História Save me [jikook] - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, V
Tags Hentai, Jikook, Romance, Slice Of Life, Smut, Yaoi
Exibições 731
Palavras 5.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Falei que eu ia postar hojeeen!!! Kkkkkkkk Quem tá no grupo tá acompanhando as novelas, né galera? Tortura, as vezes uns spoilers acidentais...
Pessoal, antes de desejar boa leitura pra vcs peço q me escutem: CONFIEM EM MIM!
Entenderam? É só o q eu tenho a dizer sobre esse capítulo.
Agora vou deixar vcs lerem essa Bíblia surpresaaaa❤🌈❤🌈

Capítulo 29 - Você Não Estava Morto?


        Jungkook’s P.O.V

A manhã mal tinha começado e eu já me sentia exausto, toda vez que que o desespero surgia para brincar com o meu coração parecia  consumir todas as minhas energias de uma só vez. Antes os meus planos se resumiam a passar um dia tranquilo, apenas assistindo Jimin trabalhar só para poder ficar perto dele, mas minhas ideias mudaram depois que discutimos.

Eu só queria voltar pra casa, assistir televisão e me distrair do resto do mundo. Jimin somente aceitou que eu fosse embora depois de eu tê-lo prometido que não iria sair dali e ir ver o Taehyung, mesmo assim não parecia contente em me deixar ir pra casa.

Assim que cheguei ao apartamento um sufoco me atingiu de imediato, as paredes daquele lugar enorme pareciam estar se fechando ao meu redor, o silêncio soava demasiadamente barulhento dentro da minha cabeça, e senti-me tão enjoado que pensei que iria vomitar. Eu precisava ir para qualquer outro lugar que não fosse ali, portanto deixei um bilhetinho para Jimin na porta e corri para fora daquele apartamento sufocante.

Fui para o único outro lugar que eu conhecia bem, novamente para o terraço do centro comercial. A paz parecia algo mais possível e mais alcançável quando eu estava lá sentado em um dos bancos de madeira, respirando fundo à medida que a noite caía, sabendo que Jimin cedo ou tarde apareceria, logo que lhe deixei um bilhete dizendo onde estaria.

Por nem meio segundo eu me deixei pensar no meu passado, não quis refletir sobre nada, não quis porque tive medo. Esse medo, ele só crescia. Algo muito profundamente sussurrava-me um alerta contido, eram palavras irreconhecíveis que dizia, porém era tão fácil notar seu tom de perigo. De onde quer que eu tenha vindo, quem quer que eu tenha sido e seja lá o que houve comigo, são coisas que suplicavam para serem deixadas e enterradas no passado.

- Admito que eu ainda tinha receio de te encontrar aqui com o Taehyung. - Uma voz que reconheci disse e me virei para encarar o dono da mesma.

- Eu te disse que não iria procurá-lo hoje. - Respondi à Jimin sem irritação alguma, eu já estava começando a me acostumar com sua paranóia e falta de confiança.

- Você também disse que iria ficar em casa, mas aqui estamos. - Ele sentou ao meu lado, relaxando seus braços atrás do banco e posicionando suas pernas de forma folgada.

- Não me culpe por precisar de ar fresco, eu estava sufocando. - Me concentrei em fitar o nada à minha frente, ainda procurando vestígios de calma aos quais me agarrar.

- Sufocando? Deveríamos nos mudar para um apartamento com uma sacada maior então? - Jimin falou casualmente, agora sim me tirando do sério. Voltei-me para ele com um bico já formado em meus lábios.

Esse homem não parecia levar a sério nada do que eu dizia, eu queria sacudir ele pelos ombros e gritar na cara dele até ter certeza que ele estava me escutando pra valer.

- Pare de fazer piadas. - Desviei meu olhar para o céu, enchi meus pulmões e soltei todo o ar pela boca. Por cerca de cinco segundos ninguém falou nada, por cerca de cinco segundos eu tive paz.

