História Save me - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Hentai, Jimin, Park Jimin, Romance
Exibições 35
Palavras 3.823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, pessoas que ainda insistem em ler SM mesmo a autora demorando séculos para atualizar ♥‿♥ Tudo bom com vocês?

Eu agradeço a quem está insistindo em vir aqui ler e favoritar, mesmo eu demorando séculos para atualizar e peço perdão pela demora. A faculdade está tomando todo meu tempo, além do normal, então eu fico cada vez mais impossibilitada de escrever e quando bate o tempo, a preguiça ou o cansaço (ainda os dois juntos) acabam dificultando ainda mais. Mas agora prometo mais foco até o final da história ♡

Boa leitura, nos vemos nas notas finais ♡

Capítulo 5 - Capítulo 4


SAVE ME,

a bangtan boys fanfiction.

 

CAPÍTULO 4

 

A sede pelo poder absoluto precisava — e necessitava — ser saciada, mas ela não se contentava com pouco; os sorrisos, por mais sinceros, não serviam para sanar aquele desejo de ser superior. Ela precisava de ouvir as salvas de palmas, dos elogios sem pudor, da glória e do poder acima de todas as coisas. A mulher já não media mais as consequências dos seus atos para que tivesse cada vez mais a sua sede saciada; mas tentava ao máximo calcular seus movimentos, para que não colocasse tudo a perder, tudo o que ela havia arquitetado e construído ao longo desses anos, toda a sua vida construída a base de mentiras.

Rachel Park havia esboçado todos os seus novos passos diante da estádia de Jimin em sua casa, sentindo a ovação de elogios acerca do novo pretendente de sua filha, da sua beleza e seu talento inestimável para a música. Porém, Rachel havia se esquecido que Jimin era a mão livre de feridas e cicatrizes que Minyeol precisava para desatar todo e qualquer laço sentimental ou físico que ainda poderia existir entre ela e sua mãe.

O que poderia colocar facilmente seus planos em risco.

 

 

— Eu ainda não acredito que você foi capaz disso, Jimin-ah — Minyeol quebrou o silêncio da mesa de jantar, instaurado após a finalização do assunto anterior, entre um e outro gole de suco — De verdade, não que eu esteja julgando a sua coragem, pelo contrário, eu estou realmente surpresa. Feliz por ter esse sorriso tão bonito ao meu lado novamente — ela dissertou, enquanto acariciava as bochechas levemente coradas de Jimin — Mas triste de saber que temos que lutar contra a minha própria mãe para tentar sair dessa prisão.

Faz dois anos que eu estou aqui e nunca consegui.

— Eu faria qualquer coisa por você, Minyeol noona, qualquer coisa e aqui, eu sou capaz de qualquer coisa para voltarmos para casa, do lugar de onde você nunca deveria ter saído.

Jimin parecia confiante em suas palavras e em suas atitudes. E mesmo assim, por detrás de todo aquele sopro de confiança, ela conseguia enxergar perfeitamente as formas daquele garoto tímido e doce que ela conhecia bem; ele ainda persistia ali e Mint agradecia por isso, pois foi por aquele ser trajado de anjo que ela havia se apaixonado perdidamente.

Não que descobrir que estava apaixonada por aquele ao qual ela deveria ter como um irmão foi algo fácil, na verdade, foi um processo extremamente difícil para ela e igualmente para ele, mas a intimidade entre os dois deu brecha para que o amor nascesse e tomasse conta, se tornando absurdamente incontrolável. De duas coisas eles podem ter plena certeza: Minyeol não seria metade da pessoa que é, se não fosse pelas coisas que aprendeu com ele e com a sua família e Jimin não seria nem um por cento que ele é, se não fosse por ela.

— Não é como se não fossemos conseguir, Jimin-ah, mas saiba que vai ser difícil em cada instante — ela tentou não ser pessimista em sua fala.

— Eu sei, Mi noona — ele sorriu, sua mão deslizou para a dela no colo da jovem.

Minyeol tinha a plena certeza que aquele momento seria o momento ideal para que ela pudesse sentir novamente os lábios macios de Jimin nos seus, pelo menos por alguns segundos antes que mergulhassem na tortura de conviver naquela casa. Mas um pigarro os separou, quando seus rostos já estavam próximos o suficiente para selar os lábios em um beijo, possivelmente cheios de saudade.

