História Save Me - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Rap Monster, Suga
Tags Bts, Drama, Exército, Guerra
Exibições 89
Palavras 2.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Voltei gente!!!
Obrigada primeiramente pelos favoritos, e uma pergunta, ainda estão gostando de Save Me? Está ficando chato?
Se estiver me avisem, que eu posso melhorar ainda mais :)
Bom, espero que gostem do capítulo.

Capítulo 16 - The Last Hug


Fanfic / Fanfiction Save Me - Capítulo 16 - The Last Hug

Meu coração estava calmo mesmo estando tão próximo dele. Lágrimas começaram a cair de meus olhos mesmo naquele momento. Me separei dele tentando me acalmar.

— O que foi? — Ele pergunta confuso me olhando um pouco preocupado.

— Mesmo eu tendo passado apenas um dia naquela floresta, você não saiu da minha cabeça por nenhum minuto. — Dizia eu apenas deixando as lágrimas caírem — Você fez realmente uma imensa besteira, meu coração ficou despedaçado e minha cabeça cheia de perguntas. Mas, mesmo sabendo que eu poderia não te perdoar, você ainda veio aqui.

— Yura...

— O que estou querendo dizer é.…eu senti saudades. — Sorri deixando as lágrimas caírem em minhas mãos que tapavam meus olhos.

— Oh céus. — Ele riu abafado me puxando para um abraço. — Eu também senti sua falta, muita.

O abracei forte tentando amenizar a dor que estava sentindo desde o momento em que saí da floresta. As lágrimas caíam em sua camisa como um riacho, eu não queria me separar dele nunca. Porém, eu também não queria aceitar o fato de que o próprio pai dele queria nos separar.

Com o tempo eu começava a me acalmar, mesmo depois disto continuamos abraçados apenas vendo o mar. Eu apenas queria que esse dia nunca acabasse. Minha cabeça estava doendo com tantos pensamentos que estava começando a ter, será mesmo que deveríamos ficar juntos? Já está escrito que o pai dele não nos aceita juntos. Caso ficássemos juntos, seríamos felizes como tanto imaginávamos?

— Kook. — O chamei.

— Hum? — Ele murmurou próximo ao meu ouvido.

— Vocêachaqueseríamosfelizesjuntos? — Falei rápido para que ele não entendesse.

— O que? — Ele riu sem entender. — Fale devagar Yura.

— Vocês passarão a noite aqui? — Mudei a pergunta completamente.

— Não foi isso que você perguntou.

— Foi sim.

— Não foi não.

— Apenas me responda.

— Sim. Apenas essa noite. Amanhã de manhã nós iremos voltar para a Coréia do Norte. — Ele explica. — Porque?

— Ah. Por nada. Apenas por curiosidade.

Continuei a apreciar aquele momento. Eu estava prestes a pensar em fazer uma imensa besteira, mas com certeza era a melhor opção.

[...]

Já era 1h00 da manhã, todos já estavam dormindo enquanto eu ainda estava apreciando a brisa do vento na praia. Eu realmente não sabia se deveria deixá-lo, uma parte de mim dizia que era a coisa certa a se fazer enquanto outra me dizia para ficar com ele e amá-lo pelo resto da minha vida.

Estava prestes a enlouquecer daquela forma, sentia que podia quebrar minhas pernas com a força que estava as abraçando completamente confusa. Senti a presença de alguém ao meu lado enquanto estava prestes a chorar de tanta confusão.

— Porque não está dormindo? — Mark me pergunta sorrindo levemente cansado. — Sorte sua que todos já estão dormindo.

— E porque você não está dormindo? — O pergunto respirando fundo enquanto tentava esquecer as lágrimas.

— Acha mesmo que conseguiria dormir sabendo que você está aqui sozinha chorando? — Sua voz ficou preocupante próxima a mim. — Qual o problema?

Será que deveria dizer a ele? Eu confio eternamente em Mark, ele me acolheu durante todos esses meses em que estou aqui. Minhas lágrimas chegaram novamente ao imaginar a burrada que eu poderia fazer.

— Yura, por favor me conte. — Ele se aproximou mais de mim tentando me acalmar. — Eu quero lhe ajudar.

— Porque não podemos ficar juntos? Porque?! — Os soluços começaram a se tornar frequentes junto com a dor em meu peito. — Eu apenas gostaria de entender isso.

— O que está dizendo?

— O pai do Jungkook não quer que fiquemos juntos. Foi ele que me fez ficar perdida na floresta. — Tentei explicar. — Eu apenas quero que ele seja feliz. Mas porque não pode ser comigo?

