História Save me - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ansel Elgort, Emilia Clarke, Shailene Woodley, Theo James
Personagens Emilia Clarke, Theo James
Tags Drama, Romance, Suspense
Exibições 3
Palavras 2.107
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gosteeeeeem! Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Save me - Capítulo 2 - Capítulo 1

- Repetindo. Essa mala – A voz do Brian soava pelo aeroporto enquanto ele apontava para mala menor e falava. De tanto ele repetir as mesmas palavras eu ate decorei as suas falas. – Possui um fundo falso com duas armas, um canivete, mini câmeras e duas caixas com quinze munições cada. Não que você vá usar esse tanto de balas, mas nunca se sabe... Bom essa daqui – Dessa vez ele me entregou uma “mini arma”, nunca tinha visto uma dessas. – Você deve carregar ao seu lado pra QUALQUER LUGAR que você for, ate o aparentemente mais seguro. Lembre-se a sua vida esta em jogo. E não se deixe levar pelo tamanho, essa belezoca aqui é mais forte do que todas as outras da sua mala juntas. – Ele falava de armas com uma naturalidade assustadora. – Bom o resto você já sabe. Tu vai pra lá como... – Eu não aguentava mais ouvir a sua voz por isso resolvi o interromper e prosseguir sua fala, afinal eu já sabia exatamente o que ele iria falar.

- Como uma estagiaria de fotografa pro filme Insurgente, por isso vou estar em todos os lugares em que a equipe cenográfica ficar, que consequentemente será onde o Theo fica. Vocês darão um jeito de fazer com que eu sempre fique o mais próximo dele possível e o resto é comigo. Já sei todo esse blá blá blá.

- Esqueceu de uma coisa. Qualquer relacionamento extra-profissional significa que você esta automaticamente fora do caso entendido?

- Não sou burra né? Eu nunca colocaria minha carreira a perder por causa de um marmanjo qualquer, ainda mais nesse caso. Eu sei o que estou fazendo Brian. – Revirei os olhos como se fosse obvio o que eu acabara de falar.

- Espero que saiba mesmo. – Falou ele com desdém.

- Deu pra ficar duvidando da minha capacidade agora foi? – Me aproximei dele e sussurrei no seu ouvido com uma voz sexy.

- Nunca. – Ele disse arrepiado revirando os olhos.

- Acho bom assim. – Lancei meu joelho no meio das suas pernas arrancando dele um gemido de dor. – Para de ser burro Brian, eu nunca vou ficar contigo. Esqueceu que relações “extra-profissionais” é praticamente crime por aqui? Acho que você não quer perder seu emprego antes de assumir a diretoria no lugar do Harry não é mesmo?

- Vaca. – Enquanto ele me xingava uma voz soava pelo aeroporto anunciando que o meu voo para Chicago sairia dentro de vinte minutos.

- Sua mãe. – Sorri de maneira falsa. - Bom, eu adoraria ficar por mais tempo trocando elogios contigo, mas infelizmente preciso ir. Ate logo Brian. – Falei arrumando minha mala e posicionando a mini arma ao lado da minha calça.

- Espero que não volte.

- Você ainda vai me aturar por muito tempo meu amor. – Empurrei meu carrinho onde as duas malas que eu levava estavam e caminhei em direção a multidão que tinham o mesmo destino que eu.

- Vai embora Scarlet! – Ouvi sua voz berrando pelo ambiente enquanto as pessoas olhavam assustados pra nós.

- Também te amo Brian! – Gritei ainda mais alto não esperando que ele escutasse já que estávamos distante. Não olhei mais pra trás, agora eu estava caminhando pra oportunidade da minha vida. Como eu trabalhava legalmente para a justiça americana, a posse de armas era permitida no meu caso com o documento que eu havia apresentado, por isso não passei pelo detector de metais.

Agarrei a foto do meu pai que eu havia colocado em um dos bolsos da calça jeans que eu usava e me acomodei em um dos assentos do avião. Após alguns minutos eu já tinha adormecido.

                                                                              ***

Brian me disse que assim que o avião pousasse uma mulher chamada Luna estaria esperando por mim. Ele não me explicou direito quem era ela, mas parece que será a profissional que me ajudará no meu suposto estagio de fotografia. Esperei ate que todos os passageiros saíssem pra que eu pudesse acomodar a arma que estava em meu quadril em um lugar mais discreto, seguro e confortável, feito isso peguei a mala menor com as armas que eu trazia comigo e sai em direção à outra onde estavam minhas roupas.