De costas para a pessoa que havia feito aquele gesto justamente para separá-los, a jovem fechou os olhos e respirou fundo, enquanto o garoto olhava para a mulher a sua frente e se sentia aliviado por ser Sunmi, que carregava um semblante sério em seu uniforme azul marinho.

— Minyeol. Jimin.

A garota levantou do seu assento e se posicionou próximo a mulher, sendo prontamente seguida pelo garoto.

— A senhora Rachel espera por vocês no segundo quarto de hóspedes no andar superior — Sunmi disse, em um tom de voz repleto de seriedades e formalidades.

Minyeol conhece bem a governanta o suficiente para compreender todas as entrelinhas das suas palavras através do seu olhar. Naquele momento, ela dizia para tomarem cuidado com Rachel e com o que quer que ela tenha planejado naquele meio tempo; a mulher tinha sede por poder e nenhum escrúpulo.

— Obrigada por avisar, Sunmi unnie — Mi agradeceu, se curvando antes de deixar a sala. Jimin fez o mesmo, agradecendo o cuidado da mulher com um sorriso, e enfim seguiu os passos da jovem à sua frente.

Poucos passos antes de subirem as escadas, Minyeol ainda mantendo o absoluto e compreendido silêncio procurou pelas mãos de Jimin. O jovem, por sua vez, sabia perfeitamente o que significava aquele contato; era como se ao sentir os dedos dela entrelaçados aos dele, algo naquele toque lhe dava confiança e coragem para encarar o que vinha a seguir, como se renovassem suas energias com um simples ato cúmplice.

Ambos seguiram silenciosamente pelas escadas do casarão, sentindo seus corações se acelerarem ansiosos com o que viria a seguir. Cada passo dentro daquela casa deveria ser feito com extremo cuidado, como se estivessem deslizando as peças de um jogo de xadrez. Saber escolher entre a certeza da razão ou a intensidade da emoção no momento certo, bem como cada palavra deveria ser medida a conta-gotas. Ou o castelo de cartas poderia ruir e junto a ele, toda e qualquer esperança de deixar aquela prisão domiciliar.

Minyeol sabia perfeitamente qual quarto de hóspedes a qual Sunmi se referia, era o cômodo que ficava no final do corredor, no mesmo andar que o seu; um cômodo que vivia constantemente organizado como se alguém se arriscasse a passar alguns dias mais ali do que ela era forçada. Aquele cômodo seria uma extensão do seu quarto, se o seu pai ainda estivesse vivo, como ele mesmo havia dito que faria e Mi se lembrava bem, mas reforma tal ao qual a sua omma havia ignorado ou se esquecido completamente em meio aos seus obscuros planos. O casarão tinha apenas dois quartos de hóspedes, além dos outros dois que já eram ocupados por Rachel e por Mi, correspondendo aos mesmos cômodos que conviviam ali, há anos quando senhor Park ainda agraciava aqueles corredores com a sua presença.

Quando chegaram no cômodo, o jovem casal pode ver a porta entreaberta do cômodo, como um convite macabro para a diversão de uma mente solitária e cruel. Minyeol foi a primeira a entrar, após abrir lentamente a porta. Seus olhos azuis puderam ver a sua mãe elegantemente acomodada na poltrona próxima a enorme janela de vidro, como se estivesse atuando em um filme de máfia antigo. Jimin entrou logo, em seguida, e também chegou a essa conclusão.

— Eu preciso mantê-los avisados sobre a nova situação dentro dessa casa — ela começou o seu discurso, usando de seu tom de voz autoritário — Jimin, quando você entrou aqui, talvez você não sabia que estava prestes a entrar em um território privado, mas eu não posso te libertar e nem libertar a nenhum dos dois; você veio por livre e espontânea vontade e agora, não poderá sair tão fácil (...).

