História Say I love you - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathanaël, Tom Dupain
Tags Amor, Barreiras, Drama, Romance, Tragedia
Exibições 210
Palavras 3.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Primeiramente mil desculpas. Fiquei uma semana inteirinha sem atualizar a fanfic e peço mil perdões pelos meus leitores, foi horrível; eu sei. Felizmente eu possuo motivos, então não me matem antes. Eu tive que viajar aqui para São Paulo para ver a minha mãe, já que meu feriado ficou bem estendido. Com isso, ao invés de ficar o dia inteiro no computador, eu decidi ver minhas séries, ficar com minha mãe e ir no hospital (que eu tô com a vista bugada, então foi um dos motivos da minha vinda a SP).
Sem mais delongas, boa leitura.
P.S. Farei capítulos mais longos, então eles sairão com menos frequência.

Capítulo 4 - Capítulo 3 - Ligação


Fanfic / Fanfiction Say I love you - Capítulo 4 - Capítulo 3 - Ligação

Naquele momento, Adrien confiou que realmente não havia nada demais e que aquela promessa realmente seria cumprida. Mas Marinette não. Ela só não queria que alguém se preocupasse com ela, porque caso tudo isso fosse descoberto... como ela iria ficar? Com quem ela iria ficar?

- Ei – ele tirou-a de seus pensamentos. – Você tá bem? – Ela assentiu com a cabeça e Adrien, pela primeira vez, convenceu-se com aquela resposta. Talvez seja porque aquele laço realmente significasse algo, porque ela nunca mentiria para ele. Mas isso na sua cabeça, porque ela prometeu algo que não é e nunca será verdade.

- Sim, sim – desviou seu olhar para baixo e respirou fundo. Por que as coisas tinham que ser tão complicadas? Por que ela nutria esses sentimentos por ele sem ao menos conhecê-lo? Nos seus pensamentos ela apenas pensava no porquê dela não ser a Chloé. Talvez, lá no fundo, ela invejasse o relacionamento que a loura possuía com Adrien.

- Marinette – Caline chamou-a, fazendo perceber que estava parada olhando para baixo. – Posso conversar com você por um segundo? – A garota olhou em volta e viu que todos encaravam-na. Depois de verificar aquilo, concordou com a professora e saíram da sala, ficando em frente a ela. – Você está bem? – A azulada já estava cansando-se de tantas pessoas perguntarem por aquilo. É claro que ela não estava bem, então por que simplesmente não interferiam e ajudavam-na?

- Sim – encarou a professora, que tinha um olhar calmo e quente.

- Mari, o que foi isso no seu olho? – ela passou a mão gentilmente no olho da garota, fazendo-a recuar pela dor. – Desculpe...

- Tudo bem – colocou seu pulso perto de seu olho, tentando tirar a atenção da professora dali. – Posso voltar pra sala? – Queria que o dia apenas acabasse logo.

- Eu acho melhor conversarmos com o diretor...

- Eu tô bem, sério! – deu um pequeno sorriso para Caline, que finalmente deu-se por vencida. Voltaram para sala, que estava em silêncio. Marinette se sentou no seu lugar e Adrien chamou-a:

- Ei...

- Oi? – respondeu gentilmente.

- Me passa seu número? – Marinette não sabia o seu número, o que complicou as coisas.

- Eu não sei o meu... – disse de modo acanhado.

- Não tem problema – seus olhos esmeraldas encontraram-se com os safiras dela, provocando um misto de sentimento em ambos. Confusão e emoção era um dos sentimentos sentidos, algo que, até então, nunca haviam sentido. – Posso passar para... – Adrien perdeu-se quando notou que a boca da garota estava mais atraente que qualquer coisa. Um pequeno corte aparecia no canto superior de sua boca, a tornando irresistível. – Para... – Seu coração batia rápido e o dela também. Apesar de já saber o que sentia por ele, nunca parou para observá-lo melhor: seus olhos eram mais brilhantes que esmeraldas e sua boca aparentava ser mais macia que algodão.

- Para... – continuou Marinette, que encontrava-se perdida também. Onde é que estavam? Eles haviam se esquecido completamente.

- Você é tão... – antes que Adrien pudesse terminar de falar, o sinal tocou, acordando-os de seu transe. Marinette olhou em volta, assustada.

- Mari, você vem com a gente? – Alya chamou-a, fazendo ela tirar seus olhos do garoto.

- Claro! – a azulada não teve coragem o suficiente para olhar no louro novamente, então apenas foi com eles.

