História Save Me - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Personagens Originais, Rap Monster, Suga
Exibições 8
Palavras 2.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Promete?


Você é um garoto inútil, e sabe disso!

Jung Hoseok, a decepção da família.

Sinta-se lisonjeado por não te colocarmos em um abrigo.

Nunca que os Jung teriam um garoto tão feio e desprezível!

As palavras que o pequeno Jung ouvia todos os dias o faziam pensar. Pensar em fugir, ou até mesmo se matar. Não tinha e nem tem um refúgio onde poderia sorrir e mostrar suas covinhas. Desde pequeno já era odiado. No início ser algum tipo de empregada para sua casa era seu dever, depois teve que cuidar de crianças para conseguir seu próprio dinheiro - algo que não se importava, crianças o faziam esquecer de seus problemas. - e aos dezesseis, abandonado. Sendo obrigado a ouvir aquelas palavras de desgosto. Ficava em seu quarto, localizado no sótão de sua casa, estudando ou só chorando entre os lençóis. Ouvir o quanto sua família o achava feio, desprezível e inútil o fez querer parar. Desistir com a vida. Inúmeras tentativas, mas todas falhas pelo seu medo. Parou de comer. A cada segundo que olhava no espelho se achava gordo. Chegou a ficar raquítico, então começou a comer apenas uma colher de arroz em apenas uma refeição. Continuava magro, mas conseguia se manter de pé o tempo suficiente antes de se jogar na cama até o dia seguinte. Não fez amigos. As pessoas se recusavam a se aproximar de tal "aberração". Isso não o encomodava, menos tempo com alguém lhe julgando.

 

— Hoseok, saia já desse quarto! - Gritou Sr. Jung, puxando a portinha do sótão. — Garoto estúpido, já disse pra sair!

Deu um tapa forte no rosto do rapaz que dormia. — Já, já estou acordado. — Digo sentando na cama e pondo minha mão onde latejava em meu rosto.

— Vá pra escola garoto, vê se consegue  tirar um dez e ser menos inútil. — Jung diz descendo as escadas e me largando no quarto.

Uma lágrima ousou descer de meu rosto enquanto levantava e corria para o banheiro. Me despi sem olhar para meu corpo e entrei no chuveiro colocando o sabonete líquido em minha cabeça e o deixando cair em meu corpo. Evitava ao máximo tocar em mim mesmo e sentir meu corpo magro. Arfei, enquanto minha franja cai sobre meu rosto. Desliguei o registro e me enrolei em uma toalha, saindo do banheiro e vestindo o uniforme largado em uma mesa. Peguei minha mochila e desci as escadas correndo. Olhei para todos sentados na mesa da sala: Sr. Jung; Sra. Jung; Mina. Evitava os chamar de Appa, omma e irmã. Porque, sinceramente, não faço parte da família deles. Me olharam com as sobrancelhas arqueadas -talvez por eu estar os encararando. - Engoli em seco, apertando a alça da mochila e andando até a porta.




O caminho para a escola poderia ser um tanto perturbador. Enquanto Mina iria de carro, eu iria andando por me recusar a ficar no mesmo ambiente que eles. Mas, como todos os dias, meus fones me salvam. Uma música clássica e lenta era capaz de estampar um sorriso em meu rosto. O caminho já não ficava tão distante.



Entrei direto na sala. Não ficaria no pátio olhando todos conversando, preferiria pegar um livro em minha mochila e ler até a aula começar. Sentei na minha cadeira de todos os dias e abri um livro qualquer em minha mochila, que talvez seja de... Física? Não me importo. Eu não o leria mesmo, é meio que uma desculpa para ficar sozinho por um tempo. Mesmo com os fones consegui ouvir o som da porta se abrindo. — Ótimo, agora vou ter que dar alguma explicação à um professor idiota. — Penso comigo mesmo e revirei os olhos. Uma garota passa pela porta. Aish, preocupação à toa. Pegou sua mochila e pôs na primeira cadeira e antes de sentar sorriu pra mim. Não retribui o sorriso. Além de não saber quem é - mesmo estando no meio do ano. - eu não tinha força nem vontade.

A aula se passou. Os garotos idiotas que sentam atrás de mim estavam mais o idiotas que o normal hoje. Sério. E eu achando que não era possível. Falaram coisas estúpidas próximas do meu ouvido, como também tacaram bolinhas de papel em minha cabeça. Apenas ignorei, não tinha mais o que fazer.

