História Save Me - Yoonmin - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Yoonmin
Visualizações 2
Palavras 2.792
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom, aqui está um capítulo grande, como prometi, e espero que gostem. Boa leitura!

Capítulo 2 - II


Capítulo 2

Jimin

Acordei meio desnorteado, com a sensação de que havia algo de importante que eu deveria fazer, mas não lembrava o que era. Olhei para a janela aberta e vi grande movimento do lado de fora. Pessoas entravam e saíam com tudo que você pudesse imaginar, e então me toquei: havia chegado o dia tão esperado por Taehyung, seu último jantar antes de se tornar rei. Para mim era algo que fazia parte, então não tinha por que ficar nervoso. Mas, ainda assim, eu sentia algo estranho, mesmo sem saber o motivo.

Levantei, fiz minhas higienes matinais e saí do quarto mais cedo que o normal, pois provavelmente teria alguma coisa para fazer e não queria parecer um desocupado. Peguei qualquer coisa da mesa de café da manhã, comi e já estava preparado para ir até a cozinha perguntar se Jin ou Namjoon estavam precisando de minha ajuda, quando ouvi aquela voz que me fazia ideia estremecer sempre:

— Park Jimin, quero falar com você. — falou meu pai, enquanto assistia ao noticiário na enorme televisão.

— Sim, meu pai?

— Está vendo isso? — disse, apontando para a televisão. Direcionei meu olhar a ela, e ouvi com atenção: "Está ficando cada vez mais frequente ver casais homossexuais nos arredores. Alguns reinos já declararam que são totalmente imparciais em relação a isso, porém grande parte dos outros ainda não deram o braço a torcer. Este tipo de coisa está cada vez mais comum em todo o planeta, embora ainda haja um certo desprezo por estas pessoas na sociedade. Um dos principais exemplos é o casal homoafetivo Luhan e Sehun, muito conhecido..." até que meu pai desligou a televisão e virou-se para mim novamente. — Isso é uma desgraça para o nosso reino. Não podemos permitir que isso seja aceito aqui. Não com Taehyung no trono.

O que ele queria dizer com aquilo?

— Mas é claro que não podemos deixá-lo assumir. E é exatamente isso que eu quero falar com você. Você é a pessoa perfeita. E, para isso, precisamos impedi-lo.

— Perdão, eu não entendi.

— É o seguinte: nós encontramos uma maneira de fazer com que Taehyung não suba ao trono, o que faria com que você assumisse. E assim, teríamos um reino do jeito que nós queremos.

Minha cabeça não conseguia assimilar o que ele havia acabado de falar. Praticamente cuspiu na minha cara que Tae não seria um bom governante. Quer dizer, isso eu já sabia que ele achava, mas nunca imaginei que ele realmente faria alguma coisa. E ali estava ele, dizendo na minha cara que deveríamos encontrar algum pretexto para que Tae fosse barrado do trono, e que assim, eu pudesse assumir.

— Não. — Falei.

— Não? — ele soltou uma risada sarcástica. — Como assim não?

— Não. — repeti. — Eu não vou fazer parte desse plano sujo contra ele.

Seu sorriso irônico deu lugar a uma expressão de raiva, o que me deixou com as pernas bambas. Era a primeira vez, em minha vida inteira, que eu o enfrentava assim. Só deu tempo de sentir o impacto de um tapa forte em meu rosto e fui afastado para trás.

— Plano sujo?????? Eu estou dando a você uma oportunidade única, que eu nunca pude ter!!!!!!!! — seus gritos ecoaram. — Ou você faz o que eu estou mandando, ou você morre. Você é uma vergonha para essa família. Seu irmão, Jungkook, serviria muito melhor para isso. Vou repetir mais uma vez: ou você faz o que eu estou mandando, ou você morre. Agora saia. SAIA!!!!!!!!!!

Saí dali como se minha vida dependesse daquilo. Não pensei duas vezes antes de ir para o quarto me trancar, sentia o lado esquerdo do rosto arder devido ao tapa. Mas uma coisa continuava na minha cabeça.

Você é uma vergonha para essa família.

Você é uma vergonha para essa família.

Você é uma vergonha para essa família.

Aquelas palavras me marcaram; e como se não bastasse, ainda aparece Jungkook para terminar de infernizar a minha vida.