Caminhei pelo corredor e quando cheguei no saguão do aeroporto vi um mulher loira, de cabelos curtos sorrindo e segurando acima da sua cabeça uma placa onde estava escrito: “Bem-vinda Scarlet!”. Sorri ao ver aquilo, acho que ela também pareceria feliz se a tristeza estampada em seus olhos castanho escuro não dissesse o contrario.

- Você deve ser a Luna não é? – Falei tocando em seu ombro esquerdo chamando a sua atenção para mim.

- Scarlet! Seja bem-vinda. – Ela me recebeu com um abraço apertado, percebi ali que poderíamos ser grandes amigas. – Uau. Você não parece uma...

- Estagiaria de fotografia? – Sorri ao dizer aquilo.

- É... Quer dizer, não falaram que você era tão bonita. – De perto sua tristeza era ainda mais perceptível, ela certamente pareceria mais bonita se não fosse as enormes olheiras e o olhar fundo e cansado em seu rosto. Acho que essa historia esta abalando não só os envolvidos nessa loucura, mas sim a todos ao redor dela.

- Ah, muito obrigada! – Agradeci um pouco envergonhada.

- E então, como foi a viajem?

- Foi bastante tranquila... – Olhei para a esteira aonde as malas iam passando e de longe vi a minha. Caminhei junto com a Luna ate lá.

- Quer que eu leve? – Ela perguntou enquanto eu carregava a mala maior.

- Não, não. Nem estão pesadas, pode deixar comigo. – Menti. Eu não podia deixa-la segurar as minhas malas. Como Brian sempre diz, todo cuidado é pouco.

- Eu insisto, deixa eu te ajudar. Nem que seja com essa menorzinha aqui. – Num piscar de olhos a mulher já estava segurando a malinha onde estavam todos os meu equipamentos. – Ta pesada em?

- É... E-eu não sabia muito bem quais roupas eu deveria trazer então trouxe quase todo o guarda-roupa.

- Relaxa. Eu não sou muito diferente disso não. – Ela deu uma gargalhada meio desesperadora me fazendo soltar um leve sorriso pra não deixa-la envergonhada. – Ai que idiota que eu sou! Você acabou de enfrentar horas de viajem e estamos aqui batendo papo! Vamos, o carro esta ai pra nos levar para o hotel, teremos tempo suficiente pra conversar.

Andamos para fora do aeroporto e um carro nos esperava por lá. Coloquei a bagagem maior na mala do carro, peguei a outra na mão de Luna e coloquei no meu colo. A cada lugar que passávamos eu ficava mais encantada, o lugar era lindo e como eram quase seis horas da noite as cores de fim de tarde se misturavam pelo céu me hipnotizando. Chegamos ao hotel, se eu tinha achado as casas pela qual passamos bonitas não tenho palavras pra descrever esse lugar. Havia seguranças por todos os lados, imagino que depois de tudo o que esta acontecendo eles devem morrer de medo por aqui.

- Bom, agora eu posso te deixar a vontade. Você ficará no 311. Em quarenta minutos eu passo por lá pra te buscar. Vou te apresentar a equipe e logo depois começamos a trabalhar ok?

- Tudo bem. – Falei e ela começou a caminhar pro lado oposto de onde eu iria. – Luna, obrigada. – Agradeci fazendo-a olhar novamente pra trás.

- Por nada. – Ela me lançou um sorriso doce e voltou a caminhar.

 Um dos homens que trabalhavam no hotel insistiu pra que me ajudasse a levar as coisas ate o meu quarto, mas aleguei que não precisava. Com esforço consegui chegar no meu andar (que também era o ultimo do hotel). Arrastei as malas pelo corredor que me levaria ate o quarto 311 que a partir de agora seria minha “casa” temporária.

 Abri a porta e respirei fundo ao ver o quarto - era todo decorado em detalhes brancos e dourados - quando bati os olhos na enorme cama de casal que estava ali corri em sua direção soltando as malas que eu havia carregado com tanta cautela pelo chão. Não tinha percebido por causa da correria mas a viajem me deixou exausta, jogada na cama fechei os olhos. Queria fugir das responsabilidades de estar ali por alguns segundos. Sem perceber um sorriso gostoso brotou em meu rosto, o papai ficaria muito orgulhoso de mim, me permiti relaxar e tentar uma vez na vida não me preocupar com nada. O sorriso se transformou em uma risada de alivio que só aumentava a intensidade me fazendo sentir cada vez melhor.

