História Save Me - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Suga
Tags Bts, Couple, Dark, Drama, Romance, Yaoi, Yoonmin
Exibições 135
Palavras 1.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLHA SÓ QUEM REVIVEU DOS MORTOS? ME.

• Primeiro aviso: esse capítulo está mais curto que os outros mesmo, por dois motivos: 1. eu estava totalmente sem inspiração e 2. se eu contasse tudo nesse ia estragar o outro ;u; (cês vão entender)

• Queria pedir encarecidamente pra que vocês não nutrissem ódio por Yoongi agora, porque ele meio que vai virar um filho da puta .-.

• Ah, o banner ainda não tá pronto, mas assim que estiver, colocarei ele por aqui.

É isso, comentem pra eu não ficar com menos vontade de escrever porque tá foda, e é isso. Boa leitura [risca]dor[/risca] pra vocês. Beijux

Capítulo 5 - V. no way


Fanfic / Fanfiction Save Me - Capítulo 5 - V. no way

V. no way

•••

A noite foi longa e desanuviada, com toda a calmaria que à tempos Jimin não sentia. O sorriso do garoto – que antes era tão triste – surgiu em seus lábios logo pelas primeiras horas da manhã, quando pôde contemplar a beleza estonteante do mais velho.

E ainda sentia aquele preenchimento no peito que tanto temia sentir, pois sabia bem que aquilo se chamava amor. Aquele sentimento de peito queimando, somente por olhar no rosto de Yoongi; o coração parecendo querer sair pela boca, mesmo sentindo ele tão aconchegado no peito; o ardor em seus lábios, que desejavam encostar-se no dele mesmo que por alguns segundos ligeiros.

Já davam seis horas no relógio do quarto de Jungkook, e pela primeira vez nem se importou em ter feito sexo com alguém no quarto de um completo estranho; e isso era, no mínimo, incomum, já que ele sempre fora o mais reservado e recatado possível. Mas aquela não havia sido somente uma noite de sexo qualquer, aquilo havia sido muito maior do que simplesmente uma noite de prazer com um cara aleatório, de uma forma que ele não conseguia explicar nem para si mesmo.

E, naquele momento, ele era o cara mais feliz do mundo. Meramente por acordar com a respiração apressurada de Yoongi e poder se deitar ao lado do cara mais lindo que havia conhecido em toda a sua vida, e por ter, naquela noite, tocado seu corpo e sentido o corpo dele tocar no seu, apaixonadamente.

Mas ele sabia que o dia já havia raiado e ele não queria forçar a barra para Yoongi; óbvio que não era como se eles, à partir daquele momento, tivessem alguma coisa, porém Jimin não queria estragar qualquer coisa que pudessem ter no futuro. Sendo assim, mais do que depressa, vestiu sua roupa, que estava jogada no chão com um odor terrível de álcool – provindo, certamente, do corpo do mais velho; e, antes de sair, marcou seu número de telefone num papel, que deixou sob a casado dele, que estava esticado de forma desordenada na cadeira posta no canto direito da parede.

E, antes de ir, deu mais uma bela olhada na face de Yoongi, para que pudesse ficar com aquela imagem em sua cabeça pelo resto do dia. Ele ainda estava num sono profundo, e isso era uma pena, pois ele não conseguiu ver o riso que aflorou nos lábios e olhos de Jimin.

Já eram mais de onze horas da manhã quando Jungkook – ainda um tanto quanto atontado pela bebedeira – se levantou, sem saber direito quem estava ou deixava de estar em sua casa.

A maioria das pessoas já haviam ido embora, a porta estava entreaberta, mas isso nem fazia alguma diferença já que seus pais estavam em uma viagem longa para o ocidente e não chegariam tão cedo; sendo assim: sem sermão. Mas havia uma pessoa que conseguia dormir “mais do que a cama”, e essa pessoa era seu melhor amigo, que, como de praxe, ainda estava dormindo seu décimo quinto sono e não acordaria tão cedo se não fosse chamado.

