História Save me - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Palavras 3.285
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Faltam só dois pra acabar 😞

Espero que gostem

Capítulo 14 - Vingança!


Fanfic / Fanfiction Save me - Capítulo 14 - Vingança!

E aqui estou eu novamente em mais um daqueles maravilhosos concursos que sempre participei, mas de alguma forma esse parece ser diferente. Não sei ao certo o que o faz parecer diferente, mas apenas faz, como se... Algo fosse acontecer.

Fugir agora não seria mais possível e se eu tenho amor a minha vida eu nem deveria pensar nisso, mas nunca descarto uma hipótese. Não sei se o que Dylan falou era real, mas eu queria acreditar em algo ao menos por enquanto.

A única coisa que devo me preocupar agora é em como vou esconder essas olheiras e a palidez da minha face. Eu estou parecendo um fantasma de tão branca que eu estou - mas claro, eu não como desde ontem a noite é óbvio que eu deveria estar assim e já são 19:00 hs da noite e o concurso vai começar oficialmente as 20:00 hs *se eu acabar desmaiando não será culpa minha*- mas fazer o que? Ela não iria aparecer aqui agora com um hambúrguer e um copo de refrigerante, o mínimo que ela iria fazer é gritar comigo e mandar eu me arrumar mais rápido.

Comecei a passar aquela bendita maquiagem no meu rosto e tenho que confessar que o resultado estava ficando bom. Depois fui colocar minha primeira roupa, para minha sorte nenhuma das minhas roupas tinha abertura, assim as pessoas não veriam minhas marcas - mas mesmo se tivessem ela daria um jeito de esconder.

Tudo o que eu mais queria agora era que Dylan entrasse por aquela porta e me tirasse agora daqui, mas isso não iria acontecer, pois não é permitido homens entrarem aqui.

Todas as outras garotas desse local ficam me olhando torto, acho que elas já sabem o meu status nesses concursos. Tive o maravilhoso prazer de conhecer a amiga da Clhoë que fez questão de me ameaçar e dizer que ela iria vencer essa merda *pouco me importa quem vai ganhar eu só quero sair daqui!!!*
O que mais me incomoda é que ela não para de me encarar, com toda certeza a Clhoë vai estar aqui para rir de mim, mas pouco me importa.

(...)

Finalmente a "competição" começou, todas as garotas se apresentaram, mostraram seus talentos, falaram dos seus sonhos, etc. Vi Dylan que como prometido estava na primeira fila, ele me olhava com certa doçura e as vezes sussurrava que eu estava linda. Me senti mais segura e confiante ao vê-lo ali, ele conseguia me passar esse sentimento.

Depois de tudo isso era hora do desfile final, todas as garotas já estavam se arrumando, menos eu, já que era a terceira vez que eu estava vomitando graças a maldita fome que eu estava sentindo - eu só não sabia de onde vinha aquelas coisas pois meu estômago esta vazio- eu me sentia cada vez mais fraca, minha visão estava turva e eu estava suando frio, além de esta respirando com dificuldade. Eu estava com tontura e uma baita dor de cabeça, um zumbido agudo invadia meus ouvidos e faziam tudo ao meu redor desaparecer.

  - Sabrina.- eu ouvi uma voz ao longe enquanto tapava os ouvidos tentando amenizar o som agudo.- Sabrina.- Ouvi a voz novamente e senti uma mão tocar meu ombro.- Sabrina, você está bem?.- recuperei meus sentidos e vi Marry a moça que auxiliava as meninas nos bastidores, ela estava surpresa e preocupada ao mesmo tempo.

  - Sim... Sim.- respondi baixo.

  - Tem certeza?.- assente.- Tudo bem, é sua vez agora.- ela sorriu e me guiou à parte de trás do palco. Ela pôs uma das mãos em meu queixo e levantou minha cabeça.- Sorria.

