História Save Me - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), SHINee, Super Junior
Personagens Choi Siwon, Heechul, J-hope, Jimin, Jin, Jonghyun Kim, Jungkook, Kim Heechul, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Rap Monster, Suga, Taemin Lee, V
Tags Automutilação, Chanbaek, Cortes, Eunhae, Jikook, Namjin, Selfharm, Sichul, Vhope, Vkook, Yoonseok
Exibições 273
Palavras 1.812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLAR ARMY!!!
Mais um cap de Save Me pra vcs, seus xerosos 💖💖

Capítulo 3 - Elevador


Fanfic / Fanfiction Save Me - Capítulo 3 - Elevador

Saí daquele maldito lugar. Nunca me senti tão irado na vida, será que era difícil me deixar ir embora sem passar por nenhuma humilhação?

Apertava forte o pulso enfaixado, eu estava com muita raiva. Raiva de Hoseok, seus seguidores, seu namorado ridículo, e principalmente, raiva de mim mesmo por ser tão idiota e aceitar tudo o que eles faziam comigo.

Até mesmo de Baekhyun, ele deveria estar comigo, cuidando de mim! E não com aquele puto do Chanyeol. Se ele estivesse comigo, voltar para casa desse jeito não teria de acontecer.

Quase rosnava no caminho para casa. Com aquela gosma grudenta emaranhando meus cabelos e sujando a minha roupa. Estava totalmente surtado, e se não fosse por minha vontade de tomar um banho, eu teria me jogado na frente do primeiro carro que cruzou o meu caminho.

Continuei a andar. Logo que meu ataque de fúria se esvaiu, veio a tristeza tão comum que se estendia pelos meus dias, a mesma angústia de achar que eles tinham razão por agirem assim, e que eu deveria realmente deixar de existir. Passei pela portaria recebendo olhares confusos, chegar com o rosto inchado de tanto chorar, chorando e enxugando lágrimas era bem comum, mas creio que nem eles imaginavam que passaria disso. Entrei no elevador sem trocar olhares ou palavras com ninguém, eu só queria chegar ao meu andar o mais rápido possível e me aliviar dessa dor.

Mal notei a pessoa que estava no fundo do elevador, até que ela falou comigo.

- Você não devia ligar para o que eles dizem. Você sabe que não é verdade. – me virei assustado, dando de cara com um garoto de cabelos escuros e olhos fundos.

- Q-quem é você? – foi a única coisa que eu consegui dizer, afinal nunca havia visto esse garoto na vida.

- Desculpe ter te assustado, meu nome é Jeon Jungkook e me mudei para cá faz dois dias. – ele estendeu a mão para me cumprimentar e eu pude notar riscos de cicatrizes em seu pulso, e ele percebeu isso, abaixando a mão que até então estava estendida em minha direção.

- Não se sinta constrangido, não é como se fossemos diferentes. – disse olhando para baixo, abaixando a manga da blusa mostrando a faixa em torno do pulso. Recebendo um riso baixo e sorrindo de volta para Jungkook.

- Acho que temos nossas semelhanças. Mas me diga, qual seu nome? – ele parecia não se importar com o estado que eu me encontrava, e isso era tão confortante que nem eu mesmo lembrava do que havia acontecido a menos de uma hora atrás, conversar com ele era mais interessante que isso.

- Kim Taehyung, mas me pode me chamar de Tae. – respondi simpático. – E Jungkook, por que resolveu se mudar para esse prédio?

- Escola. Me transferiram para uma escola que fica próxima daqui, e esse foi o lugar que mais me interessou. – respondeu simples, ele parecia não ter mais que dezoito anos, e se eu não estivesse enganado, possivelmente ele iria para a mesma que a minha.

- Por acaso essa escola é a que fica a oito quadras daqui? – só pra confirmar.

- Sim, essa mesma.

- E em qual classe?