 

Minyeol sabe perfeitamente quais são as consequências de uma fuga, Jimin basta observar as cicatrizes que ela ganhou ao longo desse tempo, tentando desnecessariamente fugir dos braços de sua mãe. Bom, a casa tem homens em todas as partes, incluindo na área interna da casa, tanto no primeiro, quanto no segundo andar. Em todos os cantos, tem câmeras que vigiam vinte e quatro horas por dia, sem cessar um só segundo. Também tem bloqueios nos portões e na garagem, ou seja, quem entra, sai apenas com a minha autorização e, para ambos, eu não estou disposta a ceder qualquer autorização; primeiro, eu não tenho a mínima vontade, segundo, eu não quero correr risco com vocês dois à solta, sabendo do que acontece e aconteceu aqui dentro. Então, se contentem com a vida que vou oferecer à vocês.

Jimin e Minyeol, vocês vão dormir em quartos separados, não quero saber de visitas noturnas ou diurnas aos quartos um do outro, além de nenhuma demonstração de carinho, beijos ou abraços demorados em público ou na minha presença. Vocês nunca me enganaram, desde que comecei a observá-los, sabia desse relacionamento medíocre entre vocês dois... Nunca imaginei que minha única filha iria fazer isso, se relacionar com um familiar, isso chega a ser repugnante. Mas vocês dois formam um casal até que... Aceitável... Bonito, eu assumo.

Em todos os eventos em que eu for anfitriã ou que eu for, de alguma forma, obrigada a levar vocês, eu os quero perfeitamente trajados, com um sorriso no rosto e nenhuma palavra sobre o que os mantém aqui dentro e como a forma que eu trato vocês, e você Jimin, será como um filho para mim e é assim que todos irão vê-lo. As punições serão severas se não seguirem as minhas regras, apenas a minha voz deverá ser acatada nessa casa e em tudo que gira ao redor dela e da vida de vocês. Não se preocupem com roupas ou qualquer tipo de mantimento, tudo será entregue em breve, e logo vou anunciar um evento que pretendo realizar aqui em casa, estejam preparados para isso.

 

(...)

 

— E lembrem-se, apenas as minhas regras deverão ser cumpridas.

Àquela altura do discurso, Rachel já havia se erguido da poltrona, caminhando com seus passos felinos até os dois jovens que ouvia todas as suas palavras afiadas em pé, em frente ao olhar doentio da mulher. Quando ela estava prestes a continuar com o seu discurso, porém foi interrompida por uma ligação em seu telefone celular.

Olá, querida. Eu estou maravilhosamente bem, Minyeol também; continua linda como sempre — ao citar a filha, Rachel se posicionou entre os dois, acariciando os cabelos da garota — Você vai se surpreender com a novidade que eu tenho. Não, Minyeol não aceitou o convite de Seokmin, até porque ela já está comprometida — seu olhar foi tomado por um estranho brilho ao observar o garoto ao seu lado — Sim, ela está. Faz alguns meses, eu quis manter algum mistério sobre o rapaz que conquistou o coração da minha princesa — Rachel continuou papeando sobre o namoro de sua filha, sobre Jimin e seus planos para um jantar para apresentá-lo aos seus amigos mais chegados, deixando o quarto para manter a ligação em privado.

Quando a mulher deixou o cômodo, Jimin e Mint continuaram em suas posições por alguns segundos, até que se sentiram plenamente seguros a uma distância considerável de Rachel e o som de seus sapatos de salto que soavam como alguma trilha sonora de um filme terror.

Argh — Mint balançou a cabeça, tentando afastar aqueles sentimentos horríveis que tomavam o seu corpo quando estava próxima a sua mãe. Sua reação imediata foi de fechar a porta do quarto com chave; ela sabia que era arriscado, mas sua conversa com Jimin não duraria muito tempo até virem os separar.

— E agora? — Jimin perguntou, se acomodando na borda da cama. Era visível a preocupação em seus olhos, deixando o medo que sentia visível em suas pequenas mãos entrelaçadas umas às outras.

— Nós vamos ter que aguentar isso por algum tempo, eu acho que eu tenho um plano — Mint praticamente sussurrou. Sua voz que era sempre audível, foi dita em um tom baixo e ansioso, demonstrando os inquietantes sentimentos que tomaram seu corpo depois que a mulher deixou o quarto — Mas isso fica somente entre eu e você, pelo menos, por enquanto. Você pode aguentar essa situação por algum tempo?