— Você sabia, Jimin. Você sabia o que aconteceria se fosse contra nosso pai. Mas será que você não aprende? — dizia ele, com a mesma ironia que eu havia visto minutos antes. — Ele tem razão, você é uma vergonha para nossa família. Se dependessemos de você, era melhor começarmos a rezar. Se dependesse de mim, eu daria orgulho ao nosso pai...

— É esse tipo de orgulho que você quer, Jungkook? Armar para cima de alguém apenas por ganância, prestígio, egoísmo???? Você sabe que o Taehyung...

— QUE SE DANE O TAEHYUNG!!!!!!!! — gritou ele, quase fazendo as paredes balançarem. Nesse momento, agradeci pelo fato de ninguém poder ouvir nossa discussão. — Taehyung não passa de um grande idiota, e você sabe disso tanto quanto eu.

— Não fale assim dele, Junkgkook!

— Aish, até parece que quer viver para servir a ele, como um súdito fiel e todas aquelas baboseiras... acontece que não vai, Taehyung vai destruir nosso reino! E se não fizer a vontade de nosso pai, estará se colocando entre a cruz e a espada.

Eu não aguentei. Simplesmente não aguentei. Dei um soco bem no nariz de Jungkook, que sangrou. Mas ele apenas tocou no sangue, olhou para mim e sorriu. Ele parecia um psicopata.

— Você me paga, Park Jimin.

Saí dali. Rumei até a cozinha, acho que só então eu poderia pensar com mais clareza. A minha vida estava um caos.

Jin

Estava tudo a maior correria nos fundos do

A família real do reino chinês estava para chegar, para presenciar o último jantar do príncipe Taehyung antes de ser coroado rei dali a algumas semanas, e ficaria hospedada até o dia da coroação. Todos estavam preocupados em deixar tudo o mais perfeito possível. Ainda mais para mim, que havia recebido a tarefa de verificar se estava tudo em ordem.

A princesa chinesa Ji-Hyun não tinha muita fama boa por onde passava. Eu não podia opinar, considerando que nunca a havia visto pessoalmente. Mas confesso que estava receoso quanto a isso. Conhecia o príncipe o suficiente para saber que tipo de pessoa ele merecia.

Haviam boatos de outros reinos que haviam a recebido. Todos os funcionários diziam que sempre ouviam diversas reclamações e, algumas vezes, perdiam seus empregos. Como se não bastasse isso, faltava pouco tempo para o jantar mais importante desta geração. Nervoso era pouco para descrever o quanto eu estava preocupado em deixar tudo o mais perfeito possível aos olhos dos visitantes.

Eu estava andando de um lado para outro, pensando em uma forma de fazer tudo ficar impecável, de forma que ninguém poderia criticar nada. Estava tão absorto nisso que só voltei a realidade quando Jimin esbarrou em mim.

Seu rosto expressava um misto de preocupação e angústia, o que me fez perguntar:

— Jimin? Mas o que houve??

— Nada não. Só achei melhor ficar aqui do que com um bando de dementes.

— Aconteceu alguma coisa. — insisti.

— Jin Hyung, acho melhor eu não envolver você em meus problemas. Mudando de assunto, precisa de ajuda em alguma coisa?

Eu sabia que Jimin estava escondendo algo grave de mim. Mas o conhecia há tempo suficiente para saber que ele gostava de fazer coisas que o distraíssem nesses momentos. Então disse a ele:

— Você pode ficar aqui vigiando a cozinha para mim por um tempo, por favor? Eu preciso ir ali fora ver como anda a entrada e a saída, é um instante.

Ele assentiu, e então eu fui. No caminho, encontrei com Vitória, a garota que, no dia anterior, havia chegado ao castelo para ser uma empregada dos quartos. Ela me parou para perguntar:

— Ah, oi, será que você poderia me tirar uma dúvida?

— Sem problemas. — respondi. — Qual a dúvida?

— Quais quartos eu devo limpar agora? É que ninguém me disse...

— Tudo bem. — falei. — Você deve limpar os quartos do andar acima. Nele estão os mais importantes, como o do rei, o do irmão do rei, de seus dois filhos... e também o do príncipe.

Vitória

Quando ouvi a palavra "príncipe", meu coração parou. Na minha cabeça, eu iria limpar, no máximo, os banheiros dos quartos de hóspedes (até porque, se é de hóspedes, quase não é usado, então nem precisa limpar). Mas, naquele momento, fiquei nervosa e minhas mãos começaram a suar.

— O-obrigada então, e-eu já estou indo! — então lembrei de uma coisa. — Mas espera! Como eu faço para entrar?