As cortinas foram abertas e uma luz forte invadiu minha visão. Comecei a me sentir tonta novamente e minha respiração começou a falhar. Ouvir anunciarem meu nome e comecei a caminhar. A medida em que eu andava era como se a passarela ficasse cada vez maior, o zumbido voltou aos meus ouvidos e tudo ficava cada vez mais embaçado. Ninguém ali parecia ter notado minha situação a não ser Dylan que me olhava surpreso. Senti uma peso em meu corpo e minha cabeça bater com força em algo duro. Tentei recuperar minha visão mas a única coisa que consegui foi ver algumas pessoas vindo em minha direção até que tudo se tornou escuro.

(...)

Abri meus olhos lentamente e uma luz forte invadiu minha visão. Olhei ao redor para as paredes brancas e poucos móveis, olhei ao meu lado e havia um fio ligado a mim. Havia uma poltrona ao meu lado e um pequeno sofá do outro lado perto da parede, ao lado da minha cama havia um suporte com uma bolsa de soro pendurada,*Espera!!!... Eu estou em um hospital!!??*

Minhas dúvidas foram tiradas quando a porta foi aberta e um homem de mais ou menos 40 anos usando um jaleco Branco e com uma prancheta nas mãos entrou pela mesma acompanhado pela minha mãe. Ele sorriu simpático pra mim e minha mãe começou com todo o seu teatrinho vindo em minha direção com a cara de preocupada e dando um beijo na minha testa.

  - Oi meu amor, como você está?.- ela disse docemente passando a mão em meu rosto.

  - Bem, eu acho.- disse meio fraco. Olhei para ela e o médico com dúvida.- O que aconteceu?

  - Você passou mal no desfile, não lembra?.- fiz que não com a cabeça.

  - Isso foi devido a falta de alimentos em seu organismo.- o médico disse.- Sou o Dr. John.- ele sorriu novamente.- Sabrina nós fizemos alguns exames em você e eu gostaria de perguntar se você já usou algum tipo de droga ou tomou alguma bebida alcoólica.- sentir meu corpo gelar na mesma hora.

  - Na... não.- Eu disse gaguejando.

  - Tem certeza?.- ele perguntou me encarando e eu assente.- É que de acordo com seus exames você ingerio altos índices de maconha e bebidas alcoólicas, além de não ter se alimentado direito, é claro. Isso é meio estranho, não acha? Já que de acordo com sua mãe você nunca usou esses tipos de substâncias antes.- Abaixei minha cabeça e tenho certeza que ele entendeu.- Tudo bem, vou passar algumas vitaminas para ela tomar, e assim que ela terminar de tomar o soro poderá ir.- ele disse para minha mãe que agradeceu sorrindo e se retirou.

Ela ficou seria e me encarou, apenas abaixei a cabeça novamente desviando nossos olhares. De repente sentir uma dor enorme em minha coxa e antes que eu pudesse gritar ela tapou minha boca com uma das mãos. Ela apertava meu músculo da coxa com as unhas e isso fazia uma dor enorme surgir em minha perna.

  - Shiii cala boca.- ele me encarava.- Sorte sua que estamos em um hospital, mas assim que chegarmos em casa você vai me pagar pela vergonha que me fez passar naquele concurso.- ela soltou minha coxa e se retirou do quarto. Minha perna estremeceu um pouco por conta da cãibra que surgiu em seguida, mas logo ela foi se desfazendo. Fechei meus olhos e suspirei *Será que eu já posso me considerar uma garota morta?*

(...)

Eu não sabia o que iria acontecer ou o que ela iria fazer assim que ela estacionou o carro na frente da nossa casa. Fiquei encarando a mesma e pensando se entraria ou não por aquela porta.

  - Não vai sair do carro? Eu preciso por ele na garagem.- ela disse séria ao meu lado. Suspirei e tomei coragem para sair. Fui mancando até a entrada da casa devido a dor que ainda estava na minha coxa. Assim que entrei na mesma, corri para meu quarto e tranquei a porta.

Esperei um pouco até ouvir algo, mas não houve nenhum barulho. Suspirei aliviada e me encostei na porta, escorreguei pela mesma até encontrar o chão e suspirei novamente fechando meus olhos.

