História Save me please - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags ?2concursoexofanfics?, Dtehospital, Kaisoo
Exibições 65
Palavras 3.236
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, raios de sol ^^
É, não aguentei e me escrevi de novo em um concurso! Corri com as datas, pois não sabia que o prazo final era hoje e consegui terminar de escrever Yeeeey! Confesso que hoje acordei, escrevi um teco, desisti. Daí escrevi mais um pouco e desisti de novo, porque sempre eu quero fazer algo complexo demais. Então, eu desisti de desistir e comecei a escrever sem parar e não é que eu consegui?
Quero deixar aqui o meu grande amor pautado a Sisi/dona/insira o emoji de uma coroa aqui /será que posso fazer propaganda de On Air por aqui também? Porque nossa... Ela realmente salvou a minha pele nesse concurso! Deixa eu contar algo interessante a vocês: estou sem computador. Esse foi o motivo principal das minhas desistências! Meu texto tava todo bagunçado, sem parágrafos e etc. Se não fosse por ela, cara... Dificil eu eu postar algo hoje '-' Te amo Sisi! 🙈💗
Enfim, estou demorando muito nas notas iniciais, mas espero que agrade vocês essa historinha desses dois. 💗
Boa leitura~

Capítulo 1 - Capítulo Único


“Quem foi que disse que um médico não tem vida?”

Dança, luzes piscando e música alta. Dois corpos no centro da pista, mais alegres, devido a quantidade de álcool ingerida, dançando, cada vez mais juntando os corpos. Nomes? Nenhum dos dois sabiam. O que eles sabiam? Eles sabiam que aquela noite, as vontades, aquele desejo e a excitação eram mútuos.

Chegou a sua casa aos tropeços, mal conseguindo se separar do outro durante o caminho que vieram de táxi. Pegou uma das chaves que julgou a certa e girou enquanto ainda o beijava, segurando em seus cabelos enquanto o outro apertava a sua cintura. Foi andando de costas até chegar a um colchão que estava na sala; eles não aguentariam subir as escadas. O outro jogou-o no colchão enquanto tirava a camisa,  demonstrando os músculos de certa forma definidos. Tirou a própria blusa, sendo fitado com um olhar de puro desejo. O mais alto sentou em seu colo, passando a mão em seu peitoral, devagar, antes de beijar aqueles lábios em formato de coração mais uma vez. Naquela noite, enquanto a chuva caía afora, palavras não precisavam ser ditas, apenas os gemidos e sons de prazer falavam por si só.

Um barulho irritante o acorda; esse barulho é seu despertador. Com muita relutância abriu os olhos, lentamente desligando o aparelho. É tentado a fechar os olhos novamente, mas então, quando seus olhos estão quase se fechando, ele os abre de forma assustada. Não sabe onde está, porque está num colchão no meio da sala e o porquê de estar com alguém o enlaçando daquele jeito. Até que ele para e lembra. As luzes, o som alto e aquele corpo terrivelmente sexy que dançava naquela pista. Por se remexer um pouco, sem querer, acordou o parceiro que dividia a cama consigo.

— Hum… Que horas são?

— Deixa eu ver… — disse enquanto checava o relógio. — Sete horas da manhã.

De repente, como se tivesse levado um susto, o moreno se levantou e começou a se vestir.

— Ei, o que aconteceu? Pra que tanta pressa? — O dono da casa ainda o  encarava do colchão, rindo, achando engraçado a forma que o outro em poucos segundos já havia colocado uma calça e já estava colocando a blusa.

— Primeiro dia de trabalho. — Disse ainda ofegante, terminando de abotoar os botões, tirando a visão do homem de lábios de coração, que agora se levantava do colchão. — Muito atrasado — disse ao sentar-se no sofá, calçando as meias e logo depois começando a colocar os sapatos.

— Trabalho e atrasado. Essas duas palavras realmente não combinam na mesma frase… — Constatou o dono da casa, sentando-se no sofá enquanto o outro terminava de calçar as meias, apenas com uma box. Achava engraçado a pressa outro.

— Realmente, não combinam — disse o moreno, soltando um riso soprado ao terminar de amarrar o último par de tênis e se colocar de pé, tentando ajeitar seus cabelos.

— Bom… Toma um café antes de ir, ao menos — falou, levantando-se, ficando ao lado do moreno.

— Obrigado, mas realmente estou atrasado… Se importa? — perguntou, apontando para a porta.

— Oh, claro! — disse sorrindo, se dirigindo a porta, sendo acompanhado pelo outro. — Você não quer que eu te leve? Tenho um carro, sabe…

— Não, obrigado… Eu vou de ônibus, ônibus são rápidos. — ele falou sorrindo, ainda envergonhado.

