História Save Me - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Rap Monster, Suga
Tags Bts, Drama, Exército, Guerra
Exibições 31
Palavras 2.062
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quem é vivo sempre aparece né? haushaushaus
Como sempre, eu voltei claro
Obrigada pelos favoritos como sempre rsrs
Vamos pro capitulo.

Capítulo 18 - Kiss With Another?


Fanfic / Fanfiction Save Me - Capítulo 18 - Kiss With Another?

Eu já não sentia mais tantas dores como antes. Estava jogada na cama fitando o teto branco murmurando qualquer música que estivesse passando em minha mente, Mark estava tomando banho fazia muito tempo, me perguntava se ele provavelmente teria se afogado na banheira.

De agora em diante, eu faria de tudo para esquecer qualquer coisa de ruim que pudesse acontecer comigo. Queria apenas ter uma vida tranquila no Texas, apesar de eu já imaginar que provavelmente não seria como eu estava pensando. Meu estômago roncou me tirando do transe com o teto branco. Levantei da cama e fui verificar se Mark ainda se encontrava vivo.

— Mark. — Bati na porta duas vezes.

A porta se abriu repentinamente me deixando frente a frente com Mark com os cabelos molhados com seu abdômen descoberto vestindo apenas uma calça de moletom.

— O que? — Ele pergunta.

— Quem demora tanto num banho? — Resmunguei tentando esconder meu nervosismo com aquela cena. — Pensei que tinha se afogado ou coisa do tipo.

— Desculpa. Mas o que foi? — Ele se afastou de mim secando seus cabelos os bagunçando com a toalha.

— Estou com fome. — Falei tentando não ser inconveniente naquela situação. — Não comi nada o dia inteiro.

— Eu também estou. Não consegui comprar alguma coisa no aeroporto. — Ele se lembra. — Certo, quer que eu peça serviço de quarto ou vamos comprar alguma coisa numa loja de conveniência?

Um serviço de quarto seria ótimo, pois viria com muitas coisas deliciosas. Mas, Mark já estava gastando comigo o suficiente apenas pagando nossa estadia aqui no hotel, não queria fazê-lo gastar mais do que deveria comigo.

— Você já está gastando dinheiro demais comigo apenas pagando nossa estadia. Já que não posso ajudar a pagar as coisas daqui, vamos em uma loja de conveniência e compramos ramén para comer aqui.

— Não estou gastando tanto quanto imagina, mas tudo bem. — Disse ele já vestindo uma camisa.

— Mark. — O chamei de repente. — Você vai com o cabelo molhado assim?

— Sim, algum problema? Ele seca rápido.

— Vem aqui. — Peguei a toalha em seu pescoço e comecei a secar seu cabelo. — Não estou a fim de cuidar de alguém que pegou um resfriado depois de lavar o cabelo e pegar friagem.

Alguns achariam estranho secar o cabelo de um garoto, muitas vezes era o contrário, o garoto que secava o cabelo da garota. Ele me olhava um pouco constrangido, não entendia o porquê, ele já havia feito o mesmo comigo tantas vezes que era incapaz de contar.

— Pronto. — Sorri levemente ao terminar. Sua cabeça ainda estava abaixa após eu terminar, ele estava realmente tão constrangido assim? — Mark?

Fui surpreendida ao sentir meu corpo ser puxado por ele tendo encontro ao seu, sua respiração batia calmamente contra o meu rosto, seus olhos me fitavam com certo interesse. Minha respiração estava descompassada, meu coração palpitando descontroladamente em meu peito, ele faria mesmo aquilo que eu estava pensando?

— Mark? — Minha voz saiu um pouco falha.

— Eu estou prestes a fazer uma coisa que provavelmente você não irá gostar. — Ele sussurrou em meu ouvido, sua voz grossa fez com minhas pernas bambearem. — E estou pouco ligando se você irá me odiar depois ou não.

Mark parecia estar ansiando por aquilo a muito tempo. Eu sabia o que ele queria, apesar de meu coração ainda bater por outro – infelizmente –, eu tinha que fazer alguma coisa para enfim esquecer Jeon Jungkook. Se eu o fizesse, será que me arrependeria depois?

Eu esperava que não. Após tanto sofrimento eu estou tentando esquecê-lo, era a melhor coisa a se fazer. Nossos olhos se encontraram mais uma vez, comecei a me aproximar de seu ouvido calmamente o deixando talvez um pouco tenso.

— Não vou odiar você. Não importa o que você fará, não vou odiar você. — Sussurrei em seu ouvido. — Você fez tantas coisas boas por mim, como eu serei capaz de odiar você?