Mark continuava quieto. Eu realmente deveria deixá-lo e seguir em frente?

— Por favor, diga alguma coisa. — Pedi um pouco mais calma, mas ainda confusa.

— É realmente chocante saber que um parente não quer que fiquem juntos. Me perdoe por dizer isto, mas Yura, ele não deveria ganhar um perdão após ter feito isto com você. — Mark parecia sério enquanto falava. — Além de ter possivelmente traído você, ele fez com você passasse um dia desaparecida passando frio, fome e sede.

Por este lado, ele estava certo.

— Mas eu não posso mudar o que o seu coração sente. O que você decidir, eu irei aceitar.

— Mark....seria uma decisão ruim o deixar e ir para outro lugar? — Enfim disse o que tanto me incomodava.

— Bom, eu não sei bem. Mas acho que isso faria bem para você, esquecer um pouco tudo isso que aconteceu e conhecer pessoas novas.

— Você....iria comigo?

— Como é? — Ele pareceu chocado com a pergunta.

— Você está certo, deve ser o melhor a se fazer agora. Estou apenas te convidando, não lhe obrigo a nada. — Me levantei já em mente em arrumar as malas e pegar o primeiro voo para qualquer lugar.

— Você tem certeza que quer fazer isso, Yura? — Ele pergunta mais uma vez.

— Sim, tenho trazido muitos problemas para todos eles. Será bom ficar longe por um tempo, talvez seja melhor eu também deixar essa besteira de exército. — Olhei para o céu estrelado sorrindo levemente. — Não se preocupe, eu ficarei bem.

— Tudo bem.

— O que?

— Eu vou com você.

— Você tem certeza? Não quero que esteja sendo obrigado a ir por estar sentindo pena de mim.

— É claro que tenho. Não me perdoaria também caso algo ruim acontecesse com você caso estivesse longe de nós. — Ele se levantou sorrindo levemente. — Podemos ir para o Texas. Meus falecidos avós tem uma casa de campo lá.

— Não será um problema? — Pergunto curiosa.

— Acho que não. Já que a casa está na minha posse depois da morte deles. Foi da herança do meu avô. — Ele sorriu levemente.

— Obrigada Mark. Por tudo que fez por mim até aqui. — Sorri levemente um pouco envergonhada. — Você cuidou de mim por todo esse tempo, ouviu meus desabafos um pouco estranhos, e mais um monte de coisas. — Ri ao lembrar de tudo que passamos juntos apenas em alguns meses.

— Não tem de que. — Ele riu também. — Eu também agradeço todos os dias por ter uma pessoa como você ao meu lado. Ah, você quer ir quando?

— O mais rápido possível. Será menos doloroso para mim e para ele. — Disse decidida. Estava com medo de como Jungkook poderia reagir, mas provavelmente era a coisa certa a se fazer. — Eu vou arrumar as malas, vejo você depois?

— É claro. — Ele responde se levantando.

— Certo.

Então estava decidido. Iríamos deixar Melville ainda essa noite. O pior de tudo isso, é que não iremos avisar nem Namjoon nem mais ninguém. Com certeza meu tio irá querer me matar se descobrir isso, mas eu quero fazer isso. Estava me sentindo sufocada com tantas coisas ruins que passei ultimamente.

O sono começou a aparecer assim que pisei dentro de casa. Estava tudo um completo silêncio, exceto um pequeno rangido que vinha do último quarto do corredor. Caminhei até o meu quarto passando calmamente na frente do quarto que vinha o barulho, por impulso meus olhos passaram devagar pela brecha da porta. E o que vi, não foi uma das melhores coisas que pude ver.

— Kira, sai daqui. — Jungkook se encontrava debaixo de Kira que engatinhava até ele. — Não me obrigue a matar você de uma vez por todas.

— Ah meu querido Jungkook, você nunca será capaz de me matar. Você mesmo me provou isso na primeira noite que nos falamos. — Disse ela com uma voz sedutora. Eu apenas ouvia tudo com o coração apertado e com os olhos marejando. — E também, seu pai não gostaria nem um pouco disso.

— Eu não ligo pelo o que meu pai gosta ou não. Ele fez a vida da minha mãe e a minha um inferno. — Ele respondeu ríspido. Jungkook estava encurralado naquela cama. — Eu não quero nada com você. Você sabe muito bem disso.

— Você pode não querer, mas seu pai sim.

— Meu pai não manda no meu coração.