— Tudo bem então… Bom trabalho… — parou ao perceber que não sabia o nome do outro.

— Kai. — respondeu, recebendo atenção do outro. — Você pode me chamar de Kai. — disse enquanto saia pela porta, sorrindo travesso.

— Bom trabalho, Kai. Eu sou o Kyungsoo. — desejou enquanto avistada o moreno andando, provavelmente em direção a um ponto de ônibus.

O dono da casa retornou e tomou um banho, afinal, também deveria ir para o trabalho. Seu plantão começava cedo, aquele dia.

 

*

 

1 ano depois

“ Tragédia. Desmoronamento em resort em Seul. Cerca de 560 estudantes se reuniram no auditório do resort para uma festa de boas vindas a novos estudantes. 5 mortes já foram confirmadas. O número de feridos não é preciso, mas já ultrapassa de 20 pessoas. O número de desaparecidos não é sabido até o presente momento. O corpo dos bombeiros atua no local, procurando desaparecidos entre os escombros”. Dizia a jornalista da KBS, transmitindo para a Coréia do Sul a tragédia, em tom sério.

O hospital estava um caos. Exatamente no dia onde uma junta médica havia ido participar de uma conferência, deixando poucos médicos - como do Kyungsoo, cirurgião geral - de diferentes áreas encarregados do atendimento do W. S. Hospital, um grande e importante hospital da Coreia do Sul.

— Doutor Do! Mais um paciente com hemorragia! — dizia o enfermeiro enquanto deixava os últimos cuidados com uma enfermeira e se dirigia ao paciente hemorrágico, tomando providências para parar a hemorragia, que não era extrema.

— Doutor! — gritava uma enfermeira. — Aquela paciente tem uma lança no abdômen direto.

— Doutor! — tornava a dizer mais uma enfermeira. — Um paciente está tendo uma parada cardíaca!

— Doutor! 

— Doutor...!

— Doutor?

Kyungsoo se encontrava parcialmente chocado. Com a respiração falha, tentava recuperar sufocante o ar que insistia fugir de seu peito. Os feridos não paravam de chegar, desde casos leves a casos extremamente graves. A junta médica já estava a caminho, porém a 375 quilômetros de Seul. Todos os médicos estavam atendendo os feridos, que já não era possível nem saber a conta. As enfermeiras não paravam de chegar e informar novos casos, o fazendo ter que parar um momento e pensar na melhor solução.

— Você! — apontou para a enfermeira enquanto corria em direção ao paciente que estava sofrendo a parada cardíaca. — Precisamos classificar os pacientes por grau de enfermidade. Pegue as fitas de emergência e coloque nos braços de cada paciente por cor, para que eu e os outros médicos os visualize de uma forma melhor. — disse chegando no paciente, onde outra enfermeira tentava massagem cardíaca nele, sem sucesso.

— Sim, doutor! — concordou a mesma, se dirigindo ao balcão da sala de emergências.

Pegou as placas do desfibrilador que já estava ligado, passando gel condutor nas duas.

— Ligue em 100 Joules. — disse uma das enfermeiras que estava ao lado, assim que a mesma ligou posicionou as placas no tórax do paciente, com um impulso o jogando para trás. Olhou no monitor que ainda não mostrava os batimentos cardíacos do paciente. Fez mais uma massagem cardíaca no paciente, sem resposta. — Aumente para 200 Joules! — falou, tentando logo em seguida mais uma vez animar o paciente. O monitor indicava a volta da pulsação e Kyungsoo respirou aliviado, fechando os olhos e guardando as placas do desfibrilador, deixando os próximos cuidados com a enfermeira, se dirigindo a paciente com uma lança no abdômen.

Aquele dia com certeza seria extremamente longo, isso porque não se passavam das dez da manhã, mas Kyungsoo não se importava. O que ele queria para aquele dia era salvar o máximo possível de vidas.

 

*

 

Ao meio dia, enquanto saía de uma cirurgia de emergência, pôde visualizar os bombeiros trazendo novas vítimas para o hospital. Um dos homens que segurava a maca do lado direito tinha feições conhecidas para si e isso lhe deixava intrigado. Já havia acontecido algumas vezes durante a manhã, mas o mesmo não teve tempo de analisá-lo. Se dirigiu para a emergência, focalizando nos pacientes com casos mais graves. A emergência era um caos, cheia de pessoas chorando, pessoas encharcadas de sangue, pessoas que estavam entre seus últimos suspiros de vida. Várias macas espalhadas, um lugar aterrorizante para uma pessoa que não estava preparada para enfrentar tudo isso. Os outros médicos estavam em cirurgias e os enfermeiros tentavam diminuir as dores de alguns pacientes, podendo fazer até onde lhes era possível.