- Jungkook. - Jimin me chamou hesitante, talvez por não ter certeza se aquele era de fato o meu nome. Seus dedos tocaram minha bochecha e eu fechei meus olhos para senti-los melhor. - Nós deveríamos conversar sobre…

- Jimin. - O interrompi chamando-o fracamente pelo nome. - Não faça isso comigo agora, por favor.

Ele segurou meu queixo delicadamente e virou meu rosto para que estivéssemos cara a cara.

- Isso não é um jogo, essa é a sua vida a qual me pertence agora. Tempo é escasso, então não nos faça perdê-lo. - Cada palavra continha um som cortante, desestruturando-me ainda mais por dentro. - Preciso saber quem você é.

- Eu sou Jungkook. - Respondi com insegurança, apertando minhas mãos com força sobre minhas coxas.

- Você não sabe disso. Você não tem como saber, seja mais sincero consigo mesmo. - Jimin disse com seu jeito rude, logo uma lágrima quente escorreu pela minha bochecha. - O que te faz ter tanto medo de lembrar de si mesmo?

- Tenho pesadelos horríveis toda vez que penso nisso, às vezes não sei se são apenas sonhos ou se são algo mais. - Falei lutando contra os soluços, esfregando meus olhos tentando enxugar o choro mal controlado. - Não quero voltar a ter esses sonhos, não quero saber o que eles significam.

Os dedos de Jimin passaram pelos meus fios de cabelo, afofando-os e puxando-os suavemente. Estávamos perto o suficiente do toque um do outro para que eu pudesse sentir o calor de sua respiração bater em minha pele.

- Calma. - Ele sussurrou próximo ao meu ouvido e me esforcei para escutar seu conselho. - Algumas pessoas ficam horríveis chorando, você é uma delas. Parece um tomate murcho.

- Obrigado pelas palavras comoventes de apoio. - Sequei minhas bochechas úmidas e dei-lhe um empurrão forte no ombro. Jimin por pouco não caiu do banco, o que fez com que eu não segurasse uma risadinha abafada, meio fraca, mas era uma risada.

- Que sexy. - Jimin sorriu pela metade e passou seu polegar pelo meu lábio inferior.

Afastei as mãos dele rapidamente, ajeitando-me onde estava sentado e desviando meu olhar do dele, um bico já havia se formado novamente em meus lábios devido a inconveniência de Jimin.

- Uma vez você me disse que o passado de cada um nos faz quem somos no presente. - Ele disse coçando a própria nuca.

- Isso é diferente. - Respondi sem moral e eu sabia.

- Olha, então que façamos um acordo. - Ele disse de repente, me deixando surpreso.

- Que tipo de acordo? - Semi-cerrei meus olhos na direção dele, desconfiando ligeiramente do que ele ainda nem mesmo havia proposto.

- O tipo que deixa nós dois satisfeitos. - Falou como se fosse algo simples, a partir disso logo imaginei que não seria assim tão simples. Afinal, Jimin é desse jeito.

    - Só vou ter certeza disso ou não depois que você me contar o que está pensando. - O respondi com os braços cruzados.

- Se você me deixar te ajudar a descobrir quem você é, nós dois vamos fazer uma viagem aos EUA e visitar a minha mãe. Isso é uma promessa. - Ele parecia tão sério e sincero em suas palavras que não pude deixar de questionar a mim mesmo se deveria aceitar sua oferta. Eu deveria?

    - Promete mesmo? - Lhe pergunte como uma medida de precaução, eu só queria ter certeza de que ele compriria sua palavra se eu aceitasse a proposta.

- Prometo mesmo. - Jimin sorriu, passando-me a segurança que eu precisava para lhe dizer sim.

- Tudo bem, acho que é justo. - Concordei com a cabeça, reforçando o que eu havia dito. Me arrependi tanto em seguida, porém eu já tinha tomado minha decisão, eu arriscaria entrar em todo aquele universo de lembranças assustadoras se aquilo significasse Jimin voltando a ver sua mãe.

- Então temos um trato. - Ele sorriu e eu respirei fundo, eu sabia o que viria a seguir.

