História Saudade - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Criança, Lição, Saudade
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Palavras 455
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Poesias, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Uma narrativa simples de uma criança (coincidentemente com o 12 de outubro) e um sentimento.

Capítulo 1 - O por quê do amor


Ela era uma criança curiosa como todas as outras de sua idade, sempre ingenuamente interessada por todas as coisas. No entanto, diferentemente dos outros, gostava de procurar minuciosamente pelas singularidades que a envolviam, e era frequentemente enaltecida por isso (embora não gostasse disso, por achar que todos deveriam ser assim e não ela uma exceção). 
Não achava que a vida, em experiência de seus poucos anos, fosse monótona e sem graça. Havia muito o que explorar em cada situação, por mais que a tenha vivido outras dez vezes. O mundo não é constante, ela ouviu dizer.
Então ela seguia descobrindo. 
Também havia aquelas coisas que sempre existiram e quase nunca mudavam, pois desde que ela as conhecera eram exatamente as mesmas. Nos dias das mães; nos dias dos pais; no Natal (e basicamente todos os feriados que comemorava eram motivo); todos os dias a noite quando se deitava para dormir; todos os dias pela manhã quando acordava para ir a escola. Quase sempre que havia duas pessoas muito próximas, saía de uma delas uma pequena frase com três palavras e então a outra respondia com quatro palavras apenas; ela observou quando primeiro começou a ler. Ela já havia sido ensinada sobre isso. Tratava-se de uma derivação de amor.
Ela sabia que era uma palavra muito, muito forte, mas a maioria dos casos não parecia representar este poder. Então ela começou a se perguntar porquê dizia que amava e porquê os outros diziam a ela. Sua mamãe dizia porque era sua mãe, e seu papai porque era seu pai, não é isso? E ela dizia porque era sua filha, ora. 
Mas onde estava escrito ou desenhado que tinha de ser assim? Como ela saberia quando dizer?
Ela saiu perguntando. Primeiro, cutucava serelepe. Depois, exibia seu melhor lado abelhinha. Alguém disse que amor era um remédio que as pessoas usavam para curar o coração. O coração? Aquele desenho vermelhinho? E cadê a bula?
Outra pessoa disse que era quando um garoto entregava a uma garota suas flores preferidas. Ela não entendia. As flores não ficariam murchas e feias bem depois? O amor então era a humilhação das flores?!
Vieram muitas definições até seus ouvidos. E nenhuma delas fazia sentido de verdade. Chegaram a chamá-la de coração frio, coração de pedra, sem-coração. Mas ela já sabia que o amor não precisava estar no coração. Aos poucos, tudo que lhe era apresentado já parecia uma imbecilidade, pois ela já sabia.
Então ela sentiu saudade (outra palavra que lhe custou aprender) de quando não sabia.
No fim ela soube mesmo que, o amor, não é para se definir, e todos os dicionários que o fizeram e todas as pessoas que lhe responderam estavam errados.  
O amor é para se sentir.



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