História Save Me {Jikook} - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bangtan Boys, Jikook, Yaoi
Exibições 87
Palavras 1.393
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oioi gente!
Espero que gostem.
Boa leitura

Capítulo 4 - Cada vez mais amigos


-Jungkook!-escutamos uma voz vinda da rua.

-É meu pai. Eu vou ter que ir. Desculpe...-se levantou.

-Sem problema. Conversamos pelo celular, pode ser?-me levanto e vamos até a parte da frente da casa.

-Claro. Até.-acenou, sorrindo e atravessou a rua. Vi o pai dele do outro lado, sorrindo falsamente. Com certeza brigaria com ele o que eu não queria. Tudo por minha culpa...

Suspirei, olhando meu estado, completamente encharcado e rindo ao lembrar do que fizera.

Entrei em casa molhando o chão todo e fui para o meu quarto trocar de roupa.

~Jungkook POV~

-Vamos ter uma séria conversa, mocinho.-cochichou meu pai, para que ninguém ouvisse. Engoli seco, entrando em casa.

-Ai, filho, por que está todo molhado?-minha mãe aparece na sala.

-Estava brincando com o vizinho.-meu pai segurava minha blusa e me guiava até o quarto.-Se troque e volte pra cá.-falou sério.

Meu deus, como eu estava tremendo naquela hora. Será que ele já sabia? Alguém já havia contado?

-T-tudo bem...-fui para o banheiro e tomei um banho frio, com medo de sair dali e do que poderia acontecer.

Logo saí daquele banheiro, voltando para o quarto, vendo meu pai sentado em minha cama, mais sério que o normal.

-Voltei...-me sentei na cama. Meu coração estava bastante acelerado, acho que dava para ouvir os batimentos de meu coração do quarto todo.

-Filho, estou te achando muito grudado com esse vizinho. Espero que só sejam amigos. SÓ.-me olhou seriamente.

-S-Somos só amigos, pai. Acha mesmo que eu iria gostar de um....garoto?-abaixei a cabeça, engolindo seco.

-Ainda bem que pensa assim, filho.-se levantou e virou de costas. Continuei de cabeça baixa, ainda nervoso.-Por um minuto pensei que havia criado meu filho errado e que tinha um maluco entre nós.-riu.

Senti lágrimas em meus olhos se escorrerem. Ainda de cabeça baixa, apenas segurei o lençol da cama com força.

-Por que um gay seria maluco? É um humano como nós...-tive muito medo de falar isso, mas era a verdade.

-Humano como nós? São uma aberração, deveriam ser mortos. Eles não têm vergonha? Que absurdo.

-M-mas...eles apenas não gostam da mesma coisa que você. Qual o problema?

-E ainda pergunta? Nem sei como têm coragem de andar nas ruas. Que malucos.-saiu do quarto.

Aquilo doeu. Meu pai desejou minha morte indiretamente.

E se ele soubesse que eu sou gay me mataria na hora.

Ele mesmo disse:

"São uma aberração, deveriam ser mortos."

" Por um minuto pensei que havia criado meu filho errado e que tinha um maluco entre nós."

Eu não posso contar quem eu sou, não posso mesmo.

Mas ele tinha razão, eu e Jiminie estávamos grudados demais. Eu até gosto dele, mas não vou fazer nada, não quero que nada se repita como da última vez...com Taehyung.

Enfiei a cara no travesseiro e chorei um pouco. Infantil? Sim, mas se você ouvisse aquelas palavras também choraria, ok?

Peguei meu celular, soluçando alto mas tampando minha boca. Decidi conversar com Jiminie.

Eu acho que não seria bom eu ir novamente hoje na casa dele, meu pai estranharia mais.

Jiminie

Oi, Jiminie...(8:35)

Aconteceu algo?(8:36)

Sim...(8:36)

Seu pai fez alguma coisa? Ele descobriu??(8:36)

Quase, ele duvidou e falou coisas horríveis. :( Doeu, Jiminie...(8:37)

Quer vir aqui para desabafar?(8:37)

Não! Ele acha que estamos grudados demais. Melhor não ir hoje.(8:38)

Tudo bem, então.(8:38)

Aaahhhh que tédio. Não tenho nada para fazer.(8:39)

Eu também não...:( (8:40)

Olha, quem liga para o que o seu pai acha? Temos que nos divertir, não temos nada para fazer, poxa. (8:40)

Eu sei mas...quanto mais ele desconfia, pior. Não quero ele com raiva de mim e nem com nojo. (8:41)

Seu pai aceitou numa boa você ser gay? (8:41)

Claro, ele respeita tudo. Ele diz que o que importa é nossa felicidade. Seu pai deveria ser assim, mas esse país nojento também, né....(8:42)

Quem dera se meu pai se importasse com a minha felicidade sem esse preconceito. (8:43)

Espero que algum dia ele mude e veja que não pode ter vergonha do próprio filho jamais, nem que ele seja, na opinião dele, "diferente".(8:44)

Eu também espero, e muito.(8:44)

Eu tenho que ir. Minha mãe chegou em casa. Acho que ela não passou a noite aqui e isso me deixa mais preocupado.(8:45)

Beijos, Kook^^ Eu já volto e se quiser vir aqui, pode, ok? Quando quiser. Até.(8:46)

Obrigado, Jiminie. Eu não sei se irei aí mas se eu continuar nesse tédio vou sim, meu pai achando boa coisa ou não.(8:47)

É assim que se fala :) (8:48)

Beijos, Jiminie. Até.(8:48)

Até^^ (8:49)

~~

Muito fofa aquela carinha que ele colocava, mas não era tão fofa quanto ele mesmo.