- Preciso falar com você – Alya puxou-a para um canto reservado e disse em cochichos: - Que merda é essa no seu olho? – A azulada desviou o olhar na hora, não esperava que seus olhos causassem tanta curiosidade nas pessoas.

- Não foi nada – insistiu. Alya sabia que algo estava estranho por ali, mas que a azulada não queria admitir. Encarou-a, suspeita. Algo ali, de fato, estava muito esquisito. – É sério! – Teimou.

- Então por que não dorme em casa hoje? – Marinette sabia que aquela ideia ia causar muita dor a si, mas não tinha como predizer.

- Acho melhor não. Tenho coisas para arrumar... – Alya estava certa de que convenceria Marinette e que juntaria eles dois.

- Vamos, vai ser legal! – ela pensava que, caso algo realmente estivesse errado, ela não iria.

- Eu vou estar muito ocupada hoje – mentiu. – Mas que tal tomarmos um café depois? – a ruiva estranhou o fato dela inventar uma mentira do nada, resolveu deixar passar, por enquanto.

- Claro. Pode ser na lanchonete aqui perto? – Mari assentiu positivamente e ambas sorriram, aquilo não tinha nada para dar errado.

Não muito longe dali, Adrien recebia um convite irrecusável:

- Vamos, meu pai vai ficar fora a noite inteira... – a loura insistia. Ele não conseguia aceitar aquilo, não enquanto ainda possuía fortes pensamentos pela loura.

- Eu não sei, Chloé... – pensava ainda. Queria esquecê-la, mas, ao mesmo tempo, não queria; ele se sentia culpado por ter esses sentimentos em relação a uma garota que acabara de conhecer. – Eu ando meio ocupado – Ela passou seu dedo no peitoral coberto dele, fazendo-o sentir um arrepio por todo o corpo.

- Vai... – disse, meio manhosa. Sabia o que iria acontecer se fosse na casa dela.

- Chloé... – resistia o máximo que podia. Não conseguiria contar o real porquê dele não ir até lá.

- Por favor

- Eu já disse – os olhos dela brilhavam e ele estava quase cedendo a ela. – Eu vou ter uma sessão de fotos – Tentava enganá-la, mas não parecia que iria ceder.

- Eu te espero

- Sério?

- Sim! – pensou um pouco, talvez, assim, ele realmente conseguisse esquecer Marinette de seus pensamentos. Mas o que ele não sabia é que, independente da intensidade do amor, você nunca conseguirá esquecer aquela pessoa.

O sinal finalmente tocou, fazendo-os irem para sua sala. Quando o louro chegou na sala, viu que ela já estava ali e sorriu para ele, fazendo todos os seus pensamentos sumirem e focarem apenas em um: ela. Sentou-se no seu lugar, sendo seriamente observado por Chloé, que parecia saber que algo estava errado com seu amor. Na verdade, realmente havia algo errado.

- Ei – puxou assunto.

- Oi... – ela tentava não olhar para ela, porque sabia que seus olhos inchados causavam um grande incômodo nele.

- Você tá bem? – queria poder vê-la, para se certificar que aquilo que sentia não passava apenas um misto de sentimentos confusos.

- Eu acho que sim – pegou seu pequeno caderno vermelho escarlate e abriu-o numa folha em branco. – E você? – Começou a copiar o conteúdo do trabalho em grupo que Caline estava passando.

- Eu tô bem – sorriu, apesar de ainda estar triste por não poder olhá-la nos olhos e, finalmente, ter certeza do que sentia por ela.

- Fico contente – seu coração acelerou com aquela resposta, ela se importava consigo e isso, para ele, já era o bastante. Abaixou a cabeça, nervoso. Quando foi a última vez que sentiu-se assim?

A aula passou rápido e Marinette ainda tinha seus pensamentos focados nele. O grupo teria que fazer uma peça de romance que seria sorteada semana que vem. A professora disse que poderia ser uma peça criada, mas que abordasse um tema polêmico e, o mais importante, o romance. Em suma, teria que ter temas tristes e um romance para passar por tudo isso.

- Vamos? – Alya cutucou Marinette, fazendo-a lembrar-se de que iriam sair.

- Mas o sinal nem... – foi interrompida pelo sinal, declarando que as aulas haviam terminado.

- O que disse? – perguntou num tom irônico, arrancando uma risada de Marinette.

- Nada – desistiu. Quando foi pegar seu estojo, que estava ao lado do de Adrien, suas mãos encostaram-se, causando um choque por todo corpo deles. Seus olhos brilhantes se encontraram, com vergonha e com medo. 