Não lhe respondi nada, ainda que sabendo que ele estava esperando-me começar a falar sobre o que eu sabia, que era estupidamente pouco. Olhei pro céu, buscando calma antes de qualquer coisa e depois olhei para Jimin, buscando coragem.

- Faz quatro anos desde o dia que eu acordei jogado em um beco qualquer com uma dor de cabeça terrível, vomitando tudo que tinha pra vomitar, eu nem me aguentava de pé. - Engoli em seco ao lembrar da sensação do meu corpo todo dolorido. - Eu não tinha lembrança alguma, minhas memórias, praticamente tudo havia sumido.

Jimin não falou mais nada, ficamos nos encarando por alguns instantes permitindo um ao outro tomar o tempo que precisava para seguir em frente com aquilo. Tenho certeza que não era apenas para mim que estava sendo difícil, estava escrito na cara de Jimin que ele também estava assustado.

- O que você fez depois? - Ele perguntou finalmente quebrando o silêncio.

- De início, eu estava tão fraco e confuso ao mesmo tempo que eu não pude fazer nada. Eu tinha sede, fome e sentia dor, cheguei a pensar que fosse morrer. - Meu estômago embrulhou ao reviver tudo aquilo em minha mente. Voltei a encarar o céu. - Por algum motivo eu resolvi me levantar e sair daquele beco. Não consegui ir muito longe, mas consegui pedir ajuda para uma moça, ela me deu água e comida. Acho que se não fosse por isso eu realmente teria morrido pouco depois da noite chegar, estava frio e eu só tinha um casaco moletom, a comida me deu um pouco de força para aguentar.

- Por que não fez nada! Por que não contou o que tinha acontecido para alguém?! - Jimin estava começando a ficar inquieto, eu entendia o motivo, portanto não fiquei bravo.

- Porque eu não estava levemente confuso, eu estava totalmente confuso, entendeu? Eu não conseguia ler, até o alfabeto parecia desorganizado na minha mente, as coisas ao meu redor pareciam muito estranhas, os meus pensamentos todos embaralhados, eu não tinha a menor ideia de que lugar era aquele e o que estava acontecendo. - Mordi meu lábio inferior na tentativa de abafar a vontade de chorar que voltava a esmagar o meu peito. - Eu acabei dormindo nas ruas mesmo, lembro de ter sonhado com um bocado de coisas confusas das quais eu não me recordo agora e quando acordei minha cabeça estava um pouco mais organizada, mas sem nenhuma memória importante.

Eu gostaria de poder descrever que tipo de expressão eu via no rosto de Jimin naquele momento, entretanto fui incapaz de reconhecê-la. Quando ele percebeu a forma como eu o fitava escondeu o próprio rosto, virando-o para o lado contrário.

- “Jungkook” estava escrito na etiqueta do casaco que eu usava… Eu pude ler depois. Por isso eu acho que esse é o meu nome. - Completei o que eu tinha para falar, aquilo era tudo que eu sabia sobre minha origem, nada mais.

- Ainda não entendo. - Jimin respondeu baixo, fazendo sua voz soar mais grave do que era de verdade.

- O que você não entende? - Perguntei com receio.

Eu não havia pensado nisso antes, mas será que o meu passado afetaria minha relação com Jimin?

- Por que você não procurou ajuda? Por que ficou nas ruas? - Jimin disse esfregando o rosto com uma mão e logo após virou-se novamente para mim.

- Eu procurei, assim que eu percebi que conseguia andar e falar feito uma pessoa normal eu procurei ajuda. - Respondi, fazendo Jimin arregalar os olhos.    - Fui até policiais e eles começaram a me fazer perguntas, muitas perguntas na verdade e nenhuma eu sabia responder, então eu acho que comecei a me lembrar de coisas. Não exatamente lembrar, mas algo como flashes, eu me assustei. Eu me assustei demais Jimin, eu não gostei daquilo, por isso eu fugi.

Me senti um fraco pois tudo que eu sabia fazer era chorar e só. Isso não fazia parte do meu feitio, em quatro anos foram poucas vezes que chorei, porém naqueles últimos dias eu chorava feito um bebê.

