História Save Me - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Personagens Originais, Rap Monster, Suga
Exibições 4
Palavras 1.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Roupas, sorvetes e machucados


É tão estranho eu ficar animado? A primeira vez em anos que alguém me ajuda e é legal comigo. Realmente, Kim Hyuna é um anjo que veio pra me salvar. Passaram-se já duas semanas desde o incidente. Comecei a me alimentar melhor e bem, posso dizer que com a comida do Jin, engordar foi uma tarefa fácil. Comecei a estudar e a fazer um estágio de fotografia junto com Hyuna. Comecei a ir em sua casa todos os dias, ficar lá até a noite e voltar para casa apenas para dormir.



— Oppa, nós vamos comprar roupas. — Disse me puxando para entrar na feirinha. Só ela mesmo pra me tirar de casa em um sábado. Entrou em uma loja e começou a vasculhar os cabides.

— O que tem de errado com as minhas roupas? — Pergunto olhando as mesmas e a encarando.

— Nada, só estão, grande de mais. — Disse simples e deu ombros.

— Mas eu engordei! Não deveriam estar pequenas? — Pergunto confuso e a mesma ri.

— Você usava roupas cinco vezes maiores que você,  agora são duas vezes o seu tamanho. — Explica e me entrega uma blusa, junto de uma calça e um tênis. — Aproveite bastante, eu vou pagar tudo.

— Hyuna, não precisa. Eu não quero que gaste seu dinheiro comigo. — Digo segurando seu braço, antes que pegasse outra roupa.

— Oppa, é apenas dinheiro. Eu não me importo de gastar. — Disse e voltou a fuxicar as roupas. — Acho que esta vai ficar legal com você. Agora vai provar!



— Então, como se sente? — Diz se pendurando em meu ombro para que também pudesse me olhar pelo espelho.

— Diferente. — Digo e começo a me virar na cabine, para ver todos os lados da roupa. — É estiloso.

— Não adianta ser estiloso e você não gostar. Não tente me agradar, se você não gostou me fala. — Me dá um tapa nas costas e me encara.

— Posso tentar outra coisa? — Pergunto. Hyuna assente e se desencosta de meu ombro. Ando pela loja e pego algumas peças de roupa. Entro no provador e as visto, abrindo o mesmo e fazendo uma pose para Hyuna.

— Hobi, você está lindo! — Diz e começa a saltitar. — Realmente, me surpreendeu.

— Essa ficou melhor certo? — Pergunto olhando para a roupa. Uma malha simples no tom bege, uma calça jeans com rasgos no joelho e um vans. Assente com a cabeça e me empurra de volta para o provador. Tirei as roupas e pus as minhas, colocando as roupas da loja no cabide.

— Vamos para o caixa. — Segura minha mão e me puxa até o caixa. Ficamos alguns minutos na fila e pagamos a roupa. Saímos da loja e nos encaramos. Hyuna pôs um brilho nos olhos e sorriu. — Você podia me pagar um sorvete.


Entramos na mesma sorveteria da semana anterior e sentei-me no banquinho lá fora, enquanto Hyuna fazia nossos pedidos. Olhei para a rua, vendo várias crianças brincando, pessoas e seus cachorros, até mesmo casais na sorveteria. Será que um dia eu seria uma dessas pessoas? Voltar à ser uma criança feliz. Ter minha casa própria e um cachorro para me alegrar todos os dias. E um dia, casa e ter o meu feliz para sempre.

— Hoseok, acorda. — Sacudiu o sorvete a minha frente de forma que não caísse, me acordando do transe. Entregou o sorvete em minha mão e sorriu.

— Obrigado. — Dou uma lambida no sorvete e sorrio. Baunilha.




— Eu não quero ir embora. — Disse cruzando os braços com certa dificuldade por causa das bolsas e inflou as bochechas fazendo um bico. - Eu também não quero ir, mas é preciso. E cá entre nós, não vou fazer bico no meio de uma praça. — Oppa, o dia foi incrível. Não quero que ele acabe.

— Também não queria que acabasse, mas temos que ir pra casa. — Seguro seu braço e vou a puxando pela praça.

— Oppa, você pode dormir lá em casa. Você e Jin são amigos. — Diz e me olha com os olhos pidões.

— Você sabe que eu não posso. Amanhã eu te encontro na sua casa. — Digo e a mesma relaxa os músculos, descruzando os braços e finalmente andando junto a mim.

— Você promete? — Pergunta séria e estende o dedinho.

— Prometo. — Cruzo meu dedinho com o seu. Encaro seu rosto. Principalmente seus lábios, que hoje mais do que nunca pareciam convidativos. A luz fraca do sol que se esvaia batia em seus cabelos e olhos os deixando mais claros.

— Hoseok... — Diz com a voz fraca, quase como um sussurro e coloca a mão sobre meu rosto. Acariciando minha bochecha. Nossos rostos começaram a se aproximar de forma a qual eu conseguia sentir sua respiração. Hyuna fica na ponta dos pés para que sua boca ficasse da altura da minha. E por fim, acabei com a distância que era mantida entre nossos lábios. Um selinho. Uma coisa rápida, que me fazia arrepiar. A mesma me olhou e sorriu sincera.






Abri a porta de casa com um sorriso no rosto. Passei pelos Jung sentados no sofá e pisquei para eles, enquanto andava até as escadas sorrindo.