Checou a casa e tudo o que tinha eram alguns copos quebrados no chão, outras muitas garrafas de bebida pelo chão, ele e Yoongi. Então, cuidadosamente, subiu até o seu quarto para acordá-lo.

— Acorda, Suga – ainda com a voz ébria, chamou-o, sentando-se nos pés da cama — Já é quase meio dia.

— Cala a boca, Kook – replicou, colocando um travesseiro na cara quando o amigo escancarou a cortina, fazendo com que toda a claridade batesse diretamente em seus olhos — Eu ‘tô com uma dor de cabeça do caralho – sua boca suja ficava ainda mais evidente quando a enxaqueca atacava.

— Levanta logo, senhor palavrão – e antes que puxasse o cobertor branco que cobria seu amigo, percebeu que a feição de Yoongi mudou, de uma hora para outra — Ai, meu santíssimo, o que diabos foi agora, Suga?

Mas o esverdeado não soltou uma palavra sequer, estava totalmente em recontro, como se houvesse levado um soco na boca do estômago e ficado sem ar algum.

— O que você fez, Yoongi? – conhecia à seu amigo como a palma de sua mão, assim como aquela expressão que estava estampado em seu rosto: o de penitência.

— O maior erro da minha vida, Jungkook – direcionou o olhar tempestuoso para o outro, para logo depois desviá-lo.

E as nuvens pareceram amargurar-se também, ao ponto de transformar o dia, antes claro, em um encoberto. Provavelmente iria chover novamente, mas não lá foram, e sim dentro dos olhos de Yoongi.

— Cara, você ‘tava bêbado, o que pode ter feito demais no aniversário do seu amigo, além de dormir com algumas garotas e se embebedar? – revirando os olhos, menosprezou o desespero do esverdeado.

Enterrando o rosto nas mãos, a sobriedade lhe abateu com um golpe só, porém certeiro demais. Ficar bêbado não era o problema, já que esse parecia ser seu estado natural nos últimos meses, mas aquilo que havia feito era errado.

— Você não ‘tá entendendo, Jungkook – soltou o ar pela boca, sufocado, olhando para as próprias mãos, assim que ergueu sua cabeça o suficiente para ficar na mesma altura que seu amigo — O problema não é o que eu fiz, é com quem eu fiz.

À partir daquele momento, Kook percebeu que a coisa estava realmente começando a ficar atribulada, e só então começou a levar à sério toda a situação, ouvindo com atenção tudo o que o amigo tinha para falar. E foi justamente nesse momento que as palavras pareciam fugir da língua de Yoongi.

— Mas o que foi que você fez, Suga? – aproximou-se ainda mais do outro, sentando-se no meio da cama, com a perna próxima dos pés dele, que estava com as pernas cruzadas.

— Eu… eu… – suspirou, dando a impressão de que iria desabar em lágrimas, mas enquanto não o fazia, algumas gotas d'água caíam do lado de fora da casa.

Havia um certo tempo que Jungkook não via Yoongi naquele estado; na verdade, raramente ele demonstrava seus sentimentos, principalmente os que julgava serem os mais frágeis e notórios. Aquele era um momento que poderia conotar como singular, e que não aconteceria tão cedo novamente; e talvez só estivesse acontecendo pelos resquícios do álcool no cérebro de Yoongi.

— Suga, calma, ok? Respira fundo – se assustou, assim que viu-o começar respirar pela boca, como se o ar lhe faltasse; e a soluçar sem lágrimas — Vai ficar tudo bem, você só precisa me dizer o que aconteceu.

— Não dá – lamuriou-se, baixo demais — Eu não consigo.

— Você consegue, eu sei que sim – começou a desesperar-se — Só me diga o nome, alguma coisa.

— Jimin – sussurrou, ao ponto de somente ser audível para ele mesmo; mas a feição interrogativa de Jungkook fez-o falar um pouco mais alto — Jimin.

