História Saudades do corpo que me pertencia - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Abuso, Drama, Romance
Visualizações 27
Palavras 824
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Mentiras e mais Mentiras!


Jay sentiu suas pernas fraquejarem, ele tinha acabado de bater em uma garota. Ele nunca se perdoaria por isso... E ainda mais agora, a olhando, completamente indefesa no chão, nem ele mesmo sabia o motivo de ter batido nela. Ele não sabia nem como se desculpar... Ele deu um passo na direção de Ellen, esticando sua mão na intenção de ajuda-la, porém, Ellen correu, mancando mas correu. Olhando para trás via que Jay ia ficando menor enquanto ela ia se afastando, até que ele desapareceu completamente de sua vista. Ellen relaxou. Ela só queria tomar um bom banho e esquecer esse dia... Esquecer que foi chutada e socada e até mesmo humilhada. Ellen só queria que sua mãe a abraçasse, a consolasse e dissesse; Meu amor, vai fica tudo bem. Ellen respirou fundo lembrando do abraço caloroso de sua mãe, ela só queria morar naquele abraço até tudo isso acabar... Sem perceber, Ellen já estava na esquina de sua rua, tremeu ao perceber que seu pesadelo ainda não tinha acabado. Sentiu seu celular vibrar dentro da sua calça. Ela pegou, Elisabeth estava ligando. 

Alô? Ellen, já chegou em casa? 

Ainda não, mãe. 

Aonde você está? 

Estou na esquina, estou quase chegando em casa. 

- Ai, filha, desculpa! eu estava tão preocupada! É tudo tão recente que eu pensei que você poderia ter se perdido no caminho para casa. 

Tá tudo bem, mãe. Eu tô bem! Já tô chegando em casa, e você? está perto? 

- Chego em mais ou menos... 2 horas. Meu amor, tenho que desligar, ok? Eu te amo, até logo. 

Também te amo, até daqui a pouco. 

Ellen desligou o celular e o colocou no bolso novamente. Ellen se sentiu um pouco melhor depois de escutar a voz de Elisabeth dizendo; Eu te amo, Pelo menos 1 pessoa nesse mundo a ama, e Ellen valorizava isso, e como valorizava... Era esse amor que a fazia ter forças... Forças para aguentar tudo isso, tudo o que ela está aguentando até agora, mas mesmo assim, ela não era de ferro, tinha vezes que considerava a opção de desistir, chegou á um ponto que Ellen cortou seus próprios pulsos e se decepcionou quando aquilo não funcionou, que ela ainda estava viva, deixando apenas algumas cicatrizes que teve trabalho para esconder, seu padrasto viu e lhe bateu. Ellen chegou em casa e estava vazia. Ela foi tomar um banho. Seu casaco preto estava marcado pelo pé que tinha lhe chutado. Ela apenas bateu o casaco e aquela marca saiu. Ela começou a desenfaixar seus seios e se olhou no espelho. Seu cabelo curto estava despenteado, seu rosto tinha uma expressão triste, abatida... Ela estava andando um pouco curvada, pois se endireitasse sua coluna, sua barriga começaria a doer por conta do soco e do chute. Ellen começou a chorar diante dela mesma, diante daquele espelho que lhe mostrava como ela se encontrava... Ellen sentiu nojo e raiva dela mesma, e chorou ainda mais lembrando que o dia ainda não havia acabado. Tinha que mentir dizendo que o primeiro dia da aula foi legal e ainda vai ter seu corpo violado! Ellen respirou fundo e entrou no banho. Se tocando, querendo passar a impressão á si mesma que aquele corpo ainda á pertencia, ainda era dela! Mas ela não conseguia se convencer. Ellen tomou um banho rápido e foi para seu quarto, trocar de roupa. Ela se vestiu com roupas totalmente folgadas e confortáveis. Foi até a cozinha e pegou alguns biscoitos e voltou para o seu quarto. Ellen pegou a cadeira da mesa do seu computador e a posicionou em frente a janela. Observando as pessoas que passavam pela rua, mães passeando com seus filhos, crianças andando de bicicleta, namorados andando de mal dadas... Essas pessoas não tem ideia de como suas vidas são fáceis, pensou Ellen. Ela continuou observando o movimento da rua, até sua mãe chegar. Ela escutou a porta se abrindo e fechar, escutou os passos pela casa e então pela escada, os passos cada vez mas apressados até chegar no seu quarto, e a porta ser aberta.

- Oi, meu amor. Tudo bem?

- Tudo sim e você? 

Ellen não se virou para a mãe, mas continuou com sua voz doce. Ellen escutou novamente seus passos se aproximando dela e então a abraçar por trás. 

- Senti tanta sua falta hoje! 

Dizia Elisabeth apertando a garota em seus braços. Ellen se levantou da cadeira e se virou para a mãe e deu-lhe um abraço também. 

- Também senti sua falta. 

Falava a garota enterrando seu rosto nos peitos da mãe e apertando sua cintura.

- Sabe... Estava pensando em comer fora hoje, o que acha? 

Perguntou Elisabeth. 

- Acho que pode ser legal. 

- Miles vai gostar, tenho certeza! Ah, e como foi seu primeiro dia de aula? 

Elisabeth perguntou super animada, porém Ellen não. Só mas um dia horrível para a coleção. 

- Legal.

 

 



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