Não sei se ela seria capaz de vir até aqui e derrubar essa porta, mas de alguma forma eu teria que me "preparar" para o que iria acontecer.

(...)

Esperei uns vinte minutos por algo, mas nada aconteceu. Comecei a estranhar esse silêncio todo, pois da última vez que isso aconteceu os resultados não foram nada agradáveis, mas eu não iria descer até lá, *não agora*

Levantei do chão e fui ao banheiro me limpar, *eu não tomei banho desde o concurso* e eu acho que não fiquei desacordada por muito tempo, pois ainda são 23:15 da noite. Enfim, fui ao banheiro e tomei uma ducha de água gelada mesmo, eu queria relaxar um pouco. Eu estava um pouco mais digamos que "forte" devido ao soro que tomei, mas a fome ainda estava presente e fazia questão de mostrar que estava ali.

Terminei meu banho e coloquei um short curto folgado e uma blusa de moletom cinza, deixei meus cabelos molhados e resolvi ficar descalça mesmo. Fui até a porta e pensei se deveria ou não ir até lá, afinal não sei que tipo de coisa ela poderia fazer comigo agora, mas a fome aumentava a cada hora e eu não iria aguentar ficar assim -Não sabendo que tem um frango cozido e arroz lá em baixo. Pus a mão na maçaneta e respirei fundo, abri a porta lentamente e olhei para fora, todas as luzes estavam apagadas e o silêncio reinava naquele lugar.

Saí lentamente do quarto encarando a porta do quarto dela que estava entreaberta, fui até a mesma e observei, as luzes também estavam apagadas e não havia sinal de vida ali, suspirei aliviada e me virei para a escada. Fiquei encarando mesma, fechei meus olhos e contei até dez para poder descer -se ela não estiver no quarto com certeza deve estar ali embaixo- terminei de contar e abri meus olhos. Assim que coloquei o pé no primeiro degrau senti alguém me empurrar e rolei escada abaixo.

Levei minha mão a cabeça ao chegar ao chão, minha visão estava turva e meu corpo dolorido. Olhei para cima e minha mãe estava para no alto da escada me encarando com ódio. Tentei me levantar, mas fiquei tonta e cai novamente de quatro no chão, comecei a engatinhar tentando enxergar algo -o que foi em vão- até que senti ela me puxar pelos cabelos me obrigando a levantar. Ela me encarou e me empurrou em direção a mesinha que ficava o abajur. Senti uma dor enorme em uma de minhas costelas -espero que não tenha quebrado.

Voltei a engatinhar, mas dessa vez cheguei perto da parede e me levantei com muita dificuldade. Olhei para ela que estava com seus olhos vermelhos e fixos nos meus. Eu estava ofegante e não sabia o porquê.

  - Você acha mesmo que não iria me pagar por aquela vergonha que me fez passar!!!!!!!??.- ela disse gritando, apenas continuei olhando pra ela.- Você vai sofrer cada segundo.- ela veio em minha direção e agarrou meu pescoço. Tentei me soltar, mas ela apertava o mesmo com as unhas o que me fez gritar alto. Ela me jogou mais uma vez para o chão e bati minha cabeça.

Levantei com dificuldade, minha visão estava turva de novo e eu via tudo girar. Me apoiei em algo e tentei recuperar a visão. Assim que voltei ao meu estado normal vi ela correndo em minha direção para me bater novamente, mas acabei sendo mais rápida e peguei a primeira coisa que estava ao meu lado e bati com força no rosto dela fazendo a mesma cair. Olhei aterrorizada para ela e depois para minha mão, foi quando percebi que eu estava segurando uma barra de ferro que usávamos para ascender a lareira (**Sim ela tem lareira**) joguei a barra para longe de mim e olhei novamente para ela, ela estava se mexendo *eu tenho que fazer alguma coisa*