Kyungsoo praticamente correu até sua próxima paciente, que estava com uma fita vermelha no braço. Ela havia acabado de chegar; respirava com dificuldade, com ajuda de aparelhos e com bolsas de sangue ao lado, tentando repôr o que a mesma havia perdido.

“Meu Deus. Olha a situação dessa garota”, pensava enquanto analisava sua próxima paciente e os enfermeiros mantinham o estado da garota estável.

— Você é o doutor? — recebeu uma afirmação do médico ao lado, que não tirava os olhos da garota, concentrado. —Acabamos de trazer essa garota pra cá, o estado dela é grave. — avisou um dos bombeiros que segurava uma prancheta, estendendo logo depois a Kyungsoo, sendo pega pelo mesmo sem olhar para o bombeiro ao lado.

 

Nome: Park Jin Lee.

Idade: 19 anos.

Ocorrência: destroços do prédio caíram sobre o seu lado direito.

Condição: Fratura exposta na tíbia e fíbula. Lesão na lombar. Fratura do úmero direito. Fratura na sexta, sétima e oitava costela direita. Lesão no olho direito. Luxação nos braços. Possibilidade de hemorragia interna e externa em cirurgia.

Estado da paciente: inconsciente, porém estável.

 

— Tão nova… — murmurou ao olhar para o bombeiro, pela primeira vez estranhado… Tinha certeza que conhecia a pessoa à sua frente, mas não sabia de onde. Essa certeza cresceu ao ver o olhar assustado que o outro o digeriu, ao ver seu rosto. — Ei… Eu te conheço? — perguntou, ainda incerto. — Te conheço, não é? Qual o seu nome? — quando o bombeiro abriu a boca para falar, foi interrompido por uma voz.

— Kai, vamos logo. Encontraram mais vítimas embaixo dos escombros.

Nesse momento, Kyungsoo arregalou os olhos e abriu a boca, o reconhecendo. Ele era bom com rostos, não com nomes. E mesmo que fosse aquele cara, o qual tinha tido a melhor transa da sua vida, já havia se passado cerca de um ano. Era comum a dúvida.

— Bom, ele já respondeu por mim… Vou salvar mais vidas, salve também. Até mais, Kyungsoo.

Do poderia ficar mais tempo admirado por uma consciência, porém, a vida daquela garota estava em suas mãos e ele precisava salvá-la.

Encontrou com Kai várias vezes durante o dia, ambos apressados, focados em salvar o máximo de vidas, como ele mesmo. Tanto o jaleco de Kyungsoo quanto a farda de Jongin - nome que ele descobriu ser do bombeiro ao ser chamado pelos colegas - estavam encharcadas de sangue. Aquele era um dia trágico, não havia tempo para luxos como banhos ou mudas de roupa.Perdeu as contas de quantas cirurgias havia feito naquele dia; só se lembrava de dois pacientes. Dois pacientes que, mesmo fazendo tudo o que a medicina proporciona para salvá-los, ele os havia  perdido.

Porque ao contrário do que os outros pensam, um médico não conta quantos pacientes ele salva, mas sim quantos pacientes perde.

 

*

 

Já eram oito horas da noite, quase nove. Havia trabalhado o dia anterior inteiro, seu plantão terminava às seis da manhã. Não se lembrava da última vez que havia comido ou bebido algo. Se sentia tonto e, pela primeira vez no dia, se deu o luxo de sentar-se num dos bancos que pacientes aguardavam para ser atendidos, na sala de cirurgia. Os médicos da conferência haviam chegado há duas horas, mas mesmo assim Do não descansou até que  todos os pacientes estivessem estabilizados. Trabalhava até se sentir um morto vivo, mas não se importava, amava o que fazia. Amava ser médico. Se lembrou de Jongin - resolveu chamá-lo assim por achar mais bonito. “Como será que ele está?”, pensava.

O noticiário que começava na televisão à sua frente o despertou de seu transe.

“Notícias dos desmoronamento em Seul. 16 mortos confirmados. Cerca de 36 pessoas com ferimentos graves, felizmente já tratadas, e 28 com ferimentos leves. Os bombeiros ainda realizam buscas para tentar encontrar as outras 15 pessoas desaparecidas”, dizia o jornalista da KBS de forma mecânica.