— Por incrível que pareça, ele manda sim. — Kira sussurrou para ele. Infelizmente as lágrimas enfim vieram. — E ele está ordenando que você passe o resto de sua vida comigo.

Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Era como se tudo que passamos fosse uma completa ilusão perfeita feita pelo meu coração que até alguns dias atrás estava apaixonado por Jeon Jungkook. Aquilo estava se tornando a gota d’água para mim naquela noite, até que o pior aconteceu.

Kira o beijou descaradamente com um fogo que com certeza não iria se apagar tão cedo. Minha visão ficou num completo branco, apenas com aquela cena se passando repetidas vezes. Saí de lá o mais rápido – e sem fazer barulho – que pude e em seguida me trancando em meu quarto.

As lágrimas começaram a cair feito uma cachoeira sem fim. Já não ligava mais se alguém pudesse me ouvir ou não, eu apenas queria extravasar a dor que estava sentindo em meu peito. A porta do meu quarto se abriu calmamente mostrando Mark.

— Yura, eu já estou... — Ele se interrompeu ao me ver. — O que aconteceu? — Ele correu em minha direção.

— Eu não aguento mais isso Mark. Porque isso está acontecendo? — Disse chorando. Eu estava quase gritando. — Porque ele fez isso? Porque?!

— Se acalme. Primeiro de tudo se acalme, Yura. — Sua voz esboçava uma preocupação extrema. — O que aconteceu para você estar chorando assim?

— Ele beijou ela. Ela beijou ele e ele simplesmente cedeu e deixou que ela o beijasse. — Eu não conseguia parar de chorar por um minuto. Era como se todo o meu corpo pudesse desmoronar a qualquer segundo. — Agora essa cena não para de passar na minha cabeça.

— Shh. Eu entendi. Agora se acalme enquanto eu arrumo suas malas, tudo bem? — Ele acariciou meus ombros até que me acalmasse nem que o mínimo possível.

Mark era um amor de pessoa. Não sei como conseguiria me virar sem ele por aqui. Apenas fiquei o observando andar de um lado para o outro do quarto pegando algumas de minhas roupas – até mesmo íntimas, que me fez ficar com muita vergonha – e colocando na mala.

As lágrimas continuavam a insistir em cair, meu peito queimava e ardia em meu peito, a dor estava começando a se tornar agonizante. Os únicos dois dias que passamos juntos no início foram os melhores que já tive, entretanto, agora não consigo entender absolutamente nada. A única coisa que queria fazer agora naquele momento era ir embora daqui o mais rápido possível.

[...]

Já era de manhã. Estávamos terminando de arrumar nossas coisas para voltar para a Coréia. A noite passada não saia da minha cabeça, Kira era realmente uma oferecida e meu pai um oportunista que só pensa em mandar em mim. Desde que acordei não vi Yura ou Mark. Não entendia porque, mas eu estava me preocupando com eles dois sumidos.

— Está pronto? — Mirena perguntou para mim carregando sua mala.

— Hã? Sim.

— Está tudo bem?

— O que? Ah, sim. Está.

— O que você aprontou Jungkook? — Mirena sabia que eu escondia algo. — Você está viajando em outro planeta agora.

— Eu não fiz nada. Apresse o Jimin e vamos logo. — Apenas encerrei aquele assunto me retirando de lá.

Eu me sentia aflito com o que Yura poderia estar fazendo nesse momento ou o que ela poderia estar fazendo, eu não gostaria de ir embora sem me despedir dela, mas caso não a encontremos teremos de ir sem a despedida. O campo de frente para a casa estava extremamente verde e límpido, era fascinante ver aquilo em plena manhã de uma monótona terça-feira.

A noite passada não saia da minha cabeça. Estava começando a pensar se ela por acaso tenha visto. Suga apareceu ao meu lado chamando minha atenção.

— Estamos prontos. O capitão ligou dizendo que irá conversar conosco assim que chegarmos. — Ele esclarece. Com certeza a coisa não estaria boa para o nosso lado. — O marechal não ficou nada feliz com o relatório que ele entregou.

— Aish. Receber broncas assim que chegarmos ninguém merece. — Resmunguei. — Estão prontos?

— Sim. — Ouço Jimin dizer atrás de mim. — Onde estão Yura e Mark?

— Não os vejo desde hoje cedo. — Responde Suga. — É melhor irmos logo ou se não a coisa poderá ficar pior quando chegarmos no campo atrasados.

