História Save me - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Zayn Malik
Tags Harry Styles, One Direction
Exibições 326
Palavras 2.530
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá gente,
Tudo bem?
Mais um capítulo <3
Espero que gostem >.<

Capítulo 14 - Por favor, apareça.


Fanfic / Fanfiction Save me - Capítulo 14 - Por favor, apareça.

A luz chegava ardendo em meus olhos que abriram com dificuldade e finalmente o borrão em minha frente criou forma.

- Olá fofinha, há quanto tempo que nos vemos?

Recebi um tapa e pude ver pelas brechas dos fios de meu cabelo ele. Zayn.

- Eu até havia esquecido esse rostinho de porcelana – ele pegou meu queixo e balançou meu rosto de um lado e para o outro – olha como o destino é tão imprevisível: lá estava eu, esperando para que o desgraçado do Styles aparecesse para ao menos tentar para enfiar uma bala naquela testa, eis que surge você – soltou um riso abafado.

Passei minha visão no local onde estávamos, e a sala sem qualquer móvel não denunciou qualquer pista.

- Será se eu disser que sua amiguinha está no alvo de minha arma, ele virá em quantos minutos? – ele disse levantando a arma em minha testa. Eu tremi com aquilo.

- Não tenho certeza que ele virá – disse com um nó na garganta em responder aquele louco.

- Então reze. Reze por que se ele não vier, não terei certeza que irá sobreviver – disse com cara de pena. Ele tirou o telefone de seu bolso e discou um número. Eu apenas o observava sentada com as mãos amarradas atrás da cadeira.

- Alô minha rainha, gostaria de falar com vossa majestade, ele está? – ele falou ao telefone coçando a nuca com arma – é um assunto particular, digamos que eu estou com algo que o pertence – demorou alguns segundos para Zayn esbravejar – Olha quem saiu da gaiola – o riso de Zayn fez com que a pessoa do outro lado da linha quase desligasse em sua cara – calma. Calma. Vou ser bem sucinto. Estou com sua queridinha, qual o seu nome mesmo... – ele olhou para cima e parecia realmente não lembrar meu nome – qual o seu nome mesmo fofinha? – Zayn perguntou para mim, porém aquilo era patético. Não respondi. Ele se aproximou de minha cadeira, e deu um forte pezão com seu sapato de couro em meu pé descalço. Eu gritei. Então ele continuou do outro lado da linha – Emma. Emma. Isso mesmo. Se não vier em 30 minutos para o cais terei que estampar minha bala nesta testinha linda. Então... – Zayn parou, e olhou para o visor do celular incrédulo – Não acredito que ele fez isto novamente – ele disse aborrecido. Harry havia mais uma vez desligado em sua cara.

- Eu disse. Não certeza de que ele virá – disse com medo.

- Melhor para as piranhas quando seu corpo for jogado ao mar – ele disse sarcástico enquanto caminhava para a porta mais na frente e logo em seguida a bateu.

Senti o chão balançar, então cheguei a conclusão que estávamos no convés de um iate. As palavras de Zayn fizeram sentido, e o frio em minha espinha dorsal foi inevitável.

Eu estava perdida. Completamente perdida.

 

 

---

 

A porta abriu, e Zayn adentrou a sala com uma bebida em sua mão.

- Resta agora  - ele olhou para o relógio de ouro em seu pulso – cinco minutinhos.

- Ele não virá – disse sem esperanças.

- Que pena. Tão jovem. Não se preocupe, irá ser rápido, não irei prolongar – disse irônico gozando da minha cara de medo. Entretanto, é melhor morrer como um leão do que como um cordeiro. Levantei meu rosto e encarei séria aquele individuo que via graça na situação.

- Por que não me mata logo? – perguntei firme.

- Vamos esperar mais dois minutos, logo, logo, estará no céu, não se preocupe, a não ser que tenha feito muita coisa errada neste mundo. Caso contrário, posso arranjar uma vaga no inferno para você  – ele parecia se divertir.