Kyungsoo nunca entendeu a impessoalidade utilizada para dar notícias às pessoas, a forma mecânica com que os repórteres davam essas notícias trágicas da mesma forma que anunciavam as boas notícias. Para ele, cada vida que era perdida por suas mãos despertava uma tristeza e dor inigualável; as duas pessoas que havia perdido naquele dia com certeza ficariam marcadas em sua memória. Por mais que dissessem que médicos “se acostumam com a situação”, médicos são humanos também. Médicos também sentem o chão fugir de seus pés, mesmo que estejam preparados para aquilo.

Levantou-se, a fim de tomar um café. Como não sabiam como os pacientes graves ficariam, recusava-se a ir para casa. Resolveu que ao menos passaria a noite ali e iria de manhã.

Andou por alguns corredores até perto da máquina de café, onde o avistou. Ele estava de cabeça baixa, com a farda ainda toda suja de sangue e pó, como botas e mãos. Seu cabelo estava totalmente bagunçado e ele estava chorando… Se aproximou, desistindo do café,m por aquela hora, sentando-se ao lado de Jongin, mantendo o silêncio até que o mesmo se pronunciou.

— Eu tentei, Kyungsoo… Eu tentei salvá-la, mas… Mas eu não consegui. — disse aos soluços.

— Quem você tentou salvar, Kai?

— Havia… Havia uma garotinha lá… Ela tinha no máximo 6 anos… A irmã a levou no evento de boas vindas da faculdade — disse, aumentando o choro — Ela falou comigo, Kyung… Ela falou comigo quando eu entrei no meio dos escombros ‘pra tirar ela de lá. Ela parecia bem, mas tava presa. Tinha uma parte da parede que não tinha caído… Eu disse pra ela que tudo ficaria bem, que eu a tiraria de lá… Mas… Mas... — fechou os olhos com força, chorando alto. — Quando eu ‘tava chegando perto dela perto dela a parede... A parede caiu em cima dela.

Ficou tão emocionado com a história que quando percebeu já havia abraçado Jongin, afagando seus cabelos enquanto o outro ainda chorava.

— Ela morreu na hora, na minha frente… Meu parceiro me puxou na hora que a parede caiu… Fiquei tão chocado que nem pude tirar ela de lá… Meu parceiro que voltou pra tirar ela o corpo dela de lá…

— Não foi sua culpa…

— Eu lembro dela gritando “me ajuda tio, me ajuda!”. Se eu tivesse sido mais rápido, se eu tivesse protegido ela… Eu prometi! Eu prometi que ela ficaria bem! Ela me olhou com os olhinhos molhados e…

— Jongin! Você não poderia fazer nada, você não tem garantias também que ela não estava ferida… —  disse Kyungsoo enquanto abraçava mais forte Jongin. — Eu sei que dói, eu sei…

— Eu me sinto tão impotente, imprestável… É como se eu não tivesse salvo ninguém hoje.

— Veja, Jongin, você salvou muitas pessoas, você é sua equipe ajudaram muito! Elas serão eternamente gratas a vocês… Acredito que onde quer que essa garotinha esteja, ela sabe. Ela sabe que você tentou… Então não se culpe, ok?

— Você é o primeiro médico que eu conheço que conforta os outros — comentou Jongin, desfazendo o abraço e limpando as lágrimas. Levantou-se enquanto Kyungsoo reparava que a mão que abraçava a cintura de Jongin estava ensanguentada, logo depois levantando-se e olhando para a farda de Jongin, que agora continha uma mancha maior e mais ensanguentada que aumentava. — Dizem que médicos não têm sentimentos, que eles não tem vida... Acho que você é uma exceção para muitas coisas… — disse Kai antes de desmaiar, sendo segurado por Kyungsoo.

 

*

 

Jongin acordou de madrugada e percebeu duas coisas: estava enfaixado da cintura para baixo, com roupa de hospital, e um médico de lábios de coração estava sentado numa cadeira ao lado da sua cama, com uma das mãos segurando a sua. A cabeça de estava deitada na parte que sobrava no colchão, ressonando baixinho.

Se lembrava de poucas coisas - de alguns lampejos de Kyungsoo gritando por ajuda, ele numa máquina com o médico o levando pra algum lugar e depois não lembrava de mais nada. Na hora que havia tentando resgatar a garotinha, uma das colunas atingiu parte da sua cintura, juntamente com um metal um pouco afiado. Na hora não ligou muito pra dor física, pois a pois a psicóloga era maior. Tentou ajeitar-se na cama, mas a dor era grande e gemeu em frustração. O som acordou Kyungsoo, que acordou um pouco assustado, coçando os olhos e ficando em pé.