Jin me disse que havia uma senha apenas para funcionários. Ele não sabia como, mas essa senha ligava algum tipo de segurança. Não entendi muito bem, mas não podia fazer nada.

Saí dali andando, e, assim que virei para o corredor das escadas, olhei para cima e pensei: seria isto um sonho?

Realidade era o que menos parecia.

Comecei a subir os degraus devagar, apenas esperando o momento em que eu iria acordar daquele sonho. Para minha surpresa, cheguei lá em cima e nada havia sumido. Eu estava no castelo, eu trabalhava no castelo.

Eu iria entrar no quarto de Kim Taehyung.

Qual seria? Era um corredor comprido com uma infinidade de portas iguais. Fui andando devagar com os objetos de limpeza, procurando por alguma pista de qual quarto seria do príncipe. Até que cheguei na última porta da esquerda. Era exatamente igual a todas as outras também. A única coisa que mudava era o pequeno painel ao lado dela, que parecia ser mais... "chique". Digitei nele a senha que Jin havia me dito, e logo a porta se abriu.

Era um quarto tão organizado, que cheguei a pensar que estava ali para não fazer nada. Aos meus olhos, não precisava de nenhuma limpeza, mas me mandaram ir, então eu devia obedecer. Comecei colocando alguns travesseiros no lugar, depois já ia passar o pano nos móveis para tirar o pó, quando vi um porta-retrato na mesinha de cabeceira... era uma foto do príncipe sorrindo, com roupas formais. Seus cabelos cor de mel estavam lindos como sempre, e brilhantes... quando vi, já estava sentada na cama, olhando outras coisas dele.

"Vitória, pare com isso! Você tem que cumprir ordens!", disse a mim mesma. Peguei a vassoura e comecei a varrer. Em mais ou menos meia hora, eu já havia terminado. Fiquei satisfeita pelo meu serviço. Olhei uma última vez para a mesinha de cabeceira, não resisti e voltei lá.

Havia um vidrinho, minúsculo, de perfume. De um aroma doce e ao mesmo tempo fresco. Por impulso, guardei o pequeno vidro no bolso. O que eu estava fazendo? Roubar era totalmente errado. Mas eu não conseguia pensar em outra coisa, a não ser arranjar algum dinheiro com a venda daquele perfume. Era o que a minha família mais necessitava naquele momento. Eu havia sido a única que conseguiu escapar. Lembranças ruins, de um passado que deveria ser esquecido.

Peguei minhas coisas e me preparei para ir embora. Fiquei um pouco menos tranquila quando procurei, por todos os lados, o painel para digitar a senha da porta. Do lado de fora do quarto, eu sabia onde era, mas e do lado de dentro???

Me desesperei um pouco. Eu não podia ficar presa ali, poderia ser acusada de alguma coisa!!

— Socorro!! Socorro!! — gritei desesperadamente, enquanto batia com as mãos na porta.

Depois de alguns minutos clamando por ajuda, perdi a esperança, e já estava pensando em alguma maneira de sair pela janela, quando ouvi a porta atrás de mim ser aberta. E era quem eu menos esperava que aparecesse.

Era Taehyung, o príncipe.

Taehyung

Confesso que estava nervoso. Não só para aquela noite, mas para o que viria depois dela. Eu precisava de um pouco de privacidade antes de descer para receber os visitantes do outro reino. Eu não reclamava de ter que me casar com a princesa chinesa, desde que aquilo fizesse bem para o reino.

"Tudo pelo bem do povo, tudo pelo bem do povo". Era o que eu vivia repetindo a mim mesmo.

Cheguei na porta do meu quarto e abri. Não deu muito tempo de eu falar nada, meu olhar se fixou em outra coisa... ou melhor, em alguém.

— Taehyung? — falou ela. — Quer dizer, príncipe?

Não consegui esconder minha expressão surpresa. E ela também não, arregalou os olhos e ficou completamente imóvel quando me viu entrar.

— Perdão, eu não queria... eu não sabia como sair e...

— Tudo bem. — sorri. — Essas portas são realmente uma dificuldade.

— Entendo que é melhor para a segurança. — disse ela. — Preciso ir... terminar meu serviço. - e saiu.

O que havia acabado de acontecer? Quem era ela? Por que eu tinha a sensação de que ela escondia alguma coisa?

Logo esses pensamentos voaram para longe, e voltei a pensar no que seria de mim dali para frente. Expectativas a serem atendidas. Será que eu estava preparado?