- Tem alguém ai? – Uma voz rouca e fortemente masculina me fez arregalar os olhos assustada e sair da cama em um pulo. Theo James. Quando seus olhos encontraram os meus ele perguntou desconfiado entrando no quarto. – Esta tudo bem?

- Ãhan. – Enquanto o respondia passei os dedos pelo meu cabelo tentando arruma-lo enquanto Theo continuava a me encarar. Seus olhos estavam fundos como se tivesse perdido muitas noites encarando o teto. – Santa educação em... – As palavras pularam da minha boca e assim que saíram me fizeram ficar vermelha de vergonha. Um grande defeito meu é agir sem pensar e falar o que não devo nas piores horas, esse foi um exemplo disso.

- A porta estava completamente aberta. Acho que na situação em que estamos passando ver portas nesse estado é algo de assustar não acha? – Ele não estava gritando mais a forma como ele falava despertou o meu lado assustado que acho que deixei transparecer mais do que queria... Em instantes ele havia ficado completamente estressado! Tudo bem que no lugar dele não dava pra andar por ai sorridente né? O que é um pouco de desperdício porque pelas fotos que vi pela internet ele esbanja um sorriso fabuloso. - Quer saber, deixa pra lá. Me desculpa... – Theo tinha recuperado a feição inicial e agora parecia exausto novamente. Depois de se desculpar ele virou de costas e andou em direção à porta.

- Espera! – Quase gritei, eu parecia nervosa e isso não é bom. Ele virou e me encarou arqueando uma das suas sobrancelhas. - Eu é que fui muito grosseira, me perdoe. – Ele assentiu com a cabeça e deu um sorrisinho quase imperceptível. – Meu nome é Scarlet, acabei de chegar... Tô aqui como estagiaria de fotografia, acho que ainda vamos nos ver muito, não seria legal ficar nesse clima né? – Assim que terminei de falar soltei um sorriso ao ver sua expressão, que agora parecia mais aliviada e convidativa. Bom começo...

- Não tudo bem, já passou. Você deve saber quem eu sou... De qualquer forma Theo, prazer. – Ele estendeu as mãos pra mim com o mesmo sorriso enigmático de antes, mas no impulso o abracei. Já que o motivo principal de estar aqui é ele acho que uma amizade seria uma boa. No começo ele ficou meio sem saber o que fazer, mas acabou colocando seus braços musculosos em volta das minhas costas e me aconchegando no seu corpo. – Acho que você esta certa, vamos nos ver bastante. Sou seu vizinho de quarto... Não sei por que te colocaram aqui. O hotel tem 315 quartos, eu fico sozinho nesse ultimo andar desde que todos esses assassinatos começaram. Segundo eles aqui é mais seguro, mas tenho certeza de que o real motivo é que ninguém quer se arriscar a dormir no mesmo andar que o cara responsável por essa loucura toda. Aposto que em três dias você fica com medo e muda de quarto.

- Aposto que não. – Dessa vez apertamos as mãos como um acordo e pude ver o sorriso lindo que deixa tantas mulheres loucas.

- Esta explicado agora o motivo do susto que levei ao chegar aqui e encontrar uma das portas completamente escancarada? – Agora ele estava mais a vontade o que me deixou aliviada.

- Claro que esta... Me desculpa. Mesmo. – Falei envergonhada colocando as mãos no bolso de trás da calça. Eu não deveria ter dito aquilo.

- Pode ficar tranquila. – Disse ele simpático. – Tenho que ir, preciso me arrumar. Já, já tem uma reunião e logo depois vamos filmar algumas partes. Você vai estar lá não é?

- Vou sim. – Sorri.

- Então... Ate daqui a pouco. – Ele se despediu me retribuindo o sorriso.

- Até. – Acenei com a mão e ele foi em direção ao quarto ao lado. Então quer dizer que éramos apenas nós dois por ali... Isso tem cara de armação do Harry. Claro que ele não me deixaria em um lugar onde todos circulam a todo tempo, seria muito arriscado. Por outro lado aqui eu terei que redobrar a atenção. Se minha teoria de que a assassina esta por perto estiver certa, a atenção deverá ser constante em qualquer lugar. 


Notas Finais


Se puderem, me deem o retorno do que estão achando... Isso é fundamental pra nós. Muito obrigada por ler! Estão gostando?


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