feita aos sopros naquele banheiro escuro.

Debaixo daquele corpo leve, estava a pessoa mais momentâneamente realizada. Ele estava ali, debaixo da toalha, sentado em seu colo, tendo como promessa se deitar em sua cama, consigo somente. Chorava. Sim, chorava, mas era aceitável ao rapaz. Jimin não sabia o quanto tempo levaria para livrá-lo daquele lugar, mas ele o esperaria. O sorriso Park já não conseguia conter.

[...]

O antigo enfermeiro mantinha os olhos no garoto, que se vestia de costas para si, estranhamente inocente e quieto. A blusa branca cobrindo sua derme era frustrante, a calça branca cobrindo suas coxas era uma tortura. Sua pouca carne e sua palidez, de certa forma, eram belos, mesmo estando naquela situação lamentável. Afinal, o amor é cego.

Mais uma vez digo, e mais mil vezes direi: Jeongguk era um anjo. Sim, era. Mas não se enganem, pois ali ainda haviam tantos erros. Aquele era um anjo caído pela luxúria. Um anjo que desejava a carne, pele e toques. Um anjo que negou sua própria existência por amor ao prazer carnal. A candura de sua pele; a negrura de suas asas. Nele havia tanto bom; nele havia tanto mal.

Se o menino era tal criatura, o que isso fazia de Jimin?

[...]

*10:52 da manhã*

Estava acordado. Cedo, como o usual. Esperava a porta se abrir e aquele sobre quem tanto pensa lhe estender sua mão quente. Podia escutá-lo lhe chamar baixinho do outro lado da porta. Mas não havia ninguém ali, e Jeongguk sabia. Ele sabia. Já havia checado ao longo dos dias. Aquela era só sua mente lhe confortando e lhe despertando do tédio.

Sem pesadelos durante a noite, nem sonhos, o menino dormiu. Seus olhos se fecharam tranquilos assim que o mais velho deixou seu quarto e o som metálico da porta se fechando chegou a seus ouvidos. Ele tinha uma promessa e aquilo lhe garantia uma paz momentânea. Pensar que o outro estaria lhe esperando sair era reconfortante.

Se retrucava mentalmente por estar fisicamente apaixonado. Apaixonado pelo corpo do loiro, por seus músculos e toques. Estava, inutilmente, lutando contra seus pensamentos para que voltassem a focar no branco da parede, nos passos que ecoavam no corredor; para que focassem no diário à sua frente, aberto em páginas em branco.

Batucava a caneta no metal de sua cama, encarando as linhas do caderno. Pensava atentamente em o que escreveria sobre seus dias. Não entregava um feedback ao instituto de seu tempo ali há mais de dois meses, quando o Park chegou e seus dias se tornaram segredos. Qualquer coisa que escrevesse teria o nome de Jimin como título. Não é como se só pensasse no homem, e mesmo que fosse, este não era seu conflito. Todos os picos de seus dias, desde que o mais velho segurou sua mão à porta e lhe direcionou duras palavras, se resumia a Park Jimin. Tudo era sobre o antigo cuidador. O resto eram paredes brancas e passos no corredor.

Sobre o papel começou a desenhar as palavras. Anotações sobre o Park eram trocadas por críticas sobre seu novo enfermeiro. E quanto mais escrevia, mais sentia raiva. Apertava a caneta no papel como se pudesse ter uma segunda chance de fincá-la no braço do homem. Faria loucuras para que pagasse pelo que estava fazendo consigo.

Acabou por rasgar aquela folha.

[...]

*11:00 da manhã*

A porta está aberta e o enfermeiro segura uma prancheta. Jeongguk senta sobre seu colchão fino e o encara, esperando que olhe para si, mas este mal nota — ou se dá o trabalho de notar — sua existência. E seu sangue ferve. Até sua pose não é nada profissional. O ruivo estava tão acostumado à casos extremos, que testava os limites do menino, esperando pelo dia que ele perdesse o controle.

Por quanto tempo aguenta ser ignorado e destratado? Quanto tempo para seus irritantes olhos brilhantes ficarem opacos? Por quanto tempo tentará sair? Quanto tempo mais acreditará que alguém nesse lugar luta por você?