Ele continuava a me observar com certa ansiedade. Estava demorando demais.

— Faça de uma vez, Mark. — Disse próximo a sua boca.

Em questão de meros segundos, ele selou nossos lábios com certo carinho e doçura. Minhas mãos tocaram seu rosto enquanto as dele circundavam minha cintura, algo que começou tão calmo estava se tornando algo mais quente e com certas intenções. Ele pediu passagem e eu concedi, tinha que admitir, aquilo estava sendo ótimo.

Meus braços agora se enlaçaram em seu pescoço enquanto ele comandava o beijo. Com calma, ele me deitou na cama ficando sobre mim. Não paramos de nos beijar por nenhum segundo.

Estávamos começando a ficar quentes, o beijo estava se tornando mais quente e repleto de luxúria. Mark começou a beijar o meu pescoço enquanto suas mãos ainda acariciavam meu corpo, desta vez por debaixo da camisa que usava. Eu não queria chegar naquele ponto, pelo menos não ainda.

Aquilo estava me relembrando do dia em que fui sequestrada e que quase fui estuprada por aqueles homens. Eu me recordava o quanto estava tentando ser forte, mesmo estando amarrada, ainda assim estava sendo o segundo pior pesadelo da minha vida.

Por impulso, acabei empurrando Mark de cima de mim. Seu corpo caiu ao meu lado enquanto seu rosto demonstrava estar confuso, eu sentia meu corpo esquentar e minha respiração a faltar. Após essa recordação que acabei de ter, eu já não sabia o que estava acontecendo comigo.

— O que foi? — Mark estava completamente confuso. — Yura, está tudo bem?

Neguei sentindo meu corpo tremer um pouco. Eu possivelmente estava começo a ter uma febre repentina. Ele toca minha testa vendo que estava começando a suar e a tremer com certa frequência, isso possivelmente é por causa do choque daquela noite em que havia me recordado.

— Você está queimando de febre. — Diz ele surpreso. — Mas você estava bem até alguns segundos atrás.

— Eu não sei o que é. É um pouco difícil de explicar. — Disse respirando mais tranquilamente. — Desculpe.

Mark me olhou com um olhar preocupante ao extremo. Ultimamente eu não sabia o que estava acontecendo comigo, sequestrada por homens que mataram meus pais, duas tentativas de estupro e por último, perdi o primeiro garoto que realmente amei por causa de seu pai. Eu era realmente uma estúpida.

— Não vamos mais sair. Eu vou pedir o serviço de quarto, você comerá e depois irá descansar. — Ele se sentou na cama sério. Algo teria passado em sua mente durante esse tempo? — E não retruque, por favor.

Ele se levantou da cama sem dizer mais nada. Sinto que provavelmente ele ficou bravo com alguma coisa.

[...]

O clima no quarto estava um pouco tenso. Não dirigíamos nenhuma palavra um ao outro desde que aquilo aconteceu. Me sentia culpada, eu sabia que ele estava zangado ou chateado com o que fiz ou disse. Eu sentia que a qualquer momento poderia cair naquela cama e apagar, mas ao mesmo tempo sabia que, eu não dormiria tranquila com este clima desconfortável neste quarto em que nos acomodamos.

Com certeza minha febre havia aumentado, eu sentia meus olhos um pouco cansados e minha visão um pouco turva. Algo dentro de mim dizia que talvez não deveríamos estar aqui novamente, pelo menos não juntos. Eu continuava a me sentir culpada por uma coisa que eu não sei o que é, mas eu sabia que fiz. Eu estava confusa comigo mesma.

Estava abraçada com as minhas pernas tentando pensar em alguma maneira de tentar acalmar o meu coração e minha cabeça que estavam prestes a explodir. O suor escorria pelas minhas feridas ainda um pouco abertas fazendo arder um pouco, mas não tanto quanto a culpa que ainda sentia.

Batidas na porta foram ouvidas, provavelmente seria um dos ajudantes do hotel para trazer o serviço de quarto. O carrinho foi empurrado para dentro do quarto, eu ouvia apenas tudo de cabeça baixa ainda abraçada com as minhas pernas.

— Yura, a comida chegou. — Disse ele. Sua voz saiu um pouco seca.

Permaneci em silêncio apenas sentindo a ardência em minhas feridas com o suor que caia nelas.

— Ei, está me ouvindo? — Ele me chama mais uma vez. — Está dormindo sentada?

— Mark. — O chamei. Levanto meu rosto com certa calma. — Você está zangado comigo?