Ele calou finalmente e esperou os dois minutos, porém parecia que havia esperado muito mais.

- Parece que seu amigo não irá dar as caras mesmo. Lamento, mas não tenho aquilo que chamam de piedade – ele se aproximando já com a arma em sua mão.

- Eu não quero sua piedade.

- Uau. Turrona. Assim que eu gosto. – ele disse encostando a superfície gélida da arma em minhas pernas desnudas – se não fosse tão chatinha eu até poderia prolongar sua vida. Na cama, claro – desejei morrer ali mesmo. Ele encostou a pistola em minha testa e pronunciou  – Adeus fofinha – ele puxou o gatilho e... e... e eu ainda estava pensando.

Ouvi minha respiração ofegante e meu pulso acelerado. Abri os olhos e a expressão estranha de Zayn se tornou em uma gargalhada.

- Ah como isso é bom. O medo estampado em sua cara. Sério, isso deveria vender em pote, por que é realmente muito bom de se ver – disse entre risos, enquanto dava leves tapas em sua coxa.

Suspirei, não sabia se ficava feliz em saber que ainda estava viva, ou ficava aborrecida por ter que aturar mais tempo esse imbecil.

- Olha que legal, eu mudei de ideia, tenho planos para você – ele disse vindo em minha direção. Ele desamarrou minhas mãos que ainda estavam dormentes, as sacudi um pouco e prestei atenção em que aquele louco dizia – inicialmente eu iria atravessar o atlântico neste humilde barquinho somente com meus seguranças. Agora pensando melhor, acho que você pode me distrair de vez em quando – disse olhando para minhas pernas e mordendo os lábios.

- Como assim distrair?

- Você é quem tem que saber. Se não fizer direito, te jogo no mar – ele disse simplista – me distraia – ele abriu os braços, então tudo que pude pensar era como iria fugir dali o mais rápido o possível – estou esperando – disse de braços abertos, então me aproximei e quando estava suficientemente próxima ao seu corpo, dei uma joelhada em suas partes – ai – ele se contorceu então aproveitei o momento para correr para a porta. Infelizmente, senti suas mãos pegarem meus cabelos com força e me jogar no chão. Bati a cabeça na parede e gemi com o impacto.

- Violência? É assim que você gosta? Então vamos lá – ele disse se aproximando e colocando seu pé entre minhas pernas enquanto eu me esquivava contra a parede.

Ele tirou o cinto que envolvia sua calça, dobrou a tira de couro em suas mãos e a levantou no ar. Fechei meus olhos, e pedi que aquilo não doesse muito, porém um som similar a um tiro fez com meus olhos abrissem com força. O mesmo soou novamente e Zayn abaixou o cinto.

- Acho que nosso convidado chegou – disse carregando sua arma.

Dez disparos foram executados, até que Zayn apontou a arma para a porta em sua frente.

Mais um disparo soou, e logo a porta se abriu, revelando Harry com uma pistola em sua mão, enquanto jogava no chão uma sacola cheia de armas.

- Ora Ora Ora, se não é meu velho amigo Harry – ele disse e Harry sorriu.

- Oh você tem me dado muito trabalho sabia?- disse com desdém.

- Fico honrado – disse Zayn curvando-se.

- Diga logo o que você quer – disse Harry sem muita paciência.

- Sempre objetivo. Na verdade não quero nada, eu só quero você a três palmos debaixo da terra – disse ele agora sério – e parece que minha isca para atrair deu certo.

- Certo. Agora só falta um detalhe. Quem irá me matar?

- Papai aqui – disse Zayn com o peito cheio, então Harry soltou um riso debochado.

- Sério? Todos seus homens estam no chão lá fora e você acha mesmo que vai me matar com essa arma ai?

- Ah Tão esnobe – resmungou – eu posso te matar agora sabia? – disse apontando a arma mais para seu tronco, talvez estivesse mirando o coração de Harry.