- O que você viu nesses flashes? - Jimin perguntou, ele não sabia a hora de parar e eu estava perto de atingir o meu limite.

- Não tenho certeza. - Menti e fiz tanta força para me convencer dessa mentira que quase acreditei nela. Só que para Jimin eu era transparente.

- Me fala a verdade, se mentir pra mim, esqueça nosso trato. - Ele disse, parecia ansioso, ameaçador e… com medo.

    Meus batimentos cardíacos dispararam, lágrimas pingaram no meu colo, minha mente tentava a todo custo negar o que eu já deveria ter admitido para mim há muito tempo, meu peito ardia e meu coração bombeava essa ardencia para o resto do meu corpo.

    - Acho que eu vi meus pais... - Parei para poder respirar profundamente antes de continuar. - Morrerem.

 

Narrador P.O.V

    Jimin não estava preparado para aquilo, no mesmo instante se sentiu um verdadeiro filho de uma puta, porque em sua cabeça pensou que Jungkook estava lhe escondendo algo que tinha feito de errado, apesar de que o rapaz estava somente tentando proteger-se da dor.

-  Eu posso não me lembrar dos meus pais, mas eu sei que eram eles por causa do que eu senti… É só que, é só que eu não queria admitir isso para mim mesmo. - O garoto mal dava conta de falar em meio à tantos soluços, sua má respiração era ridiculamente audível e a forma como seu rosto se contorcia com o desespero era uma facada no peito de Jimin, que por sua vez ficou perdido em como reagir. - Era mais fácil fingir que eu não tinha um passado! Desculpa, Jimin, por ser tão medroso.

Jungkook fechou os braços ao redor do pescoço do mais velho e o puxou para o mais perto de si que pôde. Jimin agora era seu único pilar de sustentação, por ele deixou que seu interior fosse desconstruído por completo e por ele resiste. Aquele abraço era um lar mais aconchegante do que qualquer outro lugar no mundo, Jungkook sentia que só ele poderia lhe curar e aliviar sua agonia.

- Eu que te devo desculpas. - O mais velho respondeu ao garoto em seus braços, ele percebeu que tinha ido um pouco longe demais com as perguntas somente depois de ter feito a besteira.

Por cerca de dez minutos Jungkook não conseguiu parar de chorar, as lágrimas cessaram penas quando atingiu seu máximo de esgotamento físico e emocional. Depois que o rapaz se acalmou, Jimin o levou para casa, não ousou mais pressioná-lo de qualquer outra maneira.

Foi quando ambos já estavam deitados, com os braços enlaçados um ao outro debaixo das cobertas acolhedoras que Jungkook resolveu se pronunciar novamente.

- Jiminie. - O garoto disse em um sussurro.

- Hum. - Respondeu o homem de olhos fechados, sem fazer comentários sobre o apelido um tanto infantil pelo qual o mais novo lhe chamou.

- Apesar de eu ainda estar com muito medo… - Interrompeu-se por um segundo e então prosseguiu. - Tuda vai valer a pena se você cumprir sua palavra e irmos visitar a sua mãe.

O esboço de um sorriso foi contido por Jimin antes que Jungkook pudesse notar. Aquele moleque sabia como ser o pirralho mais fofo do mundo quando queria, sempre tentando ver as coisas pelo lado positivo, Jimin continuava a se perguntar como Jungkook conseguia.

- Shhh, volte a dormir, vamos acordar cedo amanhã. - O mais velho respondeu, acariciando os cabelos escuros do rapaz. - Boa noite, pirralho.

- Boa noite. - Respondeu rindo, Jimin não podia mais provocá-lo com aquilo. - Eu te amo. - Foi a última coisa que disse, porém não esperou pela resposta antes de adormecer, babando no colo do peito de Jimin.

 

Jungkook’s P.O.V

Acordei transpirando oceanos inteiros, minha respiração irregular fazia sons estranhos e meus olhos arregalados ficaram frente a frente com os de Jimin. Pisquei algumas vezes e esfreguei meu rosto, sentindo-me incomodado.