— Se for com você e por você, sem sombra de dúvidas — Jimin disse, confiante em suas palavras, seguindo o mesmo tom de voz baixo e ansioso — Você está planejando alguma coisa?

— Quase isso — ela respondeu, roendo as unhas — Vou pensar melhor e, se tiver algum futuro, eu te mantenho avisado.

Em meio ao discurso voraz de Rachel, Minyeol se recordou da proposta arriscada que havia recebido de Sunmi. Na época, a solitária jovem não havia tido coragem suficiente para arriscar aquela fuga seguindo os minuciosos e planejados passos da governanta, mas agora, tomada pela súbita coragem que Jimin entregou a ela e na companhia do próprio, Mint estava pretendendo seguir o plano de Sunmi.

 — Por hora, não se preocupe, apenas aguente mais um pouco — Mint se acomodou ao lado de Jimin, encostando sua cabeça no ombro esquerdo dele — Com você aqui, creio que agora as coisas podem dar certo. Eu não tive coragem antes, por que ela só prejudicava a mim, mas eu não quero que ninguém faça nada a você e por você que eu vou tentar mais uma vez.

As palavras de Mint fizeram com que ele sentisse um calor agradável em seu peito; algo entre a gratidão e o imenso carinho que sentia por ela. Como a velha confirmação da reciprocidade dos seus sentimentos, ela sentia exatamente o mesmo.

As mãos se entrelaçaram docemente. Era como se os seus dedos já conhecessem tão bem uns aos outros que o entrelace foi fácil, rápido e cheio de significado. Jimin acariciava desajeitadamente os dedos das mãos entrelaçadas as suas, quando sentiu aquele par de olhos azuis se encontrarem junto aos seus. Ele poderia entrar no velho clichê de como olhar naqueles olhos era como estar navegando em um mais profundo oceano, mas isso era mínimo demais para os sentimentos que tomavam seu corpo quando ele os encarava. Ele era jovem, ainda dando seus primeiros passos para muitas experiências em sua vida, mas Jimin sabia que era profundamente apaixonado pela aquela garota, pela menina-mulher que ele viu crescer e que cresceu ao seu lado, no início como uma irmã, pouco tempo depois como uma amiga e, em meio a adolescência cheia de novidades e experiências novas, ela havia se tornado a sua amante. Por ela, ele era capaz de mover o mundo; Jimin amava Minyeol e Minyeol amava Jimin; era impossível separá-los, o que os une é inquebrável e indestrutível, nem o tempo e nem a maldade humana pode tocar.

A mão direita dele deslizou para o rosto da garota, que sentiu como se estivesse tocando em uma pétala de rosa, acariciando a pele macia dela com a ponta de seus dedos. Ele quase não podia conter a ansiedade que crescia exponencialmente em seu corpo, a ansiedade de tocá-la, de beijá-la, de senti-la entregue em seus braços incontáveis vezes. Por um momento, Jimin se esqueceu de onde estava e a sua situação naquela casa, pois naquele momento, ele só queria sentir os seus lábios juntos aos dela novamente para aniquilar aquela saudade de todos aqueles meses, dias e horas sem ela, sem o calor do seu corpo junto ao dela, sem o sabor inigualável dos beijos de sua jagiya.

Quando Mint ergueu seu rosto em direção ao rosto dele, um amontoado de cabelos louros tocou os ombros de Jimin, enquanto a garota reagia ao toque quente e amável em sua pele. Seus lábios se entreabriram junto aos dele, se aproximando perigosamente um do outro, sentindo apenas a cálida respiração e hálito de ambos se misturarem docemente. O silêncio da casa havia se tornado indiferente aos seus ouvidos, pois naquele instante, o que realmente importava era um ao outro, nada mais. Jimin mordeu o lábio inferior rapidamente de uma forma absurdamente sensual, tentando conter a excitação de, finalmente, beijá-la. Mint se sentiu profundamente atraída pelo que viu; seu ponto fraco, a provocação. E sem nenhuma interrupção, Jimin tomou os lábios de Minyeol com os seus, sentindo uma explosão deliciosa de sentimentos tomar o seu corpo, principalmente, o seu palpitante coração.