- Desculpa – disseram, em uníssono. Ela pegou seu estojo e guardou-o, sem graça.

- Você vem amanhã? – perguntou.

- Amanhã? – ele guardou o restante do seu material e encarou-a, confuso.

- É...?

- Amanhã é sábado – riu. Ela sentiu suas bochechas ruborizarem e desviou o olhar, envergonhada. Adrien corou também quando viu-a daquela maneira; ela era diferente de todas. Sem pensar, tocou no seu queixo e forçou-a a olhar para ele, que ficou assustada com aquela ação. – Você fica linda envergonhada, não tem motivo de virar o rosto – Sorriu ao ver que, novamente, havia ficado vermelha.

- Adrikins? – Chloé o chamou, fazendo com que tirasse sua mão do rosto dela e desviasse o olhar. – O que pensa que está fazendo com o meu namorado? – Chloé ficou parada em frente a eles e encarou a garota, que não tinha reação.

- Vamos embora, Chloé – Adrien ficou ao lado da loura, que parecia irritada com aquilo.

- Você vai me pagar mais que esse olho roxo, sua cadela! – disse num tom audível por todos na sala. Alya notou que Mari apenas encarava-a, sem reação, e resolveu a ajudar.

- Cala boca, loira aguada – interrompeu e ficou ao lado da garota, que esboçou um sorriso ao ver que sua amiga ajudou-a.

- Olha quem fala... – olhou de cima a baixo a ruiva, que importunou-a.

- Fica na sua. Não vai querer mexer comigo – Alya parecia séria e Marinette sentia-se culpada por aquilo.

- D-desculpa, Chloé... – apertou suas pequenas mãos.

- Já deu! – exclamou Adrien, que segurou o braço de sua namorada.

- Então se afaste dele se não quiser se machucar! – ordenou a loura, fazendo o coração dele acelerar. Ela realmente iria ceder àquilo?

- Ela nunca se afastaria de alguém por medo de você, sua baixa – respondeu Alya, recebendo a atenção da professora.

- Ei. Parem de brigar – ordenou a professora.

- Tudo bem... – Adrien sentiu seu coração se despedaçar naquele momento. – Se for o melhor para ele e para você, eu me afasto dele – Levantou seu olhar, causando surpresa na ruiva e um sorriso vitorioso de Chloé. Menos Adrien. Naquele momento, tudo havia se despedaçado. Queria se meter no meio daquela conversa e dizer que o bem dele era tê-la como amiga, mas não podia fazer isso. Não podia trazer problemas para uma garota que acabou de conhecer, ainda mais para ela.

- Mari... – a ruiva passou a mão nas costas de sua amiga, tentando consolá-la e mostrar que essa não era a melhor alternativa para encerrar a rixa entre elas. – Não tem que fazer isso

- Tudo bem – mexeu a cabeça negativamente. – Nós nunca combinaríamos – Mentiu. Naquele momento, uma parte dos dois havia se apagado.

- Vamos, amor – Chloé pegou na mão de Adrien e saiu da sala com ele, mas uma parte dele havia ficado naquela sala. Uma parte que apenas a Marinette poderia trazer de volta.

- Você tá bem? – Alya perguntou, arrancando um suspiro dela.

- Sim... eu acho – sua voz possuía um grande receio.

- Por que você fez isso? – ela não sabia também. Terminou de guardar seu material e saiu de sua carteira, com um rosto péssimo.

- Eu não sei – sua voz tinha tristeza e sua amiga notou isso.

- Vamos tomar alguma coisa, você vai melhorar – concordou com a proposta da amiga e foram para uma lanchonete chamada La Brioche Doree, que por sinal era uma das melhores de Paris. – O que vai querer? – Puxou assunto quando adentraram o estabelecimento.

- Eu não sei... – a funcionária chegou para atendê-las.

- Bom dia – cumprimentou.

- Bom dia. Eu quero um café gelado

- Algum adicional?

- O tradicional da casa, mesmo – ela anotou o pedido e olhou para a azulada, tomando um leve susto com o grande hematoma em seu rosto.

- E você?

- O... mesmo, eu acho – tinha uma dúvida na voz, porém a atendente anotou mesmo assim e saiu de perto da mesa delas.

- Agora, me conta

- Contar o quê?

- Tudo. Somos amigas agora, esqueceu?

- Como assim tudo, Alya?