- Teve um pesadelo? - Ele me perguntou com seu corpo montado sobre o meu, apoiando suas mãos na cama um para cada lado da minha cabeça.

- Sim e não fez o menor sentido. - Falei desanimadamente. - Eu vi luzes fortes e um nome, acho que era um nome. Hum, era estrangeiro e soava estranho… Hat Cheery. - Minha pronúncia não era boa, eu não sabia inglês muito bem.

- Hot Cherry, você provavelmente quis dizer Hot Cherry. - Jimin fez uma cara pensativa, como quem procura recordar-se de algo.

- Você sabe o que isso quer dizer? - Perguntei esperançoso e igualmente receoso.

-  Em inglês isso significa…

- Não era isso que eu estava perguntando. - Fiz bico, eu queria saber se ele conhecia aquele nome.

- Ah, Hot Cherry com certeza não é uma pessoa, eu tenho a impressão que deve ser um lugar, pelo nome sugestivo pode ser um bar ou uma boate. - Ele disse desviando seu olhar por apenas um segundo para checar as horas em seu celular em cima do criado-mudo. - O que você foi fazer nesse bar ou nessa boate? Heim, pirralho?

- E-eu não s-sei. - Gaguejei por consequência do nervosismo ao ser acusado com aquela insinuação ofensiva. - T-talvez eu n-não quisesse e-estar lá.

- O que quer que tenha acontecido, eu vou descobrir e se eu tiver que te punir por alguma coisa, você irá se arrepender de um dia ter pisado em um tipo de lugar como esses. - Jimin transbordava possessividade em suas palavras.

Sem me dar tempo para responder sua clara ameaça, Jimin resolveu ameaçar também a minha debilitada sanidade mental ao enfiar uma de suas mãos por debaixo da minha cueca. Gritei um gemido estridente por instinto e cerrei meus olhos com força em uma careta logo que senti seus dedos fecharem-se em meu membro.

- Ah, Jiminie… - Chamei seu nome como se implorasse por misericórdia, teria me achado patético se não estivesse tão tomado pela repentina sensação de choque e prazer.

- Você está bem molhadinho aqui em baixo. Desde quando você é essa putinha com tesão? Eu só te toquei e você já está tremendo. - Abri os olhos para encará-lo, eu estava certamente constrangido, principalmente pelo que ele tinha dito.

Quando finalmente tomei fôlego e abri a boca para falar, Jimin levou sua outra mão até ela, mergulhando dois dedos dentro de sua cavidade, passando a brincar com a minha língua.  

- Chupa os meus dedos. - Ele mandou e eu obedeci assim que senti sua mão contornando lentamente meu membro endurecido, fazendo movimentos para cima e para baixo. - Isso, bem assim. - Jimin mordeu os próprios lábios.

Fechei meus olhos logo que não conseguia mais mantê-los abertos encarando o semblante malicioso de Jimin me olhando de volta. Deixei um gemido alto escapar e levei uma de minhas mãos sobre a sua que me acariciava na região mais loucamente sensível de meu corpo. Eu apertava a mão dele com força, tentando fazer com que ele a movimentasse com mais rapidez e mais força.

- Se não conseguir se controlar eu vou amarrar seus pulsos. - Ele disse em meu ouvido, tirando seus dedos de minha boca para afastar a minha mão da sua. Gemi de maneira manhosa, o dedo dele circulou minha glande úmida e quase me fez gritar de excitação.

Não pude me controlar tão bem quanto Jimin demandava, eu sabia que ele não me deixaria usar minhas mãos para incentivá-lo novamente, porém fui incapaz de impedir minha própria cintura de rebolar em sua mão. Eu precisava muito intensificar aquele prazer no meu membro. Jimin riu, olhei para ele nos olhos com os lábios entreabertos como uma súplica para que não me impedisse e deixasse que eu continuasse em busca do meu ápice.