Quanto tempo até sua sanidade finalmente acabar, Satiromaníaco?

No dia 22 de setembro, o garoto foi preso em meio à multidão. No dia 30 de outubro, sentou-se num tribunal e escutou lhe chamarem de palavras. No dia 4 de novembro, foi rotulado mentalmente incapaz de se defender por seus pais e no dia 15 de dezembro, entrou neste lugar. E até hoje, aqui está. Foram 8 meses trancado em um quarto; 238 dias sem companhia alguma; 5712 horas de silêncio e 342720 minutos de paredes brancas.

Mas me diga, quanto a mente humana pode suportar?

[...]

*23:10 da noite*

— Jeongguk, cheguei — a voz de Park soando à porta despertou o garoto, que se sentou rapidamente o olhando com olhos tristes. — O que foi?

Jimin andou até o mais novo e deixou a sacola que carregava ao lado de sua cama, se sentando no momento em que o viu lhe dar espaço.

— Não é nada — fitou o loiro.

Tentava lhe lançar seu sorriso mais verdadeiro, mas aquela era uma alegria inexistente. Não estava feliz. Tudo menos feliz. Vazio. Sua mente parecia melhorar de sua doença e comê-lo por dentro, aos poucos, como se larvas se arrastassem por sua pele. A cada melhora em seu comportamento, mais aquele vazio pesado crescia dentro de si, o levando para baixo.

Ora, pequeno, felicidade não é uma conquista, é algo momentâneo que deve ser aproveitado.

Então em suas provas, sentar-se à mesa antes da moça entrar, para ele, aquilo era felicidade. Receber uma ligação, mesmo que uma mensagem de voz, de sua família, aquilo era felicidade. Toda vez que o mais velho lhe apertava o corpo, aquilo era felicidade. Mas o menino nunca percebeu. Para o moreno, aquilo era nada mais que um prazer a parte do sexual; uma satisfação. Algo que, novamente, o confortava.

— Bom, eu te trouxe um presente. — O enfermeiro disse sorrindo para animá-lo.

Não era difícil saber que Jeongguk não estava bem ali. Era óbvio para Park, que podia chegar a sentir sua solidão só de olhá-lo. Passar o dia ali parecia ser como estar no inferno pintado de branco para enganá-lo.

Pegou a sacola ao escutar um “hm?” confuso vindo do mais novo. Estendeu o plástico ao garoto. Sabia que esse sentia falta dos sabores artificiais e dos corantes que cada um daqueles pacotes carregavam.

— Eu não sei bem do que gosta, então trouxe um pouco de tudo.


Notas Finais


Que engraçado, eu esqueci de por o Lemon! Opa...

COMENTA AE E FAZ A MINHA FELICIDADE PQ TÁ FODA.
(Se for para comentar só "continua", não comenta nada, eu prefiro.)

Obrigada por lerem, que eu tô de volta!


A Bordo do Acaso (ATUALIZADA)
https://spiritfanfics.com/historia/a-bordo-do-acaso-8463836

Transtorno de Fala | ShortFic

Jeongguk não é mudo, escolheu não falar, e assim criou uma barreira contra o mundo.

Mas agora Jimin está tentando entrar em sua vida e as palavras parecem desesperadas para tentar sair.

Era ele contra seu consciente, por alguém importante para si.

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Até o Perfeito (ATUALIZADA)
https://spiritfanfics.com/historia/ate-o-perfeito-8560715

Transtorno Obsessivo Compulsivo | Comédia | ShortFic

Era para ser mais uma péssima viagem.

Jimin era do tipo que fazia a mesma coisa três, quatro, ou até mesmo cem vezes se necessário para atingir a perfeição. E não era bem por ser perfeccionista; na verdade, era por ter Transtorno Obsessivo Compulsivo.

Mas e quando algo já era perfeito? Quando as falhas de alguém o tornavam impecável e seus defeitos chegavam a ser angelicais?

Assim era Jeongguk; perfeito. Um anjo para Jimin.

---

VLW, FLW

Hochii~


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