- Eu sei que você tem segredos, Mari. Todos nós temos

- Mas eu não tenho

- Pode contar, prometo guardar segredo – ela hesitou por um segundo. Talvez ela pudesse contar tudo para sua amiga, que parecia querer ajudá-la.

- São segredos horríveis, Alya – cedeu um pouco.

- Não devem ser tão horríveis – mas, na verdade, eram segredos que deveriam ser guardados.

- Se você insiste... – os olhos da ruiva cresceram e ela deu foco total ao que Marinette ia dizer. – Eu amo o Adrien – Alya sentiu uma pontada de felicidade e decepção ao mesmo tempo.

- Não é isso. Me diz o que é isso no seu olho

- Não foi nada...

- Eu prometo guardar segredo, me conta

- Não é nada, Alya – riu, meio sem graça. O pedido delas havia chegado e ambas começaram a saborear o pedido gelado.

- Ficou em dez euros – antes que Marinette pudesse procurar sua carteira, Alya já havia pagado e encarava a amiga com curiosidade.

- O que tá procurando?

- Minha carteira – disse num tom tênue. Sua concentração estava toda focada em achar sua pequena carteira.

- Mas eu já paguei – seu olhar estava confuso e Alya não conseguiu segurar a risada.

- Eu te pago...

- Tá tudo bem! É um pagamento por ter me contado seu segredo, ok? – Marinette sentiu seu rosto ruborizar e um sorriso automaticamente formou-se em seu rosto.

- Obrigada... – tomou um pouco da sua bebida e Alya olhou o relógio, notando que estava atrasada para o compromisso com Nino e sentiu seu coração acelerar.

- Mari – exclamou, desesperada. – Eu tenho que ir agora – Pegou sua bolsa e se levantou, dando uma leve assustada em Marinette. – Continuamos depois, ok?

- Claro... – tentou dizer porém Alya já havia saído da loja. Tomou outro gole e pegou sua bolsa de um modo que não machucasse suas costas. Saiu de lá e começou a voltar para sua casa, mas seus pensamentos ainda estavam no que aconteceu na escola.

- Por que eu disse aquilo? – apertou a alça da sua bolsa e olhou para o chão. Novamente sentia-se culpada por aquilo, por sempre ceder as vontades dos outros. Talvez ela somente fizesse aquilo por medo, medo de alguém sofrer na mesma intensidade que ela sofre. Sem que percebesse, estava em frente ao parque que deu início a todo aquele turbilhão de sentimentos.

O local estava vazio e ela comemorou mentalmente por seu balanço também. Sentou-se e começou a se balançar lentamente ali. Ela escutou que alguém começou a se balançar também ao seu lado. Virou seu rosto para ver e viu que era ele ali, olhando diretamente em seus olhos brilhantes.

- Nos encontramos de novo aqui – disse.

- Sim... – respondeu baixinho.

- Eu sei que você diz que tá tudo bem com você – começou a dizer e ela mantinha seu olhar fixo no chão. – Mas eu vou te passar meu número – Marinette sussurrou um heh, envergonhada. – Que fiquei de te passar, lembra? – E olhou-a, que assentiu positivamente e pegou seu celular de um bolso da bolsa e entregou para ele, que anotou seu número. – Pode me ligar sempre que precisar

- Sempre... – sussurrou para si mesma, passando despercebida por ele. Levantou-se, tendo a atenção de Adrien para si.

- Onde vai? – perguntou.

- Para casa – respondeu, sem graça.

- Posso te acompanhar?

- Eu...

- Por favor – insistiu. Seus olhos encontraram-se, causando um arrepio e uma estranha vontade de tocá-lo, mas conseguiu se segurar ao apertar a alça de sua bolsa.

- Tudo bem – cedeu. Eles foram andando até chegar no apartamento dela, que ficou memorizado na cabeça dele. – Chegamos – Anunciou, parando de andar.

- Você mora perto da escola

- Sim, é perto – ela chegou próximo à porta e segurou na maçaneta, apertando.

- Vou indo – virou-se e quando deu seu primeiro passo, ela chamou-o, fazendo seu coração acelerar.

- Meu apartamento é no terceiro andar – disse, com um sorriso no rosto. – Caso queira me fazer uma visita um dia – Apertou ainda mais a maçaneta e ele sorriu com o que ela disse. Para ele, ela esperava que fosse visita-la.

- Eu vou vir algum dia, caso me chame – virou e viu que ele tinha seus olhos fixos nela e sentiu suas bochechas ruborizarem.