Olhei em volta e não conseguia pensar em nada -Não adiantaria eu tentar fugir pela porta, ela provavelmente vai está trancada- olhei para a cozinha e vi seu celular em cima da mesa *isso!!!* Olhei para ela que estava quase levantando e corri até o celular. Eu sabia para quem eu iria ligar *Dylan!* ele já havia me dado o número dele antes quando pensou que eu tinha celular, lembro que fiquei olhando para aquele número todas as noites antes de dormir, pois me lembrava dele e acabei decorando o número. Digitei vários números e torci para que estivessem certos, o telefone chamou, chamou até eu ouvir uma voz um pouco rouca dizendo alô *Sim era ele*

  - DYLAN CHAMA A POLÍCIA!!!.- gritei para que ficasse claro e senti algo acertar meu rosto me fazendo ir ao chão e não sei onde o celular foi parar. Coloquei a mão em meu rosto e senti algo escorrer pelo mesmo, olhei para minha mão e ela estava coberta de sangue. Me sentei encostada na parede e observei minha mãe que estava com a mesma barra de ferro em suas mãos. Seu rosto também estava sangrando um pouco abaixo do seu olho esquerdo.

  - Ele não vai salvar você.- ela quebrou o celular que estava perto dos seus pés.- Ele nem se importa com você.- começou a se aproximar.

  - Você não sabe nada sobre ele.- eu ainda estava com mão no rosto.

  - Sei que na primeira oportunidade ele ira te abandonar e você ficará sozinha pelo resto da sua vida como sempre ficou.- corri em sua direção e a empurrei ao chão ficando por cima dela. Dei vários tapas em seu rosto enquanto ela tentava revidar. Ela agarrou meus cabelos e inverteu a posição ficando por cima de mim. Ela fez as mesmas coisas e começou a dar vários tapas em meu rosto que ardia por causa do corte. Quando ela tentou enfiar a barra em meu rosto eu consegui segurar a mesma a tempo.

A barra estava na direção de meu olho direito e quanto mais eu fazia força para afasta la mais ela fazia força para me acertar. Olhei em seus olhos que estavam em um cinza intenso e juntei mais forças para afasta la. Não sei como consegui virar a barra e acertar com força em seu rosto. Ela caiu ao meu lado e no mesmo instante me levantei e fui em direção a porta. Antes de eu fazer algum esforço para abri la senti algo acerta e perfurar minha batata da perna direita. Gritei ao sentir aquilo rasgar minha batata e fui ao chão. Olhei para a mesma e vi que ali se encontrava uma faca, olhei para a minha mãe que se levantava do chão limpando sua boca que estava sangrando por conta da barra que eu acertei.

Me encostei na porta e tentei tirar a faca, eu sentia minha garganta inflamar de tanto que eu estava gritando. Retirei a faca e me levantei, me afastei o máximo que eu pude dela -mancando óbvio- parei do outro da sala e fiquei de frente para ela. A faca ainda estava em minhas mãos e eu estava pronta para atacar caso ela tentasse fazer algo.

-Você não tem futuro sem mim.- ela começou.- Você só vai ser uma garota imprestável sem ninguém para te ajudar.

  - Eu não ligo.- *mentira* eu ligava sim,  pois de alguma forma ela tinha razão. E eu sentia medo de ficar sozinha.

  - É claro que liga, você não conseguiria ficar um minuto sequer sozinha. Aquele garoto vai te abandonar e seu pai nunca irá te encontrar.- eu me recusava a escuta la, mas fiquei surpresa assim que ela falou do meu pai.
 
  - Como assim me encontrar? O MEU PAI ESTA MORTO!!!.- falei alterada e ela começou a rir de um jeito meio diabólico.