Ele se espanta ao ver meu rosto extremamente pálido, mas depois volta ao seu normal após minha pergunta.

— Porque está dizendo isso?

— É o que está parecendo depois do que aconteceu.

Ele ficou em silêncio mais uma vez. Respirei fundo antes de dizer algo, pois sentia que poderia cair a qualquer momento.

— Ás vezes tenho tantas lembranças sufocantes que, quando eu menos quero lembrá-las, elas simplesmente decidem aparecer. — Rio da minha própria insignificância. — Eu te empurrei naquela hora, porque eu me recordei de um momento não muito bonito na minha vida. E agora estou aqui, assim, desse jeito.

— Não sei bem se é por causa disso que está zangado, ou chateado, ou sei lá o que; mas se for por isso me desculpe. — Sorri levemente. — Mas ainda assim, eu irei lembrar com muita frequência do que aconteceu aqui essa noite. Você, como sempre, me tratando da melhor maneira possível.

Ele me olha um pouco chateado consigo mesmo, eu certamente não me entendia ou o entendia. Ambos éramos confusos. Apenas dele olhar para mim daquela forma, me fez sorrir por poucos segundos antes que eu desmaiasse na cama.

— Yura. — Foi a última coisa que ouvi dele.

[...]

Fazia apenas algumas semanas que havíamos saído da Austrália, e me perguntava porque ela não se despediu de mim, porque não tem me ligado, e muitas outras perguntas. Yura não saia da minha cabeça durante todo o restante da missão. Eu andava muito distraído, já havia perdido a conta das broncas que já havia levado do capitão Joong Ki.

Eu definitivamente queria vê-la ou simplesmente ouvir sua voz, tê-la apenas em minha mente não era a mesma coisa do a ver pessoalmente.

Lá estava eu mais uma vez, sentado em volta da fogueira com a cabeça perdida apenas nela e em mais ninguém. Sentia meu coração apertado por não saber perfeitamente o que estava acontecendo, será que foi alguma coisa que fiz? Ela estava passando por momentos difíceis e não queria me dizer? Eu estava ao ponto de enlouquecer.

Começava a pensar que provavelmente não era realmente para nós ficarmos juntos, eu realmente a amo com todas as minhas forças, mas, talvez seria a melhor opção deixá-la ir.

— Kookie? — Ouvi a voz de Mirena. — Está avoado de novo? Estou chamando você faz quase dois minutos.

— Ah, desculpe. — Ri um pouco sem jeito. — O que foi? O capitão está me chamando?

— Não, não é nada disso. — Ela disse. Logo Mirena se sentou ao meu lado. — Kookie, você não parece bem ultimamente. Estou preocupada com você.

Fiquei em silêncio. Provavelmente ela sabia que eu estava pensativo por causa da Yura, eu não estava conseguindo enganar isso.

— É por causa da Yura? — Era incrível como ela tirava tudo de letra. — É a saudade?

— Um dos motivos é esse, mas estou confuso. — Disse. Não havia conversado com ninguém sobre isso, nem mesmo com Jimin. — Mira, você acha que eu e a Yura devemos ficar juntos?

— Porque está dizendo uma coisa dessas?

— Eu a amo de verdade. Mas, você acha que eu realmente a faço feliz? Com tudo isso que aconteceu, não sei como ela ainda não me largou, ou parou de falar comigo ou começou a me odiar.

— Para de falar assim, Jungkook. Ela ama você, você sabe disso. — Ela disse. Disso eu também sabia, mas será mesmo que era verdade? — Sabemos que a culpada disso tudo é a Kira e mais ninguém, fique tranquilo que eu tenho certeza que ela te ama.

— Eu sinto que ela pode ser feliz com outra pessoa além de mim. — Talvez eu estivesse ficando paranoico. — Meu pai já não a aprova, de que adianta continuar?

— E será por causa do seu pai que você a deixará?

A pergunta dela me fez abrir os olhos. Se eu realmente a amo, eu devia seguir em frente mesmo sem a autorização dos meus pais. Porém, eu não conseguia esquecer o quanto a fiz sofrer enquanto ela está na Austrália. O quanto ela chorou perdida na floresta, o frio que ela passou, a fome, nada disso eu conseguia esquecer.

Eu sabia que a culpa disso tudo era do meu pai e da Kira, mas ao mesmo tempo era também minha por não ter aberto os olhos antes.

De certa forma, será que Yura continuava ainda a pensar em mim o quanto ainda penso nela?


Notas Finais


Espero que tenham gostado ><
Comentem o que acharam please!!


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