Ao ouvir o nome do mais novo amigo, que havia-o ajudado em uma situação tão enredada, sorriu. Sorriu porque não conseguia imaginar nada que os dois poderiam ter feito de tão ruim assim, sorriu porque sabia o grande cara que Jimin era.

— Ah, fala sério, Yoongi – revirou os olhos, descrendo que o amigo havia feito todo aquele “drama” por conta do avermelhado — Vocês foram ‘pra cama juntos? – e em resposta só recebeu um sinal de afirmação com a cabeça — Sério? Quantas vezes você não fez isso, cara?

Mas a coisa era bem significativo do que ele conseguia enxergar.

— Eu fiz isso várias vezes com garotas, Jungkook – a explicação veio à tona rápido demais, e foi o suficiente para que a ficha do amigo caísse, mesmo parecendo idiota demais para ele.

— Ah, tá. E que diferença isso tem, seu retardado? – olhou-o, confuso sobre tudo, porque para ele se relacionar sexualmente com um homem não tinha nada de errado.

— Esquece, você não entende – levantou-se, vagarosamente, da cama para se vestir, e após colocar sua roupa foi em direção a porta.

— Jura que você vai embora assim? – Jungkook, sem entender bulhufas, disse, mas recebeu somente o silêncio dos olhos de Yoongi, e o barulho da batida da porta por detrás dele.

Já faziam duas horas desde que Jin havia levado uma xícara de chá e algumas bolachas em seu quarto, mas Yoongi nem sequer havia mexido no lanche; na verdade, ele nem sequer havia se mexido da posição em que estava, totalmente inerte. Mesmo sabendo que ele nem havia comido nada, Jin foi conferir se ele estava bem, mas acabou encontrando-o adormecido.

 

Chovia, mas chovia muito. E ele estava num barco, à deriva, em um mar tempestuoso.

Yoongi – uma voz feminina e doce chamou-o, mas ele não conseguia enxergar da onde vinha.

Estava tudo escuro demais, e ele quase não conseguia ver nada a sua volta, mas conseguia escutar. Conseguia escutar não somente aquela voz tão familiar, como o barulho da água contra o barco, assim como o barulho do vento.

O medo começou subir-lhe da ponta dos pés ao alto da cabeça, de uma forma espantosa. E, antes do que o esperado, começou a chorar; chorava como um verdadeiro bebê, totalmente desamparado.

Ei, não chora, meu pequenino – enfim reconheceu a voz: era sua mãe — Eu estou aqui, pegue minha mão – sentiu algo tocar sua mão direita, assim como o cheiro de seu perfume floral; a única coisa que pôde fazer foi segurar o mais forte que conseguia a mão que por meses não tocava.

Mãe, por que você me abandonou? – choroso, indagou, nem se importando mais com toda a tempestade que os cercava.

Eu não te abandonei, querido – suspirou perto de seu pescoço, abraçando-o — Eu tenho pouco tempo, então, ouça: vai ficar tudo bem, ok? Mas você precisa confiar de que alguém irá te salvar, e esse alguém não sou eu, pequeno.

Mas, mamãe… – antes que pudesse falar, sua mãe foi sugada para dentro da água e quando ia se jogar alguém o puxou: Jimin.

Eu sempre irei te salvar – soltou.

 

— Mamãe! – acordou gritando, apavorado e arfando, colocou-se sentado na cama — Não, de novo não! – e, pela segunda vez no dia, enterrou o rosto nas mãos, mas desta vez as lágrimas não pareciam ter limite e muito menos fim.

Jin era a única que estava na casa, e ao ouvir os gritos desesperados de Yoongi, saiu correndo até encontrá-lo totalmente descontrolado e soluçando sobejamente.

— Misericórdia, o que aconteceu, Suga? – correu da porta até onde ele estava, envolvendo-o num abraço que o fez chorar ainda mais do que já estava, fazendo-a perceber que ele estava desabando tudo aquilo que guardou por tempo demais.

— Eu fui salvo, Jin. Eu fui salvo.



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