História Saudade em forma de chuva - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Chuva, Lembranças, Saudade
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Palavras 790
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Poesias

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A saudade tem o dom de transportar as pessoas pra lugares inusitados, ou acontecimentos especiais... Como no passado, em que você era tão vivo! O que houve com você meu bem?

Capítulo 1 - Eu na janela do meu quarto


E caiu mais uma gota d'agua 

Comum, igual as outras 

Vi seu trajeto curto  

rápido 

Ate enfim tocar o chão.  

A questão era que aquela gota estava acompanhada

 Por muitas outras gotas

 Todas iguais

 A física da um nome para tal fenômeno

 o mesmo fenômeno para todas gotas

 A química prova seus componentes

 São os mesmos em cada gota

 Tem tudo para serem iguais 

Mas não são.


 Nada e igual querido! 

Por acaso já vistes alguém como você?

 Alguém que andasse como tu, vestisse, pensasse do mesmo modo que tu?

 Nada e igual a nada 

Há sempre uma relatividade, uma parte diferente Invisível, imperceptível, incolor 

Nada foi feito como nada 

 Não vês como a vida é? Nada e igual 

Os dias passam

 Correm 

Voam

 Numa pressa incessante 

Como se tivesse um destino a alcançar

 Mas não são iguais 

Nunca foram

 Hoje você é uma borboleta, amanha já és um leão.

 Hoje me abraça, talvez amanhã me rejeitará. 

Nada e igual 


 E as gotas de chuva caem

 Uma a uma

 São iguais 

Porem diferentes

 Não vê que uma simples gota d'agua pode fazer transbordar um oceano? 

Ou trazer de volta a vida a quem estava morrendo de sede? 

Apenas uma gota Pode mudar tudo 


 Um trovão ecoa no céu 

E as gotas continuam caindo 

Lavando 

Destruindo

 Curando

 Me fazendo analisa-las profundamente

 Mostrando que por mais frágil e igual que seja sua vida, ela e única. 


 Por que estás nesse sofrimento querido?

 Não admira mais as estrelas como antes

 Não conversa mais com quem te ama

 Já não se debruça mais na sua escrivaninha cor de marfim

 Para escrever suas poesias Ao som dos Beatles 

Seu violão está empoeirado Guardado no sótão 

Assim como sua felicidade

 

 Porque cortas os pulsos na hora da dor? 

Não seria isso trazer mais dor? 

Porque tenta fugir dos seus problemas?

 Não sabes meu bem, que assim só está fazendo eles te perseguirem?

 Onde está aquela sua risada debochada que eu tanto gosto? 

Ou aquele brilho do olhar que parece ter apagado?

 Porque não se liberta?

 Porque não grita para o mundo seu sofrimento?

 Por mais que ele não te ouça

 Expulse-o

 Você tem direito sobre sí 

Saia desse casulo 

Abra as asas 

O mundo de espera

 Não tenhas medo do sol 


 Ah, se ao menos eu soubesse o que te fere tanto

 Se você ao menos chorasse no meu ombro 

Talvez eu pudesse te ajudar querido

 Não gosto de te ver assim 

Atinges a mim como um golpe de espada 

Ver meu anjo de cabelos cacheados

 Triste e isolado


 E a chuva continua a cair 

As mesmas gotas que não são iguais

 Fazendo o mesmo percurso 

Caindo no mesmo chão 

Molhando a mesma terra 

Que também não e igual 

Nada e igual

 Debruçada na janela do meu quarto tento inutilmente conta-las 

Na esperança de me distrair 

E não pensar em você 


O que estas fazendo agora? Como esta se sentindo? 

 Essas dúvidas me crucificando

 Me atormentam 

Vão me afundando aos poucos 

Porque escolheu ser tão misterioso? Tao distante?

 Chego ate a pensar que não es o mesmo que conheci 

Naquele café em Londres 

Numa quarta-feira fria 

Você pediu um capuccino á garçonete 

E perguntou se podia sentar-se ao meu lado Mesmo havendo varias outras mesas vazias

 Mais tarde fiquei sabendo

 Voce viu em mim você mesmo 

Talvez eu fosse você

 Você fosse eu

 Passamos a ser um só


 Mas você esfriou, Como aquele café 


Quero agora reaquecer seu coração 

Não percebes que só você me entende?

 Só você ouve meus lamentos, mesmo sendo vários os seus? 

Quero trazer você de volta 

 Assim como voce me trouxe naquela tarde fria 

O vento estava gelado demais 

Havia esquecido meu casaco em casa 

E você me emprestou o seu 

Quero agora te devolver ele


 Venha ao meu encontro

 Estou a sua espera

 Nao me canso de ficar em pé 

Na janela do meu quarto Que tanto conheço 

Que tanto me aguenta todas as noites escuras

 Se liberte Saia desse sofrimento 

E me liberte também

 Acenda dentro de nós aquela amizade que parece ter sido apagada

 

 Estou a sua espera

 Fiz o café que você ama 

Esta chovendo 

Do jeito que você sempre gostou

 A lareira está acessa 

Esta tudo do jeito como você deixou 

Venha mesmo com a chuva 

Ela não cessará 

Deixe que ela lave suas dores 

Apague suas más lembranças

 Deixe a chuva te libertar


 E as gotas de chuva ainda caem 

Como o TIC TAC de um relógio

 Elas são únicas

 Podem mudar tudo 

Podem ser o último suspiro 

E e elas não cessam 

Acompanho elas com os olhos 

Conto os minutos 

Passo o peso do corpo para a perna esquerda

 Estou a sua espera

 Eu e as gotas de chuva 

Que não param de cair.


Notas Finais


Bom é isso, espero que gostem! :-*


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