- Promete?

- Eu prometo – respondeu sem hesitar e ambos sentiram uma felicidade lhes percorrer o corpo inteiro. – Vou indo. Obrigado pela companhia, Mari – Aproximou-se dela e ficaram bem próximos. Ele segurou-se para não beijar a boca convidativa dela e beijou sua bochecha. Ambos encaravam-se, com suas bochechas ruborizadas.

- A-até amanhã – entrou no prédio e fechou a porta, respirando fundo. Seu coração era algo que sempre a iria trair, pelo visto. Por que ele batia tão fundo por alguém comprometido? Por que Adrien beijou-a, sendo que namora? Subiu as escadas e entrou em sua casa, que, por incrível que pareça, estava super arrumada. Entrou no seu quarto e viu que já eram 15:20, o que assustou-a. Resolveu entrar em sua rede social para o tempo passar rápido e ficou ali por um bom tempo. Finalmente eram 17:00, o que a obrigou sair de seu computador.

Foi até o banheiro e ligou o chuveiro, esperando-o esquentar. Tirou sua roupa com cuidado, graças aos machucados, e ficou encarando-se no espelho. Respirou fundo e entrou no box, enxaguando seu corpo e livrando-a de todas as sujeiras que nela estavam. Ensaboou-se com cuidado, não queria sentir novamente a dor aumentar. Depois de limpar-se, começou a pensar em tudo que havia acontecido até agora. Apenas dois dias haviam se passado e, nesse pouco tempo, viveu coisas mais intensas que em toda a sua vida. Ela se perguntava do porquê de ser tão complicado amar, por que existem tantos empecilhos atrapalhando-os? Queria apenas dizer para seu amado o quanto gostava dele, apesar do pouco tempo de amizade. Seu coração batia rápido quando o via e seu corpo fica todo molenga quando ele a tocava, se isso não é amor, o que seria? Tinha que ser amor, era a única resposta para todos esses turbilhões de sentimentos e sensações.

Saiu do chuveiro e secou-se com cuidado, tinha medo de se machucar novamente. Colocou uma saia até o joelho e uma blusa regata de alça fina, que ficava justa no seu corpo e revelava bem todos os seus machucados. Já eram 19:00 e, quando sentou-se na beira da sua cama, a porta de sua casa abriu abruptamente, revelando que seu pai havia chegado. Seu coração acelerou e apertou suas mãos contra sua coxa, nervosa. O que iria acontecer agora? A porta do seu quarto abriu num estrondo, fazendo-a dar um pequeno pulo em sua cama.

- Já tá me esperando, sua vagabunda? – ele aproximou-se dela e a empurrou no chão, arrancando um grunhido de dor. – Eu vou ter que sair a trabalho – Anunciou, fazendo um pequeno sorriso brotar em seu rosto; finalmente teria um pouco de sossego e tranquilidade. – Então vou descontar em você, sua puta ingrata – Chutou as costelas dela, fazendo-a arfar e um estalo ser ouvido. Ele deu mais alguns chutes em suas costelas e saiu, rindo. Marinette cuspiu sangue, a dor era imensa então aquilo não havia sido apenas algo por fora, mas alguma coisa fora danificada por dentro. Tentou te mexer mas não conseguia, seu corpo parecia ter sido bloqueado. A sensação que sentia era que um osso havia sido quebrado e sua respiração estava falha, não conseguia mexer-se e, muito menos, respirar. Esticou sua mão até em cima do balcão e conseguiu pegar o celular. Cuspiu sangue mais uma vez e sua mão estava trêmula, não conseguia pensar em muitas coisas, apenas naquela dor. Desbloqueou o celular e abriu os contatos e ligou para a Alya. A chamada havia dado caixa postal.

- Droga... – disse baixinho, estava sentindo muita dor. A única pessoa que poderia ligar era para ele. Discou o número e não demorou para a voz conhecida dele aparecer do outro lado.

- Alô? – parecia meio sonolento e ela ficou travada. – Tem alguém aí? – A sua voz parecia um pouco mais irritada.

- A...drien... – disse o nome dele pausadamente e o coração dele parou; ela estava do outro lado.

- Mari?! – o seu tom era de preocupação.

- Eu preciso... – tentou dizer, mas sua voz falhou. A última coisa que escutou foi a voz dele desesperada do outro lado da linha. 


Notas Finais


Bom... é isso. Espero que tenham gostado e nos vemos no próximo capítulo.
Obrigada por lerem,
beijos <3


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