Jimin

Já era noite. A família real chinesa acabara de se hospedar no castelo, e estava tudo pronto para o jantar. Além de ser o último de Taehyung antes do trono, os dois reis iriam trocar propostas de alianças para fortalecer a economia de ambos os reinos, considerando que tanto o nosso quanto o deles está neutro em relação à guerra.

Quando terminei de me arrumar, passei no quarto de Tae. Ele estava sentado na cama com a expressão séria, e disse a ele:

— Não se preocupe, Tae. Todos sabemos como você vai governar bem.

— Jimin, mas eu não sei. É muita pressão. Certas pessoas não acreditam como você acredita. Será que...

— "Será que" nada. Mostre a eles que eles não te atingem. Lembre-se, aqueles que estão contra você serão sempre minoria.

Acho que as minhas palavras fizeram ele se motivar. Ele não me olhava nos olhos, e sim para o nada, mas melhorou a expressão. E, quando eu já ia, perguntou:

— Jimin, você saberia me dizer... o nome daquela garota? Aquela que agora trabalha como empregada dos quartos!

— Sei, mas para que você quer saber, Taehyung? — eu ri e dei um soco em seu ombro.

— Me diga ao menos o nome dela, por favor.

— Hum, tá. O nome é Vitória.

— Eu gosto desse nome. — disse ele, ainda olhando para o nada.

— Então, eu vou indo. — falei, e fiz uma cara para ele, dando a entender que já sabia de tudo. Taehyung não era do tipo de pessoa que queria informações de qualquer um. Mas aquilo não era certo, pois ele sabia com quem tinha compromisso.

Algumas horas depois, estávamos todos reunidos na mesa do salão do jantar. Os dois reis trocavam algumas ideias, e eu me sentia desconfortável de estar no mesmo ambiente que algumas pessoas.

Eu vivia olhando para os lados, e, sempre acabava encontrando os olhos da princesa Ji-Hyun, que não parava de me encarar. Ela era muito bonita, mas aquilo estava esquisito. Então, eu evitava olhar diretamente.

A certa altura da noite, ouvi meu nome ser chamado na direção de um dos corredores, e era uma voz que eu não conhecia. Pedi licença e levantei, andando na direção de onde eu havia ouvido a voz antes. Após virar no corredor, deparei-me com Ji-Hyun. Ela me olhava estranho, até que falou:

— Não está uma chatice tudo isto aqui, Jimin?

— Eu... não sei do que você está falando. — tentei sorrir. Ela estava muito estranha, e tudo que eu desejava era não ter seguido seus chamados.

— Ah, vamos, eu sei que você detesta viver preso. — como ela sabia? — Eu sei para onde podemos ir. — e, com um olhar misterioso, ela puxou minha mão e saiu correndo pela porta dos fundos. Tentei não pensar em mais nada, até que chegamos em um parque.

Eu só sabia que era um parque porque haviam luzes, cores e pessoas se divertindo. Mas eu nunca tinha visto ao vivo. O máximo que eu já havia saído era para o jardim do castelo. Era, de certa forma, emocionante experimentar a sensação de estar ao ar livre.

— Você gosta disso? É boa a sensação? — disse ela, quase que lendo minha mente.

Apenas a encarei tentando entender aquilo tudo. Mal nos conhecíamos! O que estava acontecendo?

— Então, o que você acha de eu e você... nós...

Minha expressão mudou completamente. Agora ela estava revelando suas reais intenções. Eu sabia que não deveria confiar em quem se aproxima muito rápido.

— Você não tem noção? — falei. — Está comprometida com Taehyung e quer ficar comigo???

— E qual o problema? Aquele idiota não vai sobreviver um dia no governo mesmo. — ela sorriu, de uma forma que eu já havia visto anteriormente.

— Não. Eu não aceito isso. — deixei bem claro.

Você me paga, Park Jimin. — ela falou. Eu conseguia ver exatamente a mesma cara que Jungkook fez ao me falar essa mesma frase.

Barulhos de tiro. Pessoas correndo. Gritos de ajuda. Isso tudo foi o suficiente para eu sair correndo dali como se fosse meu último dia de vida. Não fazia ideia do que estava acontecendo. Até que, quando alcancei uma distância razoável, olhei para trás e enxerguei pessoas sendo arrastadas por guardas. Mais refugiados sendo encontrados. Para eles, aquele seria a última vez que veriam o mundo.

E eu não poderia fazer nada.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...