Desliguei a tela do celular, com um sorriso fraco no rosto.

Me deitei um pouco, olhando pra porta. Logo fechei meus olhos, buscando esquecer o que havia escutado de meu pai, logo cochilando.

~Jimin P.O.V~

Desliguei o celular e fui até a cozinha. Minha mãe não estava lá, o que eu achei estranho.

Fui para a sala, quarto, quintal, não a encontrava de jeito algum.

Será que saiu de novo, assim rapidamente.

Escutei a descarga do banheiro do quarto dela então corri para o mesmo, parando na porta e vendo minha mãe sair do mesmo completamente tonta, quase caindo.

-Mãe, o que houve? Você bebeu??-a levava para o sofá.

-Eu quero o seu pai.-choramingava. Falava como se eu nem tivesse feito uma pergunta. Me sentei do lado dela e fiquei olhando-a. Estava acabada...-Eu não sinto nem vontade de viver sem ele. Aonde ele está? Ainda está vivo?-falava olhando para o teto.-Quero sumir, vai que eu encontre ele? E se ele morreu? Farei o mesmo para encontrá-lo.

-Mãe, parou. Está falando nada com nada e...

-Quieto.-levantou o braço e tampou minha boca com um dedo.-Não adianta insistir, eu vou e ponto. Eu quero...-se deitava no sofá.-seu pai...-acabou dormindo ali.

Ouvir aquilo me parte o coração. Saber que não posso fazer minha mãe feliz e que ela a qualquer dia pode me deixar. Sei que estava bêbada, que eu não deveria acreditar, que estava falando nada com nada. Mas...e se for verdade?

Fazendo de tudo para não chorar, segurando ao máximo, pois me sentia um idiota chorando à toa, saí daquela casa, indo para a casa de Jungkook. Sei que deveria ter avisado mas não deu.

Suspirei pesadamente, batendo na porta, olhando para os meus próprios pés enquanto aguardava alguém abrir a mesma.

-Garoto? Aconteceu algo?-vejo o pai de Jungkook na porta.

-Eu...posso falar com o Jungkook?-falava sem olhar para ele.

-Pode...vou chamá-lo.-disse, talvez preocupado, saindo dali, deixando a porta aberta.

Fiquei olhando para os meus pés até ver Jungkook ali, parado na porta me olhando.

-Jimin? Aconteceu algo?-não consegui aguentar e o abracei forte, sussurrando em seu ouvido:

-Eu tenho medo...-depois disso afundei minha cara em seu pescoço.

-J-Jimin...não faça isso aqui.-me soltou de leve, olhando para trás. Não havia ninguém.-Vem.-fechou a porta de casa e pegou minha mão, atravessando a rua e entrando em minha casa. Se virou para mim e me olhou, sem perceber minha mãe ali no sofá.-O que houve?? Tem medo de quê?

-Dela sumir.-apontei para o sofá. Ele se virou e foi até perto do sofá, olhando para minha mãe.

-O...que aconteceu com ela?

-Ela apareceu do nada bêbada...Falou que não aguenta mais ficar sem meu pai e que seria capaz de se matar para encontrar ele.-me sento no outro sofá, tampando o rosto.-E-Ela vai me deixar...

-Não vai não.-escuto passos dele e quando destampo meus olhos, que estavam cheios d'água, vejo ele ajoelhado na minha frente, me olhando.- Ela está bêbada, falando coisas sem sentido.

-Mas quando se está bêbado apenas deixa com que você faça coisas que já queria ter feito mas tinha vergonha, medo ou qualquer outra coisa. Ela já queria falar isso para mim mas não tinha coragem...-funguei, suspirando. Vi ele tocar meu queixo, levantando minha cabeça.-Hum?

-Saiba que se ela for doida de fazer isso, eu estarei aqui para tirar sua tristeza, estarei aqui para te fazer feliz. Admito que se ela te amasse de verdade, esconderia seu medo e sua preocupação e fingiria estar feliz apenas para te deixar feliz também.-suspirou, sorrindo fraco, sem mostrar os dentes.-Tente se desapegar dela um pouco. Sofrerá menos com tudo isso. Não estoudizendo que ela vai te deixar, que vai sumir, mas por precaução, tente se afastar um pouco, não a considerar tanto.-riu olhando para o chão.-Sou sua mãe agora, ok?

-Tudo bem.-ri fraco.-Eu te devo tanto, Jungkook. Cada coisa que você fala que me acalma e me ajuda. Você merece tanta coisa vinda de mim. Sem você eu não seria absolutamente nada, apenas uma pessoa infeliz e sozinha. Muito obrigado, de coração.-vi o mesmo se aproximar e me abraçar ali de joelhos ainda (lembrando que eu estava sentado no sofá).

Jungkook....devo tanto a ele. Como conseguiria agradecer por tudo que fazia?

Ele era simplesmente perfeito, incrível, super especial para mim.

Sem ele eu não seria nada.


Notas Finais


Gostaram??
^-^
Beijos e até o próximo capítulo.


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