— Hoseok. — Sr. Jung chama, me fazendo virar e o encarar. — Porque a demora para chegar em casa? E não adianta falar de novo que está fazendo trabalho na escola, Hyuna te viu em uma sorveteria. Estava lá sozinho, tomando um sorvete sozinho, Hoseok?

— Primeiro, desde quando você se importa onde eu estou? Segundo, eu estava tomando um sorvete porque eu gosto de sorvete. Terceiro, das outras vezes eu estava em um estágio de fotografia, trabalhando e aprendendo. E quarto, eu estava com minha amiga. — Digo sorrindo e volto a andar até as escadas. As subindo com um sorriso, ao ouvir os murmúrios da sala. Entrei no porão e tranquei a porta, largando os sapatos e as compras em um canto qualquer e me jogando na cama. Exausto.




Acordei com batidas na porta. Tirei a franja do rosto e olhei as horas em um relógio que se localizava no criado-mudo. 19:38. Como eu consegui dormir assim? Me levantei correndo ao lembrar que tinha que ir à casa de Hyuna, afinal, eu prometi. As batidas na porta ainda continuavam, mas eu tô nem aí. Entrei no banheiro e fiz minhas higienes diárias. Coloquei uma roupa simples que Hyuna comprou ontem e abri a porta.

— O que você quer? — Pergunto para o Jung cruzando os braços. Incrível como duas semanas atrás eu estaria chorando.

— Você não vai mais ver a garota Hoseok. — Diz e se vira, pronto para descer as escadas. Seguro seu ombro e o viro para mim novamente.

— Por que? — Pergunto com a voz firme, apertando cada vez mais seu ombro.

— Porque não. Porque você não merece ser feliz Hoseok. Você vai arruína-la como você fez com a nossa família. Você vai destruí-la da mesma forma que você destrói todos que estão à sua volta. — Diz com um sorriso sádico no rosto. — Você não merece nada de bom. — Diz encravando uma pequena faca em minha barriga e me empurrando para dentro do quarto novamente.

— Você é louco?! — Digo logo após de soltar um grito arrastado. Coloco a mão sobre o corte, que não era profundo para ser grave, mas que sangrava descontroladamente.

— Você não merece ser feliz Hoseok! Você a matou, você matou ela! — Disse com os olhos cheios de lágrimas, praticamente cuspindo as palavras.

— Do o que você está falando? — Pergunto confuso. Quem eu matei? O que está acontecendo nessa casa?

— Você matou sua mãe, Hoseok! Ela deu a vida pra te deixar viver, Jisoo não é sua mãe, é sua madrasta. — Diz abaixando seu tom de voz e abaixou o rosto. — Eu te trato assim, porque você matou a única pessoa que eu amei de verdade. E eu só não te mato porque ela pediu pra que você ficasse vivo e crescesse. Mas eu não consigo, toda vez que eu te olho um desgosto sobe pela minha garganta e eu só quero te matar e trazer ela de volta!

— Eu não pedi por isso. Eu nem sabia disso! Você nunca me contou, nunca me tratou como um filho, como eu sei que ela gostaria que você me tratasse! — Digo deixando as lágrimas rolarem pelo meu rosto. Me olha sério e apenas bate a porta.




— Jin, ele não pode fazer isso comigo. Não com Kim Hyuna! — Digo histérica, colocando as mãos na cabeça, bagunçando os fios.

— Hyuna, Hoseok deve estar cansado. Releva vai.— Jin diz pela milésima vez, tentando me conhecer à não fazer qualquer loucura em uma noite de domingo.

— Jin! Ele prometeu. Prometeu que viria! Você sabe como eu levo a sério esse lance de promessa. — Digo pegando meu sobretudo e pondo por cima da roupa.

— Onde você vai? 

— Vou na casa dele. — Dou ombros e destranco a porta.



Chegamos em frente a casa de Hoseok e o silêncio prevalecia lá. A casa estará totalmente apagada, sem nenhum sinal de vida.

— O que pretende fazer? — Pergunta cruzando os braços na minha frente.

— Eu pretendo bater na porta. Mas, pra ser sincera. Eu estou com medo. — Digo abraçando Jin. Que logo descruza os braços e me abraça. — Eu sei que tá acontecendo alguma coisa.

— Vamos fazer assim. Deixamos o celular em uma ligação. Você entra e eu escuto tudo o que tá acontecendo lá dentro. Se precisar de mim, só grita que vai dar pra escutar pela ligação. — Diz e me liga. Atendo o celular e ponho em um dos bolsos do sobretudo. Jin vai para um banquinho que tinha em frente à casa e fica lá sentado. Bato na porta e um homem alto, parecido com Hoseok, porém mais velho a abre.

— Boa noite, eu posso falar com o Hoseok? — Pergunto educadamente. O senhor revira os olhos e abre um espaço ao seu lado para que pudesse entrar. Me curvo para o mesmo e sorrio ao ver Hoseok sentado no sofá. Encolhido em meio a cobertas. — Hey, você prometeu que iria lá em casa! — Brigo com o mesmo e sento ao deu lado no sofá. O moreno me olha triste e murmura um desculpa. — Hobi, o que foi? — Passo a mão pelo seu rosto limpando a única lágrima que descia ali. Abriu um pouco seu braço que estava de baixo das cobertas e me mostrou um corte em sua barriga. — Aigoo, preciso te tirar daqui. — sussurro e o abraço.

— Hyuna, ele vai te machucar. Ele é um monstro. Por favor, corra daqui! — Grita e me empurra. Fazendo o outro homem errar a panelada que iria dar em minha cabeça.

Jin!



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