— Você acordou! Nossa, Jongin… Que susto você me deu…

— O que aconteceu comigo? — perguntou Kai com voz fraca, como se estivesse há sete dias sem tomar água.

— Você sofreu uma lesão abaixo do fígado… Você tinha um estilhaço, um tipo de metal, que entrou nas suas costas, mas que incrivelmente não te perfurou até aquele momento que você levantou rápido demais. Ali, você quase teve um começo de hemorragia. Céus! Se não estivesse em um hospital… Foi feita uma cirurgia simples, mas nada que alguns dias de repouso não o façam ficar novinho em folha!

— Minha nossa, eu não imaginava — tentou levantar-se, mas foi impedido por um dedo na sua testa o empurrando novamente.

— Fique quietinho aí, você não pode fazer esforço.

— Que horas são? — perguntou após suspirar derrotado.

— Hm… cinco da manhã, quase seis horas.

— Entendi…

— Ei, Kai… Você tem alguém que quer ligar? Mãe, pai ou irmão? Para quando você tiver alta.

— Peça para  ligarem para o meu amigo. O contato dele está no meu celular, não tem senha. O nome dele está como “Suho”.

 

*

 

O dia começava a clarear e os pequenos raios de sol inundando o W. H. hospital. A paz era um tanto estranha comparada a do dia anterior, onde gritos, gemidos de dor e lamúrias eram ouvidos em toda a parte daquele hospital. Deveria ficar mais um dia de conservação, mas recusou-se e assinou um “Termo de Responsabilidade”, contra gosto do seu médico responsável. Com ajuda de Kyungsoo - que já havia tomado banho e estava preparado para ir pra casa -, Jongin levantou devagar, indo em direção a porta, apoiado naquele doutor. Este que lhe despertava sensações novas a cada toque, enquanto esperava o amigo chegar para buscá-lo.

Sentou-se na frente num banco na frente do hospital e ficou apreciando a paisagem.

— Você tem certeza que não quer ficar mais um dia? — Kyungsoo perguntou pela milésima vez.

— Não, eu vou ficar bem… Esse meu amigo mora comigo e com certeza vai me vigiar — disse rindo.

— Amigo mesmo ou talvez… Um namorado? — perguntou Do de modo divertido.

— Nossa, namorado? Ele me trata como um filho, se quer saber. — disse o moreno, rindo alto.

— Então... Não quer meu telefone? — arriscou Kyungsoo, fazendo com que Jongin o olhasse sorridente, o deixando envergonhado. — Para o caso de você ter alguma complicação, algum dos pontos abrirem… Sabe? — Terminou, olhando para qualquer lugar que não fosse o moreno ao seu lado.

— Bem… Eu quero sim. Sabe, eu só confio no meu médico. Tenho essas coisas… Não quero que outros tirem meus pontos... A não ser você.

— Então eu sou seu médico particular? — quis saber Kyungsoo, risonho.

— Depende, só se você quiser. — respondeu Jongin, aproximando o rosto de Kyungsoo, mas assustando-se com uma buzina.

— Ei, Jongin! Você namora e nem me contou nada? — perguntou Suho do carro que estava parado em frente à calçada do hospital.

— Bem, tem certas coisas que são melhores se ninguém fica sabendo, não é mesmo, doutor Do? — disse o moreno piscando ao levantar-se, ainda com um sorriso nos lábios, para o médico que o encarava sorridente, mexendo os pés como uma mania.

— De fato, senhor Kim. De fato… — respondeu enquanto levantava e ia direção ao moreno, segurando em seu cabelo e pescoço, o beijando lentamente. Depois disso, colocou um papel em seu bolso.

Separaram-se e Jongin entrou no carro, olhando para o doutor, que também ia em direção ao seu próprio carro. Não aguentou a curiosidade e olhou o papel que o outro havia colocado em seu bolso. Estava escrito “Call me when you need, baby” juntamente com o seu número de telefone.

Ah, Jongin ligaria… Ligaria com certeza.


Notas Finais


O desabamento que aconteceu eu me baseei num desastre que realmente aconteceu em 2014, mas foi há 375 k de Seul e os dados das vítimas estão diferentes.
Esse capítulo tem menção do Suho, mas ele só tem uma fala, então não coloquei ele como personagem '-'
Eu pensei em fazer eles dois médicos no começo, mas daí foi evoluindo e mudando e Jongin virou um bombeiro hehe.
De qualquer forma obrigada por ler, se quiser comentar, fico muito feliz com isso (gosto de saber o que as pessoas acharam) hehe.
Um beijo e um cheiro, pessoas.
Até mais~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...