- Quem? Eu? Acho que não. Pelo ângulo, você acertaria no máximo meu ombro – ele disse calmo – eu poderia viver, porém não acho que você sobreviveria com um tiro certeiro em seu coração – ele disse sério – pare de fazer loucuras, eu não irei te perdoar novamente. Vamos – ele finalmente olhou para mim, e fez um sinal com a mão. Eu levantei e caminhei para detrás de seu corpo, porém Zayn atirou em nossa direção e Harry reagiu com outro tiro.

Zayn deu um passo para trás colocando a mão em seu ombro próximo ao seu peito ferido.

- Não brinque comigo – disse Harry enquanto se dirigia a Zayn que gemia de dor, mas teve a audácia de rir para Harry.

- Sabia que não teria coragem – disse  entre risos e gemidos.

- Eu não tenho coragem? Mas alguns para centímetros para direita não estaria aqui para falar asneiras  – disse ele olhando em seus olhos.

- Eu sei que não tem – Harry o pegou pelo colarinho e o imprensou contra a parede.

- Acha mesmo que eu me vingaria de alguém o matando? – ele disse frio para Zayn, enquanto sua mão chegava ao pequeno buraco em sua camisa e o pressionou com seu dedo indicador contra a ferida. Zayn gritou – se não parar de me oportunar, serei obrigado a te torturar até que peça para não viver mais.

Zayn riu e disse:

- Acha que estou com medo?

- Claro que não – ele soltou Zayn e completou – mas se não me obedecer, temo que sua família sofra as conseqüências – ele disse por fim e virou deixando Zayn sozinho. Ele pegou meu braço e me arrastou para fora daquele iate. Eu me espantava com cada homem caído no chão, uns conscientes, outros não. Embora, todos feridos.

- Estão... ? – disse com dificuldade.

- Não. Apenas feridos. A ambulância já irá chegar, a polícia também.

Ele me ajudou a pular para o corredor entornado por outros navios. Terra firme.

Ele segurava minha mão enquanto andava em passos longos em minha frente. Eu tinha dificuldade de acompanhá-lo, então protestei.

- Pare – disse desgarrando sua mão da minha – eu posso andar sozinha.

- Ok – disse me analisando e voltando a andar. Bufei e o segui até um carro preto estacionado no final do corredor.

Ele abriu a porta do carona e entrei sem olhar em seus olhos. Parecia aborrecido. Parecia que eu era um fardo.

Ele bateu a porta ao meu lado e deu partida.

Ele não falava nada. E, em nome da dignidade que ainda me restava, resolvi ficar calada.

Ele logo parou em um lugar deserto, parecia um ferro velho, e olhando um pouco mais atenta, havia outro carro mais na frente.

Ele abriu a porta em meu lado, então desci sem fitá-lo.

- Kevin irá deixá-la em casa com segurança – disse Harry atrás de mim.

- Quem me garante que estarei em segurança? E se Zayn vier atrás de mim – girei meu corpo e o fitei pela primeira vez em seus olhos.

- Apenas vá.

- Eu não vou.

- Confie em mim. Ele não irá te procurar, eu o conheço muito bem, por isso fomos amigos. Apesar de todas as diferenças, a algo nele parecido comigo. Esta é única coisa boa que o resta e que dar sentido para sua vida. Acredite, até as pessoas mais perversas têm um lado bom – ele disse e suas palavras não pareciam tão enigmáticas como antes – mas não se engane, toda regra tem sua exceção, há também homens que não tem jeito, são apenas vermes que habitam este mundo – ele falou.

- Seu pai. Diego. É dele que está falando? – ele levantou o olhar e me olhou perplexo – eu sei de tudo – ele parecia surpreso então continuei – Dex me contou tudo. É por isso que você está nesta – eu fiz uma pausa e procurei as palavras em minha mente enquanto ele me olhava atentamente – eu não consigo imaginar sua dor, mas isto não deveria ir tão longe? Pense bem, sua mãe gostaria de o ver se destruindo por esse sentimento?