- Você parece com fome hoje, eu deveria te dar algo pra comer? - Jimin levou uma de minhas mãos até sua ereção por cima da calça, obrigando-me a apertá-la e sentí-la crescer em minha palma.

Pensei que tinha sido salvo de ceder aos meus próprios desejos indecentes quando o celular de Jimin começou a tocar e vibrar em cima do criado-mudo ao meu lado. Com um suspiro, ele usou sua mão livre para catar o celular e encarou a tela com cara de tédio, isso ainda sem parar de acariciar meu membro. De repente Jimin parou tudo e afastou sua mão, logo em seguida soltando uma risadinha brincalhona.

- Hey, atende o telefone para mim. - Ele deslizou seu dedo sobre a tela aceitando a ligação, então entregando-me o aparelho sem que eu pudesse negar antes. Olhei para ele com hesitação e desespero, balançando minha cabeça negativamente de um lado pro outro. - Você disse que queria se candidatar a vaga para ser meu assistente pessoal, parabéns, está contratado. Agora faça seu trabalho. - Jimin sussurrou para que a pessoa na outra linha não escutasse.

Engoli em seco, pisquei algumas vezes pelo nervosismo e quando ouvi a voz do outro lado dizendo “alô” pela quarta ou quinta vez tomei coragem.

- Oi, me desculpe. Quem fala é o novo assistente pessoal de Park Jimin, eles está ocupado no momento. Do que se trata? - Olhei para Jimin e ele assentiu com a cabeça, sinalizando que eu estava me saindo bem.

O susto que eu levei foi imenso quando senti a mão dele se arrastando de volta para dentro da minha cueca e pressionando com a palma da mão a minha glande molhada e já inchada. Imediatamente cobri minha boca com as duas mãos, na tentativa de abafar o gemido que quase deixei escapar. Olhei para Jimin desesperado, enquanto a moça no telefone explicava alguma coisa que eu lutava para prestar atenção.

- Ah… Sim, entendi… - Falei fracamente enquanto os movimentos daquela mão em meu membro se tornavam cada vez mais frenéticos. - C-claro, estou b-bem n-não se p-preocupe. - Corei fortemente ao ouvir Jimin rindo baixinho da situação. - C-continue. - Falei para a mulher.

Jimin não teve piedade, vendo que eu estava próximo de chegar em meu ápice ao invés de parar de me estimular e permitir que eu terminasse a ligação ele decidiu dobrar o nível de intensidade do estímulo, levando sua boca até meu membro. Lambeu da base até o topo entre alguns beijos provocantes antes de engoli-lo inteiro. Tudo que pude fazer foi morder meu lábio inferior com tanta força que chegou a sangrar.

- Vou… avisá-lo. - Falei enquanto perdia completamente o controle sobre os movimentos de minha cintura, empurrando-a para a boca de Jimin em leves estocadas. - O-brigado.

- De nada. - Jimin respondeu como se fosse ele quem eu tivesse agradecido.

No instante que ouvi o som da ligação finalizando, abri minha boca e respirei para me preparar para o gemido mais alto que eu poderia imaginar dar, que no fim das contas não aconteceu, minha voz falhou totalmente e só o que foi possível escutar no ambiente interior foi algo como um estranho miado. Meu dedinhos do pé se encolheram, meu abdômen ficou tenso, joguei o celular de qualquer jeito na cama e agarrei os cabelos de Jimin com desejo e necessidade. Senti uma explosão de prazer correr por todo meu corpo, arqueei as minhas costas esticando-me como um reflexo, logo depois da primeira explosão, uma segunda me antingiu de repente para minha surpresa.

- JIMINIE… AH! - Gemi alto, praticamente gritando. Um traço de saliva escorreu pelo canto de meus lábios e meus olhos reviraram-se pela tamanha sensação. Eu tive um orgasmo duplo sem nem saber que isso era possível. - Jiminie… - Sussurrei relaxando todos meus músculos, tão esgotado que poderia pegar no sono a qualquer segundo.