A carícia iniciou calma e compassada, quase comedida. Algo que ficava entre a sensação de estar beijando um ao outro pela primeira vez e as saudades que sentiam um pelo outro; não é como se já não tivessem tido a sua cota de beijos usufruída no passado, mas aquele sentimento de que talvez fosse o último beijo não conseguia afastar o receio de cessá-lo. De qualquer forma, o que deve ser feito pela última vez, deve ser aproveitado ao máximo possível e explorar cada aspecto daqueles segundos sozinhos, era como voltar ao tempo em que ele dormia as escondidas no quarto de sua prima, terminando a maior parte das falas com beijos, reprimindo os gemidos e explorando cada segundo em que tinham juntos como se fosse o último.

Minyeol deu o primeiro passo para se entregar ao momento, desfazendo o entrelace das suas mãos as dele, acariciando as costas do mesmo com a direita, enquanto a esquerda brincava com a mão dele em seu rosto. Porém, a doçura do momento foi tomada por uma súbita paixão que acertou em cheio ambos os corpos; era algo que havia ultrapassado a linha que tornava a carícia comedida, libertando daquelas amarras que impediam os amantes de serem quem eles verdadeiramente são, quando excitados — apaixonados.

Instantaneamente, Jimin tomou os quadris da jovem, a trazendo para mais perto de si, em direção aos seus calorosos braços. Cessando brevemente a carícia com os lábios milimetricamente distantes um do outro, ele assistiu a garota seguir os movimentos de suas mãos se acomodando em seu colo posicionando os joelhos na borda da cama, cada um na lateral dos quadris dele. Àquela altura, ele já havia apreciado a forma como o tecido do vestido havia se movimentado para cima, revelando áreas da intimidade dela aos quais ele tinha livre acesso, usufruindo prazerosamente de cada pedacinho daquela pele.

Jogando os cabelos para trás e para o lado direito, em seguida, Mint não tardou em retomar a carícia. Agora, ainda mais apaixonada e desenfreada — equilibrando docemente com o momento mais comedido de antes, apenas para explorar cada particularidade dos lábios e da boca um do outro. As mãos de Jimin deslizaram dos quadris da garota para as costas dela, a trazendo para mais perto, sentindo o calor de sua amada mesmo com as peças de roupa impedindo um contato mais profundo e direto; enquanto Minyeol explorava os fios alaranjados do garoto, ora puxando-os para baixo, deixando o rosto dele ainda mais livre e a mercê dos seus beijos, ora apenas acariciando-os por livre e espontânea provocação. Jimin adorava quando Mint tomava o controle da situação, ele era completamente submisso ao que sentia por ela e, muitas vezes, submisso à ela.

 

Oh, tell me what you’re willing to do?

Kiss it, kiss it better, baby.¹

 

Jimin se deitou na cama, trazendo a garota consigo em seus braços. Ele sentiu todo o peso dela se equilibrar sobre o seu corpo cuidadosamente como se fossem as peças de um quebra-cabeças, em um encaixe perfeito. Seus lábios se desencontraram algumas vezes no caminho, tomando fôlego no curto espaço de tempo que permaneciam longe um do outro. Por mais que tempo entre as carícias fosse mínimo, parecia uma eternidade para quem havia passado tantos dias longe; sem qualquer resquício de esperança de encontrá-los novamente.

Aproveitando-se de mais um desencontro dos seus lábios com os de Jimin, Minyeol decidiu que era uma boa hora para provar mais da tez macia dele, deslizando seus lábios pelos cantos da boca dele até o queixo ao qual ele fez questão de erguer minimamente o rosto, disponibilizando-o para as carícias aos quais ele conhecia bem e sentia tanto a falta que chegava a doer. Com os olhos fechados, ele se aproveitou da carícia demorada que seguia até o pescoço delicada e torturantemente, como se tivessem todo o tempo do mundo ali. Cuidadosamente, ele deslizou suas mãos pelas pernas dela, sentindo seus dígitos percorrerem pela pele macia até que suas duas mãos agarraram a bunda dela por debaixo do vestido azul trazendo-a para mais perto dos seus próprios quadris, enquanto era docemente torturado pelos lábios quentes dela.