Suas mãos bateram, e as palmas soaram rudes em minha face.

- Parabéns, você me descobriu – disse sarcástico.

- Pare Harry. Pare de mostrar o que não é. Eu sei que por trás dessa máscara a alguém frágil que só precisa mais um pouco de fé.

- Fé?

- Sim, fé. Fé naquilo que ainda te trás alegria.

- Eu não tenho este tipo de fé, eu não a conheço. Me diga, onde está a fé em sua vida tão brilhante?  – senti o sarcasmo em suas palavras, porém não me intimidei, então pensei um pouco em minha resposta. Quando pareceu voltar para o carro, comecei:

- Minha fé está em minha família, em meus sonhos. Está quando acordo todos os dias e agradeço algo divino por me dar mais um dia. Quando vejo noticias ruins na TV, eu me entristeço. Mas quando vejo que ainda há pessoas boas neste mundo o entusiasmo de viver se faz maior. Eu tenho fé em tudo que distribuo meu amor, meus sentimentos, meus sonhos.... eu tenho fé...inclusive em você. – tentei não parecer muito sentimentalista, porém sempre que estava em sua frente, eu me sentia refém de mim mesma.

- Não desperdice sua fé comigo – ele disse em um tom mais suave e gentil, ele parecia sincero agora. Sem defesas.

- Isto não é desperdiço.

- Se agora me conhece, você sabe qual é meu destino, não? – ele me olhou sério – eu posso morrer a qualquer momento, que tipo de pessoa tem fé em algo que não vale a pena. Sua fé se transformaria em dor.

- Então você não entendeu o que é fé – eu me aproximei e disse – eu terei fé em você mesmo se o seu coração parar de bater – eu disse firme – a única dor que pode me causar é me afastar de você.

O silencio não era tão perturbador quando seus olhos conversavam com os meus.

- Se quiser que eu vá, irei. Mas se quiser que eu fique, mesmo que eu tenha um mísero tempo ao seu lado, eu ficarei – eu disse sincera comigo mesma. Esperei por sua resposta, porém ele se calou. Entendi seu recado então resolvi ir embora – Adeus, de novo. Espero que esse não seja a ultima vez – tentei esconder as lágrimas em meus olhos. Girei meu corpo, e andei em direção ao carro que me esperava mais lá na frente.

Minha caminhada poderia ter sido infeliz, no entanto, os passos mais rápidos que meu me seguiram, e tombamento de seu corpo atrás do meu, me fez parar. Ele me trouxe para mais perto, e me envolveu em um abraço por trás. Seu cheiro tão bom impregnou minhas narinas e logo sua voz soou:

- Que tipo de pessoa você é? – ele parecia forçar um falso aborrecimento em meu ouvido– eu realmente queria ser uma pessoa ideal para você, porém eu não posso simplesmente ignorar meu passado – ele disse então encarei minhas mãos – dois dias. Se você aceitar, eu posso ignorar tudo isso por mais dois dias. Eu só posso te oferecer isso. Findado este tempo, eu irei para o México – aquela proposta era indecente para meus princípios. Ele iria embora, e eu? – tudo bem, se não quiser...  – ele começou então girei meu corpo o interrompendo. Eu fitei bem seus olhos que pareciam confusos, então selei de forma calma e genuína meus lábios com os dele.

Naquele momento eu percebi que quando nós amamos verdadeiramente uma pessoa, não nos limitamos para ficar com pessoa amada, mesmo que isso dure apenas dois dias. Na verdade, eu aceitaria qualquer tempo.


Notas Finais


E ai pessoal?
Já sabem: próximo capítulo será mais leve, mais quente e mais fofo (alerta de autora dando spoiler uhauahau)
Bjos meus amores, até a próxima.


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