- Não durma. - Ele subiu até mim, ficando com o rosto bem perto do meu e então enfiando a língua dentro da minha boca em um beijo quente, eu pude sentir o gosto do meu próprio líquido na saliva dele. - Acho que você tem um recado pra me passar. - Disse rindo, ao afastar-se, quebrando qualquer contato entre nossos corpos e ficando de pé ao meu lado.

- Sua reunião teve que ser adiantada para as nove. - Falei com a pouca força que eu ainda mantinha viva.

- Que droga, parece que vou ter que eu vou ter que sair de pau duro e você com fome. - Ele riu, fazendo referências a parte. - Se apresse e se arrume ou vou me atrasar.

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Apesar de me sentir cansado e louco por um cochilo, botei na minha cabeça que se fosse para ser o assistente pessoal de Jimin faria aquilo do jeito certo. Melhor do que permitir que outra pessoa tomasse o cargo, melhor do que deixar alguém que não sou eu se aproximar de Jimin. Ele já estava na reunião e eu fui na cafeteria do prédio nos comprar café da manhã (com o dinheiro que ele me deu, claro).

Depois do incidente com aquela praga (o ex assistente pessoal do Jimin) derrubando café em mim, descobri que o MEU namorado gostava do seu café bem forte e amargo. O exato contrário do meu gosto, pedi para a atendente que me desse o tipo de café mais doce que tivessem, ela me recomendou um Caramel Latte Macchiato. Também nos comprei duas rosquinhas doces que pareciam uma delícia.

Andei com a bandeja de café e o pacote com as rosquinhas pelo prédio todo, morrendo de medo de derrubar tudo por causa do meu jeito estabanado. Esperei por Jimin em sua sala e nem toquei na comida, eu estava morrendo de fome, mesmo assim preferia ser paciente e esperar para poder comer junto com ele. Foi um alívio quando Jimin passou pela porta com um sorriso vitorioso, provavelmente tinha fechado mais um grande negócio, a conquista tinha sido dele, mas eu também sentia o orgulho.

- Vejo que a reunião foi boa. - Sorri entregando-lhe seu café em suas mão, sentia-me um verdadeiro homem responsável e importante (talvez por ter escolhido uma roupa um pouco mais formal do que de costume).

Toda minha pose de maturidade atingida se desmanchou quando Jimin selou seus lábios em minha testa como um “obrigado” sutil, que em palavras eu jamais escutaria.

- A reunião não foi boa, foi um sucesso. Sempre espere o sucesso de mim, afinal eu sou um vencedor. - Ele sorriu ao sentar em sua cadeira luxuosa que mais lhe cabia como um trono, seu sorriso acabou por refletir em mim.

- Tudo bem, e vencedores comem rosquinha? Eu espero que sim. - Lhe dei uma das rosquinhas doces e fiquei com a outra, logo dando-lhe uma mordida, me deliciando com seu sabor açucarado.

- Gostam sim, nada como ferrar com o colesterol depois de ganhar muito dinheiro. - Ele riu mais uma vez, também mordendo sua rosquinha.

A princípio comemos em silêncio, ambos estávamos famintos e concentrador em consumir nossa primeira refeição do dia. Terminei minha rosquinha e bati minhas mãos uma na outras para me limpar do açúcar, logo recebendo um olhar de reprovação de Jimin e me desculpando com um sorriso desajeitado.

- O que está fazendo? - Perguntei assim que notei o quanto ele estava aparentemente atento à tela de seu computador, digitando uma coisa e outra.

- Um pesquisa. - Respondeu simples, sem tirar os olhos do PC.

- Sobre? - Fiquei curioso, me senti mal porque talvez eu estivesse interrompendo seu trabalho.

- Hot Cherry. - Aquelas duas palavras foram o bastante para me fazer congelar até a alma. Meus olhos arregalaram e eu quase cuspi no chão o café que eu estava bebendo, por sorte não o fiz.

- Encontrou alguma coisa? - Perguntei hesitante, cheguei a semicerrar os olhos pelo medo da resposta e ela não veio. - Jimin? - Chamei seu nome, ainda sem obter sua resposta. Engoli em seco. - Jiminie?