— Jung? Já disse pra não usar os fones na sala querido. — Professora Minzy diz andando até mim e passando a mãos em meus cabelos.- Minzy, a única professora que se importa comigo. Desde que comecei a estudar consigo foi uma mãe para mim.- sorri tirando os fones e recebendo um abraço caloroso da mesma. — Depois converso com você. — Sussurrou em meu ouvido e depositou um beijo em minha testa. Voltou a dar sua aula e eu voltei a dormir.


— Oi. — Uma voz tímida e doce diz. Logo pondo a mão em minhas costas. Tentando me acordar?

— Oi? — Pergunto confuso, levantando o rosto e encarando a menina. — O que foi?

— Professora Minzy pediu que eu te entregasse isso. — Colocou um papel em minha mesa e sorriu simpática saindo da sala.

"Jung, estarei te esperando no final do período, se não chegar até às 13:00 horas eu vou embora.
                    Até breve, Minzy."

Suspirei e olhei para o meu celular vendo as horas. 12:45. Eu realmente dormi até depois da aula? Levantei e me arrastei até a porta. A abri e senti um soco em meu estômago. - Com certeza se tivesse comido algo, teria vomitado agora mesmo. - Olhei para cima e vi os mesmos garotos que perturbam minha vida todos os dias.

— Olha só se não é o Jung. — O loiro mais alto o qual não lembro o nome diz, se aproximando com pequenos passos.

— Não me chamem de Jung. — Sussurrei baixinho, esperando que só eu tenha escutado.

— Repita. — O de cabelos esverdeados diz com um sorriso sádico. Engoli em seco ao sentir sua mão contra meu rosto. Comecei a sentir o sangue descer pelos meus lábios até meu pescoço.

— Namjoonie! Por favor larga ele! — A mesma garota diz, sendo logo segurada pelo esverdeado, Vulgo Min Yoongi. — Yoongi me solta!

— Soltem ela. — Minha voz saiu mais baixa que o comum, enquanto o outro denominado Namjoon - Lembrei o nome após a garota falar. - me derrubava no chão, dando chutes em meu estômago.

— Hyuna, faça silêncio, se não seremos obrigados a te calar! — Yoongi diz pondo a mão sobre a boca da garota que esperniava e gritava constantemente. — Já chega Nam.

— Tchau, Tchau, Jung. — Yoongi solta Hyuna e some nos corredores junto com Namjoon. A garota traumatizada corre até mim e se abaixa, segurando minha mão que cobria minha barriga.

— Você está bem? Aigoo, Hyuna! É claro que ele não está bem! — Diz para si mesma, enquanto me analisava. — Jung não é? Por favor, venha comigo até em casa. Eu, posso te ajudar.

— Não, não se preocupe, estou bem. — Mostro um sorriso falso e tentei me levantar, logo caindo de novo.

— Por favor, eu prometo que faço a dor passar. — Hyuna suplica, colocando seus cabelos atrás da orelha e me ajudando a levantar. Assenti. - Ela realmente está se importando comigo? - Sorriu e me guiou até um banquinho na entrada do colégio.

 — Eu tenho que falar com Minzy! —  Lembrei olhando para o relógio enorme que tinha na entrada. 13:26. — Droga!

— Tudo bem, ela vai entender. — Sorriu e passou a mão no meu rosto limpando o sangue quase seco que tinha ali. — Meu irmão vai nos buscar.

— Seus pais não vão estranhar? — Eu digo baixo e a mesma ri. — Sabe, você está levando um garoto pra casa.

— Fica calmo, eu moro com meu irmão. E em falar nele, vamos. — Hyuna me ajuda a levanta e anda comigo até o carro parado na entrada. O menino que o dirigia era novo. Tipo, muito novo. Seus cabelos loiros e a feição de bebê mostravam isso. Ele direcionou o olhar para Hyuna, que devolveu o mesmo e ele assentiu. Entramos no carro e o silêncio prevaleceu. - Devo admitir o quanto estou desconfortável?

— Então, qual seu nome pequeno? — O loiro pergunta sorrindo pelo retrovisor.

— Jung Hoseok, mas por favor, me chama só de Hoseok. — Digo retribuindo o sorriso e olhando para Hyuna que estava sentada do meu lado. — Posso saber seu nome?

— Ah claro, Kim Seokjin, mas me chama só de Jin. — Sorriu novamente virando em uma rua e parando em frente à um apartamento. — Não se incomode comigo, não me importo em Hy trazer seus amigos.