  - Há querida como você é ingênua.- ficou séria.- O SEU PAI NUNCA MORREU!!!!! EU FORGEI A MORTE DELE NAQUELE DIA NO HOSPITAL.- Eu me mantive imóvel.- EU RETIREI O FIO QUE MOSTRAVA OS BATIMENTOS DELE PARA PARECER QUE ELE HAVIA MORRIDO E FIZ VOCÊ ACREDITAR NISSO ESSE TEMPO TODO!!!.- as lágrimas já caíam constantemente por meu rosto.- EU ME RECUSAVA A TER MEU LUGAR NO CORAÇÃO DELE TOMADO POR UMA CRIANÇA RIDÍCULA E NOJENTA!!!!! ENTÃO EU DECIDI QUE DAQUELE DIA EM DIANTE EU FARIA VOCÊ SOFRER POR TUDO O QUE ME FEZ PASSAR. TODAS AS NOITES QUE ELE IA DORMIR COM VOCÊ PORQUE ESTAVA COM MEDO, TODAS AS VEZES QUE ÍAMOS NO CINEMA E ELE SENTAVA DO SEU LADO E SEGURAVA SUA MÃO PORQUE VOCÊ TINHA MEDO DO ESCURO, E TODA AS VEZES QUE ELE DIZIA EU TE AMO E DAVA UM BEIJO EM SUA TESTA ANTES DE TE POR PRA DORMIR.- Ela também chorava. Ela era completamente apaixonada por meu pai.- ERA PRA SER APENAS EU E ELE, NUNCA ERA PRA VOCÊ TER EXISTIDO!!!!!!! E SE EU NÃO TERIA ELE.... VOCÊ TAMBÉM NÃO TERIA!!!!!!.- a raiva me dominou no mesmo instante, como ela pode fazer tudo isso comigo por causa de um ciúme idiota? E quem sente ciúmes da própria filha? Isso não justifica nada e nenhum dos momentos de tortura que ela me fez passar.

Deixei meus sentimentos me controlarem agora, raiva, ódio, repulsa, tudo e todos que eu estava sentindo, deixei que eles guiassem meu corpo e fizessem o que queriam fazer. Quando dei por mim estava correndo em sua direção e enfiei a faca -que ainda estavam em minhas mãos- em seu abdômen. Ela tentou retirar minha mão, mas foi em vão. Aquilo era ótimo, a sensação de vingança por todos esses anos era maravilhosa. Ver ela perdendo as forças e indo ao chão ajoelhada com a faca ainda dentro de você me deixava com um alívio constante.

Eu mantinha meus olhos fixos nos dela enquanto ela ia se deitando no chão e já fechando os olhos. Eu ouvia sirenes se aproximando de nossa casa, mas me recusava ir até a porta. Eu apenas queria vê-la e ver seus olhos se fechando lentamente, enquanto a morte a levava para uma outra vida.

  - Eu te amo.- ela sussurrou e apagou. Isso com certeza me surpreendeu, foi o primeiro eu te amo que saiu de sua boca para mim, mas infelizmente foi tarde demais.

  - *Aqui é a Polícia, pedimos que saíam ou vamos entrar*.- ouvi a voz de um homem. *Por que ao invés de ameaçar eles não entram de uma vez?*

Meu corpo se recusava a se mover, eu não conseguia parar de olha la ali na minha frente desacordada. Eu não estou arrependida do que fiz, mas me sinto estranha depois de ver os resultados. Ouvi a voz do policial novamente e decide que era a hora de dar as caras *é melhor eu sair do que eles entrarem*

Me levantei ainda encarando seu corpo imóvel e ensanguentado no chão e segui em direção a porta. Eu não sabia onde a chave estava então forcei a porta com a faca e logo a mesma se abriu. Um feixe de luz tomou meu rosto e tapei meus olhos com uma das mãos.

  - *Parada!! Largue a arma*.- soltei a faca no chão e tentei enxergar algo, mas era em vão. Desci os degraus da estrada de minha casa e ouvi sua voz, a mesma voz rouca que ouvi alguns minutos atrás ao Telefone.

  - Sabrina!!.- vi o mesmo correr em minha direção e o abracei o mais forte que pude.

  - Você tinha razão.- eu disse chorando.- Você tinha toda a razão.

  - Shii... Não fala nada ok.- ele disse afagando meus cabelos.- Ta tudo bem, tudo bem.

Alguns policiais entraram na casa e outro me guiou até a viatura dizendo que me levaria a um hospital. Dylan fez questão de vir comigo.

Eu já não pensava mas no que acabará de acontecer. A única coisa que não saía da minha mente era *se meu pai esta vivo, onde ele está!?*


Notas Finais


KIU!!!!!!


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