Como se eu estivesse vendo aquela cena em frames, o rosto de Jimin começou a endurecer aos poucos. Seu semblante feliz e despreocupado de quando ele havia entrado naquela sala agora não era o mesmo, ele dava a impressão de que socaria aquele computador apenas com sua aura de cor negra.

- Hot Cherry é uma boate…

- Ah, entendi. - Mordi meu lábio inferior, morrendo por dentro. - Q-que tipo de b-boate?

- É uma boate de strippers. - Jimin basicamente cuspiu as palavras da própria boca.

Engasguei com o café, aquilo seria minha morte definitiva. Adeus mundo cruel, o fim da minha linha chegou.

 

Narrador P.O.V

Jungkook implorou, implorou demais, implorou tanto que pode ser que nunca ninguém implorou tanto quanto ele implorou à Jimin naquele dia para não fazer o que ele, claro, iria fazer de um jeito ou de outro.

- Por favor, eu faço qualquer coisa se não formos aquela boate hoje. - O rapaz suplicou pela milésima quinquagésima sétima vez ao mais velho, portanto foi ignorado pela milésima quinquagésima sétima vez pelo mesmo.

Durante o dia todo Jimin não foi capaz de fazer sua mente parar de criar milhões e milhões de hipóteses incrivelmente negativas sobre a origem de Jungkook, da mesma maneira que não soube como olhar para a cara do rapaz sem que um incêndio começasse dentro de sua cabeça. Se estivessem em desenho animado, fumaça teria saído pelos seus ouvidos e contaminado o prédio inteiro. Jimin precisava achar aquela boate e descobrir qualquer coisa que fosse, mas precisava matar aquela ansiedade tortuosa.

Após girar metade de Seul em busca de uma boate cujo o nome fosse Hot Cherry, achou um local pequeno e um tanto escondido em um dos becos da área mais simples da capital, em sua entrada o título do estabelecimento brilhava em rosa neon. Estavam ele e Jungkook parados em frente a entrada sem fila.

- Estou passando mal. - O garoto sentiu uma náusea forte bater logo que avistou o letreiro, algo estava muito errado. Encostou-se em um canto da parede suja do beco e vomitou, foi tão intenso que pensou que seu estômago seria igualmente posto para fora.

- Hey. - Jimin correu até ele, pousando suas mãos no ombro do rapaz. - Olha só, vai para o carro, tranca as portas e me espera. Não precisa vir comigo.

- O quê? Não, se você for entrar eu vou junto!. - O mais novo protestou, limpando os lábios e cuspindo algumas vezes no chão.

Nossa discussão foi interrompida pelo barulho de um casal barulhento saindo da boate, rindo alto e esbanjando sorrisos exagerados. A garota parecia trabalhar na boate, pela pouca roupa que usava e o homem de repente pareceu surpreso quando deparou-se com Jungkook.

- Min Yoongi? - O homem apontou para o rapaz, não aparentava ser uma pessoa muito amigável e nem estar muito feliz.

- E-eu? - Jungkook posicionou seu dedo indicador sobre o peito.

- Quem mais? Seu filho da puta desgraçado, você não estava morto?!

Jungkook achava que quando Jimin tinha falado “boate de strippers” anteriormente aquilo já tinha sido sua morte, mas ao que tudo indicava ele já havia morrido bem antes disso. E quem diabos é Min Yoongi?



 


Notas Finais


Vcs tão td com o cú na mão, né?? GENTE! CONFIA NA TIA PIRRALHUDA ESCRITORA DE LEMON AQUI, TÁ? Dá seu voto de confiança q eu n vou ferrar com o final da fic.
SOBRE O GRUPO DO WHATS AVISO IMPORTANTE: quem quiser ser add e ainda n foi eu peço q me mande um oi lá no whatsapp pelo part q eu add vc no grupo, pq eu n tô dando conta da negada-san toda pedindo pra colocar no grupo kkkkkkkk meu número é esse: 48 9 9 8 5 6 5 4 8 7. Prontenho;)
Até logo! Paz e amor!


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