- A classe 3ºB. - estendi a mão para ele, que ficou um tanto confuso, mas mesmo assim apertando-a.

- Muito prazer, colega de classe.

- Mesmo? – ele perguntou incrédulo.

- Sim, se a sua turma for mesmo essa, somos da mesma classe.

- Finalmente algo bom acontecendo. – ele sussurrou baixo, não pra mim, mas sim pra ele mesmo.

Poderia ficar a tarde toda naquele elevador se a gosma rosa não estivesse me incomodando tanto. E ao ouvir o tilintar do elevador, me senti aliviado.

- Bom, é aqui que eu fico. – disse em tom de despedida.

- Isso é realmente engraçado, já que eu também fico aqui. – ele disse me seguindo corredor a frente.

- Acho que a probabilidade de encontrar alguém legal morando perto de mim, como dessa vez, é praticamente nula. – disse rindo do meu próprio comentário, arrancando um sorriso mudo de Jungkook.

Fomos seguindo até que parei em uma das portas, a de número 502. Quando me virei para me despedir, o vi colocando a chave na fechadura da porta da frente; só poderia ser ironia, como isso era possível?

- Isso é sério? – disse não acreditando.

- É, parece que sim. – ele riu baixo.

- Acho que nos veremos constantemente então, vizinho.

- Espero que sim, vizinho.

- Então, até amanhã.

- Até. – ele disse com um sorriso, e assim como eu, fechou a porta.

 

[...]

 

Dirigi-me ao banheiro, e teria continuado com a estranha sensação bem estar se não fosse o maldito espelho que havia na parede. Ele me refletia, e tudo o que aconteceu me veio à tona como um tapa da realidade. E eu senti vontade de me cortar como nunca anteriormente.

Entrei no box, abrindo o chuveiro e deixando aquela água morna molhar-me, com roupas e tudo, levando todo o resíduo do liquido rosa consigo. Despia-me vagarosamente e quando retirei a última peça, fiquei ali, parado fitando o nada. Lembrei-me de tudo o que havia acontecido e as lágrimas simplesmente escorriam, se camuflando junto com a água que descia do chuveiro.

Minha vida parecia uma montanha russa. Enquanto ela descia me fazendo gritar de dor, ódio, vergonha e tristeza, às vezes ela subia me deixando desnorteado, a ponto de me provocar dores de cabeça pelos momentos legais, ou até mesmo felizes. Felicidade, essa era a palavra. Talvez eu nunca soubesse o que é ter esse sentimento perpetuado, já que tudo o que eu conhecia eram momentos, momentos e apenas isso.

Fiquei ali por mais uns minutos, até que ouvi a campainha tocar irritante, só poderia ser o maldito do Baekhyun. Soltei um suspiro pesado, eu não queria ver ele, eu não queria ver ninguém.

Saí do banheiro me enrolando em um roupão branco, descendo as escadas com o rosto inchado, cabelo molhado e com vontade de matar o maldito que estava estuprando minha campainha. Abri a porta não me surpreendendo ao encontrar um Baekhyun ofegante. Olhei para ele com minha pior cara e saí da frente da porta, deixando-a aberta para que ele pudesse entrar.

Ia subindo as escadas quando ele me puxou pela corda do roupão.

- O que aconteceu? Por que você não estava mais lá quando eu voltei? – Baekhyun praticamente gritava, e eu nem ao menos o olhava.

- O que sempre acontece quando você não está por perto, você sabe muito bem, Baekhyun. – disse sem nem ao menos mudar minha expressão de indiferença.

- O que eles fizeram?! – os gritos dele me irritavam demasiadamente.

Virei-me o encarando, eu queria ficar sozinho, e não ter que aturar as perguntas dele. Eu queria que ele fosse embora.

- Eu disse pra você que era muito sorvete... – eu estava mais triste que com raiva, na verdade. Eu não queria lembrar do que havia acontecido, o olhar das pessoas era a pior coisa, e tudo o que eu queria era apagar esse incidente da minha memória.