Depois de subir dois andares de escadas com ajuda de Hyuna finalmente entramos na casa. - Para um apartamento, esse lugar é bem grande. - Hyuna me levou até o sofá e pediu que eu esperasse um pouco, que iria falar com Jin. Minutos depois a mesma voltou com uma caixinha em mãos. Provavelmente primeiros socorros e se sentou ao meu lado.

— Jin perguntou se quer ligar para seus pais. —  Disse estendendo o telefone. Me afastei e neguei com a cabeça. — Você pode deitar?

— Ca...claro. — Digo e me deito no sofá. A mesma pega um algodão e molha em um produto qualquer o passando no meu rosto. Senti uma ardência que logo foi passando e diminuindo a dor. Sorriu ao sentir meus músculos relaxarem.

— Sua barriga dói? — Pergunta prestes a levantar minha blusa. Seguro sua mão e a impesso de levanta-lá. Ela não vai ver o Hoseok magro. — Hoseok, por favor, vai ficar roxo! — Deixei que a mesma levantasse a blusa e fechei meus olhos. — Aigoo, Hoseok! Você não come?!

— É que eu-eu estou gordo demais. — Digo segurando algumas lágrimas. A mesma me abraça e deposita um beijo em minha bochecha, já molhada com as lágrimas. Começou a passar uma pomada em meu abdômen e o massageou.

— Você não é gordo, Hobi, você vai acabar sumindo desta forma. — Diz segurando minha mão. O tom de preocupação em sua voz era auditivel até do Ocidente. — Por favor, me prometa que vai se alimentar e que não vai ligar para o que as pessoas dizem. Promete?

— Prometo. — Estende seu dedinho e logo o aperto com o meu. Ela sorri e abaixa minha blusa.

— Agora você vai ficar para o almoço, Jin hyung faz uma ótima comida. — Diz  sorrindo e me ajudando a sentar no sofá. Se senta junto à mim e me encara. — Porque é tão quieto?

— É que... Eu não socializo muito bem. — Coço a nuca e sorrio falso.

— Não é por isso, e, de onde tirou que é gordo? — Indaga com a sobrancelha arqueada.

— Minha família. Eles, eles não gostam de mim. Desde pequeno falam coisas ruins e vivem dizendo que eu sou feio, inútil, gordo, coisas do tipo. E eu só comecei a me isolar. — Suspiro e abaixo minha cabeça.

— Não fique cabisbaixo, você é incrível hyung! E nunca deixe ninguém dizer o contrário disso. Me prometa que não vai deixar ninguém dizer o contrário! — Diz novamente estendendo o dedinho para que eu prometesse.

— Eu prometo Hyuna. — Sorrio para a mesma que faz aegyo.

— Venham comer! — Jin grita batendo em uma panela. Imagino como é isso todos os dias. Sentamos em frente a uma mesa redonda, enquanto Jin coloca as panelas sobre a mesma. Hyuna colocou um prato em minha frente e começou a por grandes quantidades de comida no mesmo.

— Hyuna, já chega. — Seguro sua mão antes que colocasse uma outra colher.

— Você só vai sair daqui quando acabar de comer e depois vai comer sobremesa! — Me dá um tapinha nas costas e começa a comer. Coloquei o garfo na boca provando da comida de Jin. E puta que pariu, esse menino tem temperos de ouro. Só pode. Comecei a devorar a comida sem mesmo me importar com os outros dois. Hyuna me olhou e sorriu, apenas sorri com uma boa quantidade de macarrão na boca e voltei a comer.

— Pode comer mais, Hoseok. — Jin diz, comendo pouco a pouco a comida em seu prato.

— Jin, você é de ouro! Nunca comi comida tão boa. — O mesmo sorri e acena sua cabeça agradecendo.

— Hoseok, aceita um sorvete? — Pergunta Hyuna, tirando meu prato vazio da mesa e o levando junto ao seu.



— Qual sabor, Hobi? — Pergunta indo até o caixa.

— Baunilha! — Sorrio e a mesma retribui. Indo até o balcão e voltando com dois sorvetes. Entrega um em minha mão e senta em minha frente.

— Pode deixar que da próxima vez eu pago. — Pisco e como o sorvete com a colher.

— Então terá próxima vez? — Pergunta com um sorriso de lado e lambe seu sorvete. Com certeza nesse momento eu estou vermelho.

— Bem, sim, não sei.

— Relaxa, vai ter próxima vez sim. Se me prometer... — Diz irônica e ri.

— Chega! Aish, você é movida à promessas? — Pergunto elevando a voz pela primeira vez no dia.

— Vamos dizer que o que é prometido é cumprido, e eu não brinco com promessas. Ouviu Hoseok? Você vai cumpri-las...



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