A angústia começava a me consumir misturado com frustração e raiva. De alguma forma eu teria que ir falar com o meu pai na China de um jeito ou de outro, Yura passou dias sufocantes por causa dele, e eu jamais perdoarei isso. Nos despedimos de Namjoon e entramos no táxi que nos esperava na porta da casa, durante toda a viagem meu coração estava angustiado por não poder ter visto ela uma última vez.

[...]

Trinta e cinco ligações perdidas de Namjoon, vinte e três mensagens de Mirena, dez ligações perdidas de Yoongi e Jimin, cinquenta e duas ligações perdidas de Jungkook. Era o que acontecia quando você deixa seu celular desligado por muitas horas sem dar uma única notícia para onde você estaria indo.

Com certeza Namjoon estaria arrancando os cabelos e nos xingando de terríveis nomes nesse momento por não termos dado sinal de vida desde de manhã, não queria trazer problemas para ele também com o seu chefe por estar tomando conta de mim.

O avião que nos encontrávamos já estava nos céus, não teria como voltar atrás. A menos que queremos pular no oceano agora e voltar nadando para casa, mas não estávamos loucos a este ponto.

— Obrigada por deixar eu pegar esse voo para Seul antes de irmos para o Texas. — Sorri levemente para Mark ao meu lado. — Antes de irmos, eu não queria deixar uma coisa lá.

— Não tem problema. Apesar de eu não saber o que é aposto que é muito importante para você. — Ele sorri.

Lembrei que Mark também não sabia sobre os meus pais. Já que agora estamos indo para outro lugar, acho que posso contar a ele.

— O que quero buscar, são as cinzas dos meus pais que estão no ambulatório de Seul. — Forcei um pequeno sorriso. — Não sei quanto tempo passaremos na América, mas já passei muito tempo sem visitá-los que achei melhor levá-los comigo.

Sua resposta foi um curto período de silêncio.

— Eu sei. Pode rir, é algo estranho de se dizer. — Sorri forçado novamente.

— Como eu posso rir de uma coisa dessas? — Disse ele. — Pode-se dizer que eu também farei o mesmo.

— O quê? — Fiquei um pouco surpresa.

— Você não é única que perdeu os pais tão cedo. — Ele riu envergonhado. — Meu pai era um soldado do exército e minha mãe enfermeira do exército, não foi à toa que eles se conheceram no exército também. Meu pai morreu durante um ataque contra a Coréia do Norte, assim que minha mãe descobriu sobre o que aconteceu, ela se ausentou de todos os trabalhos e passou grande parte do tempo em casa apenas tentando cuidar de mim que na época ainda era um bebê.

— Com o passar dos meses, ela começou a ter uma depressão que foi se agravando a cada dia. Chegou um momento em que ela veio a falecer, já que ela não queria comer, ou sair de casa ou até mesmo tomar seus medicamentos. O pior de tudo, foi que ela morreu no meu aniversário de um ano.

A cada palavra que ela havia me contado, eu notava o quanto estava sendo difícil para ele que estava me contando do que para mim que estava ouvindo. No fim, ele simplesmente sorriu finamente. Não era a única que possuía um passado que não gostava de relembrar.

— Meus pais foram assassinados na nossa própria casa. Eu não sabia bem com o que eles trabalhavam, já que eles passavam grande parte do tempo trabalhando e tendo pouco tempo para mim. Uma noite, alguns homens invadiram a nossa casa e começaram a brigar com os meus pais. Dizendo coisas estranhas que na época eu não sabia o que significavam.

— Houve um momento em que houve um vazamento de gás na cozinha e algum deles acendeu um isqueiro. — Enquanto dizia, as memórias daquele dia que para mim era uma cicatriz, estavam se passando em minha cabeça. — Foi tudo tão rápido. Assim que eu pisquei, tudo já estava em chamas. Por um tempo nós conseguimos pular uma janela antes que tudo explodisse, ambos caíram no jardim com pouca vida. Até hoje não esqueço suas últimas palavras.

Ele havia permanecido em silêncio durante toda a história e não insistiu em fazer qualquer pergunta que pudesse me relembrar do inferno que foi aquela noite. Mas de agora em diante, eu iria tentar viver de uma forma que meu passado não interferisse no meu futuro.

Assim eu quero que seja, pelo menos por enquanto. Já me encontrava repleta de cicatrizes invisíveis e visíveis, eu queria de alguma forma curá-las de agora em diante.


Notas Finais


Tá ficando chato gente?
Se estiver, me falem. Vou tentar melhorar o máximo!
Até o próximo!


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