- Tae... – ele me olhava com aquela tão conhecida expressão de pena, e eu odiava isso. Claro que ele jamais arriscaria a popularidade que possuía buscando briga com o pessoal do Jung, e ainda mais por minha causa. Era isso que o diferenciava do meu irmão, e a saudade dele me veio como um tiro, e eu comecei a chorar como a criança sozinha que lá no fundo eu era.

- Vai embora... – sussurrei, ainda olhando para baixo deixando as lágrimas molharem os meus pés.

- O que? – Baekhyun perguntava confuso.

- Vá embora! – eu gritei o encarando.

- Não vou te deixar assim sozinho. – com que direito ele achava que podia questionar minha vontade?

- Morra Baekhyun! – o empurrei e corri as escadas em direção ao meu quarto, mas ele me alcançou, se abraçando a mim, me dando passagem para liberar tudo o que estava preso dentro de mim. Chorei mais que realmente queria.

- Eu sei que você não quer ficar sozinho... – acho que ele me conhecia de verdade.

Cansei de brigar com Baekhyun, ele não iria embora mesmo, então aproveitei sua companhia. Mesmo estando com raiva por ter me abandonado num momento que eu precisei dele mais que tudo.

- Eu vou trocar de roupa. – disse assim que consegui me acalmar, recebendo um olhar duvidoso dele. – Não vou fazer o que você está pensando, ‘to muito cansado pra isso.

- Ok, mas não demore. – ele disse me soltando.

Entrei no quarto encostando a porta, procurando uma roupa confortável. Encontrei um moletom cinza, me vestindo. Sequei o cabelo e tentei deixar meu rosto menos vermelho, saindo de volta para sala, encontrando Baekhyun largado no sofá.

- Pronto, já estou bem, você pode ir agora.

- Nossa, quanto amor da sua parte.

- Como sempre.

- Ok, eu vou, mas só por que você está realmente melhor. – ele disse. – E qualquer coisa, me liga ok?

- Ok Baekhyun, agora vai embora. – ele sabia que eu o expulsaria de um jeito ou de outro, e decidiu ir por conta própria.

- E não faça nada que Jonghyun desaprovaria! – avisou uma última vez antes de ter a porta fechada em sua face. – Também te amo Tae! – gritou irônico do outro lado, me fazendo rir involuntariamente.

 

[...]

 

Sentei no sofá colocando em um canal aleatório onde passava um filme qualquer. Acabei adormecendo ali mesmo, estava realmente cansado de hoje, e apenas acordando com o barulho da campainha. Levantei sonolento e dei graças a Deus por estar perto da porta.

Abri a porta com o rosto inchado por ter acabado de acordar, levando um susto e praguejando por estar de moletom.

- Oi, e eu te acordei? – Jungkook disse com o rosto repleto de decepção. – Desculpe! Eu não deveria ter vindo... – sussurrou a última frase desviando o olhar.

- T-tudo bem, mas do que devo a honra da sua visita? – estava morrendo de vergonha. – Aliás, entre. – dei espaço e ele entrou. – Desculpa por estar de moletom, jurava que não viria ninguém aqui. – nunca vem mesmo.

- Eu vim te chamar para sair comigo hoje. – que? Meu vizinho gato me chamando pra sair? – Mas acho que você não deve querer ir, e desculpe incomodar. – ele estava se levantando para ir embora.

- Mas por que está se retirando? Eu adoraria ir! – eu precisava mesmo sair, era sexta feira, e eu precisava me distrair. – Só me diga aonde vamos para que eu possa me arrumar adequadamente. – disse sorrindo.

- Vamos para um show de rock.


Notas Finais


VKOOK VAI ENTRAR NO BATE CABEÇA AEEEEEEEE /Õ/
Bom gente é isso >< Obrigada por tudo e beijão <3
Até o próximo e bjo o coração que brilha 💖


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