Um gemido frustrado saiu da garganta de Mint quando ela ouviu as batidas incessantes na porta do quarto, seguido da voz de Sunmi. Ambos se observaram por alguns segundos, tentando acalmar a ansiedade que seus corpos tinham um pelo outro. Por mais que estivessem plenamente conscientes de que aquele não era a melhor hora e nem o melhor lugar para trocar beijos e carícias, estar tão longe em níveis de prazer e paixão aos quais eles estavam, dado ao tempo em que não sentiam um o calor do outro, não deixava de ser frustrante.

Minyeol, sua mãe está por perto, não seja tola e se arrisque por tão pouco.

O contato visual entre Minyeol e Jimin perdurou por alguns segundos mais até que ela afastou uma mecha loura de seus cabelos para trás da orelha, sorrindo para ele.

— Quando nós saímos daqui, eu vou acabar com você — ela disse, em um tom de ameaça acompanhado por um sorriso cheio de malícia.

— Eu mal posso esperar por isso — ele respondeu com a voz arrastada, carregada de desejo que, infelizmente, não seria saciado tão cedo.

Antes de se erguer, ouvindo um segundo chamado da governanta, Mint beijou delicadamente os lábios de seu amado, sentindo-o agarrar seu corpo novamente, como se demonstrasse a sua mínima vontade de deixá-la ir. Com alguns selares insistentes, ela se separou dele por completo se erguendo da cama e ajustando seu vestido amarrotado. Jimin a seguiu, ajustando seu casaco igualmente amarrotado e passando a mão por entre seus cabelos alaranjados, suspirando visivelmente frustrado; seus lábios, bem como os de Minyeol, estavam visivelmente rosados e inchados, somente aos olhos mais inocentes passaria despercebido o que realmente havia acontecido ali.

— Te vejo no jantar, MinMin — ela acenou com seu sorriso doce — Não esquece de tomar um banho bem gelado — ela piscou marota. Jimin não a respondeu, ele ficou atordoado o suficiente com o tom de voz doce, o sorriso e o apelido que há tempos ninguém o utilizava para se referir a ele. Somente quando ela saiu que ele entendeu o que ela quis dizer com "tomar um banho bem gelado" e caiu na risada.

Minyeol deixou o quarto, fechando a porta atrás de si e se encontrando com Sunmi que estava com algumas roupas de cores neutras em seus braços, a esperando impacientemente.

— Para quem são essas roupas? — Minyeol perguntou visivelmente curiosa, apontando para as vestimentas nas mãos da mulher.

— São para Jimin — ela respondeu, calmamente — Peguei algumas emprestadas com os seguranças, mas amanhã Rachel trará roupas novas para ele. Não sei o que ela está tentando fazer, mas tome todo cuidado — Sunmi sussurrou a última frase.

— Tudo bem, eu tomarei — ela respondeu no mesmo tom de voz calmo e sussurrante.

Minyeol viu Sunmi entrar no quarto que seria de Jimin nos próximos dias — ou meses — e se encaminhou para o seu quarto. Ela teria algum tempo antes de ser chamada para o jantar e o usaria para refletir sobre mais uma chance que ela havia recebido para escapar das garras protetoras e perigosas de sua mãe.

Seja lá como for, ela só queria sair daquela casa, encontrar com a sua família e ser feliz ao lado de Jimin. É pedir demais?


Notas Finais


► Kiss It Better¹ — Rihanna | https://www.youtube.com/watch?v=49lY0HqqUVc

► Tradução de Kiss It Better | https://www.vagalume.com.br/rihanna/kiss-it-better-traducao.html



Minyeol tem uma ideia de como sair daquela prisão domiciliar o mais breve possível, mas pondera pelos riscos. Será que ela vai conseguir aprimorar seus planos com a ajuda de sua inseparável Sunmi ou está fadada a um cruel destino junto a Jimin?



► Comentem, favoritem e divulguem a fanfiction, se acharem boa o suficiente.

► Vale lembrar que meu twitter é @annexhoseok, adoraria bater um papinho com vocês, só mandar um tweet ou uma DM que estou sempre por lá ✿

Beijos e até logo